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Cobb discute controle de ventilação para melhor eficiência das aves e redução de custos

Especialista em Ambiência da Cobb na América do Sul, José Luís Januário, destaca controle de ventilação em granjas de reprodutoras durante webinar promovido pela empresa para América Latina 

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Foto: O Presente Rural

Atualizações de ventilação e melhora de ambiente para reprodutoras (matrizes) que produzem os pintinhos de frango de corte, foram apresentadas pelo especialista em Ambiência da Cobb-Vantress na América do Sul, José Luís Januário, em webinar promovido pela empresa. O manejo de ventilação e ambiência é parecido com o manejo de frangos, com algumas especificidades apenas e comportamento das matrizes. Para se ter uma ideia, a reprodutora pode chegar próximo a 2,2 quilos com 20 semanas, enquanto o frango chega a esse peso em cinco semanas. Por isso, todo o sistema produtivo, como manejo de ventilação e dieta, deve ser bem controlado e instalado para um ciclo mais longo e com as restrições de alimento que fazemos para as matrizes. Januário lembrou que, além de eficiência em produtividade, usar as melhores tecnologias no momento ideal é fundamental para reduzir custos de produção e ter eficiência financeira.

“Precisamos conhecer as necessidades das aves, qual é o custo operativo (de cada sistema de ventilação), como manter o ambiente controlado, com manejo de temperatura e umidade”, iniciou. Pontos críticos para o manejo da ventilação são a velocidade do vento e o controle de umidade”, mencionou. De acordo com ele, os pintinhos desde o nascimento e até o quarto dia, devem ter temperatura corporal ao redor de 40 a 40,6°C. “Muito acima ou muito abaixo podem ser fatais. Aos 36°C, eles só dormem, com 44 graus podem sofrer consequências adversas à saúde”, disse Januário. Ele destaca que além do ambiente, a temperatura da cama deve estar controlada, “entre 32 e 40 graus”. Até os 21 dias, as aves geralmente recebem calefação satisfatória de acordo com a idade e setup de temperatura. As temperaturas desejadas são: entre 33 a 34°C para aves de um a três dias. De quatro a sete dias, 32°C, para as de oito a dez dias, 31°C e para as aves de 11 a 15 dias, 30°C. E ainda: 29°C na terceira semana, 28°C na quarta semana, 27°C na quinta semana, 26°C na sexta semana, e, da sétima até a 24ª semana, a temperatura pode variar de 24 a 25°. Januário afirma que é preciso controlar a relação de calor de dentro e de fora do galpão, utilizando a ventilação, isolamento e a vedação das granjas, para isso.

São três os tipos ou módulos de ventilação: a ventilação mínima, para suportar a qualidade de ar, onde se trabalha junto com inlets, onde se tem,  e manejo de cortinas nos aviários convencionais, a ventilação de transição, também junto com inlets e cortina de entrada de ar, aumentando a extração, a velocidade do vento sem aumentar a sensação térmica de frio, o que melhora a troca de ar, e a ventilação túnel, quando se necessita velocidade de vento, “seja ventilação ou extração no fundo dos galpões”. Segundo ele, a ventilação ajuda ainda a controlar gases indesejados, como amoníaco, CO2 e CO. Em sua palestra, o especialista em ambiência citou que ventiladores misturadores de ar na parte perto do teto dos galpões, instalados nas partes mais altas, assim usamos a física para mesclar o ar, e promover um menor gasto de energia, como gás ou lenha, pois usam o calor de cima do galpão (o ar quente sempre fica acima do ar frio) e o espalha para baixo, onde estão os animais.

Como uma ferramenta de ventilação, para fazer uma ventilação natural, e para tirar calor do galpão, destacou que o uso correto das cortinas laterais pode ajudar, e o fazemos com uma relação de abertura de um lado respeitando uma proporção entre os lados, sendo uma parte para quatro partes do lado oposto, ou abertos seja: se abrir a cortina em cinco centímetros de um lado, do lado do vento predominante, 20 centímetros podem ser abertos do outro para ajudar a forçar o ar quente a passar pelo galpão e sair pelo outro lado junto com os gases indesejados e umidade também. Da mesma forma, para granjas mais modernas, deu dicas para o manejo com inlets para controlar o ar que entra na granja da maneira mais correta, ajudando no controle de umidade e o ambiente de maneira geral.

Mencionou ainda como usar as placas evaporativas e aspersores, “nunca antes que a temperatura esteja abaixo de 28°C dentro do galpão”, e os exaustores e ventiladores para aumentar o poder de ventilação em túnel, usando toda a estrutura, e sempre buscando gastar o menos possível de seu aparato energético para retira com eficiência o calor produzido pelas aves e também o calor que vem de fora. Para isso, sustentou também a importância do isolamento de telhado, das cortinas laterais, para controlar melhor o ambiente. Nas condições ideais, sustentou Januário, a troca total de ar num aviário de matrizes, deve ocorrer ao redor com 50 segundos entre a entrada e saída do ar, e como comparativo em frangos ao redor de 40-45 segundos de troca de ar. Para isso, sustentou, “podemos usar as tecnologias disponíveis, sejam simples como ventiladores e aspersores”. E para ele, é preciso lançar mão das tecnologias que estão disponíveis nas empresas, onde estão as granjas e que tenham boa relação entre custo e benefício.

Fonte: Assessoria
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Empresas HyCare

Dosamax amplia sua linha e lança a Estação de Filtragem Dosamax 20

A estação é pré-montada, possui função de retro-lavagem manual, e válvulas de purga manual para a expulsão de areia e pequenos resíduos

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A Dosamax (parceira da MS Schippers especializada em sistemas de dosagem) acaba de lançar a estação de filtragem Dosamax 20, uma versão para sistemas hidráulicos de menor dimensão, com capacidade para filtrar até 20m³ de água por hora. A estação é pré-montada, possui função de retro-lavagem manual, e válvulas de purga manual para a expulsão de areia e pequenos resíduos. O equipamento já está sendo comercializado pela MS Schippers, e foi desenvolvido com o objetivo de complementar a linha para tratamento da água de bebida da empresa, um dos programas de biosseguridade que fazem parte do método HyCare.

Fonte: Assessoria
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BRF define meta de 10% de sua receita em investimentos de inovação em 2023

Somente neste ano, a Companhia engajou mais de 150 startups com o lançamento do brfHub, a plataforma de conexão global com startups

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A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, possui diversas iniciativas que nasceram por meio da sua área de inovação. Para comemorar o Dia Nacional de Inovação, a empresa faz um balanço positivo de ações voltadas ao ecossistema de inovação aberta. No ano passado foram investidos 3% da receita no mercado doméstico à inovação e a expectativa em 2023 é de 10%. Segundo a revista especializada em tecnologia, Fast Company, na América Latina, o Brasil lidera o mercado da inovação.

A história da BRF evidencia o DNA de inovação da empresa, que, com suas marcas, entre elas Sadia, Perdigão e Qualy, acompanha as transformações dos hábitos de consumo no Brasil e no mundo. Além disso, a Companhia reforça o conceito de empresa inovadora, que investe em tecnologia para garantir cada vez mais produtos de qualidade e que colaborem com o meio ambiente. Com a área de inovação, o intuito da BRF é viabilizar ideias certeiras e acelerar o desenvolvimento das tecnologias para prover novas soluções.

Olheiros de Inovação

O programa Olheiros de Inovação, que já gerou cerca de mil ideias de produtos para o portfólio, está sendo acelerado. “De forma colaborativa, fomentamos diferentes instituições dedicadas ao mapeamento e à identificação de tecnologias que podem impactar nossa cadeia ou criar oportunidades para a BRF entrar em novas categorias. Evoluímos, ainda, para ampliar nosso modelo de inovação aberta. Somente neste ano, engajamos mais de 150 startups com o lançamento do brfHub, a nossa plataforma de conexão global com startups”, ressalta o diretor de Inovação, Sergio Pinto.

Inovação Aberta Global

A BRF ampliou sua conexão com o ecossistema de inovação aberta, em nível internacional, com a formalização de uma parceria com a empresa israelense Ibi-Tech.  Com isso, a BRF, por meio do brfHub, passa a ter conexão direta com o ambiente empreendedor de Israel, considerado um dos principais polos de inovação tecnológica do mundo. O brfHub existe desde 2016 e é o programa de relacionamento da BRF com o ecossistema de inovação aberta no Brasil e no exterior, com o objetivo de estimular parcerias que criem inteligência e agilidade na geração de novos negócios e soluções competitivas para a Companhia. Israel é considerado referência global em empresas de tecnologias disruptivas para setores como o de alimentos (foodtechs) e relacionados ao agronegócio (agtechs).

“A BRF tem um papel importante na alimentação do Brasil e do mundo, e a parceria com o Ibi-Tech deverá contribuir com o propósito do brfHUB em ser o ponto de conexão entre o mundo de alimentos e agentes de inovação, conectando nossa empresa com empreendedores e pesquisadores em nível global”, afirma Sergio Pinto.

Programa Conexão Startup

A empresa participa do Programa Conexão Startup Indústria 4.0 da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, e lançou o EMERGE Labs BRF, programa que atrai acadêmicos empenhados em criar soluções para redução de desperdício e segurança dos alimentos. “Acreditamos que podemos e devemos estar entres os principais agentes de inovação em nível global, conectando nossa empresa com empreendedores e pesquisadores. Os assuntos que trabalhamos são redução do desperdício, segurança alimentar, conveniência e saudabilidade”, conclui o diretor de Inovação da BRF.

Fonte: Assessoria
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BRANDT do Brasil fortalece estrutura para expansão das atividades no Brasil

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2020 tem sido um ano vibrante para a BRANDT do Brasil, empresa especialista em nutrição vegetal, inclusive com desempenho acima das expectativas, mas 2021 promete ainda mais, com aceleração da expansão das atividades no país. Para dar suporte a esse crescimento e foco ainda maior no atendimento aos clientes, a empresa fortalece áreas-chave e amplia a equipe.

O Diretor de Inovação e Tecnologia, Antonio Coutinho, assume a diretoria da implementação da nova unidade fabril da BRANDT, na região metropolitana de Londrina (PR), além da responsabilidade pelo mercado de citros no Brasil e suporte aos países da América do Sul que também atuam na produção de frutas cítricas.

Samuel Guerreiro, que desempenhava a função de Diretor Técnico, passa a responder pela recém-criada Diretoria de Marketing e Inovação, coordenando as ações de marketing e comunicação para apoiar a expansão dos negócios.

E dando as boas vindas ao mais novo integrante da equipe, Jeferson Oles assume a posição da Diretoria Técnica da empresa, assumindo a responsabilidade de apoio às equipes e suporte ao crescimento da empresa.

Antonio Coutinho é engenheiro agrônomo, formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), com mestrado em biotecnologia pela UNESP – Araraquara. Ele está na BRANDT desde 2016. Além de liderar a gestão da nova fábrica, em Cambé (PR), região metropolitana de Londrina (PR), ele faz a conexão entre Brasil e a matriz, nos Estados Unidos. “A BRANDT está em crescimento e nosso objetivo principal é ajudar os agricultores a elevar os seus níveis de produtividade, oferecendo linhas robustas de tecnologias modernas e inovadoras. Além disso, a nova fábrica nos possibilita expandir não apenas o portfólio mas a capacidade de produção”, ressalta Coutinho.

O engenheiro agrônomo Samuel Guerreiro é formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e está na BRANDT desde 2018. Com mais de uma década de experiências em agricultura, já atuou como gerente geral na área de nutrição vegetal nos Estados Unidos. “ O maior desafio na nova área de marketing envolve fortalecer a parte de inteligência de mercado juntamente com estratégias bem definidas de acesso, visando levar as soluções ao maior número de produtores de forma assertiva dentro dos manejos, respeitando as particularidades focando altas produtividades. Fazendo da alta produtividade um hábito para os produtores brasileiros através das tecnologias exclusivas da BRANDT, as quais já fazem parte do manejo dos campeões mundiais de produtividade”, destaca Guerreiro.

Jeferson Oles é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com mestrado em agricultura, pela UNESP – Botucatu. Com mais de uma década de atuação no mercado agrícola, é especialista em bioestimulantes, produtos biológicos, herbicidas e nematicidas. “Queremos ocupar espaço no crescente segmento de produtos para fisiologia e nutrição. A BRANDT tem profundo conhecimento de fisiologia vegetal e assume o desafio de romper barreiras para colocar nossas tecnologias no campo, à disposição dos agricultores. O departamento técnico tem papel fundamental nesse processo, pois por meio da disseminação do conhecimento de fisiologia vegetal, nutrição e desenvolvimento de plantas contribui para o melhor posicionamento e desenvolvimento de produtos”, enfatiza Oles.

A coordenadora de RH da BRANDT do Brasil, Edilaine dos Reis, explica que esse processo de ampliação de áreas e contratação de profissionais qualificadas e experientes contribuem para a estratégia de crescimento da empresa. “A cada ano, a BRANDT é uma empresa diferente. Em 2020, apesar da pandemia da Covid-19, não freamos o crescimento e fizemos várias contratações para a fábrica, administração, laboratório e produção, entre outros. Esse avanço consolida e fortalece ainda mais a equipe. Esse processo é contínuo porque nossos objetivos são arrojados. Queremos atrair ainda mais profissionais experientes para nos ajudar a crescer”, diz Edilaine.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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