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Cobb destaca estratégias de manejo para redução de perdas na avicultura

Especialistas da Cobb defendem manejo de frangos de corte direcionado para redução de condenações nos frigoríficos

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Arquivo / OP Rural

O manejo inicial de frangos de corte deve ser focado para se obter melhores pesos e uniformidade desde os primeiros dias. Além de aquecimento adequado, boa qualidade de ração e água, deve-se trabalhar para manter a cama do aviário seca, e de boa qualidade durante todo período de criação. O excesso de umidade da cama afeta diretamente a qualidade sanitária dos lotes em especial as patas.

Essas são algumas das estratégias importantes para reduzir as perdas no processo de criação, defendeu o médico veterinário especialista em Frangos de Corte e Ambiência da Cobb-Vantress na América do Sul, José Januário, em evento aconteceu em formato virtual. O especialista destaca a necessidade de o produtor identificar onde estão as causas das perdas e atuar diretamente sobre elas, além de cuidar do manejo direcionado para um bom arranque de peso e uniformidade dos lotes já nos primeiros dias. “Um bom manejo inicial terá impacto ao longo de toda a vida produtiva do animal”, salientou.

O médico veterinário e especialista do Processo de Qualidade e Abatedouros da Cobb-Vantress na América do Sul, Eder Barbon, que participou do debate, destaca que as perdas nos frigoríficos no Brasil são altas e impactam diretamente nos rendimentos e na lucratividade do setor. “Reduzir 1% de perdas impacta em muito dinheiro. Perdas por lesões de pele, por exemplo, podem representar um percentual significativo. Se consideramos todas as pequenas perdas, no montante final representa um valor elevado que impacta na lucratividade final. E por isso é tão importante a conscientização para o manejo focando na redução das perdas e implementação dos rendimentos”, encerrou Barbon.

Durante o encontro, o médico veterinário e Diretor Associado de Serviços Técnicos da Cobb-Vantress na América do Sul, Marcus Briganó, alertou para a importância de o produtor estar atento ao manejo no campo e seus impactos nas plantas de abate. “Deixamos de ser produtores de aves para sermos produtores de alimentos. Então, nossas ações no campo impactam em bons ou maus resultados na qualidade da carcaça. Se antes nos preocupávamos com a criação, hoje precisamos nos preocupar também com o impacto do nosso trabalho nas plantas de processamento”.

O objetivo principal da discussão foi destacar a importância de buscarmos as causas fundamentais dos problemas de condenações de carcaça para atuar onde realmente fará a diferença em bons resultados de melhor carcaça de frango no frigorifico. O atual cenário de pressão de custos para o avicultor, com novos recordes de preços dos grãos, principais insumos de produção, reduzir perdas se torna um tema ainda mais importante. Por isso, a Cobb realizou um debate com o tema “Pontos essenciais de manejo desde a granja até o abatedouro para reduzir perdas de frangos de corte”.

Manejo no campo
Januário defendeu um bom empenamento das aves para redução de perdas em condenações por problemas de pele, por exemplo. “Arranhões da carcaça são rupturas que acontecem. Pode haver uma dermatite ou dermatose e diversos fatores contribuem para isso, como um empenamento ruim, temperaturas muito altas, temperaturas muito baixas, maior tempo de permanência no aviário. Enfim, são problemas de manejo em geral que vai gerar um arranhão, que é a porta de entrada para patógenos”, pontuou o especialista.

De acordo com ele, atuar sobre problemas locomotores, problemas mecânicos, bacterianos ou virais, que podem causar deformidades, pode contribuir para reduzir condenações no abatedouro. Estresse calórico também foi apontado como impacto nas perdas. “Somos um país tropical e temos uma quantidade elevada de desafios provocados por estresse calórico e problemas metabólicos”.

Altas densidades nos galpões, uma característica da produção na América do Sul também é fator de atenção para ele. “Um pouco que a gente aumenta a densidade pode gerar um grande problema em condenação. É importante seguir a densidade correta de acordo com a idade. Todos os trabalhos mostram que o aumento na densidade leva a uma maior incidência de condenações”.

Manejo no abatedouro
Barbon defende a uniformidade dos lotes como uma das estratégias para diminuir as condenações. “Os impactos da uniformidade na planta de abate propiciam perdas em todos os processos, desde o atordoamento, a sala de cortes. São consequências negativas de um lote desuniforme”.

Fonte: Assessoria

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Master Agroindustrial avança para o exterior com entrada em empresa chilena

Negócio envolve aquisição de ações e criação de sinergias produtivas e comerciais entre as companhias.

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Fotos: Divulgação

A Master Agroindustrial S.A., empresa brasileira do setor de carne suína, concluiu a aquisição de 38% das ações do Grupo Coexca S.A., do Chile. A operação envolve a compra de participações de diferentes sócios, entre eles o fundo de investimento dinamarquês Impact Fund Denmark (IFU).

Com o negócio, as duas companhias passam a estruturar uma parceria voltada à geração de sinergias nas áreas produtiva, industrial, comercial e de inovação. A transação marca a entrada mais forte da Master no mercado internacional, ampliando sua atuação para além do Brasil.

De acordo com o CEO da Master, Mario Faccin, a operação faz parte do processo de internacionalização da empresa, que já exporta para mais de 20 países. Ele afirma que a associação com a Coexca reforça a estratégia de expansão e integração industrial, além de contar com o apoio do Grupo Vall Companys.

A Master atua no mercado brasileiro de proteína suína com a marca Sulita. A empresa registra faturamento anual de US$ 250 milhões, conta com mais de 2.000 funcionários, 350 produtores integrados e produção superior a 100 mil toneladas de carne por ano. São 42 mil matrizes reprodutoras e cerca de 1,2 milhão de suínos produzidos anualmente, sendo 70% destinados ao processamento e 30% comercializados vivos. A companhia projeta dobrar o faturamento até 2030.

O CEO da Coexca S.A., Guillermo García, destacou que a entrada da Master na empresa abre uma nova etapa de crescimento, apoiada na experiência do grupo brasileiro e do Grupo Vall Companys.

Com sede na região do Maule, no Chile, a Coexca atua na produção e exportação de carne suína em modelo verticalizado. A empresa registra vendas de US$ 165 milhões, exporta para mais de 30 mercados e gera mais de 1.000 empregos. Possui 14 mil matrizes e abate mais de 470 mil suínos por ano, com volume superior a 56 mil toneladas de carne processada.

O responsável internacional do Grupo Vall Companys, Tomás Blasco, afirmou que a parceria deve reforçar a presença do grupo no mercado latino-americano. O conglomerado espanhol, com sede em Lleida, atua em cadeia produtiva integrada e registra faturamento superior a 4 bilhões de euros, com mais de 15 mil funcionários.

Fonte: Assessoria
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Genética Topigs Norsvin é destaque em premiação internacional de produtividade da Agriness

Companhia celebra pódio no ranking com propriedades parceiras que ultrapassam a marca de 280 quilos desmamados por fêmea ao ano

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Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA

A 18ª edição do prêmio Melhores da Suinocultura da Agriness, realizada a bordo de um cruzeiro que celebrou os 25 anos da organizadora, reconheceu mais uma vez os números de excelência do setor. O projeto de benchmarking, que analisou dados de 2.689 granjas e mais de 2,4 milhões de matrizes localizadas na América Latina, Europa e Ásia, consagrou a genética Topigs Norsvin como o grande destaque, com produtores parceiros no topo do ranking.

O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.

A avaliação principal do prêmio é baseada no índice de Desmamados por Fêmea ao Ano (DFA). Na categoria para granjas com mais de 3.000 matrizes, o primeiro lugar ficou com a Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA. O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.

Granja Canal, de Itá (SC), também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

O desempenho de alta performance se repetiu na categoria de 301 a 500 matrizes. A Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA) em 2025. Na mesma categoria, a Granja Canal, de Itá (SC), que opera com 70% de genética Topigs Norsvin em sua estrutura, também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA)

O diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, parabeniza a Agriness pelo marco de um quarto de século e pela realização de um evento tão grandioso para a suinocultura. “Os resultados dos nossos parceiros chancelam a eficiência do nosso programa de melhoramento no campo pois entregamos matrizes produtivas e animais robustos. Dessa forma, o produtor converte esse potencial genético em rentabilidade real na granja”, afirma Canedo.

Evolução e reconhecimento

O prêmio foi idealizado em 2006 com foco em promover uma competição saudável e incentivar a gestão eficiente. Atualmente, o levantamento avalia o desempenho de propriedades no Brasil, Argentina, Colômbia e China.

A parceria histórica entre a Topigs Norsvin e a Agriness rendeu uma homenagem especial durante a programação: a companhia recebeu um troféu de reconhecimento pelo fomento e apoio ao desenvolvimento do setor.

“Receber esse troféu tem um significado enorme para o nosso time. A nossa parceria com a Agriness e com os produtores foca em elevar a régua técnica do mercado com resultados reais e sustentáveis, e sermos a única casa de genética reconhecida com essa homenagem mostra que estamos trilhando o caminho correto”, conclui Canedo.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Reunião Global da PIC reúne especialistas para discutir avanços técnicos na produção de suínos

Encontro internacional da PIC reúne especialistas da área técnica para debater sanidade, genética, biossegurança, inovação aplicada e eficiência produtiva na suinocultura.

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Foto: Divulgação/Agroceres PIC

A equipe da Agroceres PIC participou, nesta semana, da reunião global de Serviços Técnicos e Desenvolvimento de Produtos da PIC, realizada em Fort Worth, no Texas. O encontro reuniu mais de 250 profissionais de diferentes países. O objetivo foi discutir temas prioritários da suinocultura, como sanidade, genética, biossegurança, sustentabilidade e eficiência produtiva. A programação concentrou debates técnicos sobre os desafios da atividade e também promoveu a troca de experiências entre equipes que atuam diretamente na produção de suínos em diferentes regiões do mundo.

A programação incluiu temas como resistência à PRRS, pesquisa e desenvolvimento, fenotipagem digital, critérios de seleção genética, benchmarking global, robustez de matrizes, qualidade de carne, saúde e biossegurança. Também foram apresentadas iniciativas voltadas à sustentabilidade na produção. Esse conjunto de conteúdos reforçou o caráter técnico da reunião e destacou o valor da troca internacional de experiências para a atualização das equipes envolvidas com genética e produção suína.

Para Amanda Pimenta, gerente de Serviços Técnicos da Agroceres PIC, o encontro é uma oportunidade de alinhar conhecimentos e compartilhar experiências entre equipes que atuam em contextos produtivos distintos. “A reunião reúne profissionais de diferentes regiões e áreas técnicas para discutir os temas mais relevantes da produção de suínos na atualidade”, comenta. “É um espaço importante para troca de experiências, apresentação de desafios, discussão de resultados e atualização conjunta sobre questões que vão de avanços mais amplos, como resistência a doenças, até aspectos técnicos do dia a dia das granjas”, afirma.

Segundo Amanda, ao reunir especialistas de Genética, Serviços Genéticos, Serviços Técnicos, Produção, Boas Práticas de Produção e Bem-estar Animal, o encontro amplia a circulação de conhecimento entre regiões e contribui para qualificar o debate técnico sobre temas que hoje estão na dianteira da evolução da suinocultura mundial.

Fonte: Assessoria Agroceres PIC
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