Empresas
Cobb debate ferramentas de manejo para maximizar resultados de frangos de corte
Suplementação de alimentos adequada, correto aquecimento de cama e renovação de ar são decisivos para melhorar despemnho, defende o médico veterinário e especialista em Frango de Corte da Cobb-Vantress para a América do Sul, Marcus Briganó
Uma suplementação de alimentos combinada com correto aquecimento de cama do aviário e renovação de ar para frangos de corte na primeira semana de vida é fundamental para extrair o melhor desempenho produtivo e o tão desejado máximo potencial genético do plantel, defendeu o médico veterinário e especialista em Frango de Corte da Cobb-Vantress para a América do Sul, Marcus Briganó, durante a palestra “Ferramentas de manejo para maximizar resultado de frango de corte”, realizada para mais de 250 pessoas em evento empresarial durante o XVII Simpósio Brasil Sul de Avicultura, que aconteceu em Chapecó, em Santa Catarina.
“Estes três pontos (suplementação de alimentos, aquecimento de cama e renovação de ar) precisam estar bem estabelecidos na granja para garantir o melhor ganho de peso. E esta estratégia é especialmente importante durante os primeiros sete dias porque, se o animal não tiver um bom desenvolvimento inicial, ele não terá um bom desenvolvimento dos órgãos digestórios, como intestino, fígado e pâncreas, o que significa que serão menos eficientes e, consequentemente, menor capacidade de ganho de peso final. Como a conversão alimentar é melhor na fase inicial, qualquer ganho que deixar de acontecer não será recuperado, pois cada grama que o pintinho ganha na primeira semana significa de 6 a 10 gramas na idade de abate”, alertou o especialista.
Ele explica que a adoção de uma manejo adequado para extrair o máximo desempenho dos animais é extremamente importante diante da atual conjuntura da atividade, que vem sendo pressionada com os custos em patamares elevados. “É a melhor estratégia para minimizar o impacto negativo da pressão de custos na rentabilidade do produtor”.
Manejo
Durante a apresentação, Briganó destacou que o produtor deve se preocupar com todos os cuidados possíveis para manter o pintinho ativo e se alimentando nas três primeiras semanas e, na parte final, controlar a temperatura do ambiente e a umidade relativa do ar. Para a fase inicial, ele ressalta a importância de garantir uma quantidade correta de comedouros e bebedouros para os animais. “Nos primeiros três dias vale cobrir, no mínimo, de 40 a 60% da área de pinteiro com papel. E este papel deve estar com boa quantidade de alimento”.
Outra ferramenta destacada pelo especialista é o correto aquecimento da cama. “Muitas vezes nos preocupamos em prover e aferir a temperatura do ar, mas é a temperatura da cama que é mais importante. Para garantir melhor desempenho, melhor ganho de peso inicial, o pré-aquecimento é fundamental”, afirma. Ele defende, que o aquecimento da área deve ser iniciado pelo menos 18 horas antes da chegada do pintinho na granja. “A temperatura ideal para a cama é de 32 a 33o C, por isso este período de pré-aquecimento da cama pode ser maior, chegando em até 48 horas antes da chegada dos animais, em regiões mais frias e em granjas com menor capacidade de isolamento térmico”, explica o executivo.
Para ele, a renovação do ar é uma ferramenta igualmente estratégica para garantir o melhor desempenho. “Muitas vezes, preocupados em manter a temperatura no aviário, os produtores acabam lacrando a área de pinteiro, o que leva a um acúmulo muito grande de gases tóxicos, como gás carbônico, amônia e monóxido de carbono, além do acúmulo de umidade. E essa umidade vai prejudicar a qualidade da cama, promover problemas intestinais, respiratórios e qualidade de carcaça, sem contar que ambientes com baixa renovação de ar promovem queda na atividade pintinhos e consumo de alimentos”.
A Cobb foi um dos destaques do XVII Simpósio Brasil Sul de Avicultura. Além da palestra do Marcus Briganó em evento empresarial, a empresa participou dos debates do Painel de Abertura com o especialista em nutrição de aves da Cobb, Vitor Hugo Brandalize, que defendeu redução da incidência de miopatias e outras lesões e ocorrências na qualidade das carcaças através de manejo, nutrição e mudanças na estratégia de crescimento das aves. Durante este encontro, a empresa anunciou ainda a contratação de novos profissionais como parte da estratégia de crescimento através de uma presença mais próxima dos clientes no campo.
Fonte: Ass. de Imprensa

Empresas Ameaça silenciosa
Como a Doença de Gumboro Afeta a Sanidade, Performance e Rentabilidade das Aves
Altamente contagiosa, a enfermidade viral desafia o sistema imunológico das aves e pode gerar prejuízos expressivos à avicultura industrial

A avicultura industrial brasileira, reconhecida mundialmente por sua eficiência produtiva, enfrenta desafios cada vez mais complexos no manejo sanitário dos plantéis. Entre esses desafios, a Doença de Gumboro, também chamada de Doença Infecciosa da Bursa (DIB) é altamente contagiosa. A enfermidade viral acomete principalmente aves jovens entre 3 e 10 semanas de idade, comprometendo o sistema imunológico e impactando diretamente o desempenho zootécnico das granjas.
A doença é causada por um vírus do gênero Avibirnavirus, notável por sua resistência ambiental — capaz de permanecer ativo por longos períodos mesmo após procedimentos de limpeza e desinfecção. Ao atingir a bolsa de Fabricius, órgão essencial à formação das células de defesa das aves, o vírus provoca imunossupressão severa, tornando os animais mais vulneráveis a outras infecções e interferindo na eficácia de vacinas de rotina.
Além do impacto financeiro direto, os efeitos produtivos da doença são amplos e muitas vezes silenciosos na forma subclínica. Em um cenário de alta densidade de alojamento, o controle da imunossupressão é um fator decisivo para sustentar a competitividade da produção de frangos no país.
“A Doença de Gumboro é uma ameaça muitas vezes silenciosa, mas de alto impacto econômico. Mesmo infecções subclínicas, podem reduzir o ganho de peso, comprometer a conversão alimentar e afetar a qualidade dos ovos. O monitoramento eficaz é o primeiro passo para conter o avanço da enfermidade e proteger o potencial produtivo das granjas”, destaca Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves da Zoetis Brasil.
Na prática, o produtor pode perceber a presença da doença por sinais clínicos como depressão, diarreia aquosa, desidratação e penas arrepiadas. Contudo, é a observação de indícios produtivos como a queda na taxa de ganho de peso diário ou a redução na qualidade dos ovos que costuma revelar a circulação do vírus em sua forma subclínica. Em lotes de alto desempenho, qualquer variação nesses parâmetros representa perda direta de margem e eficiência.
“Em granjas industriais, onde milhares de aves convivem em densidades elevadas, a probabilidade de disseminação viral é alta. O controle eficaz depende de um conjunto de medidas: vigilância sanitária constante, diagnóstico laboratorial preciso e imunização bem planejada. Mais do que uma rotina de biosseguridade, trata-se de uma estratégia de rentabilidade”, reforça Muniz.
A prevenção da Doença de Gumboro deve ser encarada como um investimento zootécnico estratégico. Além da escolha de vacinas adequadas à realidade imunológica dos lotes, é essencial realizar o acompanhamento técnico dos resultados, observando tanto o desempenho produtivo quanto a resposta imunológica. O uso de vacinas como a Poulvac® Procerta® HVT-IBD vacina de vírus vivo congelado contra as doenças de Marek e Gumboro, torna-se uma ferramenta fundamental dentro de estratégias preventivas consistentes e de longo prazo. A vacinação pode ser feita via subcutânea, ou in ovo em ovos embrionados de galinha saudáveis com 18 a 19 dias de idade.
Para a Zoetis, líder mundial em saúde animal, o enfrentamento da Doença de Gumboro faz parte do ciclo contínuo de cuidado. A empresa reafirma que, em um cenário global cada vez mais desafiador, sanidade é sinônimo de desempenho, e o cuidado com a imunidade é o alicerce da produção avícola moderna.
Empresas
Boehringer Ingelheim anuncia Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing de Aves e Suínos
A executiva assume a posição anteriormente ocupada por Filipe Fernando, que ascendeu ao cargo de Head de Grandes Animais da empresa

A Boehringer Ingelheim, multinacional farmacêutica referência na produção de medicamentos para humanos e animais, anuncia a chegada de Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing da unidade de negócios de Aves e Suínos, assumindo o cargo anteriormente ocupado por Filipe Fernando, novo diretor de Grandes Animais da companhia.
A gerente é graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria, onde também concluiu o mestrado. Além disso, possui doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e um MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No âmbito profissional, Patricia conta com mais de 18 anos de experiência em empresas nas áreas de saúde, produção e nutrição animal, com forte atuação em marketing estratégico.
“Estou muito contente e animada em iniciar esse novo capítulo profissional em uma empresa líder e referência global na área da saúde, como a Boehringer Ingelheim. Com minha sólida experiência técnica e prática no segmento de avicultura e suinocultura, estou ansiosa para colaborar com a equipe e contribuir ativamente para os resultados e inovações da empresa”, afirma Patricia Aristimunha.
A chegada da executiva, que ingressou no cargo na primeira semana de novembro, reforça o compromisso da Boehringer Ingelheim em fortalecer sua liderança e inovação no mercado de saúde animal, especialmente nos setores de aves e suínos. Com sua vasta experiência no segmento, a empresa espera que Patrícia impulsione ainda mais as estratégias de marketing da companhia, contribuindo significativamente para o sucesso contínuo de seus clientes e parceiros no agronegócio.
Empresas
Ventilação eficiente é chave na preparação do agro para a chegada do calor
Manutenção preventiva dos motores ajuda a reduzir perdas e preservar o bem-estar animal

Com a chegada da primavera e a aproximação do verão, as altas temperaturas passam a impactar diretamente a produção animal no Brasil. O calor excessivo é um dos principais fatores de estresse térmico, comprometendo o desempenho dos animais, reduzindo a produtividade e elevando riscos sanitários e econômicos para os produtores.
Segundo Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento, a manutenção preventiva dos motores é fundamental nesse período. “A confiabilidade dos motores determina o bom funcionamento dos sistemas de ventilação, que são essenciais para manter as granjas em condições adequadas”, afirma.
Manutenção e ventilação: aliados da produtividade
A ventilação é um dos recursos mais eficazes para preservar o bem-estar dos animais durante os meses mais quentes. Para que os equipamentos cumpram sua função com eficiência, é essencial que os motores estejam revisados e em pleno funcionamento. Entre as ações mais importantes estão a manutenção dos motores, isolamento térmico das estruturas, controle da umidade e fornecimento constante de água fresca, além de ajustes na densidade de lotação em períodos de calor extremo. “Esses sistemas precisam operar com segurança e sem falhas para garantir conforto térmico, reduzir o estresse dos animais e evitar perdas na produção”, reforça Menezes.
Segundo ele, a Hercules Energia em Movimento oferece soluções adequadas para esse tipo de demanda, com motores monofásicos, trifásicos e customizados, todos com alta eficiência energética, conformidade com as normas NEMA e IEC, e aprovação do Inmetro. Os equipamentos são projetados para atender ambientes de produção animal, que exigem desempenho constante mesmo em condições severas.
Alta nas temperaturas exige preparação antecipada
De acordo com previsões do INMET e da Climatempo, a primavera e o verão de 2025/2026 devem registrar temperaturas acima da média histórica em várias regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul. A previsão também aponta para chuvas mal distribuídas e períodos prolongados de tempo seco, elevando o risco de ondas de calor e agravando os desafios para a criação de aves.
Esse cenário reforça a necessidade de antecipar cuidados com a climatização das áreas de produção animal. “Ambientes bem ventilados ajudam a mitigar os efeitos do calor excessivo, preservando o desempenho zootécnico das aves e garantindo a continuidade da produção com segurança”, conclui Menezes.

