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Coamo tem receita global de R$ 11,07 bi e distribui R$ 318 mi em sobras aos associados

Valores foram apresentados aos cooperados na última sexta-feira (16) durante Assembleia Geral Ordinária, em Campo Mourão, PR

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A Coamo Agroindustrial Cooperativa – maior cooperativa agrícola do Brasil,- realizou na última sexta-feira (16), em Campo Mourão (Centro-Oeste do Paraná), a 48ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), com participação de centenas de associados de todas as regiões atendidas pela cooperativa no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Na AGO foi apresentado e aprovado o balanço do Exercício 2017 que registrou receita global de R$ 11,07 bilhões e também a distribuição das sobras aos associados no montante de R$ 318 milhões a partir desta segunda-feira (19), de acordo com a movimentação de cada um no exercício de 2017 na cooperativa. Participaram também o presidente do Sistema Ocepar José Roberto Ricken e o presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo na Câmara Federal, Osmar Serraglio, além de representantes de diversas instituições financeiras e parceiros da cooperativa.

A receita global da Coamo de 2017 sofreu uma redução de 3,32% em relação ao ano anterior. O presidente da cooperativa, José Aroldo Gallassin explica que o estoque de passagem dos produtos agrícolas tem aumentado significativamente nos últimos anos – em 2017 foi de 43,66 milhões de sacas. “Se estes volumes fossem comercializados no ano, ao preço médio de venda, importaria em R$ 2,24 bilhões. Os bens de fornecimento que foram contratados em 2017 e não retirados importaram em R$ 805,98 milhões.  Considerando a somatória dos valores dos estoques de passagem de produtos agrícolas, ao preço médio de venda e dos valores dos bens de fornecimento contratados e não retirados, elevaria as receitas globais do ano para R$ 14,12 bilhões, o que proporcionaria um crescimento de 23,3% em relação ao ano anterior”, conta.

De acordo com Gallassini, os preços dos produtos agrícolas sofreram menos variações ao longo de 2017, decorrentes dos estoques confortáveis após grandes safras ao redor do mundo. “A cotação do dólar também não sofreu variações expressivas, ficaram em média 9% inferior a 2016. O ritmo de comercialização foi lento, dada a retração dos produtores quando os preços recuaram para níveis mais baixos”, comenta.

Gallassini informa que essa postura do cooperado  causou grande pressão sobre a logística, ocasionou falta de espaço para armazenar a safra, mas um impacto positivo na recuperação dos preços. “A soja que chegou a R$ 55 durante a colheita foi a R$ 65 na entressafra e o milho que ficou em R$ 16 durante a colheita, foi para R$ 23. Ficaram distantes dos níveis praticados em 2016, porém acima do valor obtido no período da colheita. O trigo também recuou na colheita para R$ 32 recuperando-se gradualmente para R$ 35 após constatadas as quebras de produtividade, caminhando para níveis mais próximos da paridade de importação”, diz. 

Recebimento 

A Coamo recebeu em 2017 um total de 7,66 milhões de toneladas de produtos, na maior safra já recebida pela Coamo, representando 3,2% da produção brasileira de grãos. “Para o recebimento desta produção contamos com uma capacidade estática de armazenagem de 5,42 milhões de toneladas a granel e 983,26 mil toneladas de ensacados, totalizando 6,40 milhões, representando um crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior”, informa.

Industrialização 

Durante o ano de 2017 foram industrializados um total de 1,34 milhão de toneladas de soja; 202,87 mil toneladas de trigo; 3,37 mil toneladas de café beneficiado e 6,09 mil toneladas de algodão em pluma. O Parque Industrial é composto por indústrias para o processamento de soja, refinadora de óleo vegetal, fábrica de margarina e gordura vegetal hidrogenada, torrefadora e moagem de café, fiação de algodão e moinho de trigo. 

Exportações 

A Coamo exportou 3,84 milhões de toneladas de produtos com um faturamento de US$ 1,29 bilhão e continua entre as maiores empresas exportadoras brasileiras. Além destes volumes, foram comercializadas 796,69 mil toneladas de produtos destinados à exportação, no montante de US$ 272,64 milhões.

Fatos 

Como principais fatos relevantes neste ano, o presidente destaca a entrada em funcionamento de dois novos entrepostos no Mato Grosso do Sul – Itaporã e Sidrolândia-  e do Posto de Recebimento de Produtos Agrícolas no Distrito de Ivailândia, município de Engenheiro Beltrão (PR), além do início efetivo das obras das indústrias de processamento de soja e refinaria de óleo de soja em Dourados (MS). 

Impostos e taxas

No ano passado, a Coamo gerou e recolheu o montante de R$ 463,63 milhões em impostos, taxas e contribuições sociais, valor este superior em 8,1% em relação ao ano anterior. 

Participação  

Gallassini destaca que o 2017 foi marcante para a Coamo. “Destacamos a reestruturação organizacional, o recorde de recebimento da produção dos associados e a construção de novas Unidades e escritórios administrativos, o que contribuiu para o nosso sucesso neste ano. Os bons resultados alcançados devemos à confiança e apoio do nosso quadro social nas suas operações com a cooperativa e ao trabalho dedicado de nossos funcionários”, comemora o presidente da Coamo.

Fonte: Assessoria

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Entressafra mantém preços do trigo em trajetória de alta

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, dólar valorizado, baixa liquidez no mercado interno e incertezas no cenário global sustentaram a valorização da saca durante junho.

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Foto: Airton Pasinatto

Os preços do trigo seguiram em alta no mercado brasileiro durante junho, impulsionados pela entressafra, pela valorização do dólar e pelo cenário internacional. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a saca foi comercializada a R$ 69,97 no Paraná em 10 de junho, acumulando valorização de 6% nos últimos 30 dias.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A consultoria aponta que o mercado interno segue com baixa liquidez. Enquanto os produtores mantêm postura mais cautelosa durante a entressafra, os moinhos compram de forma mais seletiva devido à dificuldade de repassar os custos aos preços da farinha.

A valorização do dólar também contribuiu para sustentar as cotações domésticas. Entre os dias 1º e 10 de junho, a moeda norte-americana avançou cerca de 3%, encerrando o período cotada a R$ 5,19, elevando a paridade de importação do cereal.

No mercado internacional, os contratos futuros do trigo na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentaram forte oscilação entre maio e junho. As cotações chegaram a superar US$ 6,60 por bushel em meados de maio, mas recuaram para US$ 5,86 por bushel em 11 de junho.

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, a volatilidade foi influenciada pela seca nas planícies dos Estados Unidos durante maio, que elevou os preços. Na sequência, a aproximação da colheita no Hemisfério Norte, o retorno das chuvas nos Estados Unidos e a melhora das perspectivas para a safra da Rússia favoreceram a correção das cotações.

Foto: Freepik

A consultoria destaca que o mercado global continua sensível às condições de produção dos principais países exportadores. Nos Estados Unidos, o trigo de inverno apresentou desempenho abaixo do esperado, enquanto o trigo de primavera registra condições mais favoráveis. Na Rússia, houve melhora recente nas lavouras, embora ainda existam incertezas para o restante do ciclo.

Na Ucrânia, permanecem dúvidas tanto sobre a produtividade quanto sobre a capacidade de exportação da safra, fatores que seguem adicionando incertezas ao mercado internacional.

Já na Argentina, a expectativa é de redução da área cultivada na safra 2026/27 após a forte produção do ciclo anterior. Por outro lado, a boa umidade do solo favorece o plantio, e a redução das retenções sobre as exportações pode estimular novos investimentos pelos produtores.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Agrária e Castrolanda são homenageadas por trajetória no cooperativismo paranaense

Troféu Cooperativas Orgulho do Paraná reconhece a contribuição das duas cooperativas para o desenvolvimento do cooperativismo estadual.

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Foto: Divulgação

As cooperativas paranaenses Agrária e Castrolanda foram homenageadas na noite de quinta-feira (02) durante o Fórum dos Presidentes com o Troféu Cooperativas Orgulho do Paraná. O troféu, instituído pelo Sistema Ocepar, reconhece as cooperativas que este ano completam 75 anos de atuação, com importante contribuição ao cooperativismo paranaense.

O cerimonial destacou o texto dos dois troféus. No troféu da Castrolanda, está escrito: “Homenagem ao pioneirismo de gerações que transformaram vidas e impulsionaram o desenvolvimento. Obrigado por sua contribuição ao cooperativismo e por ser motivo de grande orgulho por todos nós”.

No troféu da Agrária, está escrito: “Uma história de união, trabalho e pioneirismo da qual temos imenso orgulho. Parabéns pelo legado que alimenta o futuro e fortalece o cooperativismo”.

Ao ser chamado para receber a honraria, o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, chamou os integrantes do conselho da cooperativa para juntos, receberem a homenagem.

“Obrigado, Ocepar e OCB. Para nós, é uma satisfação muito grande receber esse troféu, que vem sendo conquistado há muitos anos. Não é de agora, são 75 anos em que este trabalho vem sendo construído, quando 58 famílias chegaram aqui e com fé e perseverança uniram forças e conduziram seus negócios, sempre confiando no cooperativismo”, declarou o presidente da Castrolanda.

Ao agradecer a homenagem, o presidente da Agrária, Adam Stemmer, fez referência à história dos imigrantes que chegaram em Entre Rios (distrito de Guarapuava), em 1951. “A história de Entre Rios é diferente de todas as outras imigrações, com a cooperativa sendo criada ainda antes de o primeiro imigrante vir para o Brasil e todos os imigrantes eram obrigatoriamente sócios da cooperativa”, contou.

Fórum dos Presidentes

O Fórum dos Presidentes tem como anfitriã a Cooperativa Castrolanda, em celebração pelos seus 75 anos. A abertura aconteceu no Moinho Castrolanda com cerca de 200 dirigentes cooperativistas e lideranças políticas.

A mesa oficial foi composta pelo presidente da cooperativa anfitriã, Willem Berend Bouwman; o presidente do Conselho Deliberativo da Ocepar, Luiz Roberto Baggio; o governador em exercício do Paraná, Darci Piana; o presidente do Conselho de Administração da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, e o ex-ministro da Agricultura, ex-presidente da Aliança Cooperativa Internacional e da OCB, Roberto Rodrigues.

O governador em exercício, Darci Piana, falou sobre o respeito e admiração que tem pelas cooperativas. “Vocês são imprescindíveis para a nossa agricultura, para o nosso estado e para o nosso país. Também importantes para o mundo, como diz o nosso governador Ratinho, vocês alimentam o mundo”, frisou. Piana lembrou do exemplo as seis cooperativas da região que se uniram para criar a Maltaria Campos Gerais que desencadeou uma sequência de investimentos que trouxeram emprego e renda para o Paraná. “Muito obrigada pelo trabalho que vocês fazem pelo nosso estado”, concluiu.

Fonte: Assessoria Sistema Ocepar
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Cooperativas de crédito superam R$ 1 trilhão em ativos

Segmento alcança 21,2 milhões de cooperados em 59% dos municípios.

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Fotos: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

As cooperativas de crédito ultrapassaram pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão em ativos em 2025, consolidando a expansão do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Os dados constam no Panorama do SNCC, divulgado pelo Banco Central (BC).

O levantamento aponta crescimento sustentado das operações de crédito, maior captação de recursos e ampliação da presença das cooperativas no país. Ao fim de 2025, os ativos totais do segmento somavam R$ 1,036 trilhão, alta de 17% em relação ao ano anterior.

Crédito impulsiona

De acordo com o levantamento, o avanço foi impulsionado principalmente pelas operações de crédito, que seguem como o principal componente dos ativos das cooperativas.

O setor também ampliou as captações, que alcançaram R$ 834,4 bilhões, crescimento anual de 17,6%. O resultado foi favorecido pelo aumento dos depósitos a prazo e pelas emissões de letras de crédito, especialmente a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Os repasses de recursos ao setor também influenciaram o crescimento, com destaque para financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo o Banco Central, esse movimento reforçou a capacidade das cooperativas de financiar operações voltadas a micro, pequenas e médias empresas, além do setor agroindustrial.

Presença ampliada

O Sistema Nacional de Crédito Cooperativo expandiu sua atuação e passou a atender 59% dos municípios brasileiros em dezembro de 2025.

A base de cooperados também cresceu de forma expressiva, chegando a 21,2 milhões de associados. Desse total, 17,8 milhões são pessoas físicas e 3,4 milhões, pessoas jurídicas.

O percentual da população vinculada a cooperativas de crédito aumentou em todas as regiões do país e atingiu 8,4% ao fim do ano, segundo o relatório.

Participação maior

O Banco Central destacou que a carteira de crédito das cooperativas cresceu 13,1% em 2025, ritmo superior ao restante do Sistema Financeiro Nacional, cuja expansão foi 8,5%.

Dessa forma, o cooperativismo ampliou sua participação no mercado de crédito, especialmente nas operações destinadas às pessoas físicas e às micro, pequenas e médias empresas.

Para a autoridade monetária, o crescimento do segmento contribui para fortalecer a concorrência, aumentar a eficiência do sistema financeiro e ampliar a inclusão financeira no país.

Risco monitorado

O relatório também aponta aumento no risco da carteira de crédito, tanto para pessoas físicas quanto para empresas.

Apesar da elevação, o Banco Central afirma que o nível de provisões permaneceu acima das perdas esperadas, enquanto os resultados do segmento continuaram positivos e os índices de capital seguiram em níveis considerados confortáveis diante das exigências prudenciais.

O levantamento mostra ainda que o número de cooperativas singulares em atividade caiu de 753 para 742 em 2025. Segundo o BC, a diminuição não comprometeu a expansão da rede de atendimento e da base de associados.

Fonte: Agência Brasil
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