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Coamo recebe visita de pesquisadores chineses
Grupo conheceu na terça-feira (21) a estrutura e o funcionamento da Fazenda Experimental e a administração central da cooperativa em Campo Mourão (PR).

A comitiva chinesa que esteve na segunda-feira (20) na Embrapa Soja, em Londrina (PR), conheceu na terça-feira (21) a estrutura e o funcionamento da Fazenda Experimental e a administração central da Coamo Agroindustrial Cooperativa em Campo Mourão (PR). O grupo de visitantes foi formado por sete pesquisadores de quatro instituições científicas e universidades chinesas e especialistas em genética de soja (Institute of Genetics and Developmental Biology, CAS; Institute of Genetics and Developmental Biology, CAS; University of Chinese Academy of Sciences).
A Embrapa Soja acompanhou a visita por meio dos seus profissionais Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, Adeney Bueno, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, e Carina Gomes Rufino, chefe de Transferência de Tecnologias. Eles foram recebidos pelo presidente do Conselho de Administração, José Aroldo Gallassini, presidente executivo Airton Galinari e o coordenador da Fazenda Experimental da Coamo, João Carlos Bonani.

Grupo foi formado por sete pesquisadores de quatro instituições científicas e universidades chinesas, especialistas em genética de soja – Fotos: Divulgação/Coamo
Após a visita na Coamo ele irão conhecer as regiões de Sinop e Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso. “A Coamo é parceira da Embrapa Soja há muitas décadas e foi uma oportunidade para mostrar aos chineses o que fazemos no cuidado com o solo, a preservação ambiental e o uso de tecnologias modernas para uma produção sustentável, que começa nos campos dos cooperados e resulta em produtos com origem e qualidade. E apresentar como funciona o cooperativismo desenvolvido pela Coamo em prol da melhoria da qualidade de vida e rena de milhares de produtores e familiares no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul”, explica Gallassini.
Intercâmbio
A Embrapa Soja promoveu esta semana em conjunto com a Academia Chinesa de Ciência/China Academy of Science – CAS), o Workshop de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) em Sistemas Sustentáveis de Produção de Soja. O memorando de entendimento entre a Embrapa e a instituição chinesa, assinado em 2020, entrará agora na fase de discussão de projetos de interesse comum para cooperação técnica em PD&I. Inicialmente as atividades deverão ser focadas em ações na área de biotecnologia para a cultura da soja em regiões tropicais.
O chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno reforça, no entanto, que os projetos poderão ser expandidos para outras áreas do conhecimento com o avanço e desenvolvimento da parceria. “Essa parceria irá possibilitar a troca de conhecimentos e até mesmo o intercâmbio de cientistas visitantes entre os países para desenvolvimento de projetos em conjunto para a cultura da soja”, diz, ampliando: “Neste primeiro encontro, os cientistas chineses vieram conhecer o que estamos pesquisando e apresentaram as ações de pesquisa que eles desenvolvem para avaliarmos os interesses em comum e assim o potencial de complementariedade e, portanto, do desenvolvimento das pesquisas em conjunto”, ressalta Nepomuceno.
Ele destaca ser importante esta visita dos chineses para conhecer a agricultura brasileira. “Foi muito bom mostrar para os cientistas chineses o trabalho e tecnologia que a Coamo oferece aos seus cooperados, pois eles não conheciam o nosso cooperativismo brasileiro”, afirma o presidente da Embrapa Soja.
Atualmente a China está construindo um laboratório com foco em genética de soja, o que revela o amplo domínio que tem nessa área. “Eles estão desenvolvendo tecnologias de ponta, a exemplo das técnicas de edição gênica e do sequenciamento de genoma da soja. A parceria será muito importante para o avanço da pesquisa brasileira e assim da concretização de ações de pesquisa em nosso país”, explica Nepomuceno.

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EUA retiram 471 produtos brasileiros de nova sobretaxa comercial
Lista de exceções inclui defensivos agrícolas, café, petróleo, fertilizantes e suco de laranja. Demais exportações podem enfrentar carga adicional de até 37,5%.

Os Estados Unidos divulgaram uma lista com 471 produtos brasileiros que ficarão fora da nova sobretaxa de 12,5% anunciada pelo governo norte-americano. Entre os itens excluídos da medida estão produtos como café, petróleo, gás natural, fertilizantes, madeira, suco de laranja, defensivos agrícolas e derivados de açaí.

Foto: Shutterstock
A relação foi publicada na quinta-feira (23) pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e reúne exceções distribuídas em 20 categorias de produtos. A medida entra em vigor nesta sexta-feira (24) e, para os produtos que não foram contemplados pela lista, será aplicada de forma adicional à tarifa de 25% que já incide sobre parte das exportações brasileiras desde quarta-feira (22).
Com isso, alguns produtos brasileiros poderão enfrentar uma tributação total de 37,5% para entrar no mercado norte-americano.
Produtos estratégicos ficam fora
Entre os produtos retirados da nova tarifa estão itens considerados relevantes para o comércio bilateral e para cadeias produtivas dos Estados Unidos.
A lista inclui:
- café;
- petróleo e derivados;
- gás natural;
- fertilizantes;
- madeira e produtos de madeira;
- suco de laranja;
- derivados de açaí;
- defensivos agrícolas;
- couros e peles;
- ferro-gusa;
- resíduos e sucata de alumínio;
- equipamentos destinados à fabricação de semicondutores;
- determinados medicamentos e ingredientes farmacêuticos;
- obras de arte, antiguidades e itens de coleção.
Também foram excluídos diversos insumos industriais, minerais, resíduos metálicos e produtos utilizados pelas

Foto: Shutterstock
cadeias de tecnologia e farmacêutica.
Critérios para as exceções
A nova sobretaxa foi estabelecida após uma investigação conduzida pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o USTR, a medida está relacionada à avaliação de que o Brasil não teria mecanismos suficientes para impedir a entrada de produtos associados ao trabalho forçado.
Apesar da aplicação da tarifa adicional, o governo dos Estados Unidos decidiu preservar centenas de produtos. Segundo o órgão, a definição das exceções levou em consideração fatores como a relevância de determinados produtos para a economia norte-americana, compromissos comerciais existentes e características específicas dos mercados envolvidos.
A lista de produtos excluídos reduz o alcance da medida sobre algumas cadeias exportadoras brasileiras, mas mantém a cobrança adicional para os itens que não foram contemplados pelas exceções.
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Brasil avalia reação comercial após EUA ampliarem tarifas sobre produtos nacionais
Sobretaxa de 12,5% entra em vigor e pode elevar para 37,5% a carga sobre parte das exportações brasileiras. Governo afirma que buscará negociação antes de adotar reciprocidade.

O governo brasileiro contestou a nova tarifa adicional de 12,5% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos do Brasil e afirmou que a medida foi baseada em uma justificativa considerada equivocada. A cobrança entrou em vigor nesta sexta-feira (24) e, para parte das mercadorias, será acumulada com a tarifa de 25% anunciada anteriormente, elevando a carga total para 37,5%.

Imagem criada por Jaqueline Galvão/OP Rural/ChatGPT
A sobretaxa foi anunciada pelo governo norte-americano sob o argumento de que o Brasil não adotaria medidas suficientes para impedir a entrada de produtos associados ao trabalho forçado. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o país possui uma política consolidada de combate ao trabalho análogo à escravidão e rejeitou a justificativa apresentada. “O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona nem apoia essa prática e, mais do que isso, tem compromisso com os direitos humanos e com o trabalho digno”, frisou.
Segundo o ministro, a decisão norte-americana foi construída sobre uma base que não corresponde à realidade brasileira. “É uma tarifa indevida, baseada em fatos que não são reais”, declarou.
Setores sob impacto
Embora uma lista de produtos tenha sido excluída das tarifas, o governo avalia que diferentes segmentos da indústria

Foto: Divulgação
brasileira serão afetados pela cobrança acumulada. Entre eles estão calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos não farmacêuticos. “Lamentavelmente, muitos setores estarão sujeitos à dupla tributação, à dupla taxação, como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos que não sejam farmacêuticos. Para esses, infelizmente, a tarifa passa a ser de 37,5%”, afirmou o ministro.
Segundo o MDIC, cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos ficaram fora das duas medidas tarifárias. Entre os itens preservados estão produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas.

Imagem criada por ChatGPT
A pasta informou, porém, que ainda não concluiu o levantamento de todos os produtos que serão atingidos simultaneamente pelas duas tarifas. O objetivo é identificar com precisão quais cadeias exportadoras terão aumento da carga tributária.
Negociação antes da reciprocidade
O governo brasileiro informou que pretende priorizar as negociações diplomáticas para tentar reverter a medida, mas afirmou que poderá utilizar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica caso não haja avanço nas conversas. “O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira e os interesses do Brasil”, reforçou Rosa.
Segundo o ministro, uma eventual reação dependerá do andamento das tratativas com os Estados Unidos. “O

Imagem criada pelo ChatGPT/Jaqueline Galvão/OP Rural
momento e a forma de fazê-lo é que o tempo vai determinar. É óbvio que o interesse primário é negociar. É óbvio que o objetivo é evitar e afastar essas tarifas, porque elas são extremamente injustas e muito danosas”, salientou.
Apoio aos exportadores
Além da estratégia diplomática, o governo informou que trabalha na identificação dos setores mais afetados, na busca por novos mercados e na preparação de medidas jurídicas.
Empresas impactadas poderão acessar recursos do programa Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro, investimentos, inovação e abertura de novos mercados.
O governo também informou que pretende retomar as conversas com autoridades norte-americanas no próximo mês, após concluir a análise dos impactos da nova medida sobre as exportações brasileiras.
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Mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia não registram desmatamento no primeiro semestre
Levantamento do Imazon aponta a menor área desmatada para o período em oito anos, mas alerta para pressão concentrada em unidades de conservação no Pará.

Mais de 80% das áreas protegidas da Amazônia passaram o primeiro semestre de 2026 sem registrar desmatamento. Levantamento divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) mostra que 588 dos 688 territórios monitorados permaneceram intactos entre janeiro e junho deste ano.

Foto: Eufran Amaral
Desse total, 330 são terras indígenas e 258 unidades de conservação. Os dados foram divulgados poucos dias depois de o governo dos Estados Unidos incluir o desmatamento ilegal entre as justificativas para impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Em resposta, o governo brasileiro classificou as acusações como “indevidas” e argumentou que os índices de desmatamento vêm caindo desde 2023.
Segundo o Imazon, a Amazônia perdeu 1.145 quilômetros quadrados de floresta no primeiro semestre de 2026, uma redução de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o instituto, trata-se da menor área desmatada para os seis primeiros meses do ano desde o início da série dos últimos oito anos.
Na comparação com 2022, quando foi registrado o maior índice para o período, a redução chega a 76%.
Pressão concentrada em áreas protegidas
Embora a tendência geral seja de queda, o levantamento mostra que o desmatamento continua concentrado em

Foto: Divulgação
alguns territórios específicos.
As áreas protegidas responderam por 97,37 quilômetros quadrados da floresta derrubada entre janeiro e junho, o equivalente a 8% do total registrado na Amazônia. Desse volume, 9,38 quilômetros quadrados ocorreram em terras indígenas e 87,99 quilômetros quadrados em unidades de conservação.
O principal foco de pressão foi a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, no Pará, responsável, sozinha, por cerca de metade de todo o desmatamento registrado nas áreas protegidas da Amazônia no período. Entre janeiro e junho, foram derrubados 47,85 quilômetros quadrados de floresta na unidade.
Outro destaque é a Floresta Nacional do Jamanxim, também no Pará. Com perda de 3,45 quilômetros quadrados de vegetação nativa, equivalente a quase 350 campos de futebol, a unidade aparece como a quinta mais desmatada da Amazônia. O território voltou ao centro do debate após o Senado aprovar um projeto de lei que reduz sua área.

Foto: Divulgação
Para a coordenadora do Programa de Direito e Sustentabilidade do Imazon, Brenda Brito, a proposta beneficia ocupações irregulares na unidade de conservação. “A aprovação desse projeto mostra que o Congresso Nacional está legislando para favorecer um pequeno grupo de pessoas que invadiu ilegalmente essa unidade de conservação após sua criação, em 2006”, afirmou.
Segundo a pesquisadora, a manutenção das unidades de conservação é estratégica para conter o avanço do desmatamento e enfrentar as mudanças climáticas. “Por isso, esse projeto precisa ser vetado pela Presidência”, defendeu.
Apenas dois estados registram alta
O levantamento também aponta redução do desmatamento na maior parte da Amazônia Legal. Entre agosto de 2025

Foto: Divulgação
e junho de 2026, apenas Roraima e Maranhão apresentaram aumento nas áreas desmatadas, de 25% e 20%, respectivamente.
Os outros sete estados registraram queda, com reduções que variam de 27%, em Mato Grosso, a 67%, em Tocantins.
Apesar desse cenário, Pará, Mato Grosso e Amazonas continuam concentrando as maiores áreas desmatadas da Amazônia Legal no período analisado. O Pará lidera o ranking, com 684 quilômetros quadrados de floresta derrubada, seguido por Mato Grosso, com 509 quilômetros quadrados, e Amazonas, com 378 quilômetros quadrados.



