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Coamo recebe licença para instalar primeira usina de etanol de milho no Paraná

Com investimento de R$ 1,7 bilhão, nova planta em Campo Mourão terá capacidade para produzir 765 mil litros de etanol por dia, além de DDGS, óleo de milho e energia limpa para abastecer todo o parque industrial da cooperativa.

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O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, entregou nesta  semana a Licença de Instalação (LI) para a construção da primeira usina de etanol de milho da Coamo Agroindustrial Cooperativa, em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Estado. O documento foi emitido pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

O investimento da Coamo será de R$ 1,7 bilhão, sendo R$ 500 milhões em financiamento aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos do Fundo Clima. “É uma alegria participar desse momento histórico, a primeira grande indústria de etanol de milho do Paraná, uma planta bilionária de investimentos da Coamo, consolidando o Paraná como um dos maiores produtores de biocombustível do Brasil”, afirmou Ratinho Junior.

“Ela já nasce ultramoderna, pois além de produzir o etanol de milho, que é um combustível sustentável, terá também autogeração de energia, fazendo com que essa indústria seja autossuficiente e abastecendo as demais plantas do parque industrial da Coamo”. “Além disso, com o seu derivado daquilo que sobra, ela faz o DDGS, que é a base para a ração com proteína animal, em especial para bovino e suinocultura. É geração de emprego na veia, consolidando o Paraná como o estado mais sustentável do Brasil, e também como o supermercado do mundo, que gera alimento, biocombustível e energia limpos”, acrescentou o governador.

Estado entrega licença para instalação de usina de etanol de milho da Coamo em Campo Mourão – Fotos: Roberto Dziura Jr/AEN-PR

A cooperativa recebe anualmente três milhões de toneladas de milho, das quais entre 500 mil e 600 mil toneladas serão destinadas à produção de biocombustível. O complexo terá capacidade para processar 1.700 toneladas de milho por dia e produzir 765 mil litros de etanol a cada 24 horas. As operações devem ser iniciadas no segundo semestre de 2026.

Além disso, o projeto vai garantir a produção diária de 510 toneladas de  farelo para nutrição animal (DDGS) e 34 toneladas de óleo de milho, produtos gerados após a fermentação.

O DDGS é um farelo rico em fibras e proteínas, utilizado na alimentação animal, enquanto o óleo de milho pode ser destinado à produção de biodiesel. “Isso prova que o Paraná está na vanguarda. A Coamo é a maior cooperativa da América Latina e o Governo do Estado vem aqui demonstrar o respeito que tem por Campo Mourão e pela região, trazendo a licença de instalação. Estamos provando que é possível crescer, se desenvolver, gerar emprego, renda, melhorar a vida das pessoas, cuidar e recuperar o meio ambiente”, ressaltou o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes. “Essa é uma planta que nasce com o DNA de uma indústria limpa. Ela vai gerar energia para todo restante do parque industrial da Coamo. Com isso, Campo Mourão vai ter mais empregos, mais renda, receberá mais impostos e a cidade, sem dúvida alguma, será melhor”, salientou o secretário.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN-PR

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, o investimento da cooperativa mostra que é possível o crescimento econômico aliado à sustentabilidade. “Com o investimento benéfico da Coamo, vamos ver se materializar para sempre mais uma matriz de sustentabilidade para ser oferecida ao mundo pelo nosso grandioso Paraná. O supermercado do mundo é pouco para nós”, defendeu.

A nova planta será construída no Parque Industrial da Coamo, às margens da BR-487. Atualmente, o complexo abriga nove plantas industriais voltadas principalmente para a alimentação humana e animal.

Entre as instalações estão moinho de trigo, fiação de algodão, indústrias de margarinas e gorduras vegetais, entre outros. “Para nós hoje é mais uma etapa da construção do desenvolvimento sustentável no Estado. O Paraná é rico em solo, em água, em florestas, e tem uma capacidade produtiva muito grande demonstrada pelos seus agricultores e, nesse particular do etanol, demonstrada pelos cooperados da Coamo”, comenta o diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza. “Essa preocupação do licenciamento ambiental traz a perspectiva de que nós possamos ter no Paraná empreendimentos que geram empregos, impostos e renda, tudo isso com sustentabilidade. Foi um trabalho árduo da nossa equipe técnica e da cooperativa para subsidiar a decisão de emitir primeiro uma licença prévia, que determinou que o local era cabível de se instalar uma usina. Agora, a licença de instalação permite efetivamente a execução da obra de construção da planta”, salientou Souza.

De acordo com a cooperativa, serão criados 2.200 empregos diretos durante a construção da nova planta industrial, e outras 250 vagas quando estiver em operação.

Presidente executivo da Coamo, Airton Galinari: “Vamos esmagar 600 mil toneladas de milho ao ano, com produção de etanol, farelo de milho e óleo de milho”

Segundo o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, o objetivo é agregar valor à produção dos cooperados. “Vamos esmagar 600 mil toneladas de milho ao ano, com produção de etanol, farelo de milho e óleo de milho. Para a comunidade é espetacular porque gera emprego perene, qualidade e traz desenvolvimento. É uma indústria que agrega valor. Não é mais apenas a venda de um cereal, mas sim um cereal transformado em um biocombustível e num farelo de alta proteína”, afirmou.

Outro ponto importante é que, além do etanol, a indústria terá uma matriz energética térmica baseada em eucalipto de reflorestamento próprio, com 5 mil hectares de cultivo.

A usina gerará 30 megawatts de energia elétrica, suficiente para abastecer 100% do parque industrial do complexo de etanol de milho. “Além de todos esses produtos, ela vai gerar energia elétrica. Isso permite que todas as outras nove indústrias sejam autossuficientes a partir de uma matéria-prima renovável, que são os reflorestamentos de eucalipto. É um ciclo virtuoso, uma indústria altamente sustentável, onde escolhemos Campo Mourão e o Paraná por questões de logística, por estar mais ao Sul, então comercialmente também beneficia bastante”, concluiu o presidente executivo.

Governo do Paraná entrega licença para instalação de usina de etanol de milho da Coamo em Campo Mourão (PR) 

O Brasil conta com 24 usinas de etanol de milho em operação. Destas, 11 são dedicadas exclusivamente ao milho, enquanto as demais são usinas flex, que produzem etanol também pela cana-de-açúcar. A produção de etanol de milho é predominante na região Centro-Oeste, mas há projetos de expansão em diversas regiões do País.

Memorial

Durante a entrega da Licença de Instalação, Ratinho Junior também visitou o Memorial da Coamo, que conta a história tanto da cooperativa quanto da própria cidade. “É algo que nos enche de orgulho. Conhecer mais a fundo a história da Coamo, que já é conhecida por todos que vivem um pouco da agricultura, dessa evolução do Brasil, com detalhes, a transformação que aconteceu ao longo desses últimos 50 anos. É ver essa que se transformou, da união de 79 agricultores, na maior cooperativa da América Latina, faturando acima de R$ 30 bilhões”, salientou Ratinho Junior.

O Memorial fica na Avenida Guilherme de Paula Xavier, nº 6950, e recebe todos os públicos, desde crianças e escolas até adultos e cooperados. Para visitar o espaço é necessário agendamento. Mais informações podem ser conferidas AQUI.

Coamo

Com 54 anos de existência, a Coamo Agroindustrial Cooperativa é a maior empresa do Paraná e aparece na 44ª posição entre as 500 maiores do Brasil no ranking Época Negócios 360º 2024, liderando o setor que mais se destaca no cenário de negócios do Estado: o cooperativismo. A gigante do setor encerrou o ano passado com uma receita global de R$ 28,82 bilhões. Desse montante, R$ 694 milhões foram distribuídos entre os mais de 32 mil cooperados espalhados pelo Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Mesmo diante das dificuldades climáticas, a Coamo recebeu um total de 8,02 milhões de toneladas de produtos agrícolas em 2024, equivalente a 2,7% da produção brasileira de grãos e fibras. No mercado externo, exportou 4,34 milhões de toneladas de commodities e produtos alimentícios, gerando um faturamento de US$ 1,88 bilhão.

A industrialização é um pilar importante dos negócios da Coamo. A planta de etanol deve se somar a outras plantas de processamento de soja, café, margarina e gordura vegetal, distribuídas entre Campo Mourão, Paranaguá (PR) e Dourados (MS). Em 2024, inaugurou sua nova fábrica de rações, produzindo nutrição animal para gado de corte e leiteiro, equinos, suínos, aves, peixes, cães e gatos, com investimento de R$ 178 milhões.

Fonte: AEN-PR

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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento

Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

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Foto: Róger Nobre

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.

O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.

Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.

No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.

A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.

Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.

A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Mercado externo e estoques apertados elevam cotações do trigo

Clima no Hemisfério Norte e previsão de menor área plantada reforçam alta.

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Foto: Cleverson Beje

Os preços do trigo avançaram em março no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional e o período de entressafra. No Paraná, a saca de 60 kg fechou o mês cotada a R$ 63, alta de 3,4% em relação a fevereiro. Já nos primeiros dias de abril, as cotações subiram ainda mais, com média de R$ 66 por saca.

A valorização ocorre em um momento de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Com estoques mais ajustados, os preços passaram a seguir mais de perto a paridade de exportação, o que limitou uma reação mais forte da demanda doméstica.

Foto: Fábio Carvalho

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o cenário externo também contribuiu para sustentar as cotações no Brasil. No mercado internacional, o trigo registrou volatilidade ao longo de março. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o primeiro vencimento do trigo soft variou entre 572 e 635 centavos de dólar por bushel, encerrando o mês a 616 centavos, alta de 4% frente a fevereiro.

As oscilações foram influenciadas principalmente pelo clima seco nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, o que elevou as preocupações com a produção. Além disso, o mercado ganhou suporte após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar redução da área cultivada, reforçando a expectativa de uma safra menor em 2026/27.

Com isso, o mercado segue atento às condições climáticas e às revisões de oferta, fatores que continuam impactando diretamente a formação dos preços do trigo no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Entidades de imprensa do Sul lançam campanha contra desinformação

Iniciativa inédita reúne associações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para alertar sobre fake news e conteúdos gerados por inteligência artificial.

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Foto: Divulgação

As principais associações de imprensa do Sul do Brasil se unem, de forma inédita, para lançar uma campanha conjunta de combate à desinformação. A iniciativa reúne a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Associação Paranaense de Imprensa (API), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os riscos das fake news especialmente diante do avanço de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçar a importância do jornalismo profissional para escolhas livres e conscientes.

O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral marcado pela polarização. Paralelamente, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial elevou a desinformação a um novo patamar, com vídeos, áudios e imagens hiper-realistas que dificultam a distinção entre o real e o falso. Esse cenário ultrapassa as fake news tradicionais e ameaça diretamente a democracia, a liberdade de escolha do eleitor e a credibilidade da informação.

Diante desse contexto, a campanha assinada pela agência MOOVE propõe um alerta direto ao público por meio do conceito: “Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração.”

A ideia parte do princípio de que a desinformação raramente circula no meio-termo. Ela se espalha quando provoca reações intensas, seja entusiasmo ou estranhamento levando ao compartilhamento impulsivo, sem verificação.

O papel das entidades e do jornalismo profissional é justamente interromper esse ciclo, oferecendo informação confiável e incentivando a checagem antes do compartilhamento. Como estratégia criativa, a campanha apresenta manchetes verossímeis, construídas para parecerem plausíveis, despertando curiosidade e provocando reações imediatas no público. Os temas foram cuidadosamente selecionados para evitar vieses ou conflitos com grupos e instituições, inclusive no campo político.

Durante o lançamento, jornalistas e comunicadores serão convidados a aderir à iniciativa por meio do uso do selo da campanha, em versões para rádio, TV, portais, jornais e revistas, reforçando a mensagem de que a notícia exige apuração. Segundo o presidente da ARI, José Maria Rodrigues Nunes, a ação representa um passo importante na atualização do papel da imprensa diante dos novos desafios. “Embora hoje todos possam produzir conteúdo, o jornalismo profissional segue sendo o principal filtro contra a desinformação. A campanha dá continuidade a ações anteriores da entidade e atualiza o discurso para o contexto da inteligência artificial e do período eleitoral. Ao concluir essa nova etapa, entendemos que era o momento de ampliar o movimento, convidando as associações do Sul para essa grande mobilização. Esperamos que essa iniciativa inspire outras entidades a se somarem a esse esforço coletivo.”

A presidente da ACI, Déborah Almada, destaca o caráter histórico da união. “Estamos entusiasmados com essa campanha, que faz um alerta fundamental em um momento em que a desinformação tem causado tantos danos à cidadania no mundo todo. A união de três instituições que representam a imprensa no Sul do País é um feito inédito que merece ser celebrado. Fortalecer o jornalismo é uma missão.” Para o presidente da API, Célio Martins, em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, a proliferação da desinformação é prejudicial a toda a sociedade e faz com que conteúdos falsos ganhem escala e dificultem a distinção entre o que é fato e o que é mentira. “Nesse contexto, o jornalismo profissional é fundamental como contraponto, ao defender a informação de interesse público, combater fake news com apuração rigorosa, checagem de dados e responsabilidade na divulgação, oferecendo ao público conteúdo confiável e contribuindo para a defesa da democracia”, enfatiza.

Responsável pela campanha, a agência Moove reforça a sua importância: “Em tempos de desinformação acelerada, o papel do jornalismo ético e da comunicação responsável torna-se o principal pilar de sustentação da verdade. Nosso objetivo é despertar a consciência crítica no consumo de informações, reafirmando que a qualidade do debate público depende, acima de tudo, da credibilidade da fonte”, afirma Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove.

Para Roberto Schmidt, criativo da Agência Moove, a inteligência artificial é uma realidade e não existe qualquer possibilidade de retrocesso, por isso ações como essa são importantes. A campanha atua na geração de senso crítico sobre o conteúdo que circula nas redes, ajudando a combater fake news antes mesmo do seu compartilhamento.

Fonte: Assessoria
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