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Coamo lidera ranking de exportadores no Paraná

Fluxo embarcado pela cooperativa em 2023 corresponde a 14,29% das exportações pelos portos paranaenses.

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De acordo com ranking divulgado pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), a Coamo encerrou o ano de 2023 como líder no ranking de exportadores dos Portos do Paraná. Somente pelo Porto de Paranaguá, a cooperativa embarcou 3,65 milhões de toneladas de produtos agrícolas. Mais de 25,6 milhões de toneladas de produtos e insumos foram exportados por Paranaguá e o total embarcado pela Coamo corresponde a 14,29% dessas movimentações.

Fotos: Divulgação/Coamo

Além de Paranaguá, a Coamo também exportou através dos Portos de Santos (SP), Antonina (PR), São Francisco do Sul e Imbituba (SC) e Rio Grande (RS). No total, foram 4,76 milhões de toneladas exportadas, com R$ 10,7 bilhões de faturamento, o que equivale a 35% das receitas globais da cooperativa.

“A Coamo investe no desenvolvimento do mercado externo desde o final da década de 1970, com a percepção de que o potencial de crescimento da produção era grande e que acessar novos mercados seria essencial para escoar com rentabilidade aquilo que os cooperados decidissem comercializar”, explica o Presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari.

Galinari complementa dizendo que, em 2023, 53% da produção comercializada foi destinada ao mercado externo, sendo o Porto de Paranaguá o principal caminho dessas exportações. “A relevância da Coamo como a maior empresa exportadora pelo Porto de Paranaguá é fruto da união de 31 mil associados que, isoladamente, seriam pequenos demais frente ao volume que normalmente é transacionado no mercado internacional. No entanto, um pequeno caminhão de cada cooperado é capaz de encher vários navios”, afirma o presidente.

Liquidez

O diretor comercial da Coamo, Rogério Trannin de Mello, destaca que a exportação trouxe mais liquidez à comercialização, pois o objetivo é ter preço todo dia. “O cooperado pode acompanhar o mercado e escolher o melhor momento para precificar. A precificação inicia-se antes da colheita, com contratos, como forma de travar os custos com a aquisição dos insumos, mas o grande volume é precificado depois da colheita e de forma escalonada, de acordo com as necessidades e com as oportunidades que o mercado oferece”, detalha Rogério.

Mercado

Os principais mercados das exportações da Coamo são a China, com a exportação de soja, e a Europa, com o farelo de soja, nos sistemas FOB e CIF, com rastreabilidade e garantia de origem. Além disso, a cooperativa possui mercado em mais de 20 países espalhados por quatro continentes: Ásia, Europa, África e América do Sul.

Solução

Para Galinari, o cooperativismo brasileiro tem sido uma alternativa eficiente para combater os problemas econômicos e está colaborando para o incremento dos resultados da balança comercial do país. “A Coamo está sempre ao lado dos seus cooperados e buscando as melhores soluções para o desenvolvimento das suas atividades, como a conquista e fidelização de mercados”, conclui.

Fonte: Assessoria Coamo

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Safra de soja 2026/27 dos EUA começa com estoques elevados

Enquanto os EUA avançam com oferta confortável, no Brasil a aquisição de fertilizantes segue abaixo da média histórica.

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Fotos: Divulgação/Aprosoja-MT

A safra norte-americana 2026/27 começou com projeções de aumento de área de soja, estoques confortáveis e condições climáticas favoráveis ao início do plantio. Ao mesmo tempo, no Brasil, a piora na relação de troca tem desacelerado as compras de fertilizantes para a próxima safra de verão.

No fim de março, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o relatório de intenção de plantio, baseado em entrevistas com produtores. O levantamento indica que os EUA devem semear 34,3 milhões de hectares de soja na safra 2026/27. O número ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, de 34,6 milhões de hectares, mas ainda representa um crescimento de 4% em relação à safra 2025/26.

Além da área projetada, o USDA também trouxe os dados de estoques trimestrais de grãos. As reservas norte-americanas seguem em patamar considerado confortável e acima do registrado no mesmo período do ano passado, reforçando um cenário de oferta mais folgada.

No campo climático, as condições também são consideradas positivas para o início do plantio. Apesar de áreas com algum nível de seca estarem ligeiramente maiores do que no ano anterior neste período, os mapas de precipitação no Meio-Oeste indicam boa distribuição de chuvas nas próximas semanas. O período entre abril e meados de maio, que concentra os trabalhos de plantio, deve contar com volumes adequados de chuva no Cinturão de Grãos. Já as projeções para junho e julho também apontam precipitações bem distribuídas, o que, caso se confirme, pode favorecer o desenvolvimento da safra.

No Brasil, o cenário é de maior cautela no campo dos insumos. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a alta dos fertilizantes, influenciada pelo conflito no Oriente Médio e pela piora na relação de troca, tem travado o ritmo de compras para a safra 2026/27. Até o final de março, cerca de 38% dos fertilizantes haviam sido adquiridos, abaixo da média de cinco anos, de 51%.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Exportações de insumos agrícolas somam US$ 188 milhões no 1º trimestre de 2026

Sementes alcançam US$ 63 milhões e se destacam no crescimento, com melhor resultado para o período.

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Foto: Divulgação/CropLife Brasil

As exportações brasileiras de insumos agrícolas, como defensivos químicos, bioinsumos e sementes, somaram US$ 188 milhões no 1º trimestre de 2026, recorde no período. Em volume, foram embarcadas cerca de 30,9 mil toneladas de produtos. O valor representa um crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período do ano passado e reflete o avanço da inserção internacional do setor.

As sementes agrícolas atingiram US$ 63 milhões, um terço do total das vendas externa, melhor resultado para os três primeiros meses do ano. O destaque reforça a trajetória observada nos últimos cinco anos. “O Brasil consolidou sua posição como exportador de insumos agrícolas e os números do primeiro trimestre de 2026 comprovam que o setor está em plena expansão, com recordes históricos e uma novidade importante, a diversificação. O portfólio exportador de sementes cresceu e se renovou. Culturas que antes mal figuravam nas estatísticas, hoje chegam a novos mercados em quatro continentes. Esse movimento não é isolado, acompanha a trajetória do agronegócio brasileiro que segue batendo marcas expressivas a cada trimestre”, analisou o gerente executivo da CropLife Brasil, Renato Gomides.

A abertura e ampliação de novos mercados contribuiu para o desempenho dos setores, avaliou o gerente-executivo. Do valor total exportado de insumos, defensivos químicos representou US$ 105 milhões e os bioinsumos, US$ 21 milhões.

Comércio exterior

Em 2022, as exportações de sementes estavam concentradas em forrageiras, milho e hortaliças, que representavam 92% do total das vendas. Em 2026, essas culturas ainda lideram, mas com participação reduzida para 82%, dando o espaço para novos produtos. Neste 1º trimestre, por exemplo, o Brasil exportou sementes de nabo para o Uruguai, ricino para Congo e Quênia, sorgo para a Bolívia e melão para os Estados Unidos, movimentos que já representam 14% das vendas externas do segmento.

Sob outra perspectiva, as importações de defensivos químicos somaram US$ 2,3 bilhões, queda de 11% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A retração foi observada em todos os segmentos, produtos formulados, técnicos e matérias-primas, e acompanhada por redução de 8% no volume importado. Esse movimento, já notado anteriormente, reflete, entre outros fatores, a maior participação de produtos genéricos nas compras externas, contribuindo para a queda dos preços médios.

Registros de produtos

No 1º trimestre de 2026, o segmento de defensivos químicos contabilizou 186 produtos com registros ativos. Desse montante, 107 são produtos formulados e 79 produtos técnicos. Já entre os 19 registros ativos biológicos, o detalhamento apresenta 12 novos produtos de agente microbiológicos, 4 de agentes macrobiológicos e 3 de bioquímicos. Os dados da CropLife Brasil utilizam informações oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Bioinsumos

A mercado de bioinsumos, que atingiu desempenho inédito em 2025, manteve trajetória de crescimento. Em janeiro de 2026, o setor movimentou R$ 445 milhões, alta de 3% na comparação anual. A área tratada também se destacou, com 12 milhões de hectares no mês, crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. O segmento dos bioinseticidas liderou tanto em valor de mercado (R$ 264 milhões), quanto em área (5,3 milhões).

Fonte: Assessoria CropLife Brasil
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Brasil abre novos mercados para carne bovina e suína

Filipinas e Cuba passam a importar cortes brasileiros, enquanto acordos elevam número de aberturas para 600 desde 2023

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O governo brasileiro concluiu novas negociações que ampliam a exportação de produtos agropecuários para três países.

Para as Filipinas, foi autorizada a exportação de carne bovina resfriada, com e sem osso. A medida fortalece a presença do Brasil no mercado do Sudeste Asiático. Com cerca de 115,8 milhões de habitantes, o país importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Foto: Freepik/Divulgação

Em Cuba, o acordo libera a exportação de carne bovina com osso e carne suína com osso. A autorização amplia o fornecimento de proteína animal para o país, que tem aproximadamente 11 milhões de habitantes. A medida se soma ao sistema de pre-listing já vigente entre os dois países, que agiliza o comércio desses produtos.

Para a Coreia do Sul, foi aberta a exportação de castanha-do-brasil, com e sem casca, castanha de baru e castanha de caju. Os produtos fazem parte da sociobiodiversidade brasileira e são reconhecidos pelo valor nutricional. O país asiático tem 51,7 milhões de habitantes e importou mais de US$ 2,4 bilhões em produtos agropecuários do Brasil em 2025.

Com os novos acordos, o agronegócio brasileiro chega a 600 aberturas de mercado desde 2023. As negociações são resultado da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: O Presente Rural
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