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Coamo inicia 17ª turma do Programa de Jovens Líderes Cooperativistas
Com
a palestra Quem somos e onde queremos chegar o engenheiro agrônomo e
idealizador da Coamo, José Aroldo Gallassini, foi aberto na manhã desta
quarta-feira (24), na administração central da cooperativa em Campo Mourão, a
17ª turma do Programa Coamo de Jovens Líderes Cooperativistas. Da 17ª turma participam este ano 50 jovens
cooperados com idade entre 18 e 40 anos, representando mais de 30 entrepostos
de várias regiões do Paraná e do Mato Grosso do Sul.
Apoio
– O Programa Coamo de Formação de Jovens Líderes Cooperativistas é uma
realização da Coamo com apoio do Sescoop/PR e acontece anualmente, desde 1998 –
ano da conclusão da primeira turma. Da sua primeira edição até a 16ª realizada
em 2012, foram capacitados mais de 700 jovens cooperados representando todos os
entrepostos da Coamo no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Módulos
– trabalhos são desenvolvidos em quatro módulos, de abril a julho. No primeiro,
o objetivo é a identificação do cooperado e sua condição dentro da sociedade,
na propriedade e na família, com visão do cooperativismo e das atividades
praticadas pela Coamo, além de cada jovem traçar estratégias e metas para o
futuro. O segundo, trata da questão do planejamento, gestão e administração
rural. O terceiro módulo destaca a gestão estratégica de negócios para a
cooperativa e a análise e interpretação de balanço como instrumento para a
tomada de decisão. No último e quarto módulo, o propósito é o desenvolvimento
da liderança, em busca de um futuro promissor. Após os módulos regulares,
compostos por carga de 96 horas/aula de curso, os jovens cooperados realizam
viagem técnica-cultural por diversas regiões da cooperativa, culminando com
visitação à indústria e terminal portuário da Coamo e as instalações do Porto
de Paranaguá.
Missão
– Com decisões pensadas e viabilizadas, os jovens são os grandes responsáveis
pela implantação de um novo modelo de administração rural, muito mais
profissional. Na gestão dos seus negócios na propriedade, ou mesmo quando atuam
em parceria em os pais, eles trabalham de forma arrojada, sem esquecer das
lições geradas por suas famílias. Com os pés no chão e a mente no futuro, eles
buscam resultados concretos baseados na prática do planejamento e
gerenciamento, e o sucesso do seu empreendimento.
Investir
no futuro – A Coamo tem direcionado o seu trabalho, em parceria com a Ocepar e
o Sescoop na formação de suas lideranças. E no caso dos cooperados, a proposta
é promover o desenvolvimento cada vez maior do quadro social e a sua qualificação com ampliação de conhecimentos e
visão global do ambiente produtivo e social. O nosso principal propósito é
desenvolver o potencial criativo e o conhecimento dos cooperados, em várias
dimensões, para que eles reconheçam em si os seus verdadeiros potenciais. Este
projeto da Coamo vendo sendo bem sucedido há 16 anos e apresentando resultados
positivos. É um investimento voltado para a formação do ser humano, para o
presente e o futuro, não somente na parte econômica, mas também no social, no
cultural e na formação de uma família cooperativista cada vez mais atuante e
comprometida com a sua sociedade, assegura o diretor-presidente da Coamo, José
Aroldo Gallassini.
Fonte: Assessoria

Notícias Energia no campo
Copel e Ocepar unem equipes para melhorar fornecimento de energia às cooperativas
Grupo técnico vai mapear gargalos na rede elétrica e definir ações para ampliar a qualidade e a confiabilidade do serviço no campo.

A Copel e o Sistema Ocepar vão integrar equipes técnicas para mapear o sistema elétrico, que atende a cooperativas, e atuar em conjunto para ampliar a eficiência, a qualidade e a confiabilidade da distribuição de energia.

Foto: Divulgação/Copel
A iniciativa foi anunciada pelo diretor Comercial da Copel Distribuição, Julio Omori e o coordenador Gerencial Técnico e Econômico da Ocepar, Silvio Krinski, durante o Fórum de Energia, na sede da Copacol, em Cafelândia.
Realizado na última quinta-feira (18), o evento reuniu representantes de diversas cooperativas da região Oeste paranaense. “Este fórum foi extremamente positivo, pois tivemos a oportunidade de sinalizar soluções de melhorias que já havíamos mapeado internamente na Copel”, afirmou Omori.
Silvio Krinski ressaltou a estratégia definida no evento. “Em grupo, temos a possibilidade de identificar com clareza os principais desafios que o setor produtivo enfrenta atualmente. Com isso, buscamos, de forma colaborativa, construir soluções viáveis e alinhadas à realidade de todos os envolvidos. Acreditamos que os melhores resultados surgem quando há integração”, disse.
O grupo de trabalho, a ser formado entre as partes, será encarregado de promover o alinhamento técnico entre as instituições para desenvolver alternativas conjuntas de melhorias fornecimento de energia. Copel e Ocepar definirão um cronograma de reuniões para a formatação das equipes. “Compreendemos a real prioridade das cooperativas relacionadas à energia. A integração técnica nos permitirá direcionar ações pontuais para gerar maior impacto e resultados em menor tempo, atendendo de forma mais efetiva às expectativas dos produtores rurais”, reforçou o diretor Comercial da Copel. “Esses feedbacks reforçam ainda mais a responsabilidade e o compromisso da Copel em evoluir continuamente, sempre antecipando demandas e se preparando para desafios cada vez maiores”, completou Julio Omori.
Fórum de Energia

Foto: Divulgação/Copel
Com a participação de mais de 40 pessoas, entre representantes da Copel e de cooperativas do Oeste paranaense, o Fórum de Energia tratou de ações relacionadas ao fornecimento de energia nas propriedades rurais e de melhorias na qualidade da distribuição.
Anfitriã do encontro, a Copacol conta atualmente com 10,5 mil cooperados e mais de 16,8 mil colaboradores e exporta para mais de 85 países.
No evento, gestores da cooperativa aproveitaram para apresentar os números do Planejamento Estratégico Cooperar para Crescer 2024-2028 e destacaram a importância da Copel para os cooperados. “À medida que a Ocepar viabiliza o encontro entre técnicos e gestores da Copel e das cooperativas, cria-se um espaço qualificado para discutir temas relevantes, muitas vezes complexos e até sensíveis, como a qualidade da energia. Esse ambiente promove o diálogo, a escuta ativa e o aprofundamento das questões, permitindo que as discussões saiam do campo da percepção e avancem para uma análise mais técnica e orientada à solução. Esta é uma construção conjunta”, pontuou o superintendente de Logística da Copacol, Itamar Ferrari.
Visita a campo
Como parte do Fórum de Energia, os técnicos da Copel e da Ocepar visitaram uma propriedade de produção de tilápias de um cooperado da Copacol, no município de Nova Aurora. A produção de pescados é atendida pelo Copel Agro, que dá suporte a cerca de 76 produtores da cadeia de proteína, que inclui ainda leite, frango e porcos.

Foto: Divulgação/Copel
Para o piscicultor Pedro Gurski, a proximidade entre Copel, cooperativa e produtor rural é fundamental para que, diante de qualquer necessidade ou eventual problema, seja possível atuar de forma mais rápida e eficiente. “É positivo para todos. Essa troca de informações permite a compreensão mais profunda da nossa realidade no campo. Hoje, dependemos diretamente da energia para garantir a produtividade e a entrega do produto final. Qualquer falha no fornecimento pode gerar prejuízos financeiros significativos, além de outros impactos relevantes”, observou Gurski.

Foto: Divulgação/Copel
Segundo o gerente-executivo do Copel Agro, Marcelo Gonçalves, muitas das necessidades relatadas pelos representantes das cooperativas no evento em Cafelândia são prioridades no programa. “Temos estudos e iniciativas em andamento, o que reforça que estamos no caminho certo. Ao mesmo tempo, surgiram novos pontos que abrem oportunidades para evoluirmos ainda mais no atendimento”, disse.
Pela linha direta 0800 643 76 76, o Copel Agro ultrapassou a marca de 51 mil atendimentos em junho, com 95% de aprovação dos clientes, em pouco mais de dois meses de funcionamento.
O superintendente de Engenharia da Copel, Denis Mollica, considera que estar próximo do cliente e compreender as suas necessidades auxilia na evolução dos serviços prestados. “Saímos desta visita e do encontro mais ricos em informação e com o relacionamento ainda mais fortalecido com nossos clientes. O compromisso da Copel é melhorar sempre”, ressaltou Mollica.
Notícias
Segunda safra e manejo do solo tornam vazio sanitário etapa estratégica da produção de soja
Em Mato Grosso, período de restrição ao plantio é usado para intensificar sistemas e influenciar produtividade futura.

O início do vazio sanitário da soja costuma transmitir a impressão de que as atividades nas fazendas diminuem. Em Mato Grosso, no entanto, a realidade é outra. Mesmo com a proibição do cultivo da oleaginosa, o campo segue em ritmo intenso, impulsionado pelas culturas de segunda safra e pelos manejos que definirão o desempenho da próxima temporada.

Foto: Júnior Knoff
Maior produtor de soja do Brasil, o Estado vive um período estratégico do calendário agrícola. Além do milho de segunda safra, culturas como algodão, sorgo, gergelim e milheto permanecem em desenvolvimento e exigem acompanhamento constante.
De acordo com o mestre em Agronomia Talis Melo, o vazio sanitário é uma medida essencial para o controle da ferrugem asiática, mas está longe de representar uma paralisação das atividades. “Hoje não temos soja no campo, porque o plantio é proibido durante o vazio sanitário. Mas isso não significa que a atividade para. O milho de segunda safra tem participação fundamental na rentabilidade do produtor. Além dele, culturas como algodão, sorgo, gergelim e milheto seguem em desenvolvimento e exigem manejo constante”, afirma.
Ao longo dos últimos anos, Mato Grosso consolidou um modelo produtivo baseado em duas grandes safras anuais. O que antes era chamado de “safrinha” tornou-se uma segunda safra de grande relevância econômica, responsável por ampliar a renda e a sustentabilidade financeira das propriedades rurais.
Além do retorno econômico, essas culturas exercem papel importante na preparação da próxima safra de soja. O cultivo consorciado de milho com braquiária, por

Foto: Divulgação
exemplo, contribui para a formação de palhada, melhora a estrutura do solo, conserva a umidade e favorece o desenvolvimento da lavoura subsequente.
Segundo Melo, as decisões tomadas neste período têm reflexos diretos sobre a safra 2026/27. Estratégias de controle de plantas daninhas, manejo fitossanitário, escolha de cultivares e uso de plantas de cobertura são fatores que influenciam a produtividade da soja que será semeada nos próximos meses. “Os manejos realizados agora no milho, no algodão, no sorgo, no gergelim e em outras culturas refletem diretamente na safra de soja 2026/27. Este é um momento de planejamento e preparação, em que o produtor trabalha para construir os resultados que deseja alcançar na próxima temporada”, destaca.
Controle da ferrugem asiática
Em Mato Grosso, o vazio sanitário da soja começou em 08 de junho e se estende até 06 de setembro. Durante esse período, os produtores devem eliminar todas as plantas vivas de soja existentes em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e locais onde possa ocorrer germinação espontânea.
A medida busca interromper o ciclo da ferrugem asiática, considerada a principal doença da cultura e capaz de provocar perdas de até 90% da produção quando não controlada adequadamente.
Notícias
Redução da jornada pode acrescentar R$ 11,9 bilhões aos custos do transporte de cargas no Brasil
Estudo da CNT estima alta anual de 8,66% nas despesas com mão de obra em um setor que já enfrenta déficit de mais de 100 mil motoristas.

O primeiro semestre de 2026 impôs uma nova camada de desafios ao Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Responsável por cerca de 65% da movimentação de mercadorias no Brasil, o setor precisou se adaptar simultaneamente a mudanças regulatórias, aumento de custos operacionais, maior rigor na fiscalização eletrônica e escassez de mão de obra, cenário que elevou a complexidade das operações e pressionou a rentabilidade das empresas.

Presidente da FETCESP, Carlos Panzan: “O primeiro semestre mostrou que o desafio das transportadoras deixou de ser apenas operacional” – Foto: Divulgação
Entre as principais mudanças estiveram as novas exigências relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), alterações no Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) e a ampliação dos mecanismos de fiscalização digital.
Na avaliação da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), essas transformações exigiram investimentos em tecnologia e revisão dos processos internos. “O primeiro semestre mostrou que o desafio das transportadoras deixou de ser apenas operacional. Hoje, as empresas precisam acompanhar um ambiente regulatório cada vez mais dinâmico, investir em tecnologia, reforçar controles internos e manter capacidade de adaptação rápida para preservar eficiência e competitividade”, afirma o presidente da FETCESP, Carlos Panzan.
Diesel e frete pressionam as margens
Além das adequações regulatórias, o setor continua convivendo com dificuldades estruturais. O diesel segue entre os principais fatores de pressão sobre os custos das transportadoras.
Em março, o combustível chegou a acumular alta de 19% e permanece representando entre 35% e 50% do custo

Foto: Divulgação
operacional das empresas. Em algumas operações, esse percentual pode ultrapassar 70% do valor total do frete.
Ao mesmo tempo, levantamento da NTC&Logística apontou uma defasagem média de 10,1% no frete rodoviário no início deste ano, o que reduz a capacidade das empresas de repassar os custos e compromete as margens de operação.
Segundo a FETCESP, a adaptação às novas regras deixou de ser uma demanda pontual e passou a integrar a estratégia das empresas. Para a entidade, o segundo semestre deve ser marcado principalmente pelos desafios relacionados ao ambiente econômico, político e trabalhista.
Escassez de motoristas preocupa setor
Entre os temas que mais mobilizam as transportadoras está a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho e o possível fim da escala 6×1.

Foto: Divulgação
Estudo encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderá elevar em 8,66% os custos com mão de obra no setor de transporte, gerando impacto anual de aproximadamente R$ 11,9 bilhões.
O levantamento aponta ainda que seriam necessários cerca de 240 mil novos trabalhadores para manter os atuais níveis de operação e atendimento.
A preocupação é ainda maior no transporte rodoviário de cargas, que enfrenta um déficit estimado em mais de 100 mil motoristas profissionais, além da dificuldade para preencher outras vagas operacionais. “Estamos diante de uma discussão que exige equilíbrio. O transporte de cargas é uma atividade essencial para o abastecimento da economia e qualquer mudança estrutural precisa considerar seus impactos sobre custos, produtividade e capacidade de atendimento”, afirma Panzan.
Segundo semestre deve exigir mais planejamento
As empresas também acompanham com atenção o cenário político e econômico, especialmente diante do calendário eleitoral e da implementação gradual da Reforma Tributária.
Para a FETCESP, a previsibilidade será um dos fatores decisivos para a competitividade do setor nos próximos

Foto: Divulgação
meses. “A tendência é que o segundo semestre continue exigindo elevado nível de planejamento e capacidade de adaptação das empresas. O setor precisa de previsibilidade para investir, organizar operações e manter competitividade. Quanto maior a estabilidade regulatória e o diálogo entre poder público e setor produtivo, maiores serão as condições para que as transportadoras continuem operando com eficiência e segurança”, destaca o presidente da entidade.
Diante desse cenário, a federação defende a ampliação da participação das empresas em pesquisas de confiança do setor, argumentando que um diagnóstico mais preciso sobre custos, ambiente regulatório e expectativas dos empresários pode contribuir para orientar políticas e fortalecer a representação institucional das transportadoras em um período marcado por mudanças e incertezas.
