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Coamo inaugura novas unidades de beneficiamento de sementes no Mato Grosso do Sul
As estruturas climatizadas inauguradas em Dourados e Maracaju ampliam a capacidade de atendimento aos cooperados e garantem mais qualidade, segurança e eficiência no fornecimento de sementes.

Inauguradas nesta segunda-feira, 27, as novas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS) da Coamo em Dourados e Maracaju, no Mato Grosso do Sul, representam mais um avanço na estrutura da cooperativa para atender os produtores da região. Cada unidade tem capacidade para 250 mil sacas de sementes, com tecnologia de armazenamento climatizado e equipamentos de última geração. Os investimentos somam cerca de R$ 60 milhões e têm como objetivo garantir qualidade, segurança e eficiência no fornecimento de sementes aos cooperados. Os eventos foram prestigiados por cooperados, diretores da Coamo, gerentes das unidades do MS, autoridades e lideranças locais e regionais.
De acordo com o presidente dos Conselhos de Administração da Coamo e Credicoamo, José Aroldo Gallassini, o novo sistema de beneficiamento é um importante investimento realizado pela cooperativa. “É o ponto máximo que chega no beneficiamento de semente, que é o tratamento contra fungos e pragas, com temperatura controlada. Os armazéns possuem ar-condicionado, garantindo que a semente fique refrigerada o ano todo e mantenha a germinação no plantio.”
Gallassini destaca que o novo modelo tem assegurado bons resultados e ausência de reclamações quanto à germinação. “Não há reclamação. Isso ocorre porque o tratamento é adequado e moderno.” As novas estruturas também aproximam a produção de sementes dos cooperados sul-mato-grossenses. “Trouxemos a semente produzida no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para tratamento e entrega ao cooperado no momento do plantio”, explica o presidente.
Para Gallassini, os investimentos realizados no Mato Grosso do Sul são resultado da participação ativa dos cooperados na Coamo. “Temos um quadro de cooperados muito importante aqui Estado. O volume de sementes e insumos adquiridos é significativo, e isso viabiliza economicamente os investimentos.” Segundo ele, além de ampliar a estrutura, o objetivo é gerar mais produtividade e renda no campo. “O cooperado vai ter uma semente de qualidade de tudo que ele produz. Temos visto a satisfação e o reconhecimento dos cooperados quanto à germinação e à qualidade das sementes Coamo”, conclui.
O presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, destaca que as duas novas unidades são resultado de um projeto de longo prazo voltado à melhoria dos serviços oferecidos aos cooperados. “Esse é mais um dos sonhos que a gente tinha para o Mato Grosso do Sul. A semente é um serviço. Enquanto empresa, talvez esse investimento não fosse o melhor dos negócios, mas é um negócio para o cooperado, pensando na qualidade do serviço que prestamos.”
Segundo ele, o projeto faz parte do Programa Sementeiro de Excelência, que aprimora todo o processo de seleção e produção de sementes. “Criamos uma estrutura de equipe de sementes a campo para selecionar o que há de melhor na produção. Essa etapa de beneficiamento é o estágio final, garantindo condições ideais de temperatura e umidade.”
Nas novas UBS, a temperatura é mantida entre 13 e 15 graus, preservando a qualidade e o vigor das sementes. “Todos puderam ver ao vivo a temperatura gelada, de 13 a 15 graus, condições ideais que serão nossa garantia de qualidade”, comenta Galinari. O presidente Executivo também reforça que as unidades refletem a confiança no cooperado sul-mato-grossense. “Temos apoio total do nosso Conselho de Administração porque percebemos essa participação efetiva do quadro social. O relacionamento entre cooperado e cooperativa está cada vez mais fortalecido.”
O diretor de Suprimentos e Assistência Técnica da Coamo, Aquiles de Oliveira Dias, ressalta que as novas Unidades de Beneficiamento de Sementes representam uma evolução no fornecimento do insumo para os cooperados. “Estamos inaugurando dois armazéns climatizados, com capacidade de 250 mil sacas cada. Isso é um grande benefício, pois a semente ficará armazenada em condições ideais de temperatura e umidade, preservando sua qualidade até o plantio. Esse tempo entre o tratamento e o plantio é muito importante. Por isso instalamos em Dourados e Maracaju as maiores máquinas de tratamento industrial de sementes do Brasil.”
Segundo Dias, o tratamento industrial garante precisão na dosagem dos produtos e proteção contra pragas e doenças, com benefícios diretos para o cooperado. “A qualidade do tratamento industrial é superior ao que pode ser feito na fazenda. Garantimos que cada semente seja recoberta de forma uniforme, o que não ocorre nas aplicações manuais”, explica. Ele acrescenta que além da qualidade, há ganhos em segurança trabalhista e ambiental. “O cooperado não precisa mais realizar o tratamento na propriedade, evitando a exposição de funcionários a produtos químicos e reduzindo riscos ambientais. São equipamentos de última geração, o que há de melhor em sementes e tratamento de sementes”, ressalta o diretor.
Dias lembra que a expansão da Coamo no estado é resultado de um trabalho iniciado há duas décadas. “Há 20 anos a Coamo decidiu se instalar no Mato Grosso do Sul não para fazer uma experiência, mas para apresentar o cooperativismo e permanecer no Estado. Essas unidades de beneficiamento são mais um passo. À medida que os cooperados continuarem respondendo em volume e adquirindo sementes Coamo, poderemos construir outras estruturas semelhantes em diferentes regiões”, pondera.
De acordo com o gerente de Sementes da Coamo, Roberto Destro, a concretização dos novos empreendimentos é resultado de um planejamento iniciado há cerca de três anos. “Depois de muitas reuniões, estudos de viabilidade e desenvolvimento de projeto, chegamos a essa estrutura que hoje é uma das maiores do Brasil”, afirma. Ele reitera que a nova máquina de tratamento de sementes industrial é considerada a maior do país, com características que a tornam única também em nível mundial. “É uma máquina desenvolvida especialmente para atender às necessidades da Coamo e dos cooperados, permitindo o armazenamento da semente em condição ideal até próximo à data do plantio”, explica Destro.
Segundo ele, a implantação das novas unidades permitirá maior eficiência logística e operacional. “Vamos começar um trabalho de planejamento com os cooperados, tratando as sementes mais próximo do plantio, evitando que fiquem armazenadas por longos períodos e percorram grandes distâncias. Isso reduz gargalos e mantém a qualidade da semente.”
Com as novas unidades, os cooperados do Mato Grosso do Sul terão acesso a sementes beneficiadas, tratadas e armazenadas com tecnologia de ponta, mais próximas de suas propriedades e prontas para o uso no momento ideal de plantio. “É mais um serviço que a Coamo oferece ao cooperado, garantindo qualidade e eficiência em toda a cadeia produtiva”, conclui.

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Elanco projeta novo ciclo de crescimento sustentável em Dia do Investidor
Empresa prevê avanço anual da receita, expansão de margem e geração de até US$ 1 bi em caixa livre entre 2026 e 2028.

A Elanco Saúde Animal (NYSE: ELAN) apresentou, em seu primeiro Dia do Investidor em cinco anos, um novo plano estratégico para impulsionar um ciclo de crescimento sustentável apoiado em três frentes: Inovação, Portfólio e Produtividade (IPP). As projeções incluem crescimento orgânico anual da receita em um dígito médio, expansão do EBITDA ajustado em um dígito alto e evolução do lucro por ação ajustado em dois dígitos baixo a partir de 2026. A companhia também prevê gerar ao menos US$ 1 bilhão em caixa livre entre 2026 e 2028, além de reduzir sua alavancagem líquida para menos de 3x em 2027.
“Estamos entrando em um novo ciclo de crescimento sustentável”, afirmou Jeff Simmons, presidente e CEO da Elanco. “Nossa estratégia está funcionando, nosso motor de inovação nunca foi tão forte e nossas equipes têm construído relações profundas com clientes ao redor do mundo. Isso reforça nossa confiança na capacidade da Elanco de liderar o futuro da saúde animal.”
Durante o evento, a empresa anunciou um pacote de investimentos para os próximos cinco anos, que inclui a ampliação das operações de P&D na sede global em Indianápolis e no OneHealth Innovation District. A expansão da planta de anticorpos monoclonais no Kansas deve acelerar a produção de novas imunoterapias. O USDA concedeu um caminho acelerado de aprovação condicional para um imunoterápico promissor que pode se tornar blockbuster em saúde pet nos próximos anos.
A Elanco projeta ainda US$ 1,1 bilhão em receita gerada por inovação em 2026, um aumento de mais de US$ 200 milhões sobre as estimativas de 2025. A nova fase do pipeline inclui oito áreas estratégicas e duas plataformas internas — anticorpos monoclonais e imunoterapia — com mais de dez projetos com potencial blockbuster. Entre cinco e seis deles podem chegar ao mercado entre 2026 e 2031, representando valor de pico estimado superior a US$ 2 bilhões.
No pilar Produtividade, a companhia prevê capturar entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões em economias no EBITDA ajustado até 2030, por meio do programa Elanco Ascend, com cerca de 30% desse valor já sendo entregue em 2026.
Elanco Brasil – no país, a Elanco segue em trajetória de crescimento, impulsionada pelos lançamentos de Zenrelia™, Elura™ e Varenzin™ em Pet Health; SuiShot Circo-ONE™ e Proteck™ em Suínos ; e pelas novas soluções para Ruminantes, Bovigam™ XTRA VACAS SECAS e Ezatect™. Outro avanço importante no último ano foi a aprovação, pelo MAPA, da indicação do Zimprova™ para redução de emissões de metano — o primeiro aditivo melhorador de desempenho para bovinos com indicações para melhora de desempenho e redução de emissões de metano.
Segundo Fernanda Hoe, diretora-geral da Elanco no Brasil, o portfólio robusto e o foco contínuo em inovação fortalecem o relacionamento com clientes. “Nosso compromisso é entregar soluções que elevem a qualidade de vida dos pets, apoiem médicos-veterinários em decisões clínicas ainda mais assertivas e fortaleçam a eficiência e a sustentabilidade dos sistemas de produção. Atuamos para gerar valor real em toda a jornada do cuidado, do tutor ao produtor, conectando inovação, ciência e responsabilidade com o futuro do setor”, afirma.
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Bem-estar animal e biosseguridade elevam a qualidade da proteína de frango e suína nas ceias de fim de ano
Boehringer Ingelheim reforça que cuidados do campo ao prato entregam alimentos mais seguros e saborosos

À medida em que as famílias se preparam para as festas de fim de ano, a qualidade das proteínas que chegam à mesa, especialmente de frango e carne suína, ganha destaque. A garantia de um alimento seguro começa muito antes da cozinha: é construída diariamente nas granjas, por meio de práticas de bem-estar animal e biosseguridade. Esses cuidados reduzem o estresse dos animais, contribuem para a saúde no campo e resultam em carnes mais saudáveis e livres de doenças para o consumidor.
A Boehringer Ingelheim reforça que a biosseguridade é um investimento contínuo na qualidade, com benefícios para toda a cadeia. Do ponto de vista prático, trata-se de manter ambientes limpos e organizados, controlar o acesso às granjas e assegurar boas condições de saúde, alimentação e manejo dos animais. Na avicultura e na suinocultura, essas rotinas ajudam a prevenir problemas e garantem um produto de alto padrão.
“A biossegurança deve ser prioridade dentro das granjas para que o alimento chegue à mesa com a maior qualidade possível, principalmente no final de ano, em que as famílias se reúnem para as festividades”, afirma Patricia Aristimunha, médica veterinária e gerente sênior de marketing de aves e suínos da Boehringer Ingelheim.
O impacto desses cuidados trazem benefícios diretos para o prato: cadeias que priorizam bem-estar e sanidade entregam proteínas com melhor textura e sabor, além de mais segurança para a família. Para que essa qualidade se mantenha em casa, a companhia recomenda atitudes simples:
. Escolher marcas com inspeção oficial e com selos que atestam a qualidade do produto
. Verificar a validade e a integridade da embalagem
. Manter o produto refrigerado
. Separar utensílios para alimentos crus e prontos
. Lavar bem as mãos e as superficies
. Evitar lavar o frango cru
“Trabalhamos lado a lado com parceiros no campo para que o consumidor receba um alimento confiável e de alto valor.”, reforça Aristimunha. “Ao escolher produtos de cadeias que adotam padrões rígidos, as famílias brasileiras poderão celebrar o fim de ano com sabor, segurança e muita paz”, finaliza.
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Trouw Nutrition destaca manejo de pasto e suplementação para elevar desempenho do gado de corte
Especialista reforça que a combinação entre forragem bem manejada e suplementação estratégica define o ganho de peso no sistema a pasto.

A pecuária brasileira segue em expansão. Entre 2004 e 2024, a produção de carne bovina cresceu mais de 25%, alcançando 11,8 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC). Segundo a ABIEC, o país exportou 2,89 milhões de toneladas no último ano, o que representa 32% de tudo o que produziu. Impulsionado pelo mercado internacional, o setor tem intensificado tecnologias e manejo para elevar produtividade.
Mesmo com o avanço dos confinamentos, apenas 19,86% dos abates vêm desse sistema. “O boi brasileiro continua sendo um boi de pasto. Por isso, o manejo da forragem ainda é o principal determinante do desempenho”, afirma o coordenador Técnico Beef da Trouw Nutrition, Ramon Lopes Salvatte.
A Bellman, marca da Trouw Nutrition, sustenta há décadas o conceito central dessa lógica produtiva. “Dieta é pasto mais suplemento. A forragem continua sendo o componente de maior peso na nutrição do animal”, explica Salvatte. Ele reforça que a régua de manejo da Embrapa, com alturas específicas de entrada e saída, permanece como ferramenta-chave. “Quando o pasto cai abaixo de 40% da altura recomendada, o animal anda mais, seleciona menos, gasta energia e perde potencial de ganho”, diz.
Suplementação mineral no período das águas
A suplementação mineral é a base do sistema a pasto e se estende por todas as categorias: cria, recria e engorda. “O mineral corrige os desequilíbrios típicos das forragens tropicais e prepara o terreno para que o desempenho aconteça”, explica Salvatte.
No período das águas, quando o pasto cresce rápido e dilui nutrientes, escolher o produto correto exige atenção ao histórico de consumo, categoria e escore corporal. “Para matrizes paridas, por exemplo, muitas vezes o mineral convencional não é suficiente para recuperar escore. Nesses casos entram os minerais adensados ou aditivados, como o Bellisco SV, que entrega ganho moderado aliado à correção mineral”, afirma.
Ele lembra que fatores como palatabilidade, tipo de cocho, clima e concentração de sais na água podem alterar o consumo. “O mineral só funciona quando consumido na quantidade certa. Monitorar o cocho é um manejo simples, mas que muda o resultado”, reforça.
Suplementação proteica no período das águas
No verão, as forragens tropicais apresentam teores elevados de proteína, muitas vezes acima de 12%, permitindo ganhos expressivos. Ainda assim, suplementos proteicos de 20% a 30% de proteína bruta ajudam a manter o desempenho em alta. Produtos de maior qualidade apresentam maior proporção de proteína verdadeira de farelos, reduzindo a dependência de ureia.
“O proteinado melhora a atividade das bactérias do rúmen e libera o potencial de consumo de pasto. É um efeito de adição: mais proteína microbiana, mais degradação de fibra, mais matéria seca ingerida”, explica Salvatte. Ele lembra que, no período das águas, a ureia entra em níveis modestos nas formulações, devido à alta proteinidade natural do pasto.
O fornecimento deve ser preciso. Cerca de um a dois gramas por quilo de peso corporal com cocho adequado e espaço linear suficiente. “Quando fornecido de forma correta, o proteinado entrega um ganho a mais importante, especialmente na recria”, complementa.
Suplementação proteica e proteico-energética: Impulso extra para o ganho
Os suplementos proteico-energéticos vão além. Eles elevam a oferta de carboidratos não fibrosos e melhoram a digestibilidade total da dieta. Estudos mostram incrementos superiores a 60% no ganho diário na comparação com o sal mineral.
“O proteico-energético funciona como um ajuste fino. Ele corrige energia, melhora fermentação ruminal e acelera o desempenho, afirma Salvatte, que explica que esse tipo de suplemento também altera o comportamento do gado. “Os animais chegam ao cocho antes do horário de fornecimento e reorganizam o padrão de pastejo. Isso abre oportunidade para ofertar o suplemento nos horários mais quentes, aproveitando as janelas naturais de descanso do rebanho”, diz.
O manejo exige precisão. Consumo entre 0,3% e 0,5% do peso vivo e cochos protegidos. “É um produto potente, mas precisa de estrutura para funcionar. Sem cocho adequado, perde a eficiência”, reforça. No fim, o desempenho superior depende da soma de fatores. “O suplemento responde ao pasto. Quando o manejo da forragem, a escolha do produto e o horário de fornecimento caminham juntos, o sistema expressa todo o potencial produtivo”, conclui o especialista.



