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Coamo é a 47ª maior empresa privada do Brasil
Fonte: Ass. Imprensa

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Monitoramento aponta bom desenvolvimento das lavouras mesmo com clima irregular
Dados da Conab mostram avanço da soja e do milho, apesar da distribuição desigual das chuvas em março.

Os gráficos de evolução do índice de vegetação (IV) das principais regiões produtoras de soja e milho segunda safra continuam indicando condições favoráveis de desenvolvimento das lavouras na maioria das áreas. O bom resultado é verificado mesmo em meio a uma distribuição irregular de chuvas pelo país. Segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no período entre 01 e 21 de março, os maiores volumes de chuva foram registrados no Centro-Norte brasileiro. Se por um lado essas precipitações restringiram a colheita da soja em algumas áreas, por outro beneficiaram o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safra em campo.

Foto: Fernando Dias/Seapi
Ainda de acordo com o Boletim, na maior parte da região Norte, as chuvas foram regulares e bem distribuídas. O acumulado esteve abaixo da média em algumas áreas, mas mesmo assim, o armazenamento hídrico no solo manteve-se estável, favorecendo o desenvolvimento dos cultivos de primeira e segunda safra em praticamente toda a região. No Pará e no Tocantins, ocorreram problemas pontuais por excesso de chuvas na colheita da soja. Já em Roraima praticamente não houve precipitação, situação normal para o período.
Já no Nordeste, os maiores volumes de chuvas ocorreram no início do mês em áreas do Maranhão e Piauí, além de parte da Bahia e Ceará, favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Na região do semiárido, as precipitações ainda não se estabilizaram mantendo a umidade no solo baixa em algumas áreas. Em parte da Bahia, a irregularidade de chuvas aliadas às altas temperaturas causaram restrição hídrica e impossibilitaram um maior avanço na semeadura do milho e feijão segunda safra em áreas do sertão nordestino.
No período analisado, a Conab também verificou que na região Sul as chuvas foram irregulares e com baixos acumulados, resultando em um armazenamento hídrico do solo insuficiente para o desenvolvimento do milho segunda safra, em áreas do Paraná, e da soja nas lavouras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Foto: José Fernando Ogura
Maior região produtora de grãos, o Centro-Oeste registrou chuvas frequentes em áreas de Mato Grosso e Goiás, prejudicando pontualmente a colheita da soja. Em Mato Grosso do Sul, os maiores volumes ocorreram na segunda semana do mês e foram essenciais para a recuperação do armazenamento hídrico no solo no sudoeste do estado, em áreas onde o milho segunda safra já se encontrava sob restrição hídrica.
Na região Sudeste, houve bons volumes de chuva na segunda semana do mês no estado de São Paulo e em parte de Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Na terceira semana, as chuvas espalharam-se sobre o estado mineiro e pelo Espírito Santo, acumulando bons volumes na região.
As análises detalhadas sobre a influência do clima e o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras do país estão na edição de março do Boletim de Monitoramento Agrícola.
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Produção de sorgo deve chegar a 6,9 milhões de toneladas na safra 2025/26
Expansão reflete uso estratégico do cereal em áreas com maior risco climático e menor investimento.

O sorgo tem ganhado espaço no campo brasileiro e se consolidado como alternativa ao milho, especialmente na segunda safra. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a cultura vem sendo cada vez mais utilizada em regiões com maior risco climático, por exigir menos água, ter menor custo de produção e apresentar maior resistência a condições adversas.
No Brasil, o cereal é usado principalmente na produção de ração animal, mas também possui aplicações industriais, como na produção de etanol. Por ser da mesma família do milho, compartilha características semelhantes, embora apresente maior tolerância à seca e capacidade de manter a produtividade em cenários menos favoráveis.

Fotos: IDR-PARANÁ
A produção nacional vem crescendo nos últimos anos. Para a safra 2025/26, a estimativa é de cerca de 6,9 milhões de toneladas, mais que o dobro do registrado cinco anos atrás. Esse avanço reflete a maior adoção da cultura em regiões onde o milho enfrenta limitações climáticas ou econômicas.
Outro fator que impulsiona o sorgo é o custo. O investimento por hectare pode ser cerca de 65% menor em comparação ao milho, o que reduz o risco financeiro, especialmente em áreas com menor disponibilidade hídrica. Além disso, o ponto de equilíbrio da cultura também é mais baixo, o que contribui para maior previsibilidade de resultados.
No mercado, a demanda segue em expansão, puxada principalmente pelos setores de avicultura e suinocultura. O interesse da indústria de etanol também tem crescido, ampliando as possibilidades de uso e garantindo maior liquidez ao produto.
No cenário internacional, a China se destaca como principal importadora de sorgo. Um acordo recente com o Brasil tende a facilitar as exportações, abrindo novas oportunidades para o cereal no mercado externo.
A tendência, segundo o relatório, é de expansão gradual da cultura nos próximos anos. O sorgo deve continuar avançando como alternativa estratégica dentro dos sistemas produtivos, contribuindo para a diversificação e para a redução de riscos no campo.
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Produção de ração animal deve atingir 97 milhões de toneladas em 2026
Após crescimento superior a 3% em 2025, o setor acompanha a recuperação das cadeias de proteína animal e o aumento da demanda nacional e internacional.

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) confirma o crescimento do setor em 2025, acompanhando a recuperação das cadeias de proteína animal e a melhora nas condições de custo dos principais insumos. A produção nacional de rações e suplementos atingiu cerca de 94 milhões de toneladas, avanço superior a 3% em relação às 91 milhões de toneladas registradas em 2024.
Para 2026, a projeção do setor aponta para 97 milhões de toneladas, consolidando um ciclo de expansão moderada, sustentado pela intensificação da produção pecuária e pelo aumento da demanda por proteína animal no Brasil e no exterior.

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural
“Após um período de maior volatilidade, especialmente associado aos custos de grãos e ao ambiente macroeconômico, o setor voltou a apresentar crescimento consistente. A cadeia de alimentação animal segue o desempenho da produção pecuária e aquícola no país”, afirma Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.
Entre os segmentos que mais consomem ração, a avicultura de corte manteve crescimento consistente. A produção passou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025, alta de 2,5%. O desempenho acompanha o aumento do abate de frangos, que cresceu 3,1% no ano, segundo dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2026, a expectativa é de que o consumo de ração no segmento chegue a 39,1 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelas exportações.
A produção de ovos também segue em expansão e tem ampliado a demanda por nutrição animal. A produção de ração para poedeiras comerciais avançou de 7,18 milhões de toneladas em 2024 para 7,43 milhões em 2025, crescimento de 3,5%. No mesmo período, a produção nacional de ovos aumentou 5,6%, refletindo a ampliação do consumo doméstico. Para 2026, a projeção é de 7,73 milhões de toneladas.
Na suinocultura, a demanda por ração apresentou recuperação gradual após um período de maior volatilidade no setor. O consumo passou de 21,6 milhões de toneladas em 2024 para 22,5 milhões em 2025, alta de 4,2%. O abate de suínos cresceu 4,3% no ano, sinalizando retomada da produção. Para 2026, a previsão é de 23,1 milhões de toneladas de ração destinadas à atividade.
A bovinocultura de corte foi um dos destaques do ano, impulsionada pela expansão do confinamento no país. A produção de ração destinada ao segmento avançou de 7,22 milhões de toneladas em 2024 para 7,76 milhões em 2025, crescimento de 7,5%. O abate de bovinos aumentou 8,2%, segundo o IBGE.
Dados do Censo do Confinamento, elaborado pelo Cepea/Esalq/USP, indicam que o número de animais confinados saltou de 7,96 milhões de cabeças em 2024 para 9,25 milhões em 2025, expansão de 16%. Para 2026, o volume pode se aproximar de 10 milhões de cabeças, o que tende a ampliar ainda mais o consumo de ração no segmento.
“O avanço do confinamento é um dos fatores estruturais mais relevantes para o crescimento da indústria de alimentação animal. À medida que a pecuária brasileira se intensifica, a nutrição passa a desempenhar papel cada vez mais estratégico para ganhos de produtividade e eficiência”, destaca Zani.
Apesar do cenário positivo, o setor acompanha com cautela os desdobramentos do comércio internacional, especialmente após a aplicação de salvaguardas pela China às importações de carne bovina, com cota anual de cerca de 1,1 milhão de toneladas e tarifas adicionais para volumes excedentes.
Na pecuária leiteira, a demanda por ração também cresceu de forma expressiva. O consumo passou de 7,1 milhões de toneladas em 2024 para 7,66 milhões em 2025, alta de 7,9%. De acordo com dados preliminares do IBGE, a aquisição formal de leite aumentou 8% no período, indicando recuperação da produção. Para 2026, a expectativa é de 7,9 milhões de toneladas de ração.

O mercado de alimentos para cães e gatos manteve expansão mais moderada, porém consistente. A produção passou de 4,01 milhões de toneladas em 2024 para 4,04 milhões em 2025, com projeção de 4,15 milhões de toneladas em 2026. O crescimento tem sido impulsionado pela maior preocupação dos tutores com nutrição, saúde e bem-estar dos animais de estimação, além da expansão de canais digitais de venda.
“A humanização dos pets tem impulsionado a evolução do mercado, com maior demanda por produtos nutricionalmente mais completos, formulações especializadas e soluções voltadas à saúde e longevidade dos animais”, acrescenta o CEO do Sindirações.
Já a aquicultura segue entre os segmentos mais dinâmicos da cadeia. A produção de ração avançou de 1,79 milhão de toneladas em 2024 para 1,9 milhão em 2025, crescimento de 5,3%. A piscicultura brasileira já ultrapassa 1 milhão de toneladas de peixes cultivados, com predominância da tilápia.
Para 2026, a previsão é que a produção de ração para aquicultura se aproxime de 2 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento das exportações, pelo crescimento do consumo interno de pescado e pelos avanços tecnológicos na produção.
“O triênio 2024–2026 confirma uma trajetória de expansão gradual da indústria de alimentação animal, sustentada pela evolução simultânea das cadeias de proteína animal. No entanto, fatores geopolíticos e comerciais tendem a exercer influência crescente sobre o ambiente de negócios do setor”, conclui Zani.
