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Coalizão Brasil defende nova meta climática do Brasil ambiciosa, robusta e factível

Movimento que reúne ambientalistas, cientistas e setor privado lista dez ações que devem ser assumidas na construção de novo compromisso.

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A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura divulgou, na última quinta-feira (24), um documento defendendo que o Brasil anuncie na Conferência do Clima de Baku (COP 29), em novembro, uma meta “ambiciosa, robusta e factível” para o corte de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Os países signatários do Acordo de Paris concordaram em estabelecer metas voluntárias para reduzir suas emissões, visando que o aumento da temperatura global não ultrapasse 1,5 grau Celsius até o fim do século. Todas as nações devem entregar à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) até fevereiro de 2025 uma versão revisada e mais ambiciosa de seus compromissos, conhecidos como Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC).

O governo federal anunciou que divulgará sua nova NDC ainda este ano. Atualmente, a meta brasileira prevê que o país reduzirá suas emissões de GEE em 48% até 2025 e 53% até 2030, em relação aos índices registrados em 2005.

Na nota, a Coalizão afirma que o Brasil enfrenta um “momento decisivo em sua trajetória climática” e que deve se consolidar como “líder global” no tema. O país sediará no ano que vem a COP 30, que será realizada em Belém, onde a ambição climática deve ser uma das pautas principais da cúpula.

Uso da terra e agropecuária: parte da solução

A Coalizão destaca que o setor de uso da terra, que inclui a agropecuária, é responsável por grande parte das emissões do Brasil, mas também tem um papel-chave na remoção de GEE da atmosfera. Práticas de baixo carbono, como plantio direto, sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta, agroflorestas e a restauração florestal são essenciais para garantir uma produção rural alinhada com as metas climáticas.

Já o desmatamento, que responde por quase metade das emissões nacionais, exige maior atenção, principalmente na Amazônia e no Cerrado. Segundo a Coalizão, o controle efetivo e o fim do desmatamento até 2030 são cruciais para conter o aumento da temperatura global.

A Coalizão propôs dez ações para o processo de construção da nova NDC:

  • Dar transparência ao modelo utilizado pelo governo para desenvolver planos setoriais de mitigação e adaptação às mudanças do clima;
  •  Incorporar dados sobre as remoções do GEE por atividades de uso do solo ao Inventário Nacional de Emissões.
  • Garantir a interoperabilidade e a coerência entre a modelagem de cenários de mitigação e adaptação adotada pelo MMA (modelo BLUES) e o Inventário Nacional de Emissões.
  • Envolver os setores econômicos na construção da nova NDC e nos planos setoriais para mitigação e adaptação climática;
  • Zerar o desmatamento em todos os biomas até 2030;
  • Vincular os planos de controle ao desmatamento na Amazônia e no Cerrado a outras políticas públicas, e garantir incentivos e benefícios para redução do desmatamento legal;
  • Acelerar a implementação do Código Florestal, em uma articulação entre governos federal e estaduais e em estreita cooperação com os mais diversos segmentos da sociedade;
  • Fortalecer mecanismos de rastreabilidade e transparência na cadeia de commodities, assegurando que a produção agropecuária seja reconhecida como um exemplo de responsabilidade socioambiental;
  • Desenvolver um mercado de carbono robusto, que valorize atividades de remoção, como a restauração florestal, e atraia investimentos;
  • Valorizar as iniciativas de pagamento por serviços ambientais, essenciais para reduzir as emissões de GEE e levar prosperidade a comunidades.

Para Beto Mesquita, membro do Grupo Estratégico da Coalizão Brasil, o país possui atributos ambientais, marcos legais, matriz energética e práticas produtivas que o colocam em posição de vantagem para liderar, pelo exemplo, a transição para uma economia de baixo carbono em escala global. “É preciso aproveitar estas vantagens e o fato de sediarmos a próxima COP para reforçar nosso compromisso com metas ambiciosas e nossa capacidade de atingi-las”, completou.

Brasil na liderança climática global

Segundo a Coalizão, a nova NDC deve ser construída com transparência, participação, pragmatismo e ambição, garantindo que o Brasil não só cumpra suas metas internacionais, mas também se torne um exemplo de desenvolvimento sustentável.

Veja a nota completa, clicando aqui.

Fonte: Assessoria Coalizão Brasil

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Cooperativismo ganha destaque em meio a incertezas políticas

Modelo é apontado como alternativa para gerar renda fortalecer cadeias produtivas e promover desenvolvimento.

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Foto: Shutterstock

O cenário eleitoral brasileiro, em especial no atual ciclo, revela um ambiente de incerteza que ultrapassa o natural dinamismo da democracia e adentra um terreno de inquietação institucional e econômica. A ausência de propostas consistentes, aliada à superficialidade dos debates, fragiliza a capacidade do eleitor de exercer uma escolha plenamente consciente. Em meio a narrativas muitas vezes desconectadas da realidade fiscal do País, temas estruturantes, como as reformas administrativa, tributária e previdenciária, permanecem relegados a um plano secundário, quando deveriam ocupar posição central no debate público.

A condução responsável da gestão pública exige coragem para enfrentar questões impopulares, porém indispensáveis. O Estado brasileiro, marcado por elevado custo e baixa eficiência, tornou-se insustentável diante das demandas da sociedade. A racionalização da máquina pública, o controle rigoroso dos gastos e a avaliação de desempenho no setor público são medidas inadiáveis para conter a trajetória crescente das despesas e restabelecer o equilíbrio fiscal. Sem isso, compromete-se não apenas o presente, mas sobretudo as perspectivas de desenvolvimento das futuras gerações.

Artigo escrito por Vanir Zanatta, presidente do Sistema Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).

Paralelamente, a necessidade de uma reforma administrativa, política e previdenciária ampla e racional se impõe como condição essencial para estimular o ambiente produtivo. A reforma tributária que está em fase de implementação não equacionou nem a carga excessiva, nem a complexidade, inibindo a geração de empregos e reduzindo a competitividade da economia brasileira. A defesa do setor produtivo passa, inevitavelmente, pela simplificação tributária e pela rejeição de qualquer tentativa de ampliação de impostos, medida que apenas agravaria o já oneroso cenário enfrentado por trabalhadores e empreendedores.

Nesse contexto, o cooperativismo brasileiro reafirma sua relevância como modelo econômico e social capaz de promover desenvolvimento com inclusão. Fundamentado na gestão democrática, na participação coletiva e na distribuição equitativa de resultados, o cooperativismo oferece uma alternativa sólida frente às instabilidades do ambiente político e econômico. Ao fortalecer cadeias produtivas, nos meios rural e urbano, contribui diretamente para a geração de renda, a fixação do homem no campo e o desenvolvimento regional sustentável.

O setor primário, em particular, depende de políticas públicas consistentes e de investimentos em infraestrutura para alcançar seu pleno potencial. As deficiências logísticas, localizadas fora da porteira, comprometem a competitividade do agronegócio brasileiro e reduzem a eficiência de um dos segmentos mais dinâmicos da economia nacional. Nesse sentido, é fundamental que os candidatos assumam compromissos claros com o fortalecimento da agricultura e com a melhoria das condições estruturais do País.

Além dos desafios econômicos, o processo eleitoral exige maturidade democrática. O respeito às instituições, às regras do jogo e à diversidade de opiniões é condição indispensável para a estabilidade social. O enfraquecimento dos partidos políticos, a infidelidade partidária e a prevalência de interesses circunstanciais evidenciam fragilidades históricas da democracia brasileira que precisam ser enfrentadas com responsabilidade e compromisso ético.

Superado o período eleitoral, a realidade se impõe de forma incontornável. O futuro governante terá diante de si a necessidade de abandonar discursos e enfrentar, com pragmatismo, a complexa situação fiscal do País. As reformas estruturais deixarão de ser uma opção e passarão a ser uma exigência para garantir a governabilidade e a retomada do crescimento econômico.

Diante desse cenário, o cooperativismo segue como um pilar de equilíbrio, capaz de contribuir para a construção de um Brasil mais justo, eficiente e sustentável. Ao promover a união de esforços em torno de objetivos comuns, reafirma valores essenciais para o fortalecimento da democracia e para o desenvolvimento econômico e social do País.

Fonte: Artigo escrito por Vanir Zanatta, presidente do Sistema Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).
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Mapa define regras para credenciamento de empresas em monitoramento de grãos

Instituições devem apresentar metodologia detalhada com uso de inteligência artificial para participar dos testes.

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Foto: Geraldo Bubniak/AEN

As instituições que prestam serviços em sistemas de verificação agrícola, monitoramento e conformidade de grãos, e que desejam se credenciar conforme a Portaria SDI/MAPA nº 739, devem submeter, previamente, a metodologia detalhada a ser utilizada no teste de bancada para a classificação de culturas e cálculo de produtividade. A metodologia será analisada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Foto: Secom

A metodologia, que deve ser enviada por e-mail em língua portuguesa, precisa incluir uma descrição com todos os passos de processamento nos quais os arquivos passarão, desde a entrada até a saída com os resultados. Além disso, deverão ser adicionados diagramas que ilustrem detalhadamente o fluxo de infraestrutura do ambiente utilizado, bem como um relatório de acurácia dos modelos de inteligência artificial, com os seguintes indicadores: R² (coeficiente de determinação) e Score CV (pontuação de validação cruzada).

O documento cadastrado deverá ser assinado pelo responsável legal da empresa, acompanhado de uma declaração de responsabilidade, referente a utilização do mesmo processo detalhado durante o teste de bancada. Vale ressaltar que não serão permitidas alterações na metodologia após a sua submissão.

Os testes poderão ser agendados para ocorrerem no período de 22 de abril a 22 de maio de 2026. A documentação necessária para os testes de prova de conceito e dúvidas deverão ser enviadas para o e-mail infraestrutura.VMG@agro.gov.br até o dia 15 de maio de 2026.

Fonte: Assessoria Mapa
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SIAVS 2026 destaca nutrição animal como motor da eficiência no agro

Evento reúne empresas com tecnologias voltadas à produtividade custo e qualidade na produção de proteínas.

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Foto: Divulgação

O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026), que será realizado de 04 a 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP), destacará o papel estratégico da nutrição animal na evolução da cadeia produtiva. Em um cenário cada vez mais orientado por eficiência e precisão, o segmento chega ao evento com soluções que impactam diretamente produtividade, custo e qualidade dos alimentos.

Apenas do segmento de nutrição animal são quase 40 empresas, incluindo fabricantes de rações, premixes, núcleos, aditivos e ingredientes. O grupo reúne empresas com atuação nacional e internacional, apresentando tecnologias aplicadas à produção de aves, suínos, bovinos e outras proteínas.

As soluções refletem uma nova etapa da produção animal, mais orientada por dados, controle e desempenho. Entre os destaques estão formulações de alta precisão, aditivos funcionais, estratégias para ganho de conversão alimentar e ferramentas que ampliam a eficiência nutricional em diferentes sistemas produtivos.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “A nutrição animal é um dos pilares da eficiência produtiva” – Foto: Divulgação/Alimenta

Mais do que um insumo, a nutrição se consolida como vetor de competitividade. No SIAVS, essas tecnologias estarão inseridas em um ambiente que integra toda a cadeia produtiva, permitindo que produtores e agroindústrias visualizem, de forma prática, como a nutrição se conecta ao resultado final.

Essa integração fortalece o posicionamento do evento como espaço de negócios e de atualização técnica, ao aproximar empresas de nutrição de seus clientes diretos, produtores, cooperativas e agroindústrias, em busca de soluções aplicáveis ao dia a dia da produção. “A nutrição animal é um dos pilares da eficiência produtiva. O SIAVS reúne essas soluções em um ambiente que favorece a troca de conhecimento e a geração de negócios”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

A programação técnica do evento também abordará temas relacionados ao segmento, com discussões sobre inovação, eficiência produtiva, sustentabilidade e tendências de mercado.

O SIAVS 2026 ocupará 45 mil metros quadrados, crescimento de 65% em relação à edição anterior, e deverá reunir centenas de empresas expositoras e visitantes de mais de 60 países.

Fonte: Assessoria ABPA
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