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Coalizão Brasil apresenta 10 medidas para frear emissões do uso da terra
Propostas incluem conservação de florestas, sistemas agrícolas sustentáveis e ampliação do financiamento climático, visando reduzir até 21% das emissões globais de gases de efeito estufa.

A Coalizão Brasil Clima Floresta e Agricultura, grupo do qual o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) faz parte, apresentou durante a Semana do Clima de Nova Iorque uma lista de 10 medidas concretas para a transição climática global no setor de uso da terra.
Às vésperas da COP30, o conjunto de propostas busca enfrentar as emissões decorrentes de mudanças no uso da terra, como desmatamento e degradação florestal, responsáveis por até 21% das emissões globais de gases de efeito estufa e pela maior parte das emissões brasileiras. “Se formos sobreviver neste planeta, precisamos das florestas tropicais. Para isso temos também que criar um movimento para o fim dos combustíveis e incorporar florestas na nossa produção agropecuária”, destacou André Guimarães, diretor executivo do IPAM e enviado especial da sociedade civil para a COP30.
As medidas estão organizadas em três eixos estratégicos:
- Gestão sustentável de florestas, oceanos e biodiversidade, com foco na fiscalização e na conservação da diversidade biológica e das áreas de vegetação nativa;
- Transformação da agricultura e dos sistemas alimentares, que propõe práticas agrícolas mais sustentáveis e resilientes;
- Catalisadores e aceleradores, que reúnem estratégias de financiamento climático internacional e de fortalecimento da bioeconomia no longo prazo.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
Globalmente, as emissões de gases de efeito estufa estão associadas principalmente ao setor energético. No caso brasileiro, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), as emissões estão ligadas sobretudo às mudanças no uso da terra, como a remoção de vegetação nativa, abertura de pastagens, degradação e expansão agrícola.
Em 2023, 46% dos 2,3 bilhões de toneladas de CO₂ e emitidos pelo país tiveram origem nesse setor, enquanto a agropecuária respondeu por 27,5%. “Nesse contexto, torna-se ainda mais relevante suprir a lacuna entre as necessidades e os recursos destinados ao financiamento climático. Uma conferência sediada no Brasil, com foco declarado em ação, ganha contornos de ponto de inflexão: o da implementação imediata da agenda climática, dez anos após a assinatura do Acordo de Paris”, escreveram os membros da Coalizão Brasil no documento publicado na semana passada.
A lista de propostas também ressalta que a implementação de medidas práticas e concretas é fundamental para o avanço da pauta climática e para o sucesso da COP30 em Belém.
Nesse sentido, a Coalizão alerta que a cúpula deve aprofundar os debates iniciados em conferências anteriores, mas também evidenciar a realidade das mudanças climáticas no Sul Global e indicar os passos necessários para a mitigação e adaptação à crise climática.
Confira abaixo todas as propostas:
Proposta 1: Impulsionar investimentos para controlar e reverter o desmatamento e a degradação florestal:
- Ampliar investimentos, alinhar políticas públicas e mobilizar parcerias internacionais para reduzir o desmatamento e recuperar florestas, incluindo mecanismos como REDD+ e o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre).
- Proposta 2: Promover a restauração de paisagens e florestas em larga escala:
- Incluir restauração nas NDCs, ampliar financiamento internacional à atividade e promover o monitoramento e controle do desmatamento em áreas de vegetação secundária.
- Proposta 3: Incorporar ações integradas de prevenção e combate a incêndios florestais:
- Adotar monitoramento em tempo real e sistemas de alerta precoce, realizar campanhas de conscientização a produtores rurais e operações de inteligência contra o crime organizado ambiental.
- Proposta 4: Ampliar mecanismos de remuneração por serviços ecossistêmicos (PSA):
- Valorar e remunerar esforços de conservação e restauração, fomentar a participação do setor privado em programas de PSA e oferecer segurança jurídica a projetos.
- Proposta 5 Fortalecer a rastreabilidade nas cadeias produtivas:
- Integrar mecanismos robustos de rastreabilidade às políticas públicas e práticas empresariais, garantindo transparência e cadeias livres de desmatamento.
- Proposta 6: Recuperar áreas degradadas e ampliar sistemas agropecuários de baixo carbono e regenerativos:
- Integrar restauração às políticas agrícolas e de uso da terra; escalar sistemas agroflorestais, manejo de florestas plantadas e silvicultura com espécies nativas; e difundir técnicas regenerativas (plantio direto, rotação de culturas, ILPF, manejo de pastagens, bioinsumos).
- Proposta 7: Implantar sistemas alimentares mais resilientes, adaptados e sustentáveis:
- Fortalecer políticas públicas para a sociobiodiversidade a pequenos produtores; reduzir emissões no campo (incluindo manejo de fertilizantes, conservação do solo, sistemas agroecológicos); ampliar mercados de alimentos sustentáveis; integrar sistemas alimentares ao financiamento climático em larga escala; reduzir o desperdício e fomentar a economia circular nas propriedades.
- Proposta 8: Definir padrões globais para finanças agrícolas sustentáveis:
- Alinhar métricas claras e verificáveis (ajustadas à realidade tropical) para orientar políticas e crédito; incorporar riscos e oportunidades climáticas nas análises de crédito; direcionar recursos para sistemas alimentares de baixa emissão, resilientes e positivos para a natureza.
- Proposta 9: Reconhecer a bioeconomia como estratégia global de desenvolvimento sustentável:
- Acelerar o fomento à bioeconomia, incluindo instrumentos de investimentos tradicionais, instrumentos financeiros inovadores, políticas de apoio e cooperação internacional; e alinhar estratégias para sua inclusão às metas globais de clima e natureza.
- Proposta 10: Alocar pelo menos 50% do financiamento climático em adaptação:
- Cumprir o Artigo 9.4 do Acordo de Paris, reequilibrando fluxos hoje concentrados em mitigação; garantir recursos previsíveis para que países em desenvolvimento fortaleçam resiliência e protejam sistemas produtivos e sociais frente à crise climática.

Notícias IPPE 2026
O Presente Rural fará cobertura da maior vitrine mundial da proteína animal
Veículo marca presença no IPPE 2026 com cobertura in loco e reforça compromisso de conectar o agro brasileiro às principais tendências internacionais.

O jornal O Presente Rural participa, mais uma vez, da International Production & Processing Expo (IPPE), uma das maiores e mais relevantes feiras globais voltadas à produção e ao processamento de proteínas animais. O evento ocorre de 27 a 29 de janeiro, em Atlanta, nos Estados Unidos, e reunirá líderes, empresas e especialistas de toda a cadeia produtiva mundial. A cobertura será realizada pelo diretor Selmar Frank Marquesin e pela jornalista Eliana Panty, que acompanharão de perto as principais discussões, tecnologias e movimentos estratégicos apresentados durante a feira.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR
Reconhecida como um dos principais pontos de encontro da indústria global de carnes, aves, ovos e rações, a IPPE se consolidou como vitrine de inovação e termômetro das transformações que impactam o setor. Em 2026, o evento alcança um novo patamar ao ocupar o maior espaço de exposição de sua história, com mais de 62 mil metros quadrados e a participação de mais de 1.380 expositores.
Para Marquesin, a presença do jornal em Atlanta reforça o papel estratégico da imprensa especializada no agronegócio. “A IPPE é onde as grandes decisões e tendências globais da proteína animal se encontram. Estar no IPPE 2026 é fundamental para entender o que vem pela frente e traduzir essas informações para o produtor, a indústria e toda a cadeia no Brasil”, afirma o diretor.
Segundo ele, a cobertura internacional amplia a capacidade do jornal de oferecer análises qualificadas e alinhadas com a dinâmica global do setor. “Nosso compromisso é levar ao leitor informações que ajudem na tomada de decisão e na compreensão do cenário internacional, que hoje influencia diretamente o mercado brasileiro”, completa.
Um dos destaques da programação da IPPE são as TECHTalks, apresentações técnicas gratuitas de 20 minutos realizadas diariamente ao
longo do evento. Na edição de 2026, serão 90 apresentações distribuídas em três auditórios, localizados nos pavilhões A, B e C. Os temas abrangem áreas estratégicas como segurança alimentar, inteligência artificial, bem-estar animal, sustentabilidade e produção de rações, refletindo os principais desafios e oportunidades enfrentados pela indústria de proteínas.
As TECHTalks ocorrem das 10h30 às 16h20 no dia 27 de janeiro, das 9h30 às 16h20 no dia 28 e das 9h30 às 12h50 no dia 29. Cada sessão é conduzida por expositores da feira, que compartilham experiências práticas, soluções tecnológicas e perspectivas de mercado, fortalecendo o caráter técnico e educativo do evento.
A IPPE é resultado da integração de três grandes feiras internacionais – International Feed Expo, International Poultry Expo e International Meat Expo – e representa toda a cadeia de produção e processamento de proteínas. Essa convergência torna o evento um espaço estratégico para networking, negócios e formulação de estratégias de médio e longo prazos.
Ao acompanhar de perto esse ambiente, O Presente Rural reafirma sua atuação como elo entre o agro brasileiro e os principais polos internacionais de inovação. “A presença do jornal na IPPE não é apenas institucional. É uma forma de garantir que o produtor e o setor tenham acesso direto ao que há de mais atual em tecnologia, gestão e mercado”, destaca Selmar Marquesin.
Durante os três dias de evento, a equipe do jornal fará a cobertura dos principais painéis, lançamentos e debates, trazendo análises, entrevistas e conteúdos exclusivos para os leitores. A proposta é oferecer uma leitura qualificada sobre como as tendências globais discutidas em Atlanta podem impactar a competitividade, a sustentabilidade e o futuro da produção de proteínas no Brasil.
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Primato reforça diálogo com cooperados em nova edição das Reuniões de Campo
Encontros percorrerão municípios da área de atuação da cooperativa para apresentar resultados, debater desafios e alinhar perspectivas do agronegócio com os associados.

A Primato Cooperativa Agroindustrial dá início, em janeiro, a mais uma edição das tradicionais Reuniões de Campo, encontros que fortalecem o relacionamento com os cooperados, promovem a transparência e ampliam o diálogo sobre resultados, desafios e perspectivas do agronegócio. A programação percorre diferentes municípios da área de atuação da cooperativa, reunindo associados, lideranças e equipes técnicas. Todas as reuniões terão início às 19h30.
Para o presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, as Reuniões de Campo são momentos estratégicos para a construção coletiva. “Esses encontros são fundamentais para estarmos próximos dos cooperados, ouvindo suas demandas, compartilhando resultados e alinhando expectativas. A cooperativa cresce quando há participação, diálogo e confiança mútua”, destaca.
A agenda das Reuniões de Campo seguirá nas seguintes datas:
16 de janeiro – Toledo, na Associação da Primato, Rodovia 163 – KM 252,3, s/n
19 de janeiro – Capitão Leônidas Marques, na Unidade Cerealista, Rodovia BR 163, Lote Rural 125 B, Unificado 2
20 de janeiro – Vera Cruz do Oeste, na Unidade Cerealista, Rodovia PR-488, KM 13 – S/N
21 de janeiro – Santa Tereza do Oeste, na Unidade Cerealista, BR 163/PR182, Lote Rural 1-C, Gleba 2 – Distrito de Santa Maria
22 de janeiro – Novo Sarandi, na Unidade Cerealista, Rodovia PR 589, Lotes rurais 12-A-3 S/N
23 de janeiro – Guaraniaçu e Laranjeiras do Sul (encontro em Guaraniaçu), Casa do Produtor, Av. Ivan Ferreira Do Amaral, 507, Centro
26 de janeiro – Verê, Casa do Produtor, Rodovia PR 475, KM 57, s/n, Zona Rural
27 de janeiro – Vitorino, Rodovia PRC 158, KM 151, S/N – Bairro Industrial
28 de janeiro – Nova Esperança do Sudoeste, Rodovia PR-281 KM 537 – Estrada Linha Barra Bonita, Zona Rural
Em cada local, os cooperados terão a oportunidade de acompanhar informações sobre o desempenho da cooperativa, conhecer ações desenvolvidas ao longo do último período e contribuir com sugestões e avaliações.
O presidente também reforça o convite para a participação dos associados. “Convidamos nossos cooperados a estarem presentes nas reuniões em suas regiões, pois esse é um espaço de troca, aprendizado e fortalecimento do cooperativismo”, conclui.
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Peru habilita 36 novas unidades brasileiras para exportação de material genético animal
Autorização inclui genética avícola e bovina e renova licenças até 2028, ampliando a presença do Brasil no mercado peruano.

O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Do total, 31 são voltadas à genética de aves e cinco ao material genético bovino. Além das novas inclusões, a autoridade peruana renovou as licenças de exportação de todos os estabelecimentos do segmento que já operavam com o mercado peruano, com validade estendida até dezembro de 2028.
Com as novas habilitações, o setor avícola dobra o número de estabelecimentos autorizados a exportar para o Peru. No segmento de material genético bovino, a inclusão de cinco unidades representa um aumento de 83% na lista de estabelecimentos aptos, com foco no atendimento à pecuária de corte e de leite.
A extensão do prazo das autorizações até dezembro de 2028 busca conferir maior previsibilidade às operações comerciais entre os dois países.
A decisão do Senasa foi tomada com base em critérios técnicos e reforça o reconhecimento do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.
No último ano, o vizinho latino-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações.



