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CNA pede ao Governo escolta para produto perecível, insumo e carga viva
Decreto prevê escolta de veículos que fazem serviços essenciais ou transportem produtos considerados essenciais, além de garantia de acesso a locais de produção ou distribuição desses produtos
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu ao governo, na segunda-feira (28), a “intensificação da escolta” para o transporte de produtos perecíveis (carnes, leite, frutas e hortaliças), carga viva e insumos para alimentação de animais (rações) em todo o país.
No ofício enviado aos ministros Raul Jungmann (Segurança Pública) e Joaquim Silva e Luna (Defesa), o presidente da CNA, João Martins, afirma que a Confederação é “sensível ao momento delicado em que o país se encontra e a importância das políticas públicas para a melhoria das condições dos transportes e a qualidade de vida do motorista”, mas que a “produção agropecuária já acumula prejuízos, nos oito dias de protestos, que ultrapassam bilhões de reais”.
O texto do ofício diz ainda que 1 bilhão de aves e 20 milhões de suínos estão recebendo alimentação insuficiente. “As condições críticas e o risco de canibalização já resultaram na morte de 64 milhões de aves adultas e pintinhos”.
A entidade pede urgência e prioridade para a escolta dos produtos perecíveis e insumos para evitar a continuidade da morte “de milhões de animais e o desabastecimento da sociedade brasileira”. “Os danos causados ao setor agropecuário estão tomando proporções irreparáveis, sob o ponto de vista econômico, social e ambiental".
O pedido está fundamentado no Decreto 9.382/2018, de 25 de maio, que autoriza o emprego das forças armadas para garantia da lei e da ordem na desobstrução de vias públicas, sob a coordenação dos Ministérios da Defesa e Extraordinário da Segurança Pública.
O decreto prevê a escolta de veículos que fazem serviços essenciais ou transportem produtos considerados essenciais, além de garantia de acesso a locais de produção ou distribuição desses produtos.
Mapa diz estar preocupado com morte de animais
Também na segunda-feira (28) o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Roberto Novacki, afirmou que está levando as informações do setor para o grupo de crise da Presidência da República, tendo em vista a situação crítica que se encontra o setor agropecuário devido ao bloqueio das estradas. “Temos caminhões de ração que não conseguem chegar às granjas. Temos a iminência de morte de um milhão de animais. Esse número pode chegar a um bilhão de animais”, afirmou Novacki. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou da reunião. De acordo com Novacki, o governo federal está empenhado em fazer com que os caminhões voltem a circular.
Fonte: CNA

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.


