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CNA entrega Prêmio Agro Brasil 2024
Iniciativa é concedida a profissionais e personalidades que se destacaram em suas áreas ao contribuir para o desenvolvimento da agropecuária brasileira.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil entregou, na última terça (10), em uma cerimônia realizada na sede da entidade, em Brasília, o “Prêmio CNA Agro Brasil 2024” nas categorias “Política”, “Pesquisa e Desenvolvimento”, “Comunicação”, “Destaque” e “Distinção”.
A iniciativa é concedida a profissionais e personalidades que se destacaram em suas áreas ao contribuir para o desenvolvimento da agropecuária brasileira.
Os homenageados nas cinco categorias foram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Destaque); o senador Ciro Nogueira (Política); o Programa Globo Rural (Comunicação); a presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá (Pesquisa e Desenvolvimento); e o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas (Distinção).
Participaram da cerimônia no auditório da CNA autoridades, presidentes de Federações estaduais de agricultura e pecuária, produtores rurais, deputados, senadores, embaixadores, entidades e lideranças do setor produtivo.
Ao saudar os presentes no evento, o presidente da CNA, João Martins, lembrou que o prêmio foi criado na sua gestão como forma de destacar a atuação de quem contribui com o desenvolvimento da agropecuária brasileira.

Presidente da CNA, João Martins: “Achávamos que tínhamos a obrigação de reconhecer o trabalho daqueles que se destacavam em suas áreas para defender o agro brasileiro com essa sincera homenagem”
“Achávamos que tínhamos a obrigação de reconhecer o trabalho daqueles que se destacavam em suas áreas para defender o agro brasileiro com essa sincera homenagem”, afirmou.
Homenageados – Tarcísio de Freitas foi homenageado na categoria “Destaque” por sua “competente atuação à frente do governo do Estado de São Paulo, cuja gestão vem apresentando eficientes resultados em prol do setor produtivo, com um olhar atento aos nossos produtores rurais, priorizando a segurança no campo, o direito à propriedade rural, além do combate aos incêndios criminosos no campo e os investimentos em logística e infraestrutura”.
João Martins entregou o prêmio ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que falou sobre a relevância do agro para o Brasil. Segundo ele, ao pensarmos no futuro do país, pensamos no agronegócio, na transição energética, no conhecimento, em pesquisa e desenvolvimento. “O campo tem muito para nos dar”, disse. Ele também destacou o desempenho do agro no estado de São Paulo.

Presidente João Martins e Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo
“Eu saio daqui hoje mais devedor, carregando em minha mão uma nota promissória. Toda vez que olhar para este prêmio, vou lembrar que preciso trabalhar mais pelo agronegócio”, enfatizou o governador.
Na categoria “Política”, o senador Ciro Nogueira (PP/PI) foi o homenageado por sua “competente atuação como liderança partidária na defesa dos temas do agro, no Senado Federal, valorizando o debate das pautas fundamentais para os produtores rurais e para a atividade agropecuária brasileira, em especial aquelas relacionadas ao direito de propriedade e às questões tributárias”. O prêmio foi entregue pela senadora Tereza Cristina (PP/MS).

Ciro Nogueira recebe o prêmio das mãos da senadora Tereza Cristina
“Quem deveria estar recebendo o prêmio hoje aqui é o agronegócio brasileiro, por tudo que ele tem feito por esse país nos últimos anos, é o setor do ano, são os empresários do ano, são os brasileiros do ano, que vêm transformando nosso país nesse celeiro mundial dos alimentos, com todas as dificuldades, com todos os enfrentamentos no setor jurídico e que temos tratado no Congresso Nacional”, destacou Nogueira.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, foi a vencedora na categoria “Pesquisa e Desenvolvimento”. O prêmio foi concedido pela “competente gestão à frente da Embrapa que, sob sua liderança, tem impulsionado iniciativas estratégicas como o enfrentamento das mudanças climáticas, a transição energética e a inclusão socioprodutiva e digital dos produtores, agregando valor ao empreendedorismo rural e criando novas oportunidades relacionadas ao tema carbono, com destaque ao apoio de políticas públicas como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático, à recuperação de pastagens degradadas e o financiamento sustentável, colocando a agricultura tropical brasileira no centro das soluções para garantir a segurança alimentar , visando um futuro mais sustentável para o planeta”.
O diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, fez a entrega do prêmio à Silvia Massruhá, que dedicou a homenagem aos cerca de 7,5 mil empregados da Embrapa.

Bruno Lucchi e Silvia Massruhá
“Todos que estão aqui, que são produtores, são os principais parceiros da Embrapa, que trazem as demandas e ajudam a gente a validar as tecnologias. Temos orgulho de ter contribuído para ajudar a mudar esse país de importador a grande produtor que exporta alimentos para o mundo todo”, disse a presidente da Embrapa ao receber o prêmio.
O Programa Globo Rural foi o ganhador na categoria “Comunicação” “por levar aos brasileiros do campo e da cidade, há 44 anos, as principais notícias sobre os desafios e oportunidades do agronegócio, índices de desempenho do setor, eventos, informações e reportagens especiais que retratam a vida dos produtores rurais nas diversas regiões do País, acompanhando a evolução da agropecuária brasileira, com a implementação de tecnológica e inovação, que transformou o Brasil de país importador a exportador de alimentos nesse mesmo período”.
O diretor geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Daniel Carrara, entregou o prêmio à editora-chefe da Globo Rural, Camila Marconato, que recebeu o prêmio juntamente com o apresentador do programa, Nélson Araújo.

Daniel Carrara e Camila Marconato
“Estou extremamente honrada e agradecida em falar em nome de uma equipe muito competente, que se dedica a fazer essa ponte entre o campo e a cidade. Também queria aproveitar para dedicar esse prêmio, que nos honra muito, a todos os agricultores e agricultoras, a todos os trabalhadores rurais que sempre nos abrem as portas para que nós possamos continuar levando as histórias desse universo para todos os brasileiros”, destacou Camila.
Na categoria “Distinção”, a homenagem da CNA foi para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, “por sua histórica parceria com o setor na defesa do cooperativismo como um modelo de desenvolvimento sustentável, capaz de fortalecer pequenos e médios produtores rurais, ao promover a inclusão econômica e social no campo. Voz ativa na busca por políticas públicas favoráveis à atividade agropecuária, tem nos ajudado a moldar discussões sobre crédito rural, logística e exportação de produtos agrícolas, somando esforços para valorizar a competitividade e a qualidade dos nossos produtos agropecuários e, assim, ampliar o papel das cooperativas brasileiras nos mercados internacionais”.
Ao receber o prêmio das mãos de João Martins, Márcio Lopes de Freitas agradeceu o reconhecimento pelo seu trabalho. “É uma honra receber essa homenagem na casa do produtor rural brasileiro, que é muito importante para mim. É a casa que sempre me acolheu”.

João Martins e Márcio Lopes de Freitas
O presidente da OCB lembrou da sua trajetória em Brasília e do seu acolhimento pela CNA, além de destacar a atuação de João Martins como liderança dos produtores rurais, da Frente Parlamentar da Agropecuária como representante do setor no Congresso Nacional e do trabalho realizados pelos outros homenageados em prol da atividade rural. Ele destacou, ainda, a excelente relação entre cooperativas estaduais e as federações de agricultura e pecuária, em todos os setores.
Ao final da cerimônia de premiação, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), ressaltou a importância do agro para o Brasil. “O agronegócio se consolida como base sólida para o equilíbrio econômico do nosso país. É grande a satisfação de estar aqui para celebrar o que há de mais proeminente e inovador no campo. Incentivar o agronegócio é promover o progresso econômico e social deste país”, disse.

Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira: Vocês são exemplos de excelência. Vocês nos mostram que o futuro do agro está nas mãos de pessoas comprometidas com a inovação e com a responsabilidade ambiental”
Lira também parabenizou todos os vencedores do Prêmio CNA Agro Brasil 2024. “Vocês são exemplos de excelência. Vocês nos mostram que o futuro do agro está nas mãos de pessoas comprometidas com a inovação e com a responsabilidade ambiental”, disse o presidente da Câmara dos Deputados.
Conheça os homenageados do Prêmio CNA Agro Brasil 2024, clicando aqui.

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NOAA vê risco de super El Niño e mercado acompanha impactos sobre as safras
Fenômeno climático pode elevar temperaturas e alterar o regime de chuvas em diversas regiões produtoras do mundo, com reflexos sobre culturas tropicais e preços das commodities agrícolas.

A possibilidade de um novo e intenso episódio de El Niño voltou ao radar dos produtores rurais e dos mercados agrícolas internacionais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a formação do fenômeno e indicou que há 63% de probabilidade de ele atingir forte intensidade, no chamado “super El Niño”, até 2027.

Foto: Divulgação
Caso a projeção se confirme, o fenômeno poderá alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas em importantes regiões produtoras do mundo, influenciando a oferta global de alimentos e o comportamento dos preços agrícolas.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Oriental, provocado pelo enfraquecimento dos ventos alísios. O fenômeno ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e costuma durar entre nove e 12 meses.
Mudanças no clima afetam produção agrícola
Os efeitos do El Niño não se distribuem de forma uniforme pelo planeta. Historicamente, o fenômeno está associado a períodos de seca em regiões do Sul e Sudeste da Ásia, Austrália e África Austral, ao mesmo tempo em que favorece chuvas acima da média em áreas do sul da América do Sul e dos Estados Unidos.
Essas alterações climáticas têm impacto direto sobre a agricultura, especialmente em culturas tropicais, conhecidas

Foto: Jose Fernando
no mercado internacional como “soft commodities”. Nesse grupo estão produtos como café, açúcar, cacau, algodão e suco de laranja, cujas produtividades são altamente sensíveis a mudanças de temperatura e disponibilidade de água.
Secas prolongadas, ondas de calor ou excesso de chuvas podem comprometer a produtividade, atrasar colheitas e alterar a qualidade dos produtos, reduzindo a oferta global.
Mercado acompanha riscos para as commodities
Além dos efeitos sobre a produção, episódios anteriores de El Niño costumam influenciar os preços agrícolas.

Foto: Divulgação
Historicamente, os mercados registraram valorização de diversas commodities em períodos marcados pelo fenômeno, especialmente quando eventos climáticos extremos afetaram grandes países produtores.
A preocupação atual é ampliada pelo ambiente já desafiador enfrentado pelos agricultores em várias regiões do mundo. Custos elevados de produção, oscilações nos preços dos fertilizantes e do diesel e as tensões geopolíticas recentes aumentam a sensibilidade do mercado a qualquer risco climático adicional.
Especialistas observam que ainda é cedo para estimar a intensidade dos impactos sobre cada cultura. No entanto, a confirmação do fenômeno pela NOAA e a possibilidade de um episódio mais intenso colocam novamente o clima entre os principais fatores de atenção para produtores, tradings e investidores.
Se o El Niño ganhar força nos próximos meses, as consequências poderão ir além das lavouras, influenciando preços de alimentos, fluxos de comércio internacional e a rentabilidade de diversas cadeias do agronegócio.
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Cooperativas passam a ter acesso a fundos regionais e ganham reconhecimento como patrimônio cultural do Brasil
Novas leis ampliam as fontes de financiamento para projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e reconhecem oficialmente a contribuição histórica do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

O cooperativismo brasileiro ganhou duas novas legislações a partir desta quarta-feira (17). Publicadas no Diário Oficial da União, a Lei Complementar nº 231 e a Lei nº 15.433 ampliam o acesso das cooperativas a recursos de fundos regionais de desenvolvimento e reconhecem oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

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A Lei Complementar nº 231 inclui as cooperativas entre os beneficiários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Já a Lei nº 15.433 estabelece que o cooperativismo integra o patrimônio cultural brasileiro e determina que o Estado garanta a livre atividade das cooperativas e apoie seu desenvolvimento, conforme previsto na Constituição Federal.
As duas medidas têm potencial para ampliar investimentos em setores estratégicos, especialmente no agronegócio, agroindústria e infraestrutura, além de reforçar o papel econômico e social desempenhado pelas cooperativas em diferentes regiões do país.
Acesso a recursos
A principal mudança econômica vem com a Lei Complementar nº 231. Com a nova regra, as cooperativas organizadas de acordo com a legislação específica do setor passam a poder acessar recursos dos fundos regionais para financiar projetos produtivos.
Na prática, a medida amplia as fontes de financiamento para investimentos em agroindústria, armazenagem,

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infraestrutura, logística e outras iniciativas com potencial de gerar emprego e renda.
Os fundos regionais têm justamente a função de estimular atividades produtivas e reduzir desigualdades econômicas, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Para o cooperativismo agropecuário, a mudança abre novas possibilidades de investimentos em cadeias produtivas que já têm forte presença nessas regiões.

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Reconhecimento cultural
A segunda medida publicada é a Lei nº 15.433, que reconhece oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.
O texto destaca a contribuição histórica do modelo para a formação econômica e social do país e associa o cooperativismo a valores como colaboração, ajuda mútua, participação democrática e gestão coletiva.
Além do reconhecimento simbólico, a lei determina que o Estado assegure a livre atuação das cooperativas e incentive seu desenvolvimento, em consonância com os princípios previstos na Constituição Federal.
Importância econômica
O reconhecimento institucional ocorre em um momento de expansão do cooperativismo brasileiro.

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No agronegócio, as cooperativas respondem por parcela expressiva da produção e exportação de grãos, carnes, leite e diversos outros produtos. Também desempenham papel relevante na assistência técnica aos produtores, no fornecimento de insumos e no acesso ao crédito.
Com maior acesso a recursos e respaldo legal ampliado, o setor ganha novos instrumentos para investir e ampliar sua participação no desenvolvimento econômico regional e nacional.
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Chuvas reduzem áreas de seca e favorecem milho e trigo no Paraná
Monitor de Secas mostra recuo da estiagem em regiões produtoras do Estado. Com maior umidade do solo, milho alcança área recorde de 2,9 milhões de hectares e trigo já foi semeado em 67% da área prevista.

As chuvas registradas nos últimos meses no Paraná reduziram as áreas afetadas pela seca e melhoraram as condições para importantes culturas agrícolas do Estado. O cenário mais favorável já se reflete no campo: o milho de segunda safra ocupa área recorde de 2,9 milhões de hectares e o plantio do trigo alcançou 67% da área prevista, impulsionado pela maior disponibilidade de umidade no solo.

Foto: Divulgação/Pixabay
Os dados constam no Boletim Agroclimático do Simeagro e no Monitor de Secas, divulgado nesta quarta-feira (17) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) em parceria com instituições estaduais, entre elas o Simepar.
Segundo o levantamento, o extremo Noroeste, Norte, Norte Novo e a região Central do Paraná deixaram de registrar qualquer nível de seca relativa. Também houve redução das áreas classificadas com seca moderada no Norte Pioneiro, Noroeste, Campos Gerais, norte da Região Metropolitana de Curitiba e em municípios do Sul próximos à divisa com Santa Catarina.

Foto: Jaelson Lucas/AEN
Por outro lado, a estiagem ganhou intensidade em parte do Oeste e do Sudoeste, especialmente nas áreas de fronteira com Paraguai e Argentina. “A chuva foi acima da média no último bimestre em algumas regiões, o que motivou o recuo da seca. Já na área de fronteira a chuva ficou abaixo da média nos últimos meses, o que levou ao avanço da área com registro de seca moderada”, explica o meteorologista do Simepar Reinaldo Kneib, que participa da elaboração do Monitor de Secas.
Milho e trigo são beneficiados
A melhora das condições climáticas ocorre em um momento decisivo para duas das principais culturas do inverno paranaense.
De acordo com o Simeagro, o milho segunda safra se aproxima da colheita ocupando uma área estimada em 2,9

Foto: Aires Mariga
milhões de hectares, a maior já registrada para a cultura no Estado.
O trigo também apresenta bom ritmo de implantação. Favorecida pela umidade do solo, a semeadura já alcançou 67% da área prevista para a safra 2026.
Apesar do cenário mais favorável, os impactos da seca ainda exigem atenção em algumas regiões. Segundo o Monitor de Secas, os efeitos são de curto e longo prazo no Centro-Leste e Nordeste do Paraná, podendo influenciar a produtividade agrícola. Nas demais áreas afetadas, os impactos são considerados de curto prazo.
Maio teve chuva acima da média
Os dados meteorológicos reforçam a mudança de cenário observada no campo.
Entre as 45 estações meteorológicas do Simepar com mais de cinco anos de operação, apenas nove registraram volumes de chuva abaixo da média histórica em maio. Em 18 delas, o acumulado médio esperado para todo o mês foi atingido já nos primeiros dez dias.

Foto: Divulgação/Freepik
Com mais chuva, as temperaturas ficaram dentro ou abaixo da média histórica em todas as regiões do Paraná.
As menores temperaturas do ano até agora ocorreram entre os dias 11 e 13 de maio, período em que também houve registro de geadas em municípios da metade Sul do Estado e chuva congelada em General Carneiro.
A menor temperatura foi registrada em Guarapuava. No distrito de Entre Rios, os termômetros marcaram -2,4°C às 7 horas do dia 11. Em General Carneiro, a sensação térmica chegou a -7°C devido à intensidade dos ventos.
Situação no Brasil
O Monitor de Secas mostra que o Paraná segue em situação menos crítica do que a observada em anos anteriores e

Foto: Marco Favero
também em comparação com outros estados.
No mapa divulgado em junho, referente às condições de maio, não há registro de seca extrema ou excepcional em nenhuma unidade da federação.
A seca grave aparece apenas em uma pequena área do Estado de São Paulo. Já a seca moderada atinge, além do Oeste e Sudoeste paranaense, regiões de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Tocantins e diversos pontos do Nordeste.
A seca fraca está presente em praticamente todas as regiões brasileiras. Apenas Roraima, Amapá e Mato Grosso aparecem sem qualquer registro de seca relativa no levantamento mais recente.



