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Notícias Safra de inverno

Clima seco no Brasil e na Argentina traz preocupações aos produtores de trigo

Produção do país é prevista em 20,1 milhões de toneladas

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de trigo segue atento ao clima seco na Argentina. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, a produção do país é prevista em 20,1 milhões de toneladas.

“A falta de chuvas segue prejudicando o desenvolvimento da cultura. Caso permaneça, a estiagem tende a causar perdas ainda superiores”, disse. Nesta semana, 43% das lavouras estão com déficit hídrico contra 39% na semana anterior. No mesmo período do ano passado, quando o país foi afetado por uma das maiores secas da última década eram 59% das lavouras com déficit hídrico.

Paraná

Algumas lavouras de trigo de Palotina, no oeste do Paraná tiveram perdas de 70% a 80% devido às geadas do final de agosto. Segundo o engenheiro agrônomo da C.Vale, André Borin, agora as perdas acontecem pela falta de chuvas. “Se chover agora, ajuda o trigo, mas prejudica o milho”, disse. As previsões, no entanto têm mudado frequentemente e não têm se confirmado.

Os produtores trabalham nos tratos culturais. “O manejo acontece, mas não como deveria ter acontecido, acontece na medida do possível e dentro do necessário”, disse.

Praticamente todas as lavouras já estão do florescimento em diante. A colheita deve começar na primeira quinzena de setembro. Em algumas áreas, as perdas serão totais e as colheitadeiras nem entrarão nas lavouras. O novo número de produtividade deve ser atualizado na virada do mês. A superfície totaliza 1,5 mil hectares.

Rio Grande do Sul

A segunda semana de agosto trouxe chuvas de baixa intensidade ao Rio Grande do Sul – entre os dias 9 e 10 –, mas importantes para recompor a umidade do solo em muitas localidades. Isso propiciou melhorias no desenvolvimento do trigo.

A entrada da frente fria ocasionou a queda na temperatura, com formação de geada de baixa intensidade no dia 12, sem danos significativos ao trigo. Em 13/08, a temperatura voltou a subir, permanecendo amena no final de semana. Nas localidades onde que houve melhoria da umidade do solo, os produtores realizaram tratos culturais.

Até o dia 19 de agosto, 1% das lavouras estavam em enchimento de grãos, 10% em floração e 89% em germinação ou desenvolvimento vegetativo. O desenvolvimento está atrasado na comparação com os últimos anos.

Argentina

A falta de chuvas segue prejudicando o desenvolvimento do trigo na Argentina. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 43% das lavouras estão em déficit hídrico. Na semana passada, eram 39%. Em igual período do ano passado, 59% da área estava nessa situação. A superfície totaliza 6,5 milhões de hectares.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Análise do Cepea

Com desvalorização dos ovos, relação de troca por milho é a pior da história

Na média parcial de janeiro, o avicultor pôde comprar 38,3 quilos do insumo (mercado de lotes da região de Campinas) com a venda de uma caixa de ovos brancos, a menor quantidade em um ano, considerando-se a série mensal, e ainda 20,8% menor que a média de dezembro.

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Arquivo OP Rural

Com os ovos desvalorizados e os preços do milho e do farelo de soja em alta, o poder de compra do avicultor de postura recuou na parcial deste mês (até o dia 20).

Considerando-se o milho, especificamente, a relação de troca em janeiro é a mais desfavorável ao avicultor em toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2013 – na média parcial do mês, foi possível ao produtor de Bastos (SP) a compra de 65,9 quilos do cereal com a venda de uma caixa de 30 dúzias de ovos brancos tipo extra, considerando-se o preço do milho na região de Campinas (SP) – Indicador ESALQ/BM&FBovespa.

Esse volume é o menor da série e ainda 14,9% inferior ao registrado em dezembro.

Segundo pesquisadores do Cepea, as cotações do milho estão em forte alta neste mês, impulsionadas pela restrição de vendedores – devido às incertezas quanto à produtividade das lavouras – e pela demanda elevada.

Quanto ao farelo de soja, após o recuo dos preços na maior parte do segundo semestre de 2021, os valores passaram a subir em dezembro, principalmente por conta do alto valor da matéria-prima e da firme procura.

Assim, na média parcial de janeiro, o avicultor pôde comprar 38,3 quilos do insumo (mercado de lotes da região de Campinas) com a venda de uma caixa de ovos brancos, a menor quantidade em um ano, considerando-se a série mensal, e ainda 20,8% menor que a média de dezembro.

Fonte: Cepea
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Notícias Incertezas da produção nacional

Diferença entre preços pedidos e ofertados limita comercialização da soja no Brasil 

Agentes do Cepea indicam a possibilidade de maiores demandas doméstica e internacional nesta temporada, o que tem deixado produtores reticentes nas negociações do remanescente da safra 2020/2021 e também de contratos a termo da safra 2021/2022.

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Incertezas quanto à produção nacional de soja, expectativas de maior demanda e a recente desvalorização cambial (US$/R$) ampliaram a disparidade entre os preços pedidos e ofertados pela oleaginosa, limitando a liquidez no mercado brasileiro.

De um lado, produtores, especialmente os da região Sul, relatam grandes perdas na produção devido à escassez hídrica no principal período de desenvolvimento das lavouras.

De outro, agentes consultados pelo Cepea apontam que as produções nas demais regiões do Brasil devem ser volumosas, compensando boa parte das perdas no Sul.

Agentes também indicam a possibilidade de maiores demandas doméstica e internacional nesta temporada, o que tem deixado produtores reticentes nas negociações do remanescente da safra 2020/2021 e também de contratos a termo da safra 2021/2022.

Consumidores também estiveram cautelosos nos últimos dias, diante da desvalorização do dólar e da expectativa da entrada da nova safra.

No spot nacional, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná subiu 1,5% entre 14 e 21 de janeiro, a R$ 177,33/sc de 60 kg na sexta-feira (21).

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa Paranaguá (PR) registrou alta de 2%, no mesmo comparativo, a R$ 180,15/sc de 60 kg no dia 21.

Dentre as regiões brasileiras, entretanto, os preços registraram direções distintas.

O dólar registrou queda de 1,17% entre as duas últimas sextas-feiras, a R$ 5,457 no dia 21.

Fonte: Cepea
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Notícias Segundo Cepea

Ritmo de negócios é lento, mas cotações do milho seguem em alta

As consecutivas valorizações têm preocupado compradores, que reportam dificuldades para recompor estoques.

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Arquivo OP Rural

Os preços do milho continuam em alta no mercado físico nacional, mesmo com o início da colheita da primeira safra no Sul.

Segundo colaboradores do Cepea, as consecutivas valorizações têm preocupado compradores, que reportam dificuldades para recompor estoques.

No Estado de São Paulo, especificamente, mesmo com o aumento da oferta do Centro-Oeste, demandantes têm preferido comprar o cereal paulista, que estava nos armazéns desde a colheita da segunda safra.

Porém, menores volumes – a preços mais altos – têm sido adquiridos, mas com entrega rápida.

Entre 14 e 21 de janeiro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), subiu 1,6%, fechando a R$ 98,33/saca de 60 kg na sexta-feira (21), acumulando 15 dias consecutivos de alta e voltando aos patamares de agosto de 2021.

Fonte: Cepea
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ANPARIO 2021

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