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Circuito Nacional do Ranking Nelore tem novas regras para as exposições e competições
Atualizações passaram a valer já a partir do ano calendário 2017/2018, cujo circuito teve início em outubro de 2017 e acontecerá até setembro de 2018
A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), com o objetivo de melhorar cada vez mais seus projetos e ações em prol do Nelore brasileiro, apresenta novas regras para o Circuito Nacional do Ranking Nelore. As atualizações passaram a valer já a partir do ano calendário 2017/2018, cujo circuito teve início em outubro de 2017 e acontecerá até setembro de 2018.
O Ranking Nacional passa a contar com 11 exposições oficiais mais a Expoinel Nacional, sendo que o criador/expositor somará os 7 melhores resultados mais a Expoinel Nacional, descartando os demais. Durante o ano de 2017 ocorreram duas exposições oficiais, a primeira na cidade de São José do Rio Preto (SP) e a segunda em Brasília. Já para o ano de 2018, a agenda contempla as outras 10 exposições, que acontecem nos municípios de Uberaba (MG) (Expoinel Minas/Expozebu), Campo Grande (MS), Londrina (PR), Goiânia (GO), Avaré (SP), Rio Verde (GO), Vila Velha (ES), Bauru (SP), encerrando com a Expoinel Nacional, também em Uberaba.
Para o ano calendário 2017/2018, os participantes da Liga dos Campeões serão os 10 melhores criadores (as) e expositores (as) do ranking geral do ano calendário 2016/2017.
“O Circuito Nacional do Ranking Nelore teve início em outubro de 2017, com continuidade durante todo o ano de 2018. Trata-se de uma iniciativa de suma importância para analisar como está a criação da raça pelo Brasil. Os criadores e expositores trazem seus animais para competir, criando possibilidade de estudos específicos, o que possibilita enxergar os pontos necessários para obter maior excelência produtiva e reprodutiva do Nelore”, analisa Marcos Pertegato, gerente técnico da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil.
A partir de agora, os primeiros, segundos e terceiros melhores criadores (as) e expositores (as) da Super Copa passam a competir na Liga dos Campeões do calendário seguinte. Os oitavos, nonos e décimos classificados da Liga dos Campeões passarão a competir na Super Copa do ano calendário posterior. Criadores (as) / Expositores (as) que participarem de 3 ou menos exposições do Circuito Nacional Nelore terão suas pontuações zeradas por decisão automática no Ranking Nacional. As exposições que compõem o Circuito Nacional Nelore deverão ter seus leilões chancelados pela ACNB.
“A ACNB pensou na forma mais justa e equilibrada possível para alterar algumas regras do Circuito Nacional do Ranking Nelore. Queremos dar oportunidade para que todos os criadores possam participar e apresentar seus trabalhos de seleção genética com o Nelore”, comenta Marcos Pertegato.
As principais mudanças do Circuito Nacional do Ranking Nelore são
Novo campeonato / Apresentação dos animais: Criação do Campeonato Supremo, a ser realizado de acordo com a soma das pontuações como expositor e criador no ambiente da competição (exposição). Os animais avaliados – individuais ou membros de conjuntos progênies – não poderão ser apresentados com cabrestos nem com identificação de criatórios diferentes do que estiver expondo o animal.
Campeonatos de Matrizes, Reprodutores e Reprodutores Nova Geração: Nos campeonatos Reprodutores e Reprodutores Nova Geração serão contabilizados os 20 melhores resultados para o reprodutor mais as premiações das respectivas progênies. Já no ranking para Matrizes, Reprodutor e Reprodutor Nova Geração serão somados os 7 melhores resultados das exposições do Circuito Nacional Nelore, os 4 melhores resultados (fora do Ranking Nacional) e a Expoinel Nacional. As demais pontuações serão descartadas.
Reprodutores Nova Geração / Subdivisão de categorias: A idade máxima do reprodutor para participar do campeonato Melhor Reprodutor Nova Geração e Progênie de Pai Nova Geração será de 96 meses (8 anos). A divisão dos animais nos campeonatos e categorias será por ordem crescente de idade.
Fonte: Assessoria

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Entressafra mantém preços do trigo em trajetória de alta
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, dólar valorizado, baixa liquidez no mercado interno e incertezas no cenário global sustentaram a valorização da saca durante junho.

Os preços do trigo seguiram em alta no mercado brasileiro durante junho, impulsionados pela entressafra, pela valorização do dólar e pelo cenário internacional. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a saca foi comercializada a R$ 69,97 no Paraná em 10 de junho, acumulando valorização de 6% nos últimos 30 dias.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
A consultoria aponta que o mercado interno segue com baixa liquidez. Enquanto os produtores mantêm postura mais cautelosa durante a entressafra, os moinhos compram de forma mais seletiva devido à dificuldade de repassar os custos aos preços da farinha.
A valorização do dólar também contribuiu para sustentar as cotações domésticas. Entre os dias 1º e 10 de junho, a moeda norte-americana avançou cerca de 3%, encerrando o período cotada a R$ 5,19, elevando a paridade de importação do cereal.
No mercado internacional, os contratos futuros do trigo na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentaram forte oscilação entre maio e junho. As cotações chegaram a superar US$ 6,60 por bushel em meados de maio, mas recuaram para US$ 5,86 por bushel em 11 de junho.
Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, a volatilidade foi influenciada pela seca nas planícies dos Estados Unidos durante maio, que elevou os preços. Na sequência, a aproximação da colheita no Hemisfério Norte, o retorno das chuvas nos Estados Unidos e a melhora das perspectivas para a safra da Rússia favoreceram a correção das cotações.

Foto: Freepik
A consultoria destaca que o mercado global continua sensível às condições de produção dos principais países exportadores. Nos Estados Unidos, o trigo de inverno apresentou desempenho abaixo do esperado, enquanto o trigo de primavera registra condições mais favoráveis. Na Rússia, houve melhora recente nas lavouras, embora ainda existam incertezas para o restante do ciclo.
Na Ucrânia, permanecem dúvidas tanto sobre a produtividade quanto sobre a capacidade de exportação da safra, fatores que seguem adicionando incertezas ao mercado internacional.
Já na Argentina, a expectativa é de redução da área cultivada na safra 2026/27 após a forte produção do ciclo anterior. Por outro lado, a boa umidade do solo favorece o plantio, e a redução das retenções sobre as exportações pode estimular novos investimentos pelos produtores.
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Agrária e Castrolanda são homenageadas por trajetória no cooperativismo paranaense
Troféu Cooperativas Orgulho do Paraná reconhece a contribuição das duas cooperativas para o desenvolvimento do cooperativismo estadual.

As cooperativas paranaenses Agrária e Castrolanda foram homenageadas na noite de quinta-feira (02) durante o Fórum dos Presidentes com o Troféu Cooperativas Orgulho do Paraná. O troféu, instituído pelo Sistema Ocepar, reconhece as cooperativas que este ano completam 75 anos de atuação, com importante contribuição ao cooperativismo paranaense.
O cerimonial destacou o texto dos dois troféus. No troféu da Castrolanda, está escrito: “Homenagem ao pioneirismo de gerações que transformaram vidas e impulsionaram o desenvolvimento. Obrigado por sua contribuição ao cooperativismo e por ser motivo de grande orgulho por todos nós”.
No troféu da Agrária, está escrito: “Uma história de união, trabalho e pioneirismo da qual temos imenso orgulho. Parabéns pelo legado que alimenta o futuro e fortalece o cooperativismo”.
Ao ser chamado para receber a honraria, o presidente da Castrolanda, Willem Berend Bouwman, chamou os integrantes do conselho da cooperativa para juntos, receberem a homenagem.
“Obrigado, Ocepar e OCB. Para nós, é uma satisfação muito grande receber esse troféu, que vem sendo conquistado há muitos anos. Não é de agora, são 75 anos em que este trabalho vem sendo construído, quando 58 famílias chegaram aqui e com fé e perseverança uniram forças e conduziram seus negócios, sempre confiando no cooperativismo”, declarou o presidente da Castrolanda.
Ao agradecer a homenagem, o presidente da Agrária, Adam Stemmer, fez referência à história dos imigrantes que chegaram em Entre Rios (distrito de Guarapuava), em 1951. “A história de Entre Rios é diferente de todas as outras imigrações, com a cooperativa sendo criada ainda antes de o primeiro imigrante vir para o Brasil e todos os imigrantes eram obrigatoriamente sócios da cooperativa”, contou.
Fórum dos Presidentes
O Fórum dos Presidentes tem como anfitriã a Cooperativa Castrolanda, em celebração pelos seus 75 anos. A abertura aconteceu no Moinho Castrolanda com cerca de 200 dirigentes cooperativistas e lideranças políticas.
A mesa oficial foi composta pelo presidente da cooperativa anfitriã, Willem Berend Bouwman; o presidente do Conselho Deliberativo da Ocepar, Luiz Roberto Baggio; o governador em exercício do Paraná, Darci Piana; o presidente do Conselho de Administração da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, e o ex-ministro da Agricultura, ex-presidente da Aliança Cooperativa Internacional e da OCB, Roberto Rodrigues.
O governador em exercício, Darci Piana, falou sobre o respeito e admiração que tem pelas cooperativas. “Vocês são imprescindíveis para a nossa agricultura, para o nosso estado e para o nosso país. Também importantes para o mundo, como diz o nosso governador Ratinho, vocês alimentam o mundo”, frisou. Piana lembrou do exemplo as seis cooperativas da região que se uniram para criar a Maltaria Campos Gerais que desencadeou uma sequência de investimentos que trouxeram emprego e renda para o Paraná. “Muito obrigada pelo trabalho que vocês fazem pelo nosso estado”, concluiu.
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Cooperativas de crédito superam R$ 1 trilhão em ativos
Segmento alcança 21,2 milhões de cooperados em 59% dos municípios.

As cooperativas de crédito ultrapassaram pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão em ativos em 2025, consolidando a expansão do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Os dados constam no Panorama do SNCC, divulgado pelo Banco Central (BC).

O levantamento aponta crescimento sustentado das operações de crédito, maior captação de recursos e ampliação da presença das cooperativas no país. Ao fim de 2025, os ativos totais do segmento somavam R$ 1,036 trilhão, alta de 17% em relação ao ano anterior.
Crédito impulsiona

De acordo com o levantamento, o avanço foi impulsionado principalmente pelas operações de crédito, que seguem como o principal componente dos ativos das cooperativas.
O setor também ampliou as captações, que alcançaram R$ 834,4 bilhões, crescimento anual de 17,6%. O resultado foi favorecido pelo aumento dos depósitos a prazo e pelas emissões de letras de crédito, especialmente a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Os repasses de recursos ao setor também influenciaram o crescimento, com destaque para financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo o Banco Central, esse movimento reforçou a capacidade das cooperativas de financiar operações voltadas a micro, pequenas e médias empresas, além do setor agroindustrial.
Presença ampliada

O Sistema Nacional de Crédito Cooperativo expandiu sua atuação e passou a atender 59% dos municípios brasileiros em dezembro de 2025.
A base de cooperados também cresceu de forma expressiva, chegando a 21,2 milhões de associados. Desse total, 17,8 milhões são pessoas físicas e 3,4 milhões, pessoas jurídicas.
O percentual da população vinculada a cooperativas de crédito aumentou em todas as regiões do país e atingiu 8,4% ao fim do ano, segundo o relatório.
Participação maior

O Banco Central destacou que a carteira de crédito das cooperativas cresceu 13,1% em 2025, ritmo superior ao restante do Sistema Financeiro Nacional, cuja expansão foi 8,5%.
Dessa forma, o cooperativismo ampliou sua participação no mercado de crédito, especialmente nas operações destinadas às pessoas físicas e às micro, pequenas e médias empresas.
Para a autoridade monetária, o crescimento do segmento contribui para fortalecer a concorrência, aumentar a eficiência do sistema financeiro e ampliar a inclusão financeira no país.
Risco monitorado
O relatório também aponta aumento no risco da carteira de crédito, tanto para pessoas físicas quanto para empresas.
Apesar da elevação, o Banco Central afirma que o nível de provisões permaneceu acima das perdas esperadas, enquanto os resultados do segmento continuaram positivos e os índices de capital seguiram em níveis considerados confortáveis diante das exigências prudenciais.
O levantamento mostra ainda que o número de cooperativas singulares em atividade caiu de 753 para 742 em 2025. Segundo o BC, a diminuição não comprometeu a expansão da rede de atendimento e da base de associados.
