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Circuito InterCorte em Campo Grande reúne de forma inédita principais entidades da cadeia produtiva da carne bovina

Evento terá novidades como a Beef Week com a participação de 39 restaurantes, Circuito Pecuário da Famasul, Cozinha Show do Senac, palestras e oficinas do Sebrae, além de um dia de campo da Embrapa sobre a Carne Carbono Neutro

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A etapa de Campo Grande do Circuito InterCorte 2016, que será nos dias 20 e 21 de julho, no Centro de Convenções Albano Franco, reúne de forma inédita as principais entidades que possibilitam integrar de forma efetiva todos os elos da cadeia produtiva da carne bovina.

Em parceria com o Sistema "S" (Sest Senat, Senai, Senar/MS, Sebrae e Senac), Famasul, Abrasel MS, Semade e Governo do Estado, a Verum Eventos, que organiza o Circuito InterCorte, traz para Mato Grosso do Sul a primeira edição da Beef Week, um movimento de coordenação de cadeia produtiva da carne bovina que tem como objetivo aumentar a percepção dos centros urbanos e dos consumidores em relação à qualidade e origem da carne bovina brasileira.

Enquanto o setor produtivo se reúne para discutir melhorias e implementar tecnologias no Circuito InterCorte, o consumidor é convidado a convidado a conhecer mais sobre essa cadeia e a saborear diferentes pratos de carne bovina na Beef Week, de 18 a 24 de julho, que terá a participação de mais de 30 restaurantes em Campo Grande e Bonito, além de lojas de carne.

“Estamos tendo a oportunidade no Mato Grosso do Sul de comprovar como a união em torno de objetivos comuns faz toda a diferença no desenvolvimento do setor. O engajamento da Famasul, a participação das entidades do Sistema ‘S’, cada uma contribuindo na sua área de atuação, do Governo do Estado, das empresas e da Abrasel MS na realização da Beef Week farão história na pecuária brasileira. Temos a convicção de que é preciso integrar para crescer”, acredita Carla Tuccilio, diretora da Verum Eventos, que organiza o Circuito InterCorte.

Promovido pela quinta vez na cidade, a expectativa deste ano do Circuito InterCorte é reunir um número recorde de participantes, que em dois dias participam de palestras e debates sobre as novas tendências do mercado, programas de fidelidade, evolução genética, recuperação de pastagens, nutrição, remuneração por qualidade, manejo racional, manejo sanitário, suplementação e gestão em torno do tema central: Pecuária de ponta a ponta.

"Nosso objetivo é proporcionar ao pecuarista que participa do Circuito InterCorte uma visão completa da cadeia produtiva, oferecendo informações que podem ser aplicadas em seu dia a dia, melhorando o desempenho de sua fazenda de acordo com as demandas do mercado consumidor", ressalta Carla.

Junto com as palestras e debates, os participantes do evento podem conhecer novidades e tecnologias apresentadas por empresas de referência do setor, em uma feira de negócios. Estão confirmadas para a etapa de Campo Grande as empresas: Minerva Foods, Dow AgroScienses, Tortuga – DSM, JBS, John Deere, Marfrig, Matsuda, Cargill – Nutron, Ourofino Saúde Animal, Volkswagen, Beckhauser, Nelore Di Genio, WebGados, Toledo do Brasil, Agroceres Multimix, Novanis, ABS Pecplan, Casale, CRI Genética, DeltaGen, Milho SA, Real H, Rastrovet, Trouw Nutrition, Amiréia Pajoara, Rubber Tank, Macal, Sebre e Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol.

A organização do Circuito InterCorte e da Beef Week é da Verum Eventos, com o apoio da FAMASUL – Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul, SEBRAE/MS, SENAI, Senac, SEST/SENAT, Fecomércio MS, FIEMS – Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul, Abrasel MS – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Canal Terraviva, SEMADE – Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento e o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

Para o Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, o Circuito InterCorte e a Beef Week são eventos importantes para aproximar o produtor do consumidor. “É uma grande alegria receber a InterCorte novamente no MS e encarar os grandes desafios de aproximar a produção do consumo e mostrar a qualidade da nossa carne. Trata-se de uma oportunidade para mostrar as ações governamentais que existem, como por exemplo, o programa ‘Terra Boa’, que é a troca de áreas degradadas por outras produtivas com incentivo governamental, e o programa do Novilho Precoce, que estava com uma defasagem e agora está com uma nova roupagem”, ressalta o Governador.

De acordo com o secretário da Semade, Jaime Verruck, o evento propiciará o adensamento da cadeira produtiva da carne para que viabilize e dê condições de desenvolvimento aos pequenos negócios locais – premissa do Programa Estadual de Apoio aos Pequenos Negócios – PROPEQ. “A lógica é trazer esses grandes eventos com o intuito de internalizar maiores ganhos econômicos para Mato Grosso do Sul. A Semade busca ampliar esse escopo e sabendo dessa parceria entre Famasul e InterCorte, resolveu ampliar o evento aqui no estado, trazendo a Beef Week”, explica. “Vamos mostrar que Mato Grosso do Sul tem carne de qualidade e o conjunto de estratégias que culminam no lançamento deste grande evento no estado é de fato de mostrar nosso padrão para todo o Brasil”, destaca Verruck.

O Senac/MS participa do Circuito InterCorte com dois espaços: a Cozinha Show e o Espaço Gourmet Senac, onde o público terá oportunidade de participar das oficinas shows, bem como conhecer a nova proposta de ambiente gourmet e restaurante escola que estará disponível na Nova Unidade de Gastronomia e Turismo, a ser inaugurada em 2017, em Campo Grande. O palco da Cozinha Show será liderado por alunos e docentes do Senac, que apresentarão oficinas gastronômicas, com foco nas técnicas de corte, criação e apresentação de pratos com o insumo mestre do evento, que é a carne vermelha.

Para o diretor do Senac MS, Vitor Mello, o evento é uma oportunidade para oferecer ao público um pouco das suas competências na área de gastronomia. “O Senac conta com profissionais de excelente qualidade, que dominam a teoria e a prática da gastronomia, proporcionando aos nossos alunos um aprendizado completo e de acordo com as necessidades do mercado de trabalho. Participar de um evento como este é a oportunidade de partilhar esses conhecimentos, mostrando todo o know-how desses profissionais e da instituição”, afirma.

“A união entre federações, associações e poder público permite trazer conhecimento à Mato Grosso do Sul sobre o que é mais atual no mercado. E isto é fundamental para o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva”, afirma Edison Araújo, presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae e também presidente da Fecomércio/MS.

“Participaremos com orientações a proprietários de pequenos negócios envolvidos na cadeia produtiva da carne, com dicas sobre o mercado de food truck, espetinho e também cervejas artesanais – produtos que harmonizam com o alimento. É preciso ter uma visão de todo o processo, da produção à mesa do cliente”, ressalta Maristela França, diretora superintendente em exercício do Sebrae/MS. 

Circuito Pecuário Famasul

Um dos destaques da programação é a realização no dia 20 de julho, às 17h, do Circuito Pecuário – Sistema Famasul.  O evento, cujo tema é 'Criando oportunidades, construindo soluções’, tem como finalidade levar ao produtor informações atualizadas sobre o setor e, deste modo, auxiliá-lo em suas decisões de compra e venda. O consultor em marketing José Luiz Tejon Megido ministrará a palestra “Quem vai ao futuro e quem fica no presente? Os desafios dos produtores rurais”.

Para o presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito, associar os dois eventos oportuniza unir todos os elos da cadeia produtiva. "Esta edição da InterCorte 2016, promovido em parceria com várias instituições, tem como diferencial retratar a produção pecuária, do campo à indústria, do pasto à mesa do consumidor. Será mais uma ocasião para consolidar o Circuito Pecuário que tem sido um sucesso de público por onde passa e isso é a prova de que o produtor vem apresentado um perfil cada vez mais empreendedor", destaca Saito.

Dia de Campo Carne Carbono Neutro

No dia 22 de julho, a Embrapa Gado de Corte realiza como parte da programação do Circuito Intercorte o Dia de Campo Carne Carbono Neutro, na Fazenda Boa Aguada (Grupo Mutum), em Ribas do Rio Pardo (cerca de 150 km de Campo Grande), a partir das 8h. No evento será apresentada a marca-conceito Carne Carbono Neutro (CCN), desenvolvida pela Embrapa com a finalidade de atestar a carne bovina produzida com alto grau de bem-estar animal, na presença do componente arbóreo, em sistemas de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta, IPF) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta, ILPF). Nessas condições, as árvores neutralizam o metano entérico exalado pelos animais, um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa que provoca o aquecimento global.

Entre o público-alvo do dia de campo, com 300 vagas disponíveis, estão produtores rurais, técnicos e extensionistas, pesquisadores, empresários e microempresários da cadeia produtiva da carne e do setor florestal. A programação inclui palestra sobre conceitos gerais do CCN e estações técnicas com apresentações sobre componentes florestal, forrageiro, animal e financeiro dentro dos sistemas. As inscrições podem ser feitas pelo site http://www.intercorte.com.br/

“A Embrapa Gado de Corte está apoiando a etapa de Campo Grande do Circuito InterCorte, um evento importante para o desenvolvimento da pecuária regional. Inserir o Dia de Campo Carne Carbono Neutro na programação da InterCorte é oportuno para promover esse novo conceito de produção, e apresentar a produtores rurais, parlamentares e atores chaves da cadeia produtiva da pecuária de corte, o primeiro sistema de produção sustentável de carne, alinhado a esse novo conceito, em uma propriedade comercial de Mato Grosso do Sul”, ressalta o Chefe-geral da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS), Cleber Oliveira Soares.

Beef Week Campo Grande e Bonito com mais de 30 restaurantes

Durante o Circuito InterCorte Campo Grande, mais de 30 restaurantes da capital e de Bonito oferecerão pratos especiais elaborados com carne bovina. A ação faz parte da Beef Week, um movimento de coordenação de cadeia produtiva que nasceu com a finalidade de aumentar a percepção dos centros urbanos e dos consumidores em relação à qualidade de carne bovina brasileira. A Beef Week ocorre paralelamente à Intercorte justamente para aproveitar o momento em que o setor produtivo se encontra para discutir tecnologias e melhorias na produção.

A Beef Week em Campo Grande será de 18 a 24 de julho e a cidade de Bonito (MS) também terá uma edição de 22 a 24 de julho. A iniciativa tem o apoio da Abrasel – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes e da ACPP – Associação dos Cozinheiros Profissionais do Pantanal. Cada restaurante terá um prato assinado por um chef associado da ACPP.

Estão confirmados para a Beef Week MS os seguintes restaurantes: Vermelho Grill, Divino Prato, Burguer&Co, Cantina Masseria, Cia Gourmet, Click Sushi Campo Grande, Contêiner Lanches, Costchêlaria, Doces Momentos, Dom Pauligi Pizzaria, Restaurante Estação 15, Restaurante Feijão Preto, Churrascaria Figueira, Firula's Resto-Café, Guacamole, Imakay Oriental Y Peruano, Kokeiros Espetos, Lagoa da Prata, Les Amis Bistrô, Malabie Gastronomia Árabe, Park's Bar, Pastel D'ouro – Loja 4, Sabor em Ilhas, Sacramento Cervejaria, Safari Burger & Grill, Sesc Morada dos Baís, Snoubar São Bento, Território do Vinho, Twist Bar, Bar Velfarre, Salomé Bar, Bob's, Maracutaia, Bela Parmegiana e Cantinho da Vovó.

“A Abrasel MS vê de forma muito positiva a realização da Beef Week como uma forma de apresentar o setor de alimentação para o setor produtivo. Somos um estado pecuário e grande apreciador de carne vermelha e a primeira edição da Beef Week terá a participação de quase 40 restaurantes, oferecendo à população local e quem vem para o evento pratos com muita diversidade de carne, de bares a restaurantes, da hora do almoço até altas horas da madrugada. Será uma semana de muita gastronomia e cultura. A Abrasel MS contribui com o seu know how de outros festivais e articulando restaurantes associados, que conferem prestígio e qualidade ao evento, fomentando a participação da ponta da cadeia – o consumidor – nesse movimento. Afinal, todos nós trabalhamos, desde o manejo sustentável, a busca pela qualidade da carne, por um bom serviço e pratos bem acabados com a finalidade de atender o consumidor”, afirma o recém-empossado presidente da Abrasel MS, Juliano Wertheimer.

O lançamento da Beef Week Campo Grande foi realizado no dia 14 de junho, na abertura da Beef Week São Paulo com o jantar “Sabores do Pantanal”, no restaurante Micaela, na capital paulista, em que o chef em que o Chef Fábio Vieira recebeu o chef sul-matogrossense Paulo Machado. O evento contou com a presença do Governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; do secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, do presidente da Famasul, Maurício Saito e outras autoridades e lideranças.

Fonte: Assessoria

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Notícias Do laboratório ao mercado em meses

Tecnologia encurta caminho entre pesquisa e prateleira no setor de alimentos

Laboratório de prototipagem integra ciência, startups e indústria para validar produtos com mais rapidez e menor custo.

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Foto: Pedro Pereira

A criação de novos alimentos, bebidas e suplementos que antes levava anos para sair do papel poderá ser encurtada para poucos meses. Esse é o impacto esperado com a inauguração do Foodtech FabLab da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), instalado no prédio 61H do campus sede e integrado ao InovaTec UFSM Parque Tecnológico.

O espaço foi viabilizado com cerca de R$ 3 milhões do Ministério da Agricultura e Pecuária e passa a operar como

Juliano e Maria Daniele destacaram a importância do Foodtech FabLab – Foto: Pedro Pereira

ambiente de prototipagem, validação tecnológica e desenvolvimento de soluções para a cadeia de alimentos. “Não estamos inaugurando apenas um laboratório, mas um habitat de inovação. Estamos colocando Santa Maria no mapa global de onde se decide o que o mundo vai comer amanhã”, enfatizou a coordenadora de Projetos de Inovação do InovaTec, Maria Daniele Dutra.

De acordo com  o coordenador de projetos de pesquisa do InovaTec e docente do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos,  Juliano Barin, a lógica do espaço é centralizar demandas de empreendedores e conectar rapidamente essas necessidades à estrutura científica da universidade. “Vai ser um balcão onde centralizamos as demandas e fazemos a conexão com a UFSM e com todo o ecossistema para que a solução aconteça. Produtos que levavam anos poderão chegar ao mercado em meses”, frisou.

Reitora da UFSM, Martha Adaime, destacou que o laboratório abre espaço para o desenvolvimento de novos produtos e amplia a inserção regional da universidade – Foto: Pedro Pereira

A reitora da UFSM, Martha Adaime, destacou que o laboratório abre espaço para o desenvolvimento de novos produtos e amplia a inserção regional da universidade. Para o gerente do parque tecnológico, Luciano Schuch, o diferencial está na conexão entre empresas, estudantes e pesquisadores.

Estrutura para prototipar, testar e validar

O FabLab reúne Food Maker Space, Experience Box para análise sensorial, Kitchen 3.0 e sala de articulação com parceiros. No núcleo tecnológico, estão equipamentos como impressora 3D de alimentos, pasteurizador a fio, extrusora de proteínas, extrator de aromas sem solvente, emulsificador nano e sistemas de secagem.

A proposta é permitir que testes de formulação, textura, sabor, conservação e segurança ocorram no mesmo ambiente, com interação desde o início com exigências regulatórias. “A inovação é um esporte coletivo”, afirmou Barin, ao defender a participação de parceiros e da sociedade no uso da estrutura.

Representantes do Mapa que acompanharam a inauguração classificaram o espaço como um dos mais avançados do

Coordenador-geral da Secretaria de Inovação do Ministério da Agricultura e Pecuária, César Simas Teles – Foto: Pedro Pereira

país entre os laboratórios maker de foodtech já implementados. “Uma carência que temos na área de inovação são espaços para que empreendedores possam testar seus produtos e fazer protótipos”, disse César Simas Teles, coordenador-geral da secretaria de inovação da pasta. “Queremos aprender com a UFSM para exportar esse modelo para outras unidades”, acrescentou Ayrton Jun Ussami.

Do laboratório para a degustação

Os resultados já aparecem em produtos desenvolvidos dentro da universidade e apresentados durante a inauguração. Um deles foi o gelato com sabor de cerveja IPA, criado a partir de um ingrediente desenvolvido pela doutoranda Camila Gressler em parceria com a empresária Bina Monteiro. O produto, chamado “Uivo lupulado”, está em processo de patenteamento.

Foto: Pedro Pereira

Outra demonstração envolveu uma impressora 3D capaz de imprimir e pré-assar biscoitos, massas, cárneos e chocolates. A tecnologia, desenvolvida por um estudante de Engenharia de Controle e Automação, permite personalizar alimentos com adição de vitaminas, minerais e proteínas. “O Foodtech FabLab já nasce acelerado. Temos empresas parceiras desenvolvendo conosco, estudantes e pesquisadores operando máquinas”, afirmou Maria Daniele.

A expectativa é que o espaço ofereça suporte técnico e consultoria para startups e empresas desde as fases iniciais, auxiliando no atendimento às exigências legais e regulatórias. O ambiente também foi concebido para formação prática de estudantes de Nutrição, Tecnologia em Alimentos, pesquisadores do PPGCTA e profissionais externos.

Com a operação do laboratório, a UFSM passa a atuar como ponto de convergência entre ciência, empreendedorismo e indústria de alimentos, posicionando Santa Maria como referência nacional em foodtech.

Fonte: O Presente Rural com UFSM
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Safra de soja do Brasil sobe para 184,7 milhões de toneladas com produtividade recorde na Bahia

Aumento de 6,7% em relação à temporada anterior reflete ganhos em produtividade e área plantada. Mato Grosso mantém liderança na produção, enquanto Rio Grande do Sul sofre com estiagem.

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Fotos: Eduardo Monteiro/Rally da Safra

A estimativa da safra brasileira de soja para 2025/26 foi elevada para 184,7 milhões de toneladas, um crescimento de 6,7% em relação ao ciclo anterior e de 0,9% sobre a última revisão, após a consolidação dos dados finais da etapa soja do Rally da Safra, segundo a Agroconsult. O novo número reflete ajustes tanto na produtividade quanto na área plantada, reforçando o cenário de mais uma grande safra no país.

A revisão ocorre após a conclusão dos dois principais levantamentos: o de campo, realizado pelas equipes do Rally da Safra, e o de área plantada, com base em imagens de satélite da ferramenta Cropdata. Com aproximadamente 1.700 lavouras avaliadas em 14 estados e mais de 60 mil quilômetros percorridos desde janeiro, a produtividade nacional foi ajustada de 62,5 para 62,7 sacas por hectare.

Pelo lado da área, a leitura indica 49,1 milhões de hectares plantados com soja, um acréscimo de quase 300 mil hectares em relação à projeção inicial do Rally. Com isso, o ajuste total da safra 2025/26 em relação à estimativa anterior chega a 1,6 milhão de toneladas e, comparando com a temporada anterior, ultrapassa 11,5 milhões de toneladas: 30% desse crescimento ocorre em razão do aumento de área e 70% por ganhos de produtividade.

“Chegamos a um momento decisivo para a definição da safra de soja. É quando consolidamos os dados de campo coletados em todas as regiões do país, respeitando o calendário de colheita de cada área, e os integramos às informações de área plantada, obtidas com o suporte de tecnologias avançadas de processamento de imagens. Esse cruzamento de informações amplia de forma significativa a precisão das estimativas e reforça a confiabilidade dos números da produção nacional”, afirma André Debastiani, coordenador geral do Rally da Safra.

Entre os destaques positivos da safra estão Mato Grosso e Bahia. Com a colheita finalizada, Mato Grosso deve produzir 51,3 milhões de toneladas, mantendo a produtividade em 66 sacas por hectare, estável em relação ao relatório anterior e pouco acima da estimativa inicial do Rally, que era de 65 sacas. “No início do Rally, as lavouras precoces do Mato Grosso já indicavam alto potencial produtivo. Em fevereiro, o excesso de chuvas trouxe preocupação com a qualidade e o peso dos grãos. Ainda assim, os dados finais mostram que o estado sustentou uma produtividade elevada, apoiada pelo maior número de grãos por hectare e bom peso dos grãos”, explica Debastiani.

Na Bahia, com 61% da safra colhida, os dados de campo confirmam uma das maiores revisões positivas da temporada. A produtividade estimada, que era de 66 sacas por hectare em janeiro, subiu para 68 em fevereiro e agora é estimada em 70,3 sacas por hectare, a maior do país. A produção estadual deve alcançar 9,7 milhões de toneladas.

Já o Rio Grande do Sul é o destaque negativo. Com apenas 11% da área colhida – ritmo inferior à média das últimas cinco safras -, o estado sofreu com a estiagem ao longo do ciclo. A estimativa de produtividade em janeiro, que era de 52 sacas por hectare, caiu para 47 sacas em fevereiro e foi ajustada para 48,3 sacas na rodada final. “Apesar da melhora da percepção de potencial do estado, após rodarmos o estado no final de março, a produção ainda deve ficar ligeiramente abaixo das 20 milhões de toneladas”, aponta Debastiani.

Entre os demais estados, houve algumas reduções de estimativas no terço final da colheita, em função de desafios climáticos pontuais. No Mato Grosso do Sul, o início da safra registrou implantação satisfatória, mas a irregularidade climática foi constante ao longo do desenvolvimento. A redução das chuvas e as altas temperaturas aceleraram a colheita, em meio à preocupação com a janela da segunda safra, e a produtividade foi revisada de 62,5 para 60 sacas por hectare.

Em Goiás, a safra se desenvolveu de forma satisfatória, mas a colheita trouxe peso de grãos e qualidade abaixo das expectativas. A produtividade foi reduzida de 67 para 66,2 sacas por hectares no estado.

No Paraná, a irregularidade das chuvas e as altas temperaturas afetaram principalmente as últimas áreas semeadas, em fevereiro e março, reduzindo o peso de grãos. A estimativa saiu de 67 para 66,1 sacas por hectare.

Já outros estados apresentaram revisões positivas. Em Minas Gerais, a combinação de fatores como a semeadura que, apesar dos atrasos, ocorreu de forma segura, sem necessidade de replantios, aliada ao bom nível de investimento nas lavouras e aos volumes adequados de chuva ao longo do desenvolvimento da cultura, resultou em uma produtividade recorde no estado de 68 sacas por hectare.

No Mapitopa, Maranhão e Piauí apresentaram bom peso de grãos em praticamente todas as regiões, o que elevou a produtividade no Maranhão para 64,2 sacas, e no Piauí, agora com 65 sacas por hectare. Já no Tocantins e Pará, as médias devem se manter próximas a 60 sacas por hectare.

Segunda safra de milho

Encerrada a etapa soja, o Rally volta agora seu foco para a segunda safra de milho, que se desenvolve sob maior nível de risco climático em alguns estados. Entre 10 de maio e 15 de junho, as equipes técnicas estarão em campo para avaliar lavouras nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. A área estimada pela Agroconsult é de 18,5 milhões de hectares, crescimento de 2,5 % em relação ao ciclo anterior.

A produtividade média é estimada ainda dentro da linha de tendência – em 103,1 sacas por hectare – com produção total de 114,5 milhões de toneladas, o que corresponderia a uma queda de 7,6% frente à safra passada.  “O que vai definir o potencial produtivo é o comportamento do clima em abril. Apesar das chuvas de março e dos bons níveis de umidade no solo, os modelos climáticos divergem”, afirma Debastiani, ressaltando: “Enquanto o modelo europeu indica chuvas mais consistentes, o americano projeta volumes abaixo da média, o que mantém o nível de incerteza elevado”.

Segundo ele, lavouras de estados como Goiás dependem de chuvas em abril e na primeira quinzena de maio, enquanto, no Mato Grosso, a necessidade de precipitações se concentra ao longo de abril para garantir o desenvolvimento adequado das lavouras.

Fonte: Assessoria Rally da Safra
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Servidores da defesa agropecuária em regiões de fronteira passam a receber adicional

Medida reconhece condições de trabalho em áreas estratégicas e fortalece fiscalização agropecuária no país.

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Foto: Divulgação/Mapa

Servidores que atuam na linha de frente da defesa agropecuária em regiões de fronteira passam a contar com um importante avanço em sua valorização profissional. A Lei nº 15.367/2026, publicada na última terça-feira (31), estende o pagamento do adicional de fronteira aos integrantes do Plano de carreira dos Cargos de atividades Técnicas e Auxiliares de Fiscalização Federal Agropecuária (PCTAF), conforme previsto no artigo 37 da norma.

A medida fortalece diretamente a atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em áreas estratégicas, onde equipes desempenham atividades essenciais de vigilância agropecuária internacional, fiscalização e controle sanitário nas zonas de fronteira. A iniciativa também reconhece as condições específicas de trabalho enfrentadas por servidores que atuam nessas unidades, responsáveis por prevenir a entrada de pragas e doenças, garantindo a proteção da agropecuária brasileira e a segurança dos alimentos.

A ampliação do adicional contribui ainda para a fixação de servidores em localidades de difícil acesso, reforçando a presença institucional do Estado em pontos sensíveis para o controle sanitário e o comércio internacional.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a medida representa um reconhecimento concreto do trabalho desempenhado pelos servidores. “A extensão do adicional de fronteira é uma conquista importante para os servidores que atuam em regiões estratégicas do país. Essa é uma medida que fortalece a defesa agropecuária e valoriza quem está na linha de frente”, afirmou.

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Técnicos de Fiscalização Federal Agropecuária (Anteffa), José Bezerra, a medida

Foto: Divulgação/Mapa

representa uma conquista histórica para a categoria. “Essa é uma pauta pela qual lutamos há cerca de 14 anos. Éramos os únicos profissionais com atividades nas regiões de fronteira sem receber o adicional, enquanto outras carreiras já eram contempladas”, explicou. “Esse reconhecimento é justo, necessário e fortalece ainda mais a atuação nessas regiões”, completou.

Reestruturação e valorização no serviço público

Além da ampliação do adicional de fronteira, a legislação traz um conjunto amplo de medidas voltadas à valorização dos servidores públicos federais.

Entre os principais pontos estão a instituição do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), os reajustes remuneratórios em diversas carreiras, a criação de novos cargos e estruturas no Executivo Federal e a atualização de gratificações e incentivos funcionais.

A norma também incorpora medidas de modernização administrativa, como a possibilidade de realização de perícias médicas por telemedicina e ajustes nas regras de contratação temporária.

Fonte: Assessoria Mapa
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