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Circuito Exceleite 2019/2022 encerra na Expointer
Gadolando realiza as premiações no dia 2 de setembro após um circuito difícil com as restrições impostas pela pandemia.

O gado holandês tem tradicionalmente grandes eventos nas exposições e não será diferente nesta Expointer, que ocorrerá de 27 de agosto a 04 de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). Além do tradicional Concurso Leiteiro, também serão destaque na feira o Julgamento Morfológico, o Jovem Puxador, encerramento do circuito Exceleite de 2019/2022 e o pré-Lançamento da Expoleite Fenasul 2023, marcada para o período entre 17 e 21 de maio.
O presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, destaca que o encerramento do circuito Exceleite dos anos de 2019, 2020, 2021 e 2022, o qual enfrentou muitas dificuldades devido à pandemia, ocorrerá no dia 2 de setembro. “A premiação Ouro, Prata e Bronze será entregue nas categorias Vacas em Pista, Vacas de Produção e Suprema Exceleite. A vaca que recebe Ouro na categoria Suprema Exceleite é a grande ganhadora do circuito”, explica, colocando que é premiada a vaca que fez mais pontos na participação em concursos leiteiros e morfológicos de pista em uma exposição ranqueada do interior e, obrigatoriamente, na Expoleite e Expointer. O circuito Exceleite 2022/2023 terá início logo após a Expointer deste ano e a premiação será entregue no ano que vem.
Em relação ao Julgamento Morfológico, Tang coloca que é o momento de conhecer os criadores que estão produzindo matrizes que atendam a demanda da conformação correta da raça. “Esta conformação é estudada e pesquisada ao longo dos anos por especialistas visando uma confirmação correta para uma vida mais longa, com menos problemas de doenças, e uma melhor produção”, afirma, ressaltando que na classificação morfológica mesmo quando entram terneiras, estão sendo avaliadas as pernas, garupa, angulações corretas e abertura de peito.
Conforme Tang, quando é analisada a vaca, a maior pontuação é para o quesito úbere. Lembra que é na glândula mamária que estará a produção, mas sem esquecer de também verificar pernas boas, garupa ampla, a capacidade de coração, pulmão e digestiva. O Julgamento Morfológico acontecerá nos dias 31 de agosto e primeiro de setembro, às 14h. “Esse é um momento em que sempre temos o maior público assistindo as explicações do juiz. Se aprende muito em cada julgamento”, enfatiza. No dia primeiro de setembro, será escolhida a Grande Campeã da Feira, a melhor vaca entre todas as participantes.
Sobre o Jovem Puxador, Tang lembra que suas filhas sempre participaram assim como ele. “É dessa forma que se começa e depois se torna um profissional de ajuda para a propriedade leiteira. São necessárias pessoas que gostem de fazer a lida dos animais. Ninguém ganha uma feira apenas pegando uma vaca bonita, mas certamente quem realiza um trabalho muito bem feito em casa, com dedicação no dia a dia”, afirma, observando que a Gadolando sempre abre espaço para crianças urbanas, que muitas vezes serão futuros veterinários, técnicos agrícolas ou proprietários de uma fazenda leiteira.
O presidente da Gadolando finaliza enfatizando que muita coisa importante em uma feira não está nas programações oficiais, mas no diálogo travado com os criadores e expositores. “Para mim uma das coisas mais importantes em uma feira é a troca de informações entre criadores e técnicos, e também entre o produtor e o consumidor. Mesmo quem não é do agronegócio, é uma pessoa urbana, pode buscar saber do criador o que ele fornece de alimentos para as vacas, qual a genética que usa, qual o seu manejo sanitário, como faz a ordenha. E nós, do leite, temos muito orgulho em dizer que produzimos um leite com qualidade, com sanidade, e isso nós defendemos sempre”, conclui.

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Copacol lidera ranking nacional de co-manufatura entre mais de 21 mil empresas
Cooperativa paranaense ficou em primeiro lugar no CPG Leaders 100 após ampliar portfólio por meio de parcerias que movimentaram R$ 184,7 milhões em 2025.

A Copacol lidera o primeiro ranking nacional que mede a capacidade das empresas de bens de consumo de crescer via co-manufatura, o CPG Leaders 100, produzido pela GrowinC, plataforma que conecta marcas a fabricantes terceirizados. A cooperativa paranaense que vem crescendo continuamente e atingiu R$ 11,1 bilhões de faturamento ano passado ficou à frente de 21 mil empresas mapeadas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: “Esse é um modelo investido pela Copacol no decorrer dos anos e que trouxe maior participação de mercado, com nossa marca nas gôndolas em diferentes corredores das principais redes supermercadistas
Embora esteja diretamente ligada a produção de aves, peixes, suínos e leite, a Copacol buscou estratégias para ampliar o portifólio, indo muito além para garantir espaço e aproveitar a rede logística. Além de tilápia e frango, uma infinidade de produtos com a marca da empresa fazem parte da rotina dos consumidores, sempre com qualidade e segurança. “Esse é um modelo investido pela Copacol no decorrer dos anos e que trouxe maior participação de mercado, com nossa marca nas gôndolas em diferentes corredores das principais redes supermercadistas. Prezamos por parcerias que cooperem com resultados para todos os envolvidos e possam garantir uma diversidade de alimentos saudáveis nas mesas dos consumidores”, afirma o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.
São 50 produtos Copacol desenvolvidos em parceria com empresas que mantêm rigorosamente o padrão de qualidade. Só ano passado, a Cooperativa revendeu 11.455 mil toneladas em alimentos dessa procedência, que movimentaram R$ 184,7 milhões.
Entre os 12 fornecedores, dois são da Bélgica e da Holanda, outros dez de diferentes estados brasileiros, impulsionando setores e incentivando a produção de alimentos em diferentes regiões do País. O ranking desenvolvido pela GrowinC avalia a capacidade de crescer, inovar e escalar operações de co-manufatura para acelerar lançamentos, ampliar portfólio e construir redes produtivas resilientes.
Top 10 do CPG Leaders 100
A Copacol ficou à frente de algumas das maiores multinacionais do setor: 1 Copacol (85,6) 2 Unilever (82,2) 3 Linea (80,6) 4 JBS Brasil (80,2) 5 Native Orgânicos (79,9) 6 Nestlé (79,8) 7 Catupiry (79,5) 8 Korin Agropecuária (77,9) 9 Mondelez (77,7) 10 Mais Mu (75,4).
Das quase 170 mil inovações e lançamentos de produtos rastreados pelo estudo ao longo das últimas três décadas, cerca de 30 mil itens foram produzidos por meio de parcerias terceirizadas. Isso significa que quase 1 a cada 5 novos produtos (18%) que chegam às gôndolas brasileiras já são fabricados sob o modelo de co-manufatura.
Metodologia

Sede e complexo industrial em Cafelândia
O CPG Leaders 100 é o primeiro ranking anual dedicado a medir a capacidade de empresas de bens de consumo embalados crescerem por meio da co-manufatura. O estudo analisou 168.992 lançamentos de produtos de alimentos e bebidas realizados no Brasil entre 1996 e 2026, dos quais 29.938 foram produzidos por meio de parcerias de co-manufatura.
Ao todo, 21.094 empresas foram rastreadas. Para esta edição, 135 organizações atenderam aos critérios mínimos de elegibilidade. A metodologia considera três pilares: Escala (50%) Inovação (25%) e Network (25%). A pontuação final varia de 0 a 100 e busca medir a capacidade das empresas de utilizar a co-manufatura como instrumento de crescimento, inovação e expansão de mercado.
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Entregas de fertilizantes crescem 1,6% no primeiro quadrimestre
Alta nas entregas foi impulsionada pela demanda da segunda safra de milho, mas abril registrou desaceleração nas compras para a safra de verão.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 12,30 milhões de toneladas entre janeiro e abril de 2026, alta de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram comercializadas 12,11 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA).
O resultado positivo do quadrimestre foi sustentado pela demanda registrada nos três primeiros meses do ano, impulsionada principalmente pela segunda safra de milho. Em abril, no entanto, o ritmo de entregas perdeu força. No mês, foram comercializadas 2,54 milhões de toneladas, volume 6% inferior ao registrado em abril de 2025, indicando o início das compras para a safra de verão em um cenário mais cauteloso.
Mato Grosso liderou as entregas no período, com 3,06 milhões de toneladas, o equivalente a 24,9% do volume nacional. Na sequência aparecem São Paulo (1,39 milhão de toneladas), Paraná (1,33 milhão), Goiás (1,31 milhão) e Minas Gerais (1,05 milhão).
Produção nacional recua 14,4%
A produção brasileira de fertilizantes intermediários seguiu em trajetória de queda no primeiro quadrimestre. Entre janeiro e abril, foram produzidas 1,92 milhão de toneladas, redução de 14,4% frente às 2,24 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo de 2025.
Em abril, a produção alcançou 510 mil toneladas, volume 9,2% inferior ao do mesmo mês do ano passado.
Segundo a ANDA, a retração está relacionada principalmente ao aumento dos custos do enxofre, insumo utilizado na fabricação de fertilizantes fosfatados e que vem acumulando sucessivas altas no mercado internacional.
A entidade ressalta ainda que parte da produção nacional pode não ter sido capturada no levantamento em razão de mudanças societárias e da retomada de operações em algumas empresas.
Importações permanecem em patamar elevado
As importações de fertilizantes intermediários totalizaram 11,21 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre, praticamente estáveis em relação ao mesmo período de 2025, quando o Brasil importou 11,26 milhões de toneladas, retração de apenas 0,4%.
Em abril, as compras externas atingiram 3,05 milhões de toneladas, alta de 10,4% na comparação anual. De acordo com a ANDA, o desempenho também foi influenciado pela demanda da segunda safra de milho.
Paranaguá concentra um quarto das importações
Principal porta de entrada de fertilizantes no país, o Porto de Paranaguá recebeu 2,84 milhões de toneladas entre janeiro e abril, volume 6,5% menor que o registrado no mesmo período de 2025.
Apesar da redução, o terminal respondeu por 25,4% de todas as importações brasileiras de fertilizantes no quadrimestre, segundo dados do Siacesp/MDIC.
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Exportações brasileiras para o Líbano crescem 18,2% em 2026
Carne bovina lidera os embarques, seguida por gado vivo, café e açúcar. Vendas somam US$ 266,1 milhões no ano.

As exportações do Brasil para o Líbano acumulam alta de 18,2% neste ano e somam US$ 266,1 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) organizados pela Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. No sentido contrário, as importações registram queda de 7,2%, para US$ 1,1 milhão.
De acordo com as informações do Mdic, carne bovina é o principal produto exportado pelo Brasil ao Líbano, com um total de US$ 57,6 milhões, em alta de 18,9% sobre o acumulado entre janeiro e junho do ano passado. Em seguida, as vendas de gado vivo somam US$ 51,5 milhões, em queda de 1,2% em comparação com o mesmo período de 2024. Café e açúcar são outros dos principais produtos enviados ao Líbano. No sentido contrário, frutas, produtos hortícolas e máquinas para preparação de alimentos são os principais produto que o Líbano vende ao Brasil no ano.
Em junho, as vendas do Brasil ao Líbano subiram 119,7%, para US$ 42,4 milhões. As importações caíram 50,8%, para US$ 141 mil na comparação anual.




