Conectado com

Notícias

Circuito Boi Verde 2017 mostra a evolução da raça Nelore

Avaliações das carcaças realizadas nas etapas do Circuito 2017 evidenciam a evolução da raça Nelore

Publicado em

em

O Circuito Boi Verde de Julgamentos de Carcaças 2017 fechou o ano com a avaliação de 6.015 animais em oito etapas realizadas em cinco estados do país: Espírito Santo (Colatina – 2 etapas), Goiás (Mineiros), Mato Grosso (Tangará da Serra), Mato Grosso do Sul (Bataguassu e Naviraí) e Rondônia (Vilhena e Chupinguaia). Iniciativa da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), para incentivar a produção eficiente e valorizar os produtores de Nelore que se destacam, o circuito de julgamentos de carcaças teve como parceiros os frigoríficos Marfrig, JBS e Frisa. A ação contou também com o apoio da DSM Tortuga, que premiou os melhores colocados em cada etapa e premiará o 1º colocado do Campeonato Melhor Lote de Carcaças do Circuito com 3 toneladas de produtos para a Nutrição Animal de Bovinos de Corte.

As avaliações das carcaças realizadas nas etapas do Circuito 2017 evidenciam a evolução da raça Nelore. Grande parte dos animais apresentaram-se jovens, pesados e com o acabamento de gordura ideal. A qualidade dos animais é evidenciada pela pequena diferença das pontuações dos primeiros colocados. A Fazenda São Marcelo, de Juruena (MT) foi a grande vencedora do Circuito Boi Verde 2017, acumulando 11.358, 67 pontos – a propriedade foi a 3ª colocada em 2015 e em 2016. A Fazenda Santa Bárbara e Rancho Seco, de Sandra Maria Massi, de Ivinhema (MS), campeã do Circuito Boi Verde 2016, este ano ficou com o 2º lugar, totalizando 11.309,20 pontos. A 3ª colocação foi da Campanário Agropecuária, de Laguna Carapã (MS), com 11.223,15 pontos. No total, participaram 35 propriedades.

“O resultado do Circuito Boi Verde é reflexo do trabalho da São Marcelo, que começa na cria, passa pela recria e finaliza na terminação, envolvendo todo o sistema de produção da propriedade. Todos os animais levados para avaliação ainda tinham dentição de leite (0 dentes), precoces, com acabamento impecável e na faixa de peso desejável. A cada ano, procuramos fazer algo diferente, para melhorar e estar sempre na cabeceira dessa iniciativa importante da ACNB”, analisa Leone Furlanetto, gerente de pecuária da Fazenda São Marcelo.

No campeonato “Melhor compra de gado”, a unidade de Bataguassu (MS) do frigorífico Marfrig, foi a vencedora. O resultado deste campeonato é apurado considerando-se o número de animais participantes da etapa e a média de pontuação alcançada pelos lotes na avaliação das carcaças.

O Marfrig Global Foods foi o frigorífico que realizou o maior número de etapas (4) e mais comprou animais Nelore avaliados pelo Circuito Boi Verde, com 2.587 cabeças. A JBS ficou no segundo lugar, com 2 etapas e 1.930 animais comprados. O Frisa realizou 2 etapas com o total de 1.498 animais.

“A ACNB finalizou mais um ano de sucesso das avaliações de carcaças da raça nelore do Circuito Boi Verde. As expectativas da entidade foram completamente atendidas. Presenciamos criadores preocupados em produzir de forma eficiente e rentável, através de animais Nelore jovens, pesados e com a cobertura de gordura ideal na carcaça. Esse é um dos principais objetivos do Circuito, mostrando que o Nelore pode produzir carne de altíssima qualidade”, analisa Guilherme Alves, gerente de produto da ACNB.

Entre todos os animais abatidos no Circuito Boi Verde 2017, 73,5% possuíam até 2 dentes incisivos permanentes, sendo que 34,3% tinham apenas dentes de leite (0 dentes incisivos permanentes), confirmando a maioria de animais prontos para o abate ainda jovens. Em termos de peso, 90,1% dos animais tinham mais de 18@. Na avaliação de acabamento de gordura, 65,4% tinham escore mediano de gordura.

O Circuito Boi Verde 2017 encerrou-se com a etapa na unidade da Marfrig em Bataguassu (MS), onde foram abatidos 1.213 animais, sendo 562 com dentes de leite (46,3%), 959 animais com 18 a 22@ de peso (79,1%) e 881 com acabamento mediano de gordura (72,6%). A Campanário Agropecuária, de Laguna Carapã (MS), foi a vencedora da etapa.

“O Circuito Boi Verde comprova que a raça Nelore, predominante no Brasil, vem evoluindo de maneira incrível. A Campanário não busca somente o prêmio, mas a realização de um bom trabalho, colocando no mercado gado Nelore de alta qualidade”, destaca Gentil Fernandes, gerente de pecuária da fazenda Campanário.

A ACNB já prepara o calendário de etapas do Circuito Boi Verde de Julgamentos de Carcaças 2018. Unidades frigoríficas e produtores interessados em participar podem entrar em contato com a entidade para pré-agendar suas participações. “Além de continuar realizando etapas nas regiões e unidades frigoríficas que tradicionalmente participam do Circuito, temos a intenção de expandir as avaliações para mais localidades. Tanto produtores, como representantes de indústrias frigoríficas, podem entrar em contato conosco e propor a realização de etapas do Circuito”, explica Marcos Pertegato, gerente técnico administrativo da ACNB.

Fonte: Assessoria

Continue Lendo

Notícias

Transnordestina alcança 82% das obras com novo trecho entregue no Ceará

Ferrovia soma 777 quilômetros concluídos, terá 1.206 km de extensão e deve ser finalizada até o fim de 2027 para ampliar a logística de grãos e fertilizantes.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/TLSA

A construção da primeira fase da ferrovia Transnordestina, no ramal que conecta o interior do Piauí ao litoral do Ceará, atingiu 82% de obras físicas concluídas. 

O trecho mais recente, de pouco mais de 100 quilômetros (km), entre as cidades cearenses de Acopiara e Quixeramobim, foi inaugurado nesta quinta-feira (2), em um evento que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Elmano de Freitas. “Essa é uma estrada de ferro vital para a perspectiva de desenvolvimento dessa região”, afirmou Lula na cerimônia em Quixeramobim.

Foto: Divulgação/TLSA

Considerada a maior obra de infraestrutura linear em execução no país, a Transnordestina terá 1.206 quilômetros de extensão, ligando Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), e atravessará 53 municípios nordestinos, incluindo o oeste de Pernambuco, pela cidade de Salgueiro.

Com a entrega dos novos trechos, a ferrovia passa a contar com 777 quilômetros de infraestrutura física finalizada, de acordo com o Ministério dos Transportes. A previsão é que o total de 1,2 mil km de trilhos esteja concluído até o fim do ano que vem.

Segundo o governo federal, o investimento total na obra está estimado em R$ 15 bilhões, com R$ 9,8 bilhões desembolsados até março de 2026.

Foto: Yasmin Fonseca/MIDR

A agenda desta quinta também marcou a entrega de 100 vagões graneleiros destinados ao transporte de grãos e fertilizantes e o anúncio da produção de outros 370 vagões. Além disso, foi assinada a ordem de serviço do Ramal Nelog, que fará a ligação da ferrovia ao Terminal de Uso Privado (TUP) Nelog, no Complexo do Pecém, e a assinatura de protocolo de intenções para implantação do Porto Seco de Quixeramobim, empreendimento com previsão de R$ 1 bilhão em investimentos privados para melhorar a logística regional e estimular a instalação de novos empreendimentos industriais.

Ligação com Porto de Suape

Originalmente, o projeto da ferrovia Transnordestina, iniciado há 20 anos, previa um ramal de mais 500 km ligando o oeste de Pernambuco, a partir de Salgueiro, ao Porto de Suape, na região metropolitana do Recife, mas o trecho foi retirado na gestão anterior. A contratação permanece suspensa por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

Fonte: Agência Brasil
Continue Lendo

Colunistas

Mudança no crédito rural abre discussão sobre direito à prorrogação de dívidas

Resolução do CMN passa a tratar alongamento como decisão das instituições financeiras e reacende debate jurídico no setor.

Publicado em

em

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

No dia 25 de junho, o Conselho Monetário Nacional (CMN) editou a Resolução 5.314, que alterou um dos itens mais importantes para os produtores rurais, ou seja, a regra do Manual de Crédito Rural -MCR que trata do alongamento de dívidas. A nova redação passou a prever que a instituição financeira está autorizada, “por sua conveniência e decisão”, a prorrogar a dívida referente à operação de crédito rural.

Será que o produtor perdeu o direito à prorrogação?

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Há anos o Superior Tribunal de Justiça – STJ (Súmula n. 298) fixou um entendimento que continua em vigor, afirmando que “o alongamento de dívida originada de crédito rural não constitui faculdade da instituição financeira, mas, direito do devedor nos termos da lei”.

Então, o entendimento do judiciário para situações dessa natureza de alongamento de débito, após muitos anos de discussão, firmou-se no sentido de que aquilo que a norma trata como faculdade da instituição financeira converte-se em obrigação, desde que o produtor preencha os requisitos legais.
E os requisitos são dificuldade de comercialização, frustração de safras, ocorrências prejudiciais ao desenvolvimento das lavouras e dificuldades no fluxo de caixa devido ao impacto acumulado de perdas de safra.

Devidamente comprovada a necessidade de prorrogação, assim como comprovada a capacidade de pagamento, o produtor tem direito ao benefício.
Contudo, a nova redação do MCR poderá levar a arbitrariedades e subjetividades por parte das instituições financeiras que poderá prejudicar muitos produtores com eventuais negativas aos pedidos de prorrogação.

Isso levará a um processo de judicialização das questões e o judiciário será obrigado a enfrentar a questão e decidir sobre a aplicação do entendimento que permite ao produtor o alongamento da dívida, desde que preenchidos os requisitos legais. Ou seja, não pode ficar a critério e conveniência da instituição financeira.

O entendimento vigente tem caráter objetivo e assim precisa ser tratado na prática, sob pena de aumentar ainda mais a inadimplência de um setor que tem sofrido de forma drástica com o elevado custo de produção e baixo preço de venda dos produtos (o que dá direito ao alongamento do débito, desde que comprovado e solicitado à instituição financeira).

Diante disso, cabe ao produtor seguir o entendimento vigente e, em sendo o caso, tecnicamente amparado, notificar a instituição financeira para que cumpra com a obrigação (e não faculdade) de alongar o débito, desde que preenchidos os requisitos legais e, se preciso, em caso de negativa, procurar socorro do judiciário para que a questão seja, de fato, definida.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
Continue Lendo

Notícias

Cooperativas do Rio Grande do Sul apontam insuficiência de recursos no Plano Safra 2026/27

FecoAgro/RS afirma que programa preserva desenho dos últimos anos e não atende à expansão da demanda por financiamento no campo.

Publicado em

em

Foto: Gilson Abreu

A Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) avalia que o Plano Safra 2026/202, embora traga avanços pontuais, como a redução das taxas de juros em algumas linhas de financiamento e a ampliação dos limites de crédito para cooperativas, mantém praticamente a mesma arquitetura dos últimos anos e foi lançado com um volume de recursos abaixo das necessidades do setor agropecuário.

Foto: Shutterstock

Para a Federação, a redução dos juros em programas como Prodecoop, Procap-Agro, PCA e Pronaf, entre outras é positiva, especialmente para investimentos de longo prazo. No entanto, esses avanços não compensam a falta de mudanças estruturais nem a insuficiência dos recursos disponibilizados para atender à demanda crescente por crédito rural.

A FecoAgro/RS também manifesta forte preocupação com a redução dos recursos destinados à equalização das taxas de juros. Em um ambiente de juros elevados, a diminuição desse orçamento compromete a competitividade das linhas oficiais de crédito, restringe investimentos e reduz a capacidade de crescimento dos produtores e das cooperativas.

Outro ponto crítico é o seguro rural. Embora a dotação orçamentária da subvenção seja definida por orçamento específico, a sequência de cortes nos recursos destinados ao programa enfraquece um dos principais instrumentos de gestão de risco da atividade agropecuária, justamente em um cenário de maior frequência de eventos climáticos extremos.

A Federação reforça que as cooperativas agropecuárias são protagonistas na operacionalização do crédito rural e no atendimento aos produtores. Por isso, defende um Plano Safra com recursos compatíveis com a realidade do campo, maior orçamento para a equalização dos juros e fortalecimento do seguro rural, condições indispensáveis para garantir investimentos, produção e competitividade ao agro.

Fonte: Assessoria FecoAgro/RS
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.