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Ciência e produtores se aliam para garantir menores emissões de metano na pecuária

Pesquisa da Embrapa Pecuária Sul seleciona reprodutores mais eficientes e aposta no manejo das pastagens como estratégia para mitigar impactos climáticos.

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Foto: Felipe Rosa

No Pampa gaúcho reprodutores bovinos geram dados que apontam para o futuro da pecuária brasileira. Indicada como uma das principais responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa (GEE), em especial o metano (CH₄), a atividade demonstra que pode se tornar parte da solução no enfrentamento das mudanças climáticas. Exemplo disso é que, com a união entre pesquisa e setor produtivo, estão sendo desenvolvidas, na Embrapa Pecuária Sul (RS), as Provas de Emissões de Gases (PEG), testes que buscam justamente selecionar animais que emitem menos CH₄, ao mesmo tempo em que convertem com mais eficiência o alimento consumido em peso vivo.

A metodologia pioneira é capaz de mensurar, com precisão, a emissão de metano em reprodutores bovinos mantidos sob condições controladas de manejo e alimentação. Ao longo de três anos de provas, já foram testados mais de 150 animais, das raças Angus, Charolês, Hereford e Braford, representadas por suas associações de criadores, além dos reprodutores do rebanho da raça Brangus da Embrapa.

EG com a raça Charolês

A identificação dos jovens reprodutores com menores índices de emissão de metano pode ser empregada no melhoramento das raças, usando a genética na formação de progênies com essa característica. Com a consolidação de um robusto banco de dados para o atributo de menor emissão de gases, a Embrapa e parceiros poderão disponibilizar, nos programas de melhoramento genético, as DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie), indexadores que estimam a capacidade de um animal transmitir características genéticas para a sua descendência.

De acordo com a pesquisadora Cristina Genro, da Embrapa Pecuária Sul, identificar animais mais eficientes na relação entre consumo de alimentos, ganho de peso e menor emissão do gás é mais uma ferramenta em prol da sustentabilidade da pecuária brasileira e da redução de impacto nas mudanças climáticas. “Se pensarmos nessa característica espalhada por milhões de animais, a redução da emissão de metano pode ser extremamente significativa”, enfatiza a pesquisadora.

A relevância da prova, segundo Genro, também está relacionada ao fato de o Brasil ter aderido ao Pacto Mundial do Metano na COP26, realizada na Escócia em 2021. No evento, o País se comprometeu a reduzir a emissão desse gás, considerado fundamental na estratégia de mitigação do aquecimento global.

Expansão da PEG e Centro de Referência em GEE

Na perspectiva de expandir e qualificar a PEG, a fim de formar mais rapidamente o banco de dados necessário para o lançamento das DEPs, a Embrapa Pecuária Sul está adquirindo o equipamento GreenFeed, um alimentador de última geração, automático, com sensores que identificam cada animal e medem o metano expelido, permitindo monitorar as emissões de forma individual e contínua. A novidade permite substituir o modelo de prova realizado atualmente, que necessita da instalação de equipamentos individuais (foto) nos animais.

A aquisição está dentro de um amplo projeto de pesquisa, que instituiu no RS um centro de referência para a avaliação de tecnologias com potencial de mitigar GEE da pecuária gaúcha. Liderado pela Embrapa Pecuária Sul, o trabalho foi aprovado em edital realizado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do RS. “Com esses equipamentos instalados, teremos condições de avaliar 100 animais ao mesmo tempo”, destaca Genro.

Intitulado “Avaliação de tecnologias com potencial de mitigar GEE nos campos e florestas nativas e cultivadas do RS”, o trabalho está analisando cinco pontos centrais: a genética de reprodutores bovinos quanto à relação da emissão de metano e produção de carne; o potencial de mitigação dos sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) com árvores nativas do Rio Grande do Sul; novas dietas para bovinos com capacidade de diminuir a produção de metano entérico no rúmen dos animais; a validação, no RS, de marcas-conceito já lançadas pela Embrapa, como a Carne Carbono Neutro (CCN), Carne Baixo Carbono (CBC) e Carbono Nativo (CN); assim como a avaliação da carne produzida nesses modelos de produção.

Conforme Genro, que é líder do projeto, o manejo adequado do pasto é capaz de compensar em até 35% a emissão do metano pelos bovinos; a manipulação da fermentação ruminal com o a melhoria da dieta animal pode mitigar entre 10% e 20%; e o melhoramento genético animal tem um potencial de mitigar até 38% dessas emissões.

“Tudo isso pode oferecer uma perspectiva de valorização da carne gaúcha em um mercado cada vez mais exigente por produtos de qualidade e produzidos com sustentabilidade”, destaca a pesquisadora.

O uso de cultivares adaptadas e produtivas, como o cornichão URS BRS Posteiro (foto abaixo), leguminosa de inverno, contribui para a sustentabilidade da pecuária

Pecuária bem manejada já mitiga impactos no clima

Além do melhoramento genético animal, o manejo adequado das pastagens é outro pilar fundamental para reduzir impactos ambientais. Em estudos conduzidos no bioma Pampa, em área de integração Lavoura-Pecuária (ILP) com pastagens cultivadas de azevém e aveia para terminação de novilhos no inverno, os animais, quando estavam em uma altura ótima de pastejo, emitiram 30% menos metano em comparação aos índices preconizados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas, o IPCC.

Em resumo, quando os pastos são manejados segundo recomendações técnicas, levando em consideração o critério altura de pastagem, os animais emitem menos metano e o solo acumula mais carbono. A altura é uma característica da estrutura do pasto que tem relação direta com a massa de forragem, ou seja, a quantidade de pasto disponível em uma área.

No contexto do bioma Pampa, no caso de pastagens naturais, sugere-se medir a altura dos pastos uma vez ao mês, no outono e inverno, e a cada 15 dias na primavera e no verão. No caso de pastagens nativas melhoradas por fertilização e sobressemeadas com espécies cultivadas de inverno, a recomendação é que a medição seja feita pelo menos quinzenalmente durante todo o ano.

Para que a altura do pasto esteja dentro do recomendado, é preciso controlar a quantidade de animais por hectare. Se a lotação for muito alta, os bovinos perdem desempenho e emitem mais metano por área, assim como o pasto diminui sua capacidade de contribuir para fixação do carbono no solo.

Cada pasto tem uma altura de manejo recomendada, inclusive dependendo da sua forma de uso, ou seja, em pastejo rotativo ou contínuo. O azevém, espécie bastante usada no inverno, por exemplo, deve ser mantido entre 15 e 20 centímetros de altura durante todo o tempo de pastejo sob lotação contínua com taxa variável. Para pastejo rotativo, a entrada dos animais deve se dar com 20 cm e a saída entre oito e 12 cm.

As medições de altura do pasto podem ser realizadas com o uso de ferramentas simples como uma régua ou um bastão medidor de altura de pasto.  Os produtores interessados podem encontrar mais informações sobre manejo por altura de diversas espécies, inclusive de campo nativo do bioma Pampa e mesclas forrageiras, em publicação lançada pela Embrapa Pecuária Sul, intitulada Uso da altura para ajuste de carga em pastagens.

Além do manejo da altura da pastagem, diversas outras tecnologias disponibilizadas pela Embrapa podem ajudar na redução do impacto ao clima, como o uso de leguminosas forrageiras, plantas fixadoras de nitrogênio no solo, e que possibilitam a diminuição do uso de fertilizantes químicos, um dos emissores de GEE.

O programa de melhoramento de forrageiras da Embrapa Pecuária Sul, em parceria com instituições como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Associação Sul-Brasileira de Fomento à Pesquisa de Forrageiras (Sulpasto), já disponibilizou mais de dez cultivares forrageiras ao setor produtivo, principalmente de leguminosas, mas também de gramíneas, que propiciam diversas opções para o planejamento forrageiro da propriedade pecuária, assim como maior eficiência nos sistemas de produção.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sul

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Rodrigo Miguel assume presidência da Asbram com foco no ciclo positivo da pecuária até 2028

Nova diretoria da entidade projeta cenário favorável para o setor, mas alerta para juros elevados e impactos da reforma tributária

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Fotos: Divulgação/Asbram

O Brasil vive um momento único na carne bovina, com recorde mundial na produção e exportação, preços crescentes e vendas para 150 países. E o panorama deve permanecer crescente. Mas o segmento necessita estar pronto para desafios como sanidade, qualidade e respeito ao meio ambiente. Além de adequar o fluxo de embarques a ciclos pecuários cada vez menos imprevisíveis. O panorama foi desenhado pelo médico Veterinário e tarimbado executivo Rodrigo Miguel, que tomou posse como novo presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram) no fim de fevereiro, sucedendo Fernando Cardoso Penteado Neto, em uma cerimônia realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O novo vice-presidente é Leonardo Matsuda. E Elizabeth Chagas segue como vice-presidente executiva da entidade. A Asbram representa 71% das empresas do setor, que mantém no campo mais de 14 mil profissionais, na assistência técnica ao lado dos pecuaristas.

Rodrigo Miguel, novo presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram), ao lado de Fernando Cardoso Penteado Neto

“Chego muito otimista e com energia para alertar nossos pecuaristas que o mundo moderno exige velocidade e não podemos perder o momento atual maravilhoso para o boi brasileiro. O mundo precisa de carne e só nós podemos ofertar nesses volumes que estamos embarcando. Avançando em sustentabilidade ambiental, financeira e em tecnologia. Porque a exportação não pode ficar refém dos ciclos. E temos que ficar atentos ao fato de que 70% da carne fica no mercado interno. Qualquer desequilíbrio pode ser problemático. Vamos ouvir as vozes das diferentes realidades produtivas do Brasil, manter o Painel de Comercialização como referência de negócios e atuar em nome de nossas empresas e de nosso mercado”, garantiu o médico veterinário e executivo que vai dirigir a Asbram até o fim de 2027.

A noite começou com uma palestra do nutrólogo, professor e pesquisador Wilson Rondó Junior, autor do livro que trata dos benefícios da carne vermelha, que falou sobre ‘Uma nova luz sobre a alimentação saudável’, destacando os benefícios ancestrais proporcionados pela proteína e as gorduras saturadas, como crescimento do cérebro, saúde e proteção contra diversas doenças. E as qualidades do rebanho brasileiro que vive essencialmente do pastejo. “O mundo vive hoje uma inflamação silenciosa, com o uso excessivo de gorduras à base de grãos. Principalmente, obesidade, diabetes e doenças coronárias. Deveríamos rezar pelos bovinos todos os dias porque eles proporcionam alimentos mais saudáveis, com mais Ômega3”, defendeu.

E ainda nomeou as principais informações falsas relacionadas a um pretenso perigo no consumo da proteína, propagandeadas ao longo dos últimos cem anos. “Carne e leite são fontes poderosíssimas, deveriam fazer parte da dieta de todas as pessoas. Porém, as novas pesquisas já atestam que o correto é o sinal verde para a carne vermelha”, acrescentou.

O novo presidente, Rodrigo Miguel, ainda apontou que o caminho da produção bovina é claro. Não precisa desmatar, deve usar cada vez mais tecnologia, adaptada aos formatos locais, em áreas menores. “Assim, produziremos e exportaremos cada vez mais alimentos. Vou procurar orientar minha presidência em pilares como visão, coragem, transparência, clareza, humildade e consciência do aprendizado para orientar a execução”, concluiu.

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Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Nem sempre o olho do dono engorda o gado

Maiores prejuízos da pecuária podem estar justamente nos parasitas que o produtor não consegue ver no rebanho

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Foto: Shutterstock

Artigo escrito por Leydson Martins, médico veterinário, Vaxxinova

Há uma expressão antiga na pecuária brasileira: “O olho do dono é que engorda o gado.” Ela traduz bem o cuidado e o capricho que muitos produtores dedicam ao rebanho, e de fato o acompanhamento próximo faz toda a diferença nos resultados da fazenda. Mas, de maneira didática, vale refletir: em que situações essa expressão não se aplica?

O objetivo deste artigo é lançar um olhar sobre as parasitoses bovinas, pois existem pelo menos duas situações claras em que o “olho do dono” pode ser enganado quando o assunto é produtividade.

Nas parasitoses que afetam bovinos, é fundamental compreender a diferença entre ectoparasitas e endoparasitas. Os ectoparasitas vivem externamente no animal, como carrapatos, moscas e bernes, sendo facilmente observados durante o manejo. Já os endoparasitas habitam o interior do organismo, especialmente o trato gastrointestinal e, em alguns casos, o sistema respiratório, tornando sua presença menos evidente a olho nu.

Primeira falha de percepção

Essa é a primeira diferença clara: muitas vezes o controle parasitário é intensificado quando o produtor vê seu rebanho sendo pressionado por carrapatos, mosca-do-chifre, berne, mosca-dos-estábulos ou bicheiras. Essa diferença de visibilidade cria frequentemente uma percepção equivocada no campo: aquilo que é visto tende a receber mais atenção. No entanto, nem sempre o problema mais visível é o mais impactante.

Nesse ponto, a ciência demonstra claramente que, quando se trata de perdas produtivas na pecuária, as parasitoses mais prejudiciais são justamente aquelas que passam despercebidas.

Um grupo de pesquisadores brasileiros de diversas regiões, liderado pelo professor Laerte Grisi, realizou um amplo estudo mensurando quanto cada uma das principais parasitoses bovinas representa em perdas para a pecuária brasileira.

Os resultados mostram que as perdas causadas por parasitas invisíveis aos olhos do produtor são as que geram maiores prejuízos econômicos. É como se houvesse um vazamento silencioso no bolso do produtor, no qual parte dos investimentos em nutrição e genética acaba sendo desviada para sustentar os parasitas em vez de gerar produtividade para o rebanho.

Enquanto os ectoparasitas chamam atenção por sua presença evidente, os endoparasitas podem atuar de forma silenciosa, comprometendo ganho de peso, eficiência alimentar e desenvolvimento dos animais. Na pecuária, portanto, vale a reflexão: nem sempre aquilo que se vê é o que mais preocupa — muitas vezes os maiores prejuízos estão justamente nos parasitas invisíveis aos olhos do produtor.

Segunda falha de percepção

A segunda falha de percepção está novamente relacionada à verminose. De fato, em muitos casos é possível identificar pela observação que um animal está acometido por verminose.

Um bovino com verminose clínica geralmente apresenta sinais evidentes. Entre as características mais comuns estão o emagrecimento e o baixo escore corporal, contrastando com um abdômen volumoso que confere ao animal um aspecto “barrigudo”. A pelagem costuma estar arrepiada, opaca e sem brilho, indicando perda de condição geral. Esses animais também podem demonstrar apatia, má postura, redução no ganho de peso e atraso no crescimento, especialmente em animais jovens.

Com o avanço tecnológico da pecuária e o encurtamento dos ciclos produtivos, é cada vez menos comum observar animais com sinais clínicos evidentes de verminose. Entretanto, muitos animais aparentemente saudáveis carregam uma carga parasitária capaz de drenar parte importante dos ganhos produtivos da fazenda — condição conhecida como verminose subclínica.

Esses animais com verminose subclínica muitas vezes se assemelham a animais saudáveis. Porém, apenas medições criteriosas de desempenho revelam que eles não estão expressando todo o seu potencial produtivo. É como se o motor do animal estivesse funcionando com perda de potência, impedindo que alcance sua máxima performance.

A ciência alerta que a perda de desempenho não ocorre apenas pelo consumo de nutrientes pelos parasitas. Estudos demonstram que a infecção parasitária também pode reduzir o consumo voluntário de alimentos. Em infecções subclínicas e crônicas, essa redução pode chegar a 20% ou mais, enquanto infecções agudas podem levar até mesmo à anorexia completa.

Como escolher o vermífugo?

A escolha entre um vermífugo de longa ou curta ação pode fazer grande diferença nos resultados produtivos da fazenda. Cada tipo de produto possui uma função específica e sua utilização deve considerar a categoria animal e o nível de desafio parasitário do sistema.

Os vermífugos de curta ação atuam rapidamente e são indicados quando há necessidade de controle imediato, sendo comuns em animais de confinamento, em fase de terminação ou em situações de alta carga parasitária.

Já os vermífugos de longa ação oferecem proteção prolongada, sendo especialmente indicados para bezerros, animais em desmama, recria a pasto e períodos de maior desafio parasitário. Em síntese, enquanto a curta ação proporciona resposta rápida, a longa ação garante proteção contínua no controle das verminoses.

Em quais momentos utilizar esses vermífugos?

Para reduzir os prejuízos, o controle parasitário deve ser estruturado em duas frentes complementares: controle estratégico e controle tático.

O controle estratégico baseia-se no planejamento das intervenções ao longo do ano, levando em consideração fatores como estação, categoria animal e histórico parasitário da fazenda. O objetivo é reduzir a contaminação das pastagens e manter a pressão parasitária sob controle.

Já o controle tático ocorre em momentos específicos de maior risco, como desmama, entrada de animais de compra, mudanças de manejo ou períodos de estresse, quando os animais se tornam mais suscetíveis à ação dos parasitas. Nesses casos, a intervenção é realizada para proteger o desempenho dos animais e evitar perdas produtivas.

Dessa forma, o controle estratégico e o controle tático não competem entre si – eles se complementam dentro de um programa eficiente de controle parasitário. Na pecuária moderna, produtividade não depende apenas do que os olhos enxergam – controlar bem as verminoses é proteger o potencial produtivo do rebanho.

As referências bibliográficas estão com o autor.

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Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas Do café da manhã ao jantar

Consumo do queijo zero lactose cresce no mercado brasileiro

Produto mantém proteínas, cálcio e vitaminas, oferecendo nutrição completa sem causar desconforto digestivo

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Foto: Divulgação

Cada vez mais presente nas prateleiras dos supermercados, o queijo zero lactose tem ganhado espaço na alimentação de pessoas que buscam alternativas mais leves ou possuem intolerância à lactose. No entanto, o consumo desse tipo de produto deve estar ligado à necessidade individual e não apenas a modismos alimentares.

O queijo zero lactose é indicado principalmente para pessoas com intolerância, condição que dificulta a digestão do açúcar presente no leite e pode causar desconfortos gastrointestinais. Nesses casos, a versão sem lactose permite manter o consumo de um alimento nutritivo, rico em proteínas, cálcio e vitaminas, sem prejuízo ao organismo.

Nutricionista Joelia Silva: “O queijo zero lactose é uma excelente alternativa para pessoas com intolerância, pois permite manter uma alimentação equilibrada sem abrir mão dos nutrientes do leite” – Foto: Arquivo pessoal

Na rotina alimentar, o queijo zero lactose pode ser incluído de forma prática em diferentes refeições. Ele pode compor o café da manhã em sanduíches e tapiocas, ser utilizado em omeletes e saladas no almoço, entrar em preparações como lasanhas e tortas ou ainda ser consumido como lanche da tarde acompanhado de frutas e pães integrais. “O queijo zero lactose é uma excelente alternativa para pessoas com intolerância, pois permite manter uma alimentação equilibrada sem abrir mão dos nutrientes do leite. Para quem não possui restrição, o consumo pode ser feito normalmente, sempre com orientação e equilíbrio na dieta”, explica a nutricionista Joelia Silva.

Ela reforça que a escolha dos alimentos deve ser acompanhada de planejamento nutricional e atenção às necessidades individuais, garantindo uma alimentação saudável, variada e adequada ao dia a dia. “O queijo é um alimento nutritivo e pode trazer benefícios importantes para a saúde quando consumido com equilíbrio”, salienta.

Rico em proteínas de alto valor biológico, cálcio, fósforo e vitaminas do complexo B, ele contribui para a saúde óssea, o fortalecimento muscular e o bom funcionamento do sistema nervoso. “Além disso, alguns tipos de queijo contêm compostos que auxiliam na saúde intestinal e na sensação de saciedade, o que pode ajudar no controle do apetite e na manutenção de uma alimentação equilibrada ao longo do dia”, pontua.

Fonte: Assessoria Tijuca Alimentos
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