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Notícias Expansão do controle biológico

Ciência desenvolve protocolo para avaliar qualidade dos produtos biológicos à base de bacilos no Brasil

Além de garantir mais segurança a agricultores e consumidores, a metodologia pode aumentar a adoção e colaborar com a ampliação do mercado para os produtos biológicos à base de bacilos no país.

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Metodologia pode colaborar com a ampliação do mercado para os produtos biológicos à base de bacilos no país

Um novo protocolo pode ajudar a resolver um dos principais gargalos para a expansão do controle biológico no Brasil: a análise da qualidade dos bioprodutos à base de bacilos (bactérias) utilizados nas lavouras para combater doenças e pragas. Desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente (SP), consiste na quantificação do número de estruturas viáveis dos microrganismos, expresso em unidades formadoras de colônias por mililitro ou grama (UFC/mL ou UFC/g). Além de garantir mais segurança a agricultores e consumidores, a metodologia pode aumentar a adoção e colaborar com a ampliação do mercado para os produtos biológicos à base de bacilos no país.

Fotos: Zayame Vegette

De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente Wagner Bettiol, a mensuração por unidades formadoras de colônias é usada em microbiologia para estimar o número de bactérias viáveis. “Essa quantificação é indispensável para avaliar a qualidade do produto. É o que determina a concentração adequada do microrganismo para garantir a sua eficiência. Se os valores obtidos na análise forem inferiores aos informados no rótulo do produto registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), há indicação de que o produto está fora do padrão e, portanto, sujeito aos procedimentos de fiscalização”, pontua Bettiol.

Segundo a engenheira agrônoma da Ballagro Agro Tecnologia Ltda. Zayame Vegette, o protocolo pode nortear as empresas na fase de desenvolvimento de produtos biológicos, visto que os valores obtidos permitem fazer os acertos necessários durante a produção e ao longo dos processos de registros do produto, além de fornecer informações fundamentais para as recomendações de rótulo.

Em relação à produção on farm ou “caseira”, largamente utilizada no País, cujos produtos não são comercializados, não há necessidade de garantia mínima do número de unidades formadoras de colônias por mL ou por grama. Mas, segundo Bettiol, os resultados podem auxiliar os agricultores na definição dos volumes a serem aplicados para poder atingir o efeito desejável no controle das doenças e das pragas, bem como colaborar na melhoria do processo de fermentação das bactérias.

Controle biológico em expansão no Brasil
O registro de produtos biológicos no Mapa indica expansão desse mercado no Brasil. De 27, em 2011, passou para 137, em 2018; 200, em 2019 e alcançou 500, em 2022. Esses dados indicam a tendência de adoção crescente de tecnologia mais sustentável pelos agricultores.

Os produtos formulados à base de bactérias e os obtidos via fermentação on farm são os mais utilizados no controle de doenças e de pragas das plantas no Brasil.

Além da eficiência, eles apresentam outra característica importante: o fato de formarem endósporos (estrutura de resistência), que permitem sua sobrevivência por longos períodos no ambiente, além de aumentar a sua vida de prateleira para período superior a dois anos.

Controle com qualidade
Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio), atualmente vinculada à CropLife Brasil, o mercado de agentes de controle biológico cresceu mais de 70% no Brasil nos últimos anos. Impulsionado principalmente pelas demandas dos consumidores por produtos mais saudáveis, enfrenta ainda como gargalo o controle de qualidade dos bioprodutos comerciais e caseiros. “A padronização de metodologias para a avaliação da qualidade e conformidade é fundamental para proteger a saúde dos produtores e dos consumidores”, acrescenta Bettiol.

O novo protocolo é resultado do projeto Qualibio, iniciado em 2008, com o objetivo de desenvolver metodologias para análise da qualidade de produtos biológicos. No momento, as metodologias desenvolvidas estão voltadas para a avaliação de bactérias do gênero Bacillus e também de fungos do gênero Trichoderma, que são os principais agentes de controle biológico de doenças de plantas no Brasil. Mas, futuramente, podem ser estendidas para outros microrganismos utilizados como agentes de biocontrole.

O Qualibio foi coordenado pela Embrapa Meio Ambiente e desenvolvido em parceria com a Embrapa Arroz e Feijão, Instituto Biológico de São Paulo, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

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Embrapa Soja realiza Dia de Campo de Verão com foco em cultivares e manejo para a safra 2025/2026

Evento em Londrina (PR) reúne em março estações técnicas sobre soja, feijão, plantas daninhas e controle biológico, com inscrições gratuitas.

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Fotos: Shutterstock

A Embrapa Soja e a Fundação Meridional promovem no dia 06 de março, das 08 às 12 horas, o tradicional Dia de Campo de Verão, na Vitrine de Tecnologias da unidade, em Londrina. O evento é voltado a produtores, técnicos, consultores e demais profissionais da cadeia produtiva, com inscrições gratuitas realizadas de forma online.

A programação será dividida em estações técnicas que abordarão temas estratégicos para a próxima safra. Entre os destaques estão as apresentações de cultivares de soja e feijão, além de debates sobre sustentabilidade e manejo fitossanitário.

Na estação “Soja Baixo Carbono”, os pesquisadores vão discutir a importância da diversidade de plantas nos sistemas produtivos, com ênfase na redução de emissões e na construção de sistemas mais resilientes.

O controle de percevejos por meio de parasitoides de ovos também integra a agenda, reforçando o avanço do manejo biológico nas lavouras. Outra estação técnica tratará do cenário de plantas daninhas para a safra 2025/2026, com análise dos principais aprendizados e desafios observados no ciclo anterior.

O Dia de Campo será realizado na sede da Embrapa Soja, na rodovia Carlos João Strass, s/n, em Londrina. A expectativa é reunir profissionais interessados em atualização técnica e troca de experiências sobre os principais pontos de atenção para a próxima temporada agrícola.

Fonte: O Presente Rural
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Rebrote de plantas daninhas reduz produtividade das pastagens e exige manejo mais preciso

Uso correto de herbicidas e adjuvantes amplia a eficiência do controle, reduz custos e preserva a produtividade das áreas.

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Foto: Judson Valentim

As pastagens são a base da produção pecuária brasileira, mas o rebrote de plantas daninhas segue como um dos principais desafios no campo. Mesmo após intervenções químicas ou mecânicas, muitas invasoras apresentam alta capacidade de regeneração, voltando a competir com as forrageiras por luz, água e nutrientes. O resultado é a redução da oferta de matéria seca, queda na qualidade do pasto e impacto direto no desempenho do rebanho.

De acordo com o técnico em Agricultura, Robson Luiz Slivinski Dantas, um dos erros mais comuns é apostar apenas no controle mecânico. “A roçadora elimina a parte aérea, mas não atinge o sistema radicular. Isso estimula o rebrote e, muitas vezes, torna a planta ainda mais vigorosa. Além disso, muitas plantas daninhas têm alta tolerância a cortes, ao pisoteio e até mesmo a aplicações malconduzidas de herbicidas. Sem um manejo químico adequado, o problema tende a se repetir”, explica.

Foto: Marcos Tang

A presença contínua de invasoras reduz a capacidade de suporte da área e compromete o ganho médio diário (GMD) dos animais, já que muitas dessas plantas têm baixa palatabilidade e valor nutritivo inferior às gramíneas forrageiras. Em alguns casos, espécies tóxicas como a erva-de-santiago e o cipó-preto podem afetar a saúde do rebanho, elevando ainda mais os prejuízos. No longo prazo, áreas invadidas se degradam mais rapidamente e demandam maiores investimentos em recuperação.

A escolha inadequada do herbicida também está entre os fatores que favorecem o rebrote. “Produtos com espectro de controle incompatível com as plantas presentes na área, doses incorretas ou aplicações realizadas em estágios avançados das invasoras reduzem a eficiência e exigem reaplicações. É fundamental selecionar o herbicida correto, respeitar a dose recomendada e aplicar no momento certo. Quando o produto não é sistêmico ou não tem ação adequada sobre a espécie alvo, o controle é parcial e o custo aumenta”, ressalta Dantas.

Os adjuvantes também desempenham papel estratégico para potencializar os resultados. Eles melhoram a aderência e a espalhabilidade das gotas, favorecem a penetração do produto na cutícula da folha e reduzem perdas por deriva. “O uso destes produtos é especialmente importante em condições climáticas adversas, como altas temperaturas, presença de vento ou orvalho intenso, e em casos de invasoras com folhas cerosas ou em rebrote avançado. Nessas condições, a formulação adequada pode ser determinante para evitar falhas e retrabalho”, afirma.

A tecnologia de aplicação também é importante para o sucesso do controle. Equipamentos bem calibrados, bicos adequados, volume de calda correto e respeito às condições climáticas são medidas que fazem diferença no resultado. “Aplicações com ventos acima de 10 km/h, temperaturas superiores a 30°C ou com previsão de chuva nas seis horas seguintes tendem a reduzir a eficácia do controle. Além disso, plantas jovens são mais suscetíveis aos herbicidas, tornando o monitoramento da área um fator-chave para o sucesso do manejo”, comenta.

Do ponto de vista econômico, o manejo correto reduz desperdícios, evita reaplicações e amplia a produtividade da pastagem. Com áreas mais limpas e forrageiras bem estabelecidas, o pecuarista consegue maior lotação, melhor desempenho animal e maior longevidade do pasto.

Para Dantas, o primeiro passo é o diagnóstico correto da área. “É fundamental identificar quais plantas estão presentes e em que estágio de desenvolvimento elas se encontram. A partir disso, o produtor deve escolher o herbicida adequado, utilizar adjuvantes de qualidade, calibrar corretamente os equipamentos e respeitar as condições climáticas. Com planejamento e tecnologia, é possível controlar o rebrote de forma eficiente e prolongar a vida útil da pastagem”, expõe.

Ele ressalta ainda que, após o controle, é indispensável avaliar a eficiência do manejo e realizar os ajustes necessários. Também é preciso atenção ao uso excessivo de roçadoras, que pode estimular o rebrote das invasoras. O ideal, segundo o especialista, é priorizar o controle das rebrotas com tecnologia química bem aplicada e práticas preventivas, garantindo maior sustentabilidade ao sistema produtivo.

Fonte: Assessoria Axia Agro
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Brasil ultrapassa 900 mil toneladas de embalagens de defensivos destinadas de forma correta

Sistema Campo Limpo registra recorde anual de 75.996 toneladas em 2025 e fortalece logística reversa que envolve 1,8 milhão de propriedades rurais.

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Foto: Divulgação Meio Ambiente

O agronegócio brasileiro atingiu um marco histórico na sustentabilidade ao ultrapassar 900 mil toneladas de embalagens vazias de defensivos agrícolas destinadas de forma ambientalmente correta desde a criação do Sistema Campo Limpo, em 2002.

Em 2025, o programa registrou seu maior volume anual, com 75.996 toneladas recolhidas e encaminhadas para reciclagem, coprocessamento e incineração, crescimento de cerca de 11% em relação ao ano anterior. Atualmente, 100% das embalagens recebidas pelo Sistema recebem destinação adequada, sendo 92% recicladas.

Foto: IAT

O Sistema Campo Limpo é baseado no princípio da responsabilidade compartilhada entre agricultores, indústria, canais de distribuição e poder público, e é considerado uma das maiores iniciativas de logística reversa do mundo no segmento agrícola. “Ultrapassar 900 mil toneladas destinadas corretamente desde 2002 mostra que o modelo de responsabilidade compartilhada funciona e que o agro brasileiro está comprometido com soluções ambientais estruturadas e permanentes”, afirmou Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, entidade que representa a indústria no programa.

O alcance do Sistema é amplo: conta com 411 unidades de recebimento distribuídas pelo país, mais de 256 associações de revendas e cooperativas e ações itinerantes que ampliam o acesso de pequenos produtores. Ao todo, mais de 1,8 milhão de propriedades rurais participam da dinâmica do programa, que se tornou referência global em logística reversa e indicador de sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

O resultado integra o desempenho positivo do setor em 2025, que registrou exportações de US$ 169 bilhões, safra de grãos superior a 350 milhões de toneladas e crescimento do PIB agropecuário, mantendo liderança na geração de empregos no terceiro trimestre. Segundo especialistas, o avanço do Sistema Campo Limpo mostra que tecnologia, diversificação de mercados e práticas sustentáveis caminham lado a lado com a expansão econômica do agro nacional.

Fonte: Assessoria inpEV
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