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Cidade paulista pretende ampliar derivados de leite de búfala na merenda escolar
Sarapuí já fornece iogurte de búfala sabores morango ou coco para todas as escolas públicas municipais e estaduais e ABCB acredita em ampliação dessa iniciativa para outros estados.

Uma ação da prefeitura do município de Sarapuí (SP), por meio da Diretoria de Agricultura, Abastecimento, Meio Ambiente e Turismo, vem trabalhando no sentido de ampliar os itens de derivados de búfalas na merenda escolar das escolas públicas municipais e estaduais do município que fica a pouco mais de 150 quilômetros da capital paulista. Desde o início deste ano, já faz parte da merenda escolar de todas as escolas públicas de Sarapuí iogurte de búfala sabores morango e coco.
Segundo o diretor de Agricultura, Abastecimento, Meio Ambiente e Turismo de Sarapuí, Márcio Sturaro, foi constatada uma necessidade de maior divulgação dos alimentos bubalinos aos alunos por parte das merendeiras das escolas. “Então resolvemos fazer primeiro uma reunião com a diretora de educação e a nutricionista, mostrando que é um produto de extrema qualidade, e até mais valorizado do que o de leite de vaca”, ponderou.
Sendo assim, Sturaro referiu a iniciativa recente de reunir todas as merendeiras das escolas do município. O encontro aconteceu no Centro de Integração Comunitária. “Fizemos uma palestra mostrando a superioridade dos produtos à base do leite de búfala, quando comparados ao leite bovino, e também uma degustação com vários produtos, entre eles queijo frescal, mussarela, manteiga e doce de leite”, recordou. As merendeiras receberam um formulário de avaliação dos produtos. Este material está sendo computado.
A ideia agora é, na próxima chamada pública, no início de 2026, incluir mais itens bubalinos na merenda escolar além do iogurte, entre eles manteiga, requeijão e o queijo frescal à base de leite de búfala. “Além disso, nós temos o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) com recurso municipal, onde praticamente finalizamos a compra de R$70 mil de todos os produtos e mais o iogurte de leite de búfala, que é fornecido para pessoas carentes”, revelou. O município recebeu também o recurso do PAA federal no valor de R$175 mil.
A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) vê uma possibilidade muito forte de ampliação dessa iniciativa para outros estados brasileiros. O presidente da ABCB, Simon Riess, destaca a importância de os criadores colocarem o poder público neste projeto de aumentar o conhecimento e consumo de derivados de búfalas junto às diversas camadas da sociedade. “Este, com certeza, é mais um daqueles trabalhos que fazem brilhar os nossos olhos. É fundamental a importância de um poder público atuante, onde, junto com os criadores interessados no crescimento da cadeia, fazer um trabalho de parceria beneficiando e entregando diretamente para as crianças”, ressaltou.
Riess observou que Sarapuí é uma forte e importante região do rebanho bubalino paulista e nacional, devido a uma grande concentração de criadores, sendo a maioria voltada ao leite e hoje já se tornando um case de sucesso. “E agora, esse trabalho vai incentivar outras regiões, não só do estado de São Paulo, mas do país. Então, a ideia é a ABCB se juntar a esse projeto, lembrando que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) também é parceiro por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que já assessora inicialmente 30 criadores, sendo que esse número deve aumentar”, projetou.
Riess concluiu que mostrar a importância dos derivados de búfalas às merendeiras faz com que a divulgação dos benefícios do leite e da carne bubalina chegue cada vez mais longe. “E que, assim, a gente atinja as crianças que vão ser o futuro do nosso estado, do nosso país. Então vamos levar para a frente esse conhecimento”, propôs.

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O que está sustentando a alta do milho mesmo com a chegada da safra
Oferta restrita, expectativa de melhores preços nas exportações e postura cautelosa dos vendedores mantêm as cotações do cereal em alta.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra em todas as regiões produtoras, o mercado brasileiro de milho continua registrando oferta restrita, cenário que tem sustentado a alta dos preços em diversas praças do país.

Foto: Shutterstock
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que, embora os trabalhos de campo avancem, a média nacional da área colhida ainda está abaixo da observada nas temporadas anteriores. Além disso, muitos produtores têm adiado novas negociações, aguardando uma valorização maior do cereal.
Segundo os pesquisadores do Cepea, a estratégia é influenciada pelo comportamento do mercado internacional. A alta das cotações externas pode elevar a paridade de exportação, tornando as vendas ao mercado externo mais atrativas e fortalecendo os preços no mercado doméstico.

Foto: Gilson Abreu
Como resultado, as cotações do milho avançaram em boa parte das regiões monitoradas pelo Cepea nos últimos dias.
Compradores recorrem aos estoques
Enquanto os vendedores reduzem o ritmo de comercialização, os consumidores adotam uma postura mais cautelosa. De acordo com o Cepea, muitas indústrias e demais compradores têm priorizado o consumo dos estoques disponíveis, evitando novas aquisições no mercado.
A expectativa desses agentes é de que o aumento do volume colhido nas

Foto: Gilson Abreu
próximas semanas amplie a oferta e pressione os preços. Outro fator considerado é a necessidade de parte dos produtores comercializar a produção para liberar espaço nos armazéns ou reforçar o caixa, movimento que pode aumentar a disponibilidade de milho no mercado interno.
Nesse cenário, o mercado segue dividido entre a estratégia dos produtores, que apostam em preços mais altos impulsionados pelo mercado externo, e a expectativa dos compradores de que o avanço da colheita aumente a oferta e contribua para uma acomodação das cotações.
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Tensões no Oriente Médio e risco de El Niño elevam preços da soja no mercado brasileiro
Alta do petróleo, valorização dos prêmios de exportação e expectativa de impactos climáticos na safra 2026/27 fortalecem as cotações da oleaginosa e alteram o comportamento de compradores e vendedores.

As cotações da soja voltaram a ganhar força no mercado brasileiro, impulsionadas por uma combinação de fatores externos e internos. O avanço das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que elevou os preços internacionais do petróleo, somou-se à valorização dos prêmios de exportação e ao aumento da demanda pela soja brasileira, sustentando os preços no mercado spot, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Foto: R.R.Rufino
De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento observado no Brasil acompanha o cenário internacional. A valorização do petróleo tende a dar suporte às cotações da soja, especialmente em razão da relação entre a oleaginosa e a produção de biocombustíveis, além de influenciar as expectativas dos agentes que atuam no mercado global de commodities.
No mercado doméstico, a demanda aquecida pela soja brasileira também contribuiu para a elevação dos preços. Outro fator relevante foi o fortalecimento dos prêmios de exportação, que aumentam a competitividade do produto nacional e reforçam a remuneração dos vendedores.

Foto: Divulgação
Além do cenário geopolítico, o mercado acompanha com atenção as previsões climáticas para a próxima safra. A expectativa de intensificação do fenômeno El Niño ao longo do ciclo 2026/27 ampliou as preocupações quanto aos possíveis impactos sobre a produção mundial da oleaginosa.
Segundo o Cepea, esse ambiente de incerteza já influencia as estratégias de comercialização. Parte dos consumidores tem antecipado compras para reduzir o risco de enfrentar preços mais elevados ou dificuldades de abastecimento caso ocorram problemas climáticos durante o desenvolvimento da safra.
Ao mesmo tempo, produtores e demais vendedores vêm restringindo a oferta de grandes volumes no mercado, aguardando condições consideradas mais favoráveis para a comercialização.
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Cooperativas respondem por 27,4% das exportações de Santa Catarina
Receita com vendas internacionais superou US$ 2,18 bilhões em 2025, impulsionada principalmente pelas exportações de carnes de aves e suínos.

Maior produtor e exportador de carne suína e segundo maior produtor e exportador de carne de frango Brasil, Santa Catarina tem no cooperativismo um dos pilares de sua força no mercado internacional. Em 2025, as cooperativas agropecuárias catarinenses foram responsáveis por 27,45% do valor total exportado pelo estado, com uma receita que superou os US$ 2,18 bilhões. Em volume, 17,9% das exportações catarinenses são oriundas do cooperativismo agropecuário.

Vanir Zanatta, Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc): “Santa Catarina é referência internacional em produção de alimentos, e o cooperativismo tem papel fundamental na conquista deste posto”
“Santa Catarina é referência internacional em produção de alimentos, e o cooperativismo tem papel fundamental na conquista deste posto. Os resultados das exportações são reflexo da capacidade do cooperativismo de gerar desenvolvimento econômico aliado à organização produtiva e à competitividade global. Levamos qualidade, eficiência e confiança aos mercados mais exigentes do mundo sem perder sua essência colaborativa”, afirma o presidente do Sistema Ocesc, Vanir Zanatta.
Além da forte participação no volume e valor exportado, as cooperativas respondem por cerca de 39% dos embarques de suínos e aves realizados por Santa Catarina. A proteína animal lidera a pauta exportadora das cooperativas catarinenses, com participação de 76,59% no valor total comercializado internacionalmente. No ano passado, o segmento movimentou R$ 9,18 bilhões e embarcou mais de 717 mil toneladas de proteína.
Na sequência aparecem os cereais in natura, responsáveis por 22,29% das exportações em valor, o equivalente a R$ 2,67 bilhões, e mais de 1 milhão de toneladas exportadas.
Perfil das exportações
O perfil das exportações demonstra a força das cadeias produtivas ligadas ao agronegócio. Embora a proteína animal concentre a maior participação financeira das exportações, os embarques internacionais também abrangem segmentos como cereais, fertilizantes, sementes, frutas e derivados e produtos lácteos.

Foto: Claudio Neves
Em volume, os cereais in natura lideram os embarques realizados pelas cooperativas, respondendo por 56,7% do total exportado em toneladas. Os fertilizantes representam 1,46% do volume comercializado internacionalmente, enquanto sementes cereais alcançam 1,08%. Frutas e derivados, leite e derivados e cereais processados complementam a pauta exportadora cooperativista.
A presença internacional alcança diferentes continentes e mercados estratégicos. O Oriente Médio lidera entre os destinos das exportações cooperativistas de SC, concentrando 14% dos embarques. Na sequência aparecem Japão e África, ambos com 12%, além de China, América Centro-Sul e Ásia, cada um com participação de 11%. A América do Norte representa 10% das exportações cooperativistas, enquanto Hong Kong e Coreia do Sul somam 5% cada. Também fazem parte dos mercados atendidos Cingapura e Pacífico (4%), Eurásia (3%) e Europa (2%).
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.




