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CIAS da Embrapa amplia estudo sobre custos de produção de suínos para mais três estados

Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais terão os custos da suinocultura independente incluídos trimestralmente.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os custos de produção de suínos no mercado independente de Goiás, referentes ao primeiro e segundo trimestre deste ano, e de Mato Grosso, desde o primeiro trimestre de 2019 até o primeiro trimestre deste ano, já estão disponíveis para consulta na Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS) da Embrapa.

Os resultados fazem parte de dois projetos de pesquisa, viabilizados por Acordo de Cooperação Técnica. Um dos acordos foi assinado no início do ano entre a Embrapa Suínos e Aves e a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) para viabilizar o projeto “Sistema de acompanhamento de custos de produção de suínos ABCS e Embrapa” abrangendo Goiás e Minas Gerais. Já, as ações em Mato Grosso ocorrem desde 2020 por meio de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Embrapa Suínos e Aves e o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) com apoio da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) no âmbito do projeto “Transferência de tecnologia para a implementação de um sistema de acompanhamento de custos de produção de suínos em Mato Grosso”.

De acordo com o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, o objetivo desses projetos é realizar o acompanhamento dos custos de produção de suínos no mercado independente de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, possibilitando gerar informações de acesso público para subsidiar a cadeia produtiva e políticas públicas.

O trabalho em Mato Grosso é realizado pelo Imea com capacitação e apoio técnico da equipe de socioeconomia da Embrapa e apoio institucional da Acrismat, sendo que já foram realizadas reuniões técnicas em 2019 e 2021. Além da CIAS, o portal do Imea também disponibiliza as estimativas de custos.

O trabalho realizado em Goiás pela equipe de socioeconomia da Embrapa contou com o apoio da ABCS, da Associação Goiana de Suinocultores (AGS) e da Associação dos Granjeiros Integrados do Estado de Goiás (Agigo) e da participação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A primeira ação do acordo foi a realização de uma reunião técnica para o levantamento dos coeficientes técnicos e preços de mercado no estado, no mês de abril, na sede da Agigo, contando com a mobilização de técnicos, produtores e especialistas. Para o pesquisador Marcelo Miele, da Embrapa Suínos e Aves, “a liderança da ABCS e das associações estaduais de suinocultores, bem como a participação dos produtores e técnicos, tem sido fundamental para a qualificação das estimativas”.

Nos meses de maio e junho, o pesquisador Marcelo Miele e o analista Ari Jarbas Sandi conduziram diversas reuniões por videoconferência com técnicos e produtores de Goiás para coletar dados e informações, finalizando os custos dos dois primeiros trimestres nesta semana. Sobre a metodologia que está sendo aplicada, Ari Jarbas explica que “ela é amplamente utilizada pelas principais instituições no Brasil e no mundo e envolve o custeio da atividade e também os custos com depreciação e de capital”.

O estado de Minas Gerais será o próximo a ter os custos de produção divulgados, ainda no segundo semestre. A coleta de dados já se iniciou em junho, contando com o apoio da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) na organização de reuniões para o levantamento dos coeficientes técnicos e preços de mercado em três regiões do estado.

Acesse aqui a Nota Técnica que detalha o trabalho para o levantamento de custos de Goiás.

Acesse aqui o Comunicado Técnico 558 que detalha o trabalho para o levantamento de custos de Mato Grosso.

Fonte: Assessoria

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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