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Chuvas irregulares marcam novembro e desafiam início da safra
Semeadura avançou mesmo com precipitações mal distribuídas, enquanto regiões como Matopiba e Centro-Oeste tiveram recuperação gradual da umidade do solo.

No período de 01 a 21 de novembro deste ano, as chuvas registradas em importantes áreas agrícolas foram irregulares e mal distribuídas. Essa condição trouxe impactos na semeadura e no início do desenvolvimento dos cultivos de primeira safra em algumas regiões produtoras do país. Ainda assim, de maneira geral, a umidade no solo e as temperaturas máximas não tão elevadas favoreceram o avanço da semeadura e o desenvolvimento das lavouras, inclusive em parte do Matopiba, com a intensificação das precipitações no final do período. A análise está no Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
De acordo com o documento, no Centro-Oeste, principal região produtora de grãos do país, o período chuvoso foi instável, com chuvas irregulares e mal distribuídas em partes da região. A média diária do armazenamento hídrico no solo no período analisado ainda indicava áreas com baixa umidade no sudoeste de Mato Grosso, no Pantanal e no leste de Mato Grosso do Sul, bem como no sul e no norte de Goiás. No entanto, houve uma recuperação do armazenamento hídrico ao longo do mês, favorecendo a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra, principalmente nas áreas com maior capacidade de retenção hídrica.

Foto: José Fernando Ogura
As precipitações também foram irregulares na região produtora que abrange áreas do Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste da Bahia e Tocantins (Matopiba). Nessa área, as chuvas se intensificaram apenas na terceira semana do mês. Mesmo assim, houve uma recuperação do armazenamento hídrico no solo em toda a região, favorecendo o início da semeadura e o desenvolvimento das lavouras em áreas onde o plantio encontrava-se atrasado. Já em parte da Bahia, contemplando áreas até o sudeste do Piauí, os altos índices de precipitação registrados no final do período analisado não foram suficientes para elevar o armazenamento hídrico no solo a ponto de favorecer a semeadura dos cultivos de primeira safra.
Nas regiões produtoras de Rondônia, Pará e Tocantins, as chuvas não foram regulares, o que manteve a umidade no solo baixa em algumas áreas. Mas, com as chuvas registradas, é possível observar uma elevação do armazenamento hídrico no solo ao longo do período nesses três estados. Em contrapartida, no Amazonas, as chuvas foram frequentes e abundantes, contribuindo para a manutenção do nível dos rios.
No Sudeste, as chuvas foram melhor distribuídas, com maiores acumulados em São Paulo e no centro-sul de Minas Gerais. Entretanto, ainda se notam áreas com baixa umidade no solo em partes do Triângulo, Noroeste e Norte de Minas. Por outro lado, as temperaturas mais baixas diminuíram a perda de umidade no solo e mantiveram as condições favoráveis para o manejo e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra na maioria das áreas.
Já na região Sul, o início do mês foi marcado por altos índices de precipitação, principalmente no oeste do Paraná. Essas chuvas vieram acompanhadas de rajadas de vento, formação de tornados e granizo, causando danos significativos a algumas lavouras. Nas demais áreas da região Sul, os acumulados de chuva, no período de 01 a 21 de novembro, foram menores e mantiveram o armazenamento hídrico no solo em níveis suficientes para o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra em praticamente todas as áreas. Considerando os cultivos de inverno, mesmo diante dos eventos de excesso de chuvas, o clima, no geral, foi favorável para o andamento e a conclusão da colheita.
O boletim completo, com informações sobre o clima e seus impactos na safra, está disponível no Portal da Conab.

Notícias IPPE 2026
O Presente Rural fará cobertura da maior vitrine mundial da proteína animal
Veículo marca presença no IPPE 2026 com cobertura in loco e reforça compromisso de conectar o agro brasileiro às principais tendências internacionais.

O jornal O Presente Rural participa, mais uma vez, da International Production & Processing Expo (IPPE), uma das maiores e mais relevantes feiras globais voltadas à produção e ao processamento de proteínas animais. O evento ocorre de 27 a 29 de janeiro, em Atlanta, nos Estados Unidos, e reunirá líderes, empresas e especialistas de toda a cadeia produtiva mundial. A cobertura será realizada pelo diretor Selmar Frank Marquesin e pela jornalista Eliana Panty, que acompanharão de perto as principais discussões, tecnologias e movimentos estratégicos apresentados durante a feira.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR
Reconhecida como um dos principais pontos de encontro da indústria global de carnes, aves, ovos e rações, a IPPE se consolidou como vitrine de inovação e termômetro das transformações que impactam o setor. Em 2026, o evento alcança um novo patamar ao ocupar o maior espaço de exposição de sua história, com mais de 62 mil metros quadrados e a participação de mais de 1.380 expositores.
Para Marquesin, a presença do jornal em Atlanta reforça o papel estratégico da imprensa especializada no agronegócio. “A IPPE é onde as grandes decisões e tendências globais da proteína animal se encontram. Estar no IPPE 2026 é fundamental para entender o que vem pela frente e traduzir essas informações para o produtor, a indústria e toda a cadeia no Brasil”, afirma o diretor.
Segundo ele, a cobertura internacional amplia a capacidade do jornal de oferecer análises qualificadas e alinhadas com a dinâmica global do setor. “Nosso compromisso é levar ao leitor informações que ajudem na tomada de decisão e na compreensão do cenário internacional, que hoje influencia diretamente o mercado brasileiro”, completa.
Um dos destaques da programação da IPPE são as TECHTalks, apresentações técnicas gratuitas de 20 minutos realizadas diariamente ao
longo do evento. Na edição de 2026, serão 90 apresentações distribuídas em três auditórios, localizados nos pavilhões A, B e C. Os temas abrangem áreas estratégicas como segurança alimentar, inteligência artificial, bem-estar animal, sustentabilidade e produção de rações, refletindo os principais desafios e oportunidades enfrentados pela indústria de proteínas.
As TECHTalks ocorrem das 10h30 às 16h20 no dia 27 de janeiro, das 9h30 às 16h20 no dia 28 e das 9h30 às 12h50 no dia 29. Cada sessão é conduzida por expositores da feira, que compartilham experiências práticas, soluções tecnológicas e perspectivas de mercado, fortalecendo o caráter técnico e educativo do evento.
A IPPE é resultado da integração de três grandes feiras internacionais – International Feed Expo, International Poultry Expo e International Meat Expo – e representa toda a cadeia de produção e processamento de proteínas. Essa convergência torna o evento um espaço estratégico para networking, negócios e formulação de estratégias de médio e longo prazos.
Ao acompanhar de perto esse ambiente, O Presente Rural reafirma sua atuação como elo entre o agro brasileiro e os principais polos internacionais de inovação. “A presença do jornal na IPPE não é apenas institucional. É uma forma de garantir que o produtor e o setor tenham acesso direto ao que há de mais atual em tecnologia, gestão e mercado”, destaca Selmar Marquesin.
Durante os três dias de evento, a equipe do jornal fará a cobertura dos principais painéis, lançamentos e debates, trazendo análises, entrevistas e conteúdos exclusivos para os leitores. A proposta é oferecer uma leitura qualificada sobre como as tendências globais discutidas em Atlanta podem impactar a competitividade, a sustentabilidade e o futuro da produção de proteínas no Brasil.
Notícias
Primato reforça diálogo com cooperados em nova edição das Reuniões de Campo
Encontros percorrerão municípios da área de atuação da cooperativa para apresentar resultados, debater desafios e alinhar perspectivas do agronegócio com os associados.

A Primato Cooperativa Agroindustrial dá início, em janeiro, a mais uma edição das tradicionais Reuniões de Campo, encontros que fortalecem o relacionamento com os cooperados, promovem a transparência e ampliam o diálogo sobre resultados, desafios e perspectivas do agronegócio. A programação percorre diferentes municípios da área de atuação da cooperativa, reunindo associados, lideranças e equipes técnicas. Todas as reuniões terão início às 19h30.
Para o presidente da Primato, Anderson Léo Sabadin, as Reuniões de Campo são momentos estratégicos para a construção coletiva. “Esses encontros são fundamentais para estarmos próximos dos cooperados, ouvindo suas demandas, compartilhando resultados e alinhando expectativas. A cooperativa cresce quando há participação, diálogo e confiança mútua”, destaca.
A agenda das Reuniões de Campo seguirá nas seguintes datas:
16 de janeiro – Toledo, na Associação da Primato, Rodovia 163 – KM 252,3, s/n
19 de janeiro – Capitão Leônidas Marques, na Unidade Cerealista, Rodovia BR 163, Lote Rural 125 B, Unificado 2
20 de janeiro – Vera Cruz do Oeste, na Unidade Cerealista, Rodovia PR-488, KM 13 – S/N
21 de janeiro – Santa Tereza do Oeste, na Unidade Cerealista, BR 163/PR182, Lote Rural 1-C, Gleba 2 – Distrito de Santa Maria
22 de janeiro – Novo Sarandi, na Unidade Cerealista, Rodovia PR 589, Lotes rurais 12-A-3 S/N
23 de janeiro – Guaraniaçu e Laranjeiras do Sul (encontro em Guaraniaçu), Casa do Produtor, Av. Ivan Ferreira Do Amaral, 507, Centro
26 de janeiro – Verê, Casa do Produtor, Rodovia PR 475, KM 57, s/n, Zona Rural
27 de janeiro – Vitorino, Rodovia PRC 158, KM 151, S/N – Bairro Industrial
28 de janeiro – Nova Esperança do Sudoeste, Rodovia PR-281 KM 537 – Estrada Linha Barra Bonita, Zona Rural
Em cada local, os cooperados terão a oportunidade de acompanhar informações sobre o desempenho da cooperativa, conhecer ações desenvolvidas ao longo do último período e contribuir com sugestões e avaliações.
O presidente também reforça o convite para a participação dos associados. “Convidamos nossos cooperados a estarem presentes nas reuniões em suas regiões, pois esse é um espaço de troca, aprendizado e fortalecimento do cooperativismo”, conclui.
Notícias
Peru habilita 36 novas unidades brasileiras para exportação de material genético animal
Autorização inclui genética avícola e bovina e renova licenças até 2028, ampliando a presença do Brasil no mercado peruano.

O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou a habilitação de 36 novas unidades brasileiras para a exportação de material genético animal. Do total, 31 são voltadas à genética de aves e cinco ao material genético bovino. Além das novas inclusões, a autoridade peruana renovou as licenças de exportação de todos os estabelecimentos do segmento que já operavam com o mercado peruano, com validade estendida até dezembro de 2028.
Com as novas habilitações, o setor avícola dobra o número de estabelecimentos autorizados a exportar para o Peru. No segmento de material genético bovino, a inclusão de cinco unidades representa um aumento de 83% na lista de estabelecimentos aptos, com foco no atendimento à pecuária de corte e de leite.
A extensão do prazo das autorizações até dezembro de 2028 busca conferir maior previsibilidade às operações comerciais entre os dois países.
A decisão do Senasa foi tomada com base em critérios técnicos e reforça o reconhecimento do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.
No último ano, o vizinho latino-americano importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações.



