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Chuvas favorecem lavouras de 2ª safra de milho

Semeadura da temporada 2023/24 está na reta final, enquanto a colheita da safra de verão avança.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

As recentes chuvas têm favorecido o desenvolvimento do milho segunda safra no Brasil, gerando expectativas positivas quanto à produção.

A semeadura da 2ª temporada 2023/24 está na reta final, enquanto a colheita da safra de verão avança.

Atentos aos trabalhos de campo, produtores vêm disponibilizando novos lotes no spot nacional apenas quando há necessidade de fazer caixa, conforme apontam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Do lado da demanda, alguns agentes estiveram ativos na última semana, sobretudo os de regiões consumidoras. Apesar disso, os preços do milho recuaram, influenciados pela desvalorização externa do cereal.

Fonte: Assessoria Cepea

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FPA pressiona governo por reação rápida à salvaguarda chinesa sobre carne brasileira

Parlamentares alertam para risco de instabilidade no mercado, impacto no abate e queda de renda do produtor já no início de 2026

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) acendeu o sinal de alerta diante da decisão anunciada pela China em relação às importações de carne do Brasil e defendeu uma reação imediata do governo para evitar efeitos negativos sobre o setor ainda no começo de 2026. Segundo a bancada, a medida pode provocar desorganização do mercado, pressionar o ritmo de abates e comprometer a renda do produtor rural.

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Em nota oficial, a FPA afirma que o tema já vinha sendo monitorado, mas que o anúncio chinês eleva o grau de urgência das ações. A avaliação é de que a ausência de uma resposta rápida pode ampliar a instabilidade em um momento sensível da cadeia pecuária, especialmente para frigoríficos e produtores fortemente dependentes do mercado externo. “A FPA vai atuar imediatamente junto ao Ministério da Agricultura, ao Itamaraty e à área de comércio exterior do governo para abrir um canal de negociação com as autoridades chinesas e buscar soluções que preservem previsibilidade ao setor”, informa o comunicado.

A estratégia da bancada passa pela articulação diplomática e técnica, com o objetivo de evitar rupturas no fluxo comercial e reduzir o risco de restrições mais severas às exportações brasileiras. A China é o principal destino da carne bovina do Brasil e exerce papel central na formação de preços internos, o que amplia o potencial impacto de qualquer barreira, ainda que temporária.

Além da frente diplomática, a FPA também pretende solicitar um levantamento técnico detalhado sobre o comportamento recente das

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exportações de carne para o mercado chinês. O diagnóstico deverá subsidiar a definição da estratégia brasileira e servir como base para eventuais negociações. “Também solicitaremos um levantamento técnico sobre o fluxo recente das exportações para embasar a estratégia brasileira e reduzir riscos de redução e desorganização de mercado”, afirma a nota.

A preocupação do setor é que eventuais salvaguardas ou limitações às importações possam gerar excedentes no mercado interno, pressionando preços pagos ao produtor e afetando o planejamento de abates no início de 2026. Para a FPA, preservar previsibilidade é essencial para evitar efeitos em cadeia sobre emprego, renda e investimentos na pecuária.

A atuação coordenada entre Congresso, Executivo e diplomacia é vista como fundamental para mitigar os impactos da decisão chinesa e manter o Brasil em posição competitiva no comércio internacional de proteínas animais.

Fonte: O Presente Rural
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Nova tarifa da China sobre carne bovina atinge Brasil e outros fornecedores

Sobretaxa de 55% será aplicada a volumes importados fora da cota anual estabelecida pelo governo chinês a partir de quinta-feira (01°).

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A decisão do governo chinês de impor uma tarifa extra sobre a carne bovina importada deve redesenhar o fluxo do comércio global do produto a partir de 2026. Anunciada nesta quarta-feira (31), a medida estabelece uma sobretaxa de 55% para volumes que ultrapassarem as cotas definidas para grandes fornecedores, como Brasil, Austrália e Estados Unidos.

A política entra em vigor já nesta quinta-feira 01º de janeiro, com validade prevista de três anos. Segundo o Ministério do Comércio da China, o mecanismo faz parte de um conjunto de salvaguardas voltado à proteção da produção interna, que enfrenta dificuldades em um cenário de excesso de oferta no mercado doméstico.

Para o próximo ano, a cota total destinada aos países afetados será de 2,7 milhões de toneladas, volume próximo ao maior patamar já registrado pelo país, de 2,87 milhões de toneladas importadas em 2024. Apesar da previsão de ampliação gradual dessas cotas ao longo do período de vigência da medida, os limites iniciais ficaram abaixo do volume comprado nos primeiros 11 meses de 2025 de alguns dos principais exportadores, entre eles Brasil e Austrália.

Ao justificar a decisão, o governo chinês afirmou que o crescimento das importações teve impacto direto sobre a indústria local. A avaliação foi divulgada após uma investigação iniciada em dezembro de 2024, que concluiu que o aumento da carne bovina estrangeira no mercado interno causou prejuízos significativos ao setor produtivo nacional.

Analistas avaliam que a mudança deve provocar retração nas compras chinesas em 2026. Para Hongzhi Xu, analista sênior da Beijing Orient Agribusiness Consultants, a pecuária bovina da China enfrenta limitações estruturais e não consegue competir com grandes exportadores, como Brasil e Argentina. Segundo ele, esse desequilíbrio não pode ser corrigido no curto prazo, mesmo com avanços tecnológicos ou ajustes institucionais.

No Brasil, a sinalização oficial foi de tranquilidade. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o anúncio não representa motivo de grande preocupação. Em entrevista à TV Globo, ele destacou que o país avançou ao longo de 2025 na abertura e consolidação de novos mercados internacionais para a carne bovina, o que reduz a dependência do mercado chinês.

Fonte: O Presente Rural
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Brasil assume a liderança global na produção de carne bovina em 2025

Dados do USDA mostram que o país superou os Estados Unidos pela primeira vez na série histórica, com 12,35 milhões de toneladas produzidas.

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O Brasil assumiu em 2025 a liderança mundial na produção de carne bovina, ultrapassando os Estados Unidos pela primeira vez desde o início da série histórica divulgada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

De acordo com relatório publicado na última terça-feira (09), a produção brasileira alcançou 12,35 milhões de toneladas neste ano, enquanto os Estados Unidos registraram 11,81 milhões de toneladas. O documento não especifica até qual mês os dados foram consolidados.

Os números do USDA trazem dados comparativos desde 2021 e, até então, o Brasil nunca havia superado os norte-americanos em volume produzido. A virada em 2025 marca um novo patamar para a pecuária bovina brasileira.

Para 2026, porém, a projeção do órgão norte-americano indica equilíbrio entre os dois países. A estimativa aponta produção de 11,7 milhões de toneladas no Brasil e 11,71 milhões de toneladas nos Estados Unidos.

O volume atribuído ao Brasil pelo USDA fica acima da projeção oficial brasileira. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou produção de 11,38 milhões de toneladas, número que já representava crescimento em relação a 2024.

Além de liderar a produção em 2025, o Brasil mantém a posição de maior exportador mundial de carne bovina.

Fonte: O Presente Rural
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