Notícias Mil milímetros
Chuvas atrapalham semeadura das culturas de inverno no Rio Grande do Sul
Segundo a FecoAgro/RS, produtor busca no trigo possibilidade de renda após prejuízos na safra de verão.

O excesso de chuvas dos últimos meses está atrapalhando o início das safras de inverno no Rio Grande do Sul. Depois de amargar com a estiagem, que trouxe uma quebra nas culturas da soja e do milho, além de impactar outras produções agropecuárias, o clima mais uma vez tem sido adverso para a implantação da produção do período, conforme a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS).
Segundo o presidente da entidade, Paulo Pires, em alguns municípios gaúchos chegou a chover mil milímetros nos últimos três meses. “Parece que esta chuva estava represada. E isso prejudica enormemente os plantios tanto de canola, que praticamente está sendo finalizada em termos de semeadura no Rio Grande do Sul, quanto do trigo que agora se iniciou. Porém, o plantio de trigo teve início nas regiões mais quentes do Estado e agora temos previsão de uma semana de chuvas, o que pode atrapalhar ainda mais”, destaca.
O dirigente salienta que a previsão de aumento de área de 16% feita pela Rede Técnica Cooperativa (RTC) se confirma e o produtor gaúcho tem a esperança de ter rentabilidade com as culturas de inverno. “Com esses preços praticados para o trigo no mundo todo, o produtor aumentou a área, principalmente em cima do orçamento, com a possibilidade de renda que poderá ter, mesmo com a elevação de custo em 51%, e também com a questão de que precisa desta renda”, observa.
A expectativa agora é pela resolução dos problemas que os agricultores enfrentam em relação ao Plano Safra. “Infelizmente estamos na metade de junho e não temos um Plano Safra andando nos bancos para os produtores. Isto é muito ruim e o produtor está sendo resiliente para procurar soluções. É uma atitude nobre ser resiliente e resistir a esse momento procurando uma alternativa com estas culturas que estão aí na frente”, complementa o presidente da FecoAgro/RS.

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Brasil abre mercado para carne moída no México e soja nas Filipinas
Acordos sanitários ampliam presença em dois importadores relevantes e diversificam destinos para proteínas e grãos brasileiros.

O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que autorizam a exportação de carne moída ao México e de soja em grãos às Filipinas. As medidas ampliam a lista de produtos agropecuários brasileiros com acesso a mercados externos e envolvem dois parceiros comerciais relevantes para o setor.

Foto: Divulgação
No caso mexicano, a habilitação contempla carne moída bovina destinada ao varejo e à indústria de alimentos. Trata-se de um item com maior grau de processamento em relação aos cortes in natura, o que tende a elevar o valor agregado das exportações. Em 2025, o México importou mais de US$ 3,1 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com predominância de carnes, produtos florestais e itens do complexo soja.
Para as Filipinas, a abertura de mercado abrange a soja em grãos. O país asiático importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários do Brasil no ano passado. A inclusão da soja amplia as alternativas de escoamento de uma das principais commodities da pauta agrícola brasileira e reforça a presença do país no Sudeste Asiático, região considerada estratégica pelo governo nas tratativas comerciais.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, com esses anúncios o agronegócio brasileiro soma 539 aberturas de mercado desde o início de 2023. As negociações foram conduzidas de forma conjunta pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério da Agricultura.
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BRDE e IAT firmam contrato para gestão do Fundo de Recursos Hídricos do Paraná
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul será responsável por administrar o fundo, realizar a gestão financeira dos valores, efetuar repasses a projetos aprovados e ofertar financiamentos conforme as prioridades definidas pelos Comitês de Bacias Hidrográficas e pelo Instituto Água e Terra.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e o Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), assinaram nesta sexta-feira (27), em Curitiba (PR), o contrato que define o banco como agente técnico-financeiro do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FRHI-PR). A parceria estabelece as bases para a administração dos recursos arrecadados com a cobrança pelo uso da água, um instrumento previsto na política estadual, com reinvestimento direto nas bacias hidrográficas onde os valores são gerados.

Foto: Gabriel Fiori/Sedest
O contrato estabelece que o BRDE será responsável por administrar o fundo, realizar a gestão financeira dos valores, efetuar repasses a projetos aprovados e ofertar financiamentos conforme as prioridades definidas pelos Comitês de Bacias Hidrográficas e pelo IAT. O objetivo é assegurar que os recursos arrecadados com as cobranças sejam reinvestidos em ações voltadas à melhoria da qualidade, da disponibilidade e da gestão dos recursos hídricos na própria bacia hidrográfica onde o dinheiro foi gerado.
O diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, destacou o compromisso do banco com a efetividade da aplicação dos valores e com o caráter público do instrumento. “O BRDE é um banco de desenvolvimento com uma visão social muito forte. Vamos fazer o melhor possível para atuar com responsabilidade e dar segurança à aplicação dos recursos, garantindo rastreabilidade e alinhamento às prioridades definidas pelos comitês e pelo IAT. Valorizar a água é essencial, especialmente porque é um bem cada vez mais escasso”, disse.
Para o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, a iniciativa fortalece a política pública ao transformar

Foto: Gabriel Fiori/Sedest
arrecadação em resultados concretos no território. “Transformar a cobrança pelo uso da água em investimento direto na proteção das nossas bacias é um avanço civilizatório. Estamos fortalecendo a gestão hídrica e garantindo que os recursos retornem em qualidade, segurança e sustentabilidade para o Paraná”, afirmou.
Para o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, a assinatura consolida um processo de longa duração e fortalece a governança da política de recursos hídricos no Paraná. “É mais uma iniciativa da gestão Ratinho Junior em prol da preservação da água no Paraná. A partir deste fundo, teremos a garantia de que o dinheiro arrecadado com o uso da água será reinvestido em ações que melhorem a qualidade, a disponibilidade e a gestão dos recursos hídricos exatamente naquela bacia hidrográfica em que foi arrecadado. Teremos, assim, mais condições de implementar políticas públicas voltadas para o cuidado com esse bem natural tão precioso”
Aplicação
Não há valor fixo de investimento previsto, já que os recursos variam conforme a arrecadação em cada bacia hidrográfica. Parte dos valores será destinada a editais de chamamento público para projetos não reembolsáveis. Outra parcela poderá ser utilizada para estruturar financiamentos, com possibilidade de subsídio de juros ou mecanismos que facilitem o acesso ao crédito, modelo que ainda será definido. A operacionalização dos editais ficará a cargo da Agência do BRDE no Paraná.

Foto: Gabriel Fiori/Sedest
O diretor administrativo do BRDE, Heraldo Alves das Neves, ressaltou que o contrato formaliza uma construção que vinha sendo amadurecida há anos e abre espaço para ampliar a capacidade de investimento na agenda ambiental. “É a formalização de algo que vínhamos perseguindo há muito tempo. Para o BRDE, é uma oportunidade de gerir um fundo com ligação direta com a sustentabilidade. Temos experiência na gestão de fundos, como o Fundo Setorial do Audiovisual, e esse aprendizado ajuda a fortalecer controles, transparência e eficiência. E, no futuro, caso seja aprovado, o banco também poderá estar preparado para gerir um fundo constitucional em prol do desenvolvimento da região onde atua”, afirmou
Comitês
Atualmente, a cobrança pelo uso de recursos hídricos está em vigor apenas na área do Comitê das Bacias do Alto Iguaçu e Afluentes do Alto Ribeira (Coaliar), que abrange Curitiba e a Região Metropolitana. Os Comitês das Bacias dos Rios Pirapó, Paranapanema 3 e 4 (CBH Piraponema) e da Bacia Litorânea aprovaram a implantação da cobrança em julho de 2025. Nessas regiões, a emissão dos boletos terá início em 2027, referente ao uso da água ocorrido em 2026.
A cerimônia aconteceu na agência do BRDE em Curitiba e contou também com a presença de integrantes da equipe técnica que atuaram na elaboração e aprovação do contrato e de representantes da Coaliar.
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Adapar habilita 56 profissionais de seis estados para emissão de certificados fitossanitários
Participaram 46 profissionais do Paraná, Bahia, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo, além de 10 da própria autarquia. Os cursos a Adapar são reconhecidos pela qualidade, comprometimento do quadro técnico e pelo fato serem realizados no local de produção, com as práticas e abordando as rotinas.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou nesta semana um curso voltado à habilitação de profissionais para a emissão de Certificados Fitossanitários de Origem (CFO) e de Origem Consolidada (CFOC). A habilitação é destinada para engenheiros agrônomos com registro regular nos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia.

Foto: Divulgação/Adapar
Ao todo, 46 profissionais do Paraná e de mais cinco estados participaram da capacitação, que aconteceu quarta (25) e quinta-feira (26). Além disso, 10 servidores da Adapar também foram capacitados. A Adapar vai emitir certificados de participação dos profissionais no curso.
O curso foi realizado no município de Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba e teve a parceria do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), prefeitura de Cerro Azul e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O foco do conteúdo foi em vegetais que podem hospedar Pragas Quarentenárias Presentes que, no Brasil, são aquelas que causam alto impacto econômico, mas não são amplamente distribuídas e contam com vigilância e controle oficial para evitar disseminação.
Foram abordadas a Xanthomonas citri subsp. citri (Cancro Cítrico), Candidatus Liberibacter americanus e Candidatus Liberibacter asiaticus, conhecidas por Greening ou Huanglongbing (HLB).
A capacitação não se limita apenas a profissionais paranaenses e, na sua 80ª edição, contou com engenheiras e engenheiros agrônomos dos estados da Bahia, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo. O chefe da divisão de Certificação e Rastreabilidade Vegetal da Adapar, Juliano Farinazzo Galhardo, foi o responsável pela realização do curso e destacou a qualidade e reputação da capacitação. “Os cursistas gostaram muito, segundo as fichas de avaliação de satisfação preenchidas”, comentou. “Teve pessoa que veio de avião, 1.800 quilômetros de distância, desceu em Curitiba foi até Cerro Azul participar da capacitação, porque esses os cursos de CFO e CFOC da Adapar são reconhecidos pela qualidade, comprometimento do quadro técnico, e pelo fato serem realizados no local de produção, com as práticas e abordando as rotinas”, ressaltou o engenheiro agrônomo.
Conteúdo
O curso teve conteúdo relacionado a legislação vigente, identificação e controle de pragas, uso do Sistema de Defesa Sanitária Vegetal da

Foto: Divulgação/Adapar
Adapar e práticas de campo. Foi dividido em dois módulos. No primeiro, foram detalhadas as normas sobre as certificações, o trânsito de plantas ou de produtos vegetais relacionado com a Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV) e noções sobre normas internacionais.
O segundo módulo tratou de aspectos de classificação taxonômica, levantamento e mapeamento em condições de campo da praga; práticas de monitoramento, tipos de armadilhas, identificação, coleta, acondicionamento e transporte de amostras; bioecologia; sintomas e sinais em plantas hospedeiras; ações de prevenção; e métodos de controle.
Parceria
A ação aconteceu em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), com a prefeitura de Cerro Azul e com o Ministério da Agricultura e Pecuária.



