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Notícias Problemas nesta safra

Chuva pode retardar colheita de soja no Brasil e traz riscos para qualidade

Na maior parte das regiões produtoras, as chuvas devem superar os 100 milímetros

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Chuvas previstas para os próximos dias em áreas produtoras de soja no Brasil tendem a segurar ainda mais o ritmo de colheita da safra 2018/19 após um início acelerado pelo tempo seco, enquanto elevam o risco de grãos avariados por causa da umidade elevada, disseram especialistas.

Embora até o momento os impactos sejam residuais, problemas decorrentes das precipitações em excesso, sobretudo no que tange à qualidade da soja, poderiam potencialmente adicionar mais pressão a um ciclo já reduzido em tamanho após a estiagem entre dezembro e janeiro.

O aguaceiro poderia ainda complicar a situação na BR-163, rodovia que liga áreas produtoras de Mato Grosso a portos do Arco Norte e que está com o fluxo parcialmente interrompido nesta semana em razão de lamaçais formados pelas chuvas. “(Com chuva) na época da colheita, sempre existe preocupação, pois é a época de maior vulnerabilidade… O que pode ocasionar, a depender do volume (de chuvas), é o ‘ardido’…”, afirmou o engenheiro agrônomo e analista da Organização de Cooperativas do Paraná (Ocepar), Jhony Möller, referindo-se ao grão que recebe muita umidade e entra em fermentação.

Dados do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon, mostram que nas duas próximas semanas as precipitações ficarão acima da média no Paraná, no Rio Grande do Sul, em partes do Centro-Oeste e no Matopiba, fronteira agrícola composta por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Rio Grande do Sul e Estados do Matopiba ainda têm boa parte da soja para ser colhida, e estariam mais vulneráveis aos riscos de chuvas excessivas, uma vez que mais da metade da área plantada no Brasil já foi retirada do campo.

Os trabalhos de colheita vêm perdendo ritmo por causa das chuvas nas últimas, conforme consultorias. Na maior parte das regiões produtoras, as chuvas devem superar os 100 milímetros, sendo que em alguns casos podem quase alcançar 200 milímetros, até o dia 22 de março.

Segundo Möller, até o momento não houve nenhum relato de soja avariada pelo excesso de água no Paraná, sendo que as atenções se voltam para a chuvarada a partir da próxima semana, “que pode causar paralisação de colheita”.

Na mesma linha, a analista Alaíde Ziemmer, da AgRural, comentou que na porção norte do Estado produtores começam a se preocupar com a “soja pronta” nas lavouras e que não pode ser colhida dadas as chuvas constantes. “Esta semana já foi chuvosa, a anterior também… Então o produtor está entrando nos intervalos, quando o tempo firma… Essa chuva preocupa ao se ter soja dessecada no campo e não se conseguir entrar com a máquina”, afirmou.

No início da semana, a consultoria já havia destacado em boletim que, “por conta das chuvas, lotes (de soja) têm chegado aos armazéns com umidade entre 18 e 22% em alguns Estados, mas os casos de grãos avariados ainda são pontuais”. Grãos com umidade elevada, geralmente acima dos 20%, aumentam os custos para secagem, acarretando em descontos para os produtores.

Em Mato Grosso, no entanto, a situação é diferente. “Tem muito pouca soja para ser colhida (no Estado), a grande maioria (dos produtores) já encerrou a colheita… A perda que pode existir foi pela falta de chuva durante o período de dezembro e janeiro. Por esse excesso (de chuva) não vejo perda de produção”, afirmou o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antônio Galvan.

Maior exportador global de soja, o Brasil plantou cerca de 36 milhões de hectares com a oleaginosa em 2018/19 e deve produzir algo em torno de 115 milhões de toneladas, segundo dados do governo.

Fonte: Reuters
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Notícias Paraná

Deral diz que geadas fracas não preocupam para café, milho e trigo

Segundo o Simepar, órgão meteorológico do Paraná, as geadas serão fracas no sábado, no extremo sul do Estado

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Arquivo/OP Rural

Apenas áreas no extremo sul do Paraná deverão registrar geadas fracas no final de semana, uma boa notícia para produtores de café, trigo e milho do Estado, que não deverão sofrer qualquer dano decorrente do frio, disseram especialistas do Departamento de Economia Rural (Deral) nesta sexta-feira (24).

O Paraná já foi um grande produtor de café no passado, mas hoje responde por somente 1 milhão de sacas de 60 kg, de uma produção nacional estimada para 2019 em cerca de 51 milhões de sacas. Hoje o Estado é o maior produtor de trigo e está entre os principais de milho.

Ainda que seja pequena em café comparada com outras áreas do Brasil, a produção paranaense está situada ao norte do Estado, onde não há previsão de geadas.

“No caso do café, a produção está situada mais na região norte, na divisa com o Estado de São Paulo, as previsões do final de semana não apresentam até o momento risco nenhum, vai pegar mais lá embaixo no Estado, na divisão com Santa Catarina”, disse o especialista em café do Deral, Paulo Sérgio Franzini.

Segundo o Simepar, órgão meteorológico do Paraná, as geadas serão fracas no sábado, no extremo sul do Estado.

Outras áreas cafeeiras do Brasil, como Minas Gerais, terão temperaturas mínimas mais altas, acima de 10 graus Celsius, ao longo da próxima semana, o que não seriam suficientes para gerar geadas, segundo dados do terminal Eikon, da Refinitiv.

Ainda assim, operadores citavam geadas no Brasil, maior produtor global, para explicar uma alta no mercado de café em Nova York KCc1, nesta sexta-feira, com os preços no maior nível em mais de seis semanas.

As geadas poderiam trazer problemas para o Paraná, importante Estado agrícola, para outras culturas de grãos, o que não será o caso.

“A região sul basicamente não tem milho… Impacto de geada no Estado começa na região oeste e norte, onde tem a concentração de milho… Não gera preocupação nenhuma… A palavra que resume bem é que essas geadas são irrelevantes para uma potencial perda de milho no sul”, disse o especialista em milho do Deral, Edmar Gervásio.

No caso do trigo, as lavouras em geral ainda estão em desenvolvimento inicial, fase pouco suscetível ao frio, lembrou o agrônomo Carlos Hugo Godinho, responsável por trigo no Deral.

“Trigo e, mesmo para o milho, não tem problema. O trigo, onde está plantado, não vai ter geada, muito provavelmente não vai ter, mesmo que tivesse, a fase em que está, é indiferente, dá para afirmar categoricamente que não vai ter problema”, declarou Godinho.

Fonte: Reuters
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Notícias Sanidade

China diz que obtém progresso em vacina contra peste suína africana

Instituto de Pesquisa Veterinária de Harbin encontrou dois candidatos a vacinas

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REUTERS/David Gray

A China vai começar testes clínicos de uma vacina para peste suína africana, afirmou a mídia estatal nesta sexta-feira (24), em um momento em que a doença segue se espalhando pelo maior rebanho de suínos do mundo.

O Instituto de Pesquisa Veterinária de Harbin, controlado pelo governo chinês, encontrou dois candidatos a vacinas, com base em testes de laboratório que ofereceram imunidade contra a doença, afirmou a Rádio Nacional da China no site de microblogs do país, Weibo.

“No próximo passo, a Academia Chinesa de Ciências para Agricultura vai acelerar o progresso de um piloto e promover testes clínicos, bem como a produção da vacina”, afirmou a rádio.

O extermínio de milhões de animais por conta da doença tem motivado valorizações em produtores brasileiros de carne como JBS e BRF, que afirmaram neste mês que a crise tem pressionado para baixo os preços de grãos usados em ração.

Entretanto, cientistas que trabalham com vacinas para animais estão cautelosos, afirmando que o desenvolvimento e lançamento de uma vacina efetiva é um trabalho difícil.

Representantes do Instituto Harbin não comentaram o assunto de imediato.

O governo chinês afirmou que o rebanho reprodutor está 22% menor do que estava nesta mesma época no ano passado, mas muitos na indústria afirmam que o impacto da doença pode ser muito maior.

Em algumas partes do país, grandes volumes de porcos morreram ou foram abatidos. O rebanho reprodutor está 41% menor em relação ao último verão na província de Shandong, no norte da China, segundo o governo local.

Enquanto Pequim está pedindo para os produtores ampliarem a criação de animais, alguns pecuaristas afirmam que é muito arriscado fazer isso enquanto uma vacina não está disponível.

A febre suína africana matou quase todos os porcos infectados e o vírus pode durar por semanas em materiais contaminados.

Vários candidatos de vacinas já foram identificados por pesquisadores em outros países, mas muitos passos adicionais ainda são necessários antes de um produto efetivo ser colocado no mercado.

“Na pesquisa, vacinas podem ser muito eficientes, mas quando você coloca elas em campo os resultados podem ser muito diferentes”, disse um especialista internacional em febre suína africana, pedindo para não ser identificado por causa da sensibilidade do assunto. Conseguir fazer uma vacina passar por testes de campo e levá-la ao mercado pode levar anos, acrescentou.

Além disso, há pelo menos duas cepas do vírus circulando na China e é improvável que uma vacina seja capaz de dar imunidade contra ambas, afirmou o especialista.

A China começou apenas recentemente a pesquisa sobre uma vacina, uma vez que cientistas estavam impedidos de lidar com o vírus vivo até que ele fosse encontrado no país.

Mas muitos especialistas avaliam que a China vai conseguir licenciar uma vacina mais rapidamente que em outras partes do mundo dado o grande impacto que o vírus está tendo sobre um dos mais importantes setores do país.

O relato da rádio chinesa não deu detalhes sobre o tipo de vacina que o Instituto Harbin está trabalhando.

Fonte: Reuters
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Notícias Cooperativismo

Regional Oeste neste sábado com 84 equipes e mais de 1,2 mil atletas e dirigentes

84 equipes jogam na Regional Oeste da Copa Coamo de Cooperados – Futebol Suíço 2019

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Foto: Divulgação

Neste sábado (25) será a vez da bola rolar nos campos da Arcam em Toledo, Vila Nova, Tupãssi, São Pedro do Iguaçu, Goioerê e Juranda na Regional Oeste da Copa Coamo de Cooperados – Futebol Suíço 2019. Serão 84 equipes e mais de 1,2 mil cooperados em campo, entre atletas e dirigentes.

A etapa de Toledo conta com 19 equipes, sendo 12 de Toledo, cinco de Dez de Maio e dois de Dois Irmãos. Em São Pedro Iguaçu são 11 times com integrantes de Ouro Verde do Oeste. A Arcam de Vila Nova receberá 12 equipes, sendo cinco local e sete de Nova Santa Rosa. Em Tupãssi são 16 times inscritos, sete são da Unidade, quatro de Brasilândia do Sul e cinco de Bragantina. Goioerê conta com 13 participantes, sendo três deles de Goioerê, quatro de Moreira Sales, três de Mariluz, dois de Quarto Centenário e dois de Rancho Alegre do Oeste. Em Juranda participam 13 equipes.

“A exemplo das duas primeiras regionais que foram um sucesso, temos certeza que na Regional Oeste, novamente, a integração e a festa do cooperativismo serão pontos fortes deste grande projeto de esporte e lazer, que vem sendo sucesso desde 1993 na sua primeira edição”, explica o presidente da Coamo, José Aroldo Gallassini.

Equipes em Toledo – Os Pia da Bola, Sangua Guarani, Tapurina, Bue Cae e Amigos, Bom Vista Alegre, Gramado e Cia, Xaxim, Concordia B, Concordia A, Linha São Paulo, Real Santo Antonio e Novo Sobradinho. Dez de Maio: Unidos Dez de Maio, 14 de Dezembro, Linha Angola, G.O. Lola e Concordia do Oeste – Dez de Maio.  Dois Irmãos: Dois Irmãos A e Dois Irmãos B.

Equipes em São Pedro do Iguaçu – Benzoato, Amargoso sobre Controle, Operários da Bola, São Francisco/Marcos III, AAFASPI, Time da Costela e Vera Cruz do Oeste. Ouro Verde do Oeste: Ouro Verde A, Ouro Verde B, Ouro Verde C e Ouro Verde D.

Equipes em Vila Nova – Lajeado, Vila Nova, 18 de Abril, Linha Dois Marcos e Giacomini. Nova Santa Rosa: Os Habilidosos, Sítio Querência, Linha Pietrowski, Os Invictos, Unidos Venceremos, Unidos pelo Costelão e Linha Sanga Vera.

Equipes em Tupãssi –Ramal Iaranay, Os Dragrão, Canarinho Futebol Clube, Palmitopolis, Terra da Mãe de Deus, Fica Gelo e Rio do Peixe.  Bragantina: Barcelona de Bragantina, São Francisco, Ouro Preto, PSG Santa Inês e Eng. Azaury. Brasilândia do Sul e Paulistânia: Equipe Talentos, Brasilândia, Brasilândia/Terra Nova e Paulistânia/Piquiri.

Equipes em Goioerê – Atlético Goioerê e Equipe Acácia. Mariluz: Esporte Club Sabatini Mariluz, JB da 18 e Ta-lento. Rancho Alegre: Rancho Alegre II e Equipe Rancho I. Quarto Centenário: Equipe Nova Aurora e Bandeirante Do Oeste. Moreira Sales: Arenito Caiuá, Soja Brasil, Fazenda Minha Morada e Vila Gianelo.

Equipes em Juranda – Paulista A, Paulista B, Pé de Galinha, Maccagnann, Santa Luzia, Santo Antonio, 13 de Maio, Grupo União, Os Miozão, Balança Rede, Carajá, São Roque e Associação Molina.

Fonte: Assessoria
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Biochem site – lateral
Conbrasul 2019
Ecobiol- Evonik
Sindiavipar- maio 2019

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