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Chuva pode atrapalhar colheita da soja no Paraná
No Paraná ainda há previsão de chuva para a faixa oeste do estado e, com isso, pode aumentar as perdas que já vêm ocorrendo por conta do excesso de dias chuvosos
Ainda há previsão de pancadas de chuva irregulares em várias localidades dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, bem como nos três estados do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul, a tendência é de chuva mais volumosa para todas as áreas. No Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, o tempo seguirá aberto e sem previsões de chuva para esta terça-feira (23).
O mesmo deve ocorrer sobre as áreas produtoras da Argentina, que terá uma terça-feira de tempo aberto e sem previsão para chuva, apenas eventuais pancadas isoladas.
Porém, no decorrer do dia e, sobretudo à noite, áreas de instabilidade ganham força com a chegada de mais uma frente fria. Com isso, tanto a quarta-feira quanto no decorrer da semana, chuvas mais generalizadas e em bons volumes devem ocorrer sobre grande parte do Brasil. Nos próximos cinco dias, deve voltar a chover sobre todas as regiões produtoras do país, incluindo o Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, Goiás, Minas Gerais e sul do Rio Grande do Sul.
Tendência
Nos próximos dias, as chuvas devem elevar os níveis de umidade do solo em grande parte do país, garantindo melhores condições ao desenvolvimento das lavouras. No Paraná, a situação continuará bem complicada, uma vez que ainda há previsão de chuva para a faixa oeste do estado e, com isso, pode aumentar as perdas que já vêm ocorrendo por conta do excesso de dias chuvosos. No Mato Grosso, as chuvas previstas para esse final de semana poderão atrapalhar o andamento da colheita da soja e posterior plantio das lavouras de segunda safra, mas nada que venha a resultar em perdas ou qualquer outro tipo de prejuízo aos produtores e, principalmente a safra.
Argentina
Na Argentina, os modelos de previsão aprontam chuva ao longo dessa semana sobre as principais regiões produtoras do país. Os volumes não serão altos, ou melhor, suficientes para estancar totalmente o déficit hídrico, mas já serão suficientes para permitir condições bastante razoáveis ao desenvolvimento das lavouras de soja e milho. O grande problema dos argentinos nessa safra é que com uma primeira quinzena de janeiro bastante seca, o plantio de toda a área que iria ser plantada de soja segunda safra não deverá ocorrer. Com isso, há indicativos de que a produção nacional da oleaginosa possa ficar um pouco mais baixa do que estava sendo previsto, no inicio da safra. Porém, ainda é extremamente cedo para fazer prognósticos de quebras gigantescas.
A situação da Argentina está muito parecida com a que aconteceu nos EUA nessa última safra – um julho extremamente seco, mas com safra recorde. Apesar dos modelos de previsão não estarem apontando muita chuva para os próximos dez dias, não será uma ausência total e muito menos em grandes volumes. No entanto, serão suficientes para permitir que as lavouras encontrem condições razoáveis ao seu desenvolvimento. Além disso, o mês de fevereiro, que deve ser o mês decisivo, há previsão de chuvas dentro da média para todas as principais regiões produtoras.
Fonte: ClimaTempo

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Brasil abre mercado nas Filipinas para exportação de DDG
Negociações também garantem envio de sementes de pimenta ao Peru. Países somaram mais de US$ 2,5 bilhões em compras do agro brasileiro em 2025.

O governo brasileiro concluiu negociações para exportar grãos secos de destilaria de milho (DDG) às Filipinas, ampliando o acesso a um dos principais mercados asiáticos para insumos destinados à alimentação animal. O produto, derivado do processamento do milho, é amplamente utilizado em dietas de ruminantes e aves.
Em 2025, as Filipinas importaram mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários do Brasil, indicando potencial de expansão para novos itens na pauta comercial.
Além disso, o Brasil também obteve autorização para exportar sementes de pimenta da espécie capsicum baccatum ao Peru. A liberação inclui variedades como dedo-de-moça, pimenta-cumari e cambuci.
No caso peruano, o fluxo comercial já é relevante. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários ao país, com destaque para produtos florestais, carne de frango, óleo de soja e café.
As aberturas de mercado ampliam a diversificação da pauta exportadora brasileira e reforçam a presença do país em mercados estratégicos na América do Sul e na Ásia.
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Oferta restrita sustenta alta do trigo e preço no Paraná supera R$ 1.280 por tonelada
Produtores afastados do spot e necessidade de recomposição de estoques pelas moageiras reduzem liquidez e elevam valores.

Os preços do trigo seguem em trajetória de alta nas praças acompanhadas pelo Cepea, em um contexto de oferta restrita no mercado spot nacional. No Paraná, o valor médio do cereal ultrapassou R$ 1.280 por tonelada no fim de março, retornando a patamares observados em meados de setembro de 2025.
Segundo o Cepea, produtores permanecem afastados das negociações, à espera de melhores oportunidades de comercialização. Parte dos agricultores também direciona a atenção às atividades da safra de verão, fator que contribui para limitar a liquidez no mercado disponível.
Do lado da demanda, moageiras indicam necessidade de recomposição de estoques, especialmente neste início de mês. Diante da baixa disponibilidade do cereal, compradores ativos encontram pouca oferta e acabam aceitando os valores mais elevados pedidos pelos vendedores, conforme relatam pesquisadores do Centro de Pesquisas.
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Ratinho Junior reforça protagonismo do agro paranaense durante ExpoLondrina
Governador destaca crescimento da produção, investimentos em infraestrutura e papel da feira como vitrine de negócios e inovação no campo.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou na última sexta-feira (10) da abertura da 64ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina), no Norte do Paraná, um dos maiores eventos agropecuários da América Latina. A feira segue até domingo (19) e reúne produtores, empresas, especialistas e a população em uma programação voltada à inovação, negócios e valorização do agronegócio.

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN
Com o tema “Agro: inteligente, humano e feito de encontros”, a edição de 2026 reforça o papel do setor no dia a dia das pessoas e na economia do Estado. Durante a abertura, o governador destacou o momento positivo vivido pelo agro paranaense e o protagonismo da feira nesse cenário. “A ExpoLondrina, sendo uma das maiores feiras do Paraná, tem a responsabilidade de ditar o ritmo do agronegócio paranaense. É um grande ponto de encontro do setor, onde a gente apresenta o que está sendo feito e projeta o futuro”, afirmou Ratinho Junior.
Ele ressaltou que o Estado vive um ciclo de crescimento sustentado no campo, com reflexos diretos na economia. “O Paraná se transformou no maior produtor de proteína animal do Brasil. Somos o maior produtor de frango, de peixe de água doce, estamos entre os maiores produtores de leite, ovos e carne suína, e hoje também estamos entre os dez maiores produtores de carne bovina do País”, acrescentou.
O avanço, segundo o governador, é resultado de decisões estruturantes adotadas nos últimos anos, como a retirada da vacinação contra a febre aftosa, em 2019. “Foi

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
uma decisão importante para reposicionar o Paraná. Isso nos obrigou a modernizar a pecuária, investir em tecnologia e fortalecer toda a cadeia produtiva”, lembrou. “A ideia sempre foi transformar o Paraná no supermercado do mundo, agregando valor àquilo que produzimos. Hoje vemos esse resultado com mais agroindústrias, mais investimento e mais renda no campo”.
Segundo Ratinho Junior, os investimentos estruturantes realizados pelo Estado deram suporte ao crescimento do setor no campo. “Estamos levando infraestrutura para quem produz, com pavimentação de estradas rurais, mais de 25 mil quilômetros de rede de energia trifásica em todo o Estado e programas de apoio direto ao produtor, como o Banco do Agricultor Paranaense, que oferece crédito com juros zero para modernização das propriedades”, afirmou.
Visitação
Além da abertura oficial, Ratinho Junior participou da inauguração do novo complexo cultural que reúne o Museu da Sociedade Rural do Paraná e o Aquário de Londrina, no Parque Ney Braga Eventos. O espaço foi ampliado e modernizado, oferecendo uma experiência imersiva que conecta história, educação e inovação.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
O museu passa a apresentar a trajetória da Sociedade Rural do Paraná, realizadora do evento, e sua relação com o crescimento econômico e social da região Norte, com destaque para a cultura do café, símbolo histórico do desenvolvimento local. Entre os itens preservados está uma máquina de beneficiamento de café, que ajuda a contar a evolução do setor no Estado.
Já o aquário ganha novas estruturas e ambientes interativos, ampliando as opções de visitação e fortalecendo o caráter educativo do espaço, voltado a públicos de todas as idades.
Estado na feira
O Governo do Estado participa da feira com uma ampla estrutura integrada, levando serviços, conhecimento e políticas públicas ao público urbano e rural. O Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) promove seminários, palestras e encontros técnicos, além da tradicional Via Rural “Fazendinha”, espaço com mais de 11 mil metros quadrados dedicado à difusão de tecnologias e práticas sustentáveis.
Também estão presentes instituições como o BRDE, com ações de fomento ao desenvolvimento econômico, e a Fundação Araucária, que apresenta projetos

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
inovadores voltados ao futuro do agronegócio. Na área de segurança, forças estaduais atuam com estandes, demonstrações e atendimento ao público, incluindo delegacia móvel, exposição de viaturas e atividades educativas.
ExpoLondrina
A ExpoLondrina chega à 64ª edição consolidada como uma das principais vitrines do agronegócio da América Latina, conectando produtores, empresas e a população em um ambiente que une inovação, conhecimento e geração de oportunidades.
O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre, ressaltou o potencial da feira. “A expectativa é muito grande. Tenho certeza de que vamos fazer um grande evento e que muitos negócios serão realizados ao longo desses dias”, disse.
Para o prefeito de Londrina, Tiago Amaral, a feira também é estratégica para o desenvolvimento econômico da cidade. “A ExpoLondrina é a nossa grande vitrine. É o momento em que mostramos o que somos capazes de fazer, atraímos investimentos e impulsionamos o desenvolvimento econômico. Hoje, por exemplo, já temos a presença de representantes de mais de dez países acompanhando o evento”, salientou.
A ExpoLondrina é reconhecida por reunir tecnologia, conhecimento e oportunidades de negócios. Na edição anterior, o evento movimentou cerca de R$ 1,7 bilhão e atraiu mais de 590 mil visitantes ao longo de dez dias.
