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Notícias Guerra Comercial

China vê contato intensivo com EUA antes de negociações comerciais em setembro

Negociações entre os dois países colapsaram em maio

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REUTERS/Aly Song

Equipes de negociação da China e Estados Unidos estarão em contato intensivo neste mês para preparar “boas bases” para a próxima rodada de conversas comerciais presenciais em setembro, disse o Ministério do Comércio nesta quinta-feira (01). Negociadores norte-americanos e chineses encerraram uma breve rodada de negociações em Xangai na quarta-feira (31), com poucos sinais de progresso além de um acordo para se reunirem novamente no mês que vem.

Esse foi o primeiro encontro presencial entre as equipes desde que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping concordaram com uma trégua comercial em uma cúpula do G20 em junho. As duas maiores economias do mundo tarifaram bilhões de dólares em produtos uma da outra, em uma guerra comercial que já dura um ano, interrompendo as cadeias de fornecimento globais e afetando os mercado financeiros.

As negociações entre os dois países colapsaram em maio, depois que autoridades norte-americanas acusaram a China de voltar atrás com compromissos anteriores. Os EUA elevaram drasticamente as tarifas sobre alguns produtos chineses e a China retaliou, intensificando a guerra comercial.

“Com relação a esta rodada (da semana) de negociações, ambos os lados conversaram sobre dois temas: um deles é a forma como vemos o passado — nós discutimos principalmente os motivos que levaram as negociações a colapsarem e esclarecemos nossos pontos de vista sobre algumas das questões econômicas e comerciais”, disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, a jornalistas em uma coletiva regular. “O outro é como vemos o futuro para determinar os princípios e a metodologia das negociações, assim como os cronogramas relevantes”.

A China e os Estados Unidos podem encontrar uma solução para as questões comerciais se as preocupações de ambos os lados forem levadas em consideração, disse Gao, reiterando os comentários de Pequim.

Fonte: Reuters
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Notícias Pandemia

Coronavírus instabilizou mercado de carne bovina em março

Mercado físico de boi gordo teve um mês marcado por severa instabilidade em março

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi gordo teve um mês marcado por severa instabilidade em março. “Os frigoríficos reagiram na medida em que a pandemia de coronavírus causou transtornos, tanto no âmbito doméstico como no cenário internacional”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, os grandes frigoríficos brasileiros enfrentaram dificuldade para escoar a produção para a União Europeia, com os confinamentos adotados lá e cá afetando drasticamente os padrões de consumo. “Com restaurantes e outros estabelecimentos fechados, os cortes nobres de carne bovina sofreram um baque. No Brasil, o consumidor se voltou aos cortes de menor qualidade e também para a carne de frango”, disse Iglesias

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 02 de abril:

  • São Paulo (Capital) – R$ 201 a arroba, contra R$ 200 a arroba em 28 de fevereiro, subindo 0,5%.
  • Goiás (Goiânia) – R$ 188 a arroba, ante R$ 190 a arroba (-1%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 195 a arroba, contra R$ 192 a arroba (+1,5%).
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 190 a arroba, estável.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 178 a arroba, ante R$ 185 a arroba (-3,7%).

Para o mês de abril, com as políticas de isolamento social mantidas, o viés é incerto para o mercado de carne bovina, em meio à queda nas vendas internas e externas. Assim, é bastante provável que os frigoríficos comecem a pressionar os pecuaristas por preços mais baixos para a matéria-prima, assinalou Iglesias.

Exportações

As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 555,4 milhões em março (22 dias úteis), com média diária de US$ 25,2 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 125,9 mil toneladas, com média diária de 5,7 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.410,50.

Na comparação com fevereiro, houve baixa de 8% no valor médio diário da exportação, perda de 6,9% na quantidade média diária exportada e queda de 1,3% no preço. Na comparação com março de 2019, houve ganho de 8,8% no valor médio diário, queda de 8,2% na quantidade média diária e ganho de 18,6% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Agência Safras
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Notícias Mercado

Impacto do coronavírus deixa mercado de frango acomodado em março

Mercado brasileiro de frango registrou em março um cenário de pressão nas cotações

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Divulgação

O mercado brasileiro de frango registrou em março um cenário de pressão nas cotações, tanto no quilo vivo pago ao produtor, quanto nos cortes negociados no atacado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, apesar do isolamento social determinado pela pandemia de coronavírus, o aumento na demanda foi insuficiente para a sustentação dos preços, que cederam ao longo do mês, denotando o efeito econômico da enfermidade.

Iglesias revela que o excedente de oferta presente no mercado doméstico neste momento é o grande fator que vem impedindo um cenário melhor para os preços, em meio ao crescente aumento nos custos de produção dado o descolamento de preços do milho. “O cenário para o curto prazo está indefinido. Ainda que o isolamento social altere sensivelmente o padrão de consumo, elevando a demanda por carne de frango e ovos, o quadro econômico agravado pela pandemia gera preocupação ao setor”, avalia.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram algumas alterações para os cortes congelados de frango ao longo do mês. O quilo do peito no atacado caiu de R$ 5,50 para R$ 4,85, o quilo da coxa seguiu em R$ 5,30 e o quilo da asa retrocedeu de R$ 7,50 para R$ 7,05. Na distribuição, o quilo do peito baixou de R$ 5,60 para R$ 4,95, o quilo da coxa permaneceu em R$ 5,50 e o quilo da asa recuou de R$ 7,70 para R$ 7,15.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações ao longo de março. No atacado, o preço do quilo do peito baixou de R$ 5,60 para R$ 4,95, o quilo da coxa seguiu em R$ 5,40 e o quilo da asa recuou de R$ 7,60 para R$ 7,15. Na distribuição, o preço do quilo do peito passou de R$ 5,70 para R$ 5,05, o quilo da coxa continuou em R$ 5,60 e o quilo da asa baixou de R$ 7,80 para R$ 7,25.

As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 501,4 milhões em março (22 dias úteis), com média diária de US$ 22,8 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 324,6 mil toneladas, com média diária de 14,8 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.544,50.

Na comparação com fevereiro, houve perda de 18,8% no valor médio diário da exportação, baixa de 18,1% na quantidade média diária exportada e queda de 0,8% no preço. Na comparação com março de 2019, houve recuo de 14,8 no valor médio diário, declínio de 11,7% na quantidade média diária e baixa de 3,5% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento mensal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo baixou de R$ 3,60 para R$ 3,25. Em São Paulo o quilo vivo retrocedeu de R$ 3,05 para R$ 2,81.

Na integração catarinense a cotação do frango seguiu em R$ 2,51. No oeste do Paraná o preço caiu de R$ 3,39 para R$ 3,23. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo baixou de R$ 2,95 para R$ 2,75.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango recuou de R$ 3,35 para R$ 3,20. Em Goiás o quilo vivo baixou de R$ 3,50 para R$ 3,25. No Distrito Federal o quilo vivo retrocedeu de R$ 3,60 para R$ 3,25.

Em Pernambuco, o quilo vivo subiu de R$ 3,80 para R$ 4,50. No Ceará a cotação do quilo vivo aumentou de R$ 3,80 para R$ 4,50 e, no Pará, o quilo vivo avançou de R$ 4,00 para R$ 4,60.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Mercado Interno

Preocupação com abastecimento aumenta procura por trigo em março

Preocupações com o abastecimento em meio à pandemia de coronavírus geraram um aumento da procura pelo trigo

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As preocupações com o abastecimento em meio à pandemia de coronavírus geraram um aumento da procura pelo trigo, por parte da indústria brasileira em março. Isso resultou na elevação dos preços. O analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, observa que já há problemas de logística – ainda pouco significativos – na Argentina.

“No mercado interno brasileiro, a oferta continua reduzida, com boa parte dos agentes ainda negociando as safras de verão. Além disso, quem tem trigo espera valorizar ainda mais para vender. Ainda existe espaço para novas altas, levando em conta o dólar elevado e a escassez da oferta”, resumiu.

O câmbio elevado aumenta os custos de importação e favorece novas altas no mercado interno, levando preocupação à indústria quanto ao abastecimento até o final do ano comercial. “Apesar de estoques relativamente confortáveis para os próximos 45 dias, estes ainda terão de voltar as compras até lá”, disse.

Conforme o analista, basicamente, em março, o dólar alto e a procura pelo trigo puxaram os preços para cima – alta mensal de aproximadamente 6%. Por outro lado, o volume de negócios não teve crescimento significativo. “As pontas seguem separadas, com o produtor elevando suas pedidas e a indústria ainda relutando em pagar mais, pelo menos por enquanto”, finalizou.

No mercado internacional, outros fatores colaboram para a elevação, como, por exemplo, a quebra de safra em importantes países produtores como a Austrália, e mais recentemente a indicação de uma estimativa de menor área plantada da história nos Estados Unidos.

Fonte: Agência Safras
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