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China suspende embargo à carne bovina brasileira

País asiático é o principal destino das exportações da proteína produzida no Brasil e retomou a compra do produto a partir desta quinta-feira (23).

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Após reunião do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, com o Ministro da Administração Geral da Aduana Chinesa (GACC), Yu Jianhua, nesta quinta-feira (23), em Pequim, o governo chinês decidiu que vai levantar o embargo à carne bovina brasileira. As importações do Brasil estavam suspensas desde fevereiro após a confirmação de um caso isolado e atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (mal da “vaca louca”), identificado em uma pequena propriedade no município de Marabá (PA).

Desde a descoberta do caso, o Ministério da Agricultura e Pecuária vem trabalhando com transparência e tomando todas as providência necessárias conforme protocolo de importação internacional.

Nesta manhã, em Pequim, o ministro Fávaro anunciou a liberação da importação de carnes bovinas para a China.

“Tenho certeza que isso é um passo para que o Brasil avance cada vez mais com o credenciamento de plantas e oportunidades para a pecuária brasileira”, disse Fávaro, ao final do encontro.

Fonte: Assessoria Mapa

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Feicorte abre debates sobre o futuro da pecuária e o protagonismo do Brasil no mercado global

Especialistas nacionais e internacionais analisam tendências e soluções para impulsionar a produtividade e a qualidade da pecuária brasileira

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Carla Tuccilio, CEO da Verum e organizadora da Feicorte destacou o esforço coletivo para a realização do evento - Foto e texto: Assessoria

O futuro da produção pecuária no Brasil será debatido ao longo desta semana, na Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, que teve início nesta terça-feira (23), em Presidente Prudente (SP). O evento, que segue até sexta-feira (26), tem como tema central “O Boi Brasileiro: Um Mundo de Oportunidades” e reúne especialistas nacionais e internacionais para abordar genética, sustentabilidade, nutrição, sanidade, manejo, tecnologias de precisão e o papel do Brasil no abastecimento global.

A abertura do encontro contou com a presença da CEO da Verum e organizadora da Feicorte, Carla Tuccilio, que destacou o esforço coletivo para a realização do evento. “Essa edição nasce de um esforço coletivo e tenho certeza de que teremos um grande encontro. Agradeço a todos que contribuíram para essa Feicorte, especialmente à nossa equipe, que vem trabalhando incansavelmente”, destacou.

Segundo ela, o Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, tem na pecuária uma de suas principais forças econômicas ao movimentar mais de R$600 bilhões ao ano. Nesse contexto, o tema desta edição propõe um olhar estratégico sobre como transformar a vocação produtiva do país em rentabilidade real, com a tecnologia como fator decisivo dentro da porteira.

“Para 2026, esperamos que a Feicorte seja o espelho da evolução da carne brasileira, sustentada em três pilares: força, que representa a potência produtiva do maior rebanho comercial do mundo; brasilidade, valorizando nossa identidade, genética e forma única de fazer pecuária; e inovação, porque o futuro exige tecnologia, sustentabilidade e visão estratégica”, afirmou.

 

DNA feminino da carne

Iniciada pelo painel DNA feminino da carne, a programação do evento foi pensada nos principais elos da cadeia produtiva. “A mulher representa força e dedicação na atividade e em diversos setores da economia. Por isso, iniciamos o encontro com um debate de alto nível, evidenciando a história e experiência das profissionais que ajudam a construir a pecuária nacional”, realçou.

O espaço reuniu profissionais do setor que abordaram as transformações da pecuária brasileira e trouxeram perspectivas sobre temas estratégicos relacionados à qualidade da carne, genética, hábitos de consumo, saúde, experiência gastronômica e à contribuição das mulheres para uma cadeia cada vez mais alinhada às demandas do mercado.

Participaram do painel a especialista em churrasco e primeira sommelier de carnes do Brasil, Larissa Morales, que compartilhou sua experiência na gastronomia e destacou que sua relação com o churrasco começou ainda na infância, acompanhando os preparos em família; a pecuarista Clélia Pacheco, selecionadora da raça Bonsmara, que trouxe ao debate uma reflexão sobre a presença feminina no agro e os desafios enfrentados por mulheres que assumem a gestão das propriedades rurais; a nutricionista Letícia Moreira, pioneira mundial na adoção da dieta carnívora em modalidades de alta resistência; e a diretora técnica da DGT Brasil e referência em avaliação de carcaça, Liliane Suguisawa, que relembrou sua atuação profissional, marcada por uma relação histórica com o evento e com a pecuária de corte brasileira.

Confira o conteúdo completo em https://www.feicortesp.com/noticias/do-campo-ao-prato-mulheres-mostram-como-a-carne-de-qualidade-comeca-na-fazenda.  

 

Novas ferramentas de seleção genética são destaque no Fórum Feicorte

O cientista norte-americano e Chief Scientific Officer da Acceligen, Tad Sonstegard, apresentou os avanços da edição gênica aplicada ao desenvolvimento de bovinos de corte mais eficientes, sustentáveis e adaptados às condições tropicais. Com ampla experiência internacional em biotecnologia animal, o pesquisador detalhou o cronograma de introdução das primeiras soluções comerciais no Brasil, com destaque para linhagens voltadas à tolerância ao calor e à resistência a doenças.

“Os primeiros produtos de sêmen e embriões chegarão ao mercado nos próximos anos, começando pelo Angus Slick, que foi classificado como não transgênico pela CTNBio no Brasil e terá os dados iniciais de sua descendência nacional consolidados em 2027”, explicou.

A cobertura completa do painel está disponível em https://www.feicortesp.com/noticias/genetica-molecular-abre-caminho-para-bovinos-mais-resistentes-ao-calor-e-a-doencas 

 

Beef Hour das Raças celebra diversidade genética e qualidade da carne

A Beef Hour das Raças foi um dos momentos de maior destaque do primeiro dia da Feicorte. A tradicional degustação reuniu 18 variedades, proporcionando aos participantes uma experiência que conectou genética, pecuária e atributos de qualidade dos diferentes produtos apresentados.

Participaram da edição deste ano as raças bovinas Nelore, Tabapuã, Brahman, Sindi, Gir, Guzerá, Brangus, Senepol, Angus, Bonsmara, Montana, Wagyu, Caracu, Canchim e Texas Longhorn. Como novidade, a Beef Hour também contou com cortes de búfalo e de cordeiro da raça Suffolk, ampliando a diversidade de experiências gastronômicas e sistemas produtivos representados no evento.

Detalhes sobre a participação das raças estão em https://www.feicortesp.com/noticias/beef-hour-das-racas-celebra-diversidade-genetica-e-qualidade-da-carne-na-feicorte-2026

A edição 2026 da Feicorte segue até sexta-feira, 26/6, com programação técnica de palestras, degustações de carnes de diferentes raças bovinas, feira de negócios e exposições de animais.

Fonte: Assessoria
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Pecuária sustentável ganha selo oficial e incentivo no crédito rural

Certificação em boas práticas amplia a competitividade das fazendas e assegura benefício financeiro para produtores de médio e grande porte.

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Foto: Rodrigo Alva

O Programa Boas Práticas Agropecuárias para Bovinos e Bubalinos de Corte (BPA Bovinos e Bubalinos de Corte), desenvolvido pela Embrapa, recebeu reconhecimento oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A homologação foi publicada no Diário Oficial da União em 08 de junho e representa um marco para a pecuária brasileira, tornando o BPA o primeiro programa de produção animal do país a obter esse tipo de chancela do governo federal.

Foto: Divulgação

Criado em 2015 por pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, o manual passou por atualização em 2023, incorporando novas diretrizes voltadas à sustentabilidade, ao bem-estar animal, à eficiência produtiva e ao uso de tecnologias digitais nas propriedades.

Segundo a pesquisadora da Embrapa, Vanessa Felipe de Souza, o reconhecimento fortalece a credibilidade da iniciativa e amplia sua importância para a cadeia pecuária. “Esse programa se destaca porque poderá servir como referência para outros guias de boas práticas, além de gerar mais confiança para o produtor e conceder benefícios às fazendas certificadas”, afirma.

Produção mais eficiente e sustentável

O BPA Bovinos e Bubalinos de Corte reúne um conjunto de normas e procedimentos destinados a tornar os sistemas produtivos mais competitivos e rentáveis, ao mesmo tempo em que busca garantir a oferta de alimentos seguros e produzidos de forma sustentável.

As orientações abrangem áreas como manejo sanitário, bem-estar animal, gestão da propriedade e adoção de ferramentas digitais para aumentar a eficiência da atividade.

Por apresentar diretrizes adaptáveis a diferentes realidades, o programa pode ser implementado por produtores de pequeno, médio e grande porte, em diversas

Foto: Divulgação

regiões do país e em distintos sistemas de produção.

Além do manual técnico, a Embrapa também desenvolveu dois aplicativos específicos: um voltado aos produtores rurais e outro destinado aos técnicos credenciados responsáveis pelo acompanhamento das propriedades.

Certificação pode reduzir juros do custeio

Entre os benefícios da adesão ao programa está a possibilidade de acesso a incentivos financeiros. Produtores de médio e grande porte certificados pelo BPA terão direito a desconto de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros do custeio agrícola previstas no Plano Safra 2026.

Além do incentivo econômico, a certificação contribui para a organização da propriedade, melhoria dos processos produtivos e fortalecimento da sustentabilidade da atividade pecuária.

Como participar

Os produtores interessados podem conhecer as diretrizes do programa por meio do site oficial do BPA Bovinos e Bubalinos de Corte ou procurar a Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande (MS), além das unidades descentralizadas da instituição espalhadas pelo país.

A rede de apoio inclui centros da Embrapa nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, permitindo que a iniciativa alcance diferentes sistemas produtivos e realidades da pecuária brasileira.

Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas Em menos de um ano

Indonésia se torna segundo maior destino dos miúdos bovinos do Brasil

País asiático importou mais de 12 mil toneladas do produto entre janeiro e maio, movimentando US$ 19,5 milhões.

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Foto: Divulgação

Menos de um ano após a abertura do mercado para os miúdos bovinos brasileiros, a Indonésia já ocupa a segunda posição entre os principais compradores do produto, atrás apenas de Hong Kong. Entre janeiro e maio de 2026, o país asiático importou mais de 12 mil toneladas, movimentando US$ 19,5 milhões.

O rápido avanço das compras está ligado ao tamanho do mercado indonésio. Com população superior a 284 milhões de habitantes, a Indonésia importou mais de 70 mil toneladas de miúdos bovinos em 2025, em negócios que ultrapassaram US$ 150 milhões.

Os embarques brasileiros para o mercado internacional também seguem em expansão. Nos cinco primeiros meses deste ano, o Brasil exportou mais de 106 mil toneladas de miúdos bovinos para 117 países, gerando receita de US$ 256 milhões. Em 2025, as exportações do produto alcançaram 267 mil toneladas, com faturamento de US$ 605 milhões.

Foto: Divulgação/Freepik

A autorização para a entrada dos miúdos bovinos brasileiros na Indonésia foi concedida em agosto de 2025. Desde então, o número de frigoríficos habilitados a exportar para o país aumentou gradualmente. Em setembro do ano passado, 17 plantas foram incluídas na lista de exportadores autorizados, elevando para 38 o total de unidades aptas a atender o mercado indonésio. Em janeiro deste ano, outras 14 plantas foram habilitadas, totalizando 52 estabelecimentos autorizados.

O crescimento das exportações ocorre em meio à ampliação das relações comerciais entre os dois países. Atualmente, a Indonésia é o 11º principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio deste ano, as compras de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 1 bilhão, com destaque para o complexo soja, fibras e produtos têxteis, além de fumo e derivados.

Embora tenham consumo mais restrito no mercado brasileiro, os miúdos bovinos encontram demanda significativa em diversos mercados internacionais. As exportações desses produtos ampliam o aproveitamento comercial dos animais abatidos e representam uma importante fonte adicional de receita para a cadeia da carne bovina.

Fonte: O Presente Rural
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