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Notícias Segundo embaixador

China pode concordar em comprar mais carne bovina do Brasil

Até 78 unidades brasileiras de processamento de carne poderiam ser adicionadas à lista de autorizadas a exportar para China

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REUTERS/Paulo Whitaker

A China pode concordar em permitir mais importações brasileiras de carne após negociações de alto nível marcadas para maio, disse à Reuters na segunda-feira (15) o embaixador chinês no Brasil. Yang Wanming recusou-se a comentar sobre quantas plantas de processamento de carne poderiam ser aprovadas para exportar para a China, mas disse que a questão será discutida quando a ministra da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina, viajar para a China em maio.

Novas permissões de exportação podem ser anunciadas quando o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, visitar Pequim no mesmo mês, disse Yang. “Acreditamos que, através da cooperação dos ministérios da Agricultura dos dois países e seus departamentos de inspeção de qualidade, mais produtos agrícolas e animais brasileiros possam ser importados para o mercado chinês”, disse Yang.

Até 78 unidades brasileiras de processamento de carne poderiam ser adicionadas à lista de autorizadas a exportar para a China, de acordo com uma pessoa a par do assunto. O potencial aumento das exportações de carne do Brasil para a China vem em momento em que analistas alertam que as negociações entre os Estados Unidos e a China para aliviar as tensões comerciais podem prejudicar a demanda pela soja brasileira.

O Brasil é o maior exportador mundial de soja e carne bovina. As compras chinesas dispararam depois que o país asiático impôs tarifas sobre a soja dos EUA em resposta a outras tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump. Independentemente de um acordo ser fechado, Yang disse que a demanda chinesa por soja brasileira permanece estável. “Eu pessoalmente acho que não há necessidade de se preocupar”, disse ele.

Mais investimentos

O investimento chinês no Brasil atingiu uma máxima de sete anos em 2017, mas os números do ano passado, que não foram divulgados, devem apresentar queda, impactados por uma eleição imprevisível que viu a vitória do presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro expressou ceticismo na campanha eleitoral sobre o aumento do investimento chinês no Brasil, mas Yang disse que teve uma longa reunião com o novo presidente em março, na qual Bolsonaro disse que se esforçaria para ampliar a cooperação bilateral.

O investimento chinês pode voltar a crescer em 2019, disse Yang, embora isso dependa, em parte, do plano de Bolsonaro de reativar o crescimento econômico com reformas previdenciárias e fiscais. O embaixador disse que a empresa de telecomunicações chinesa Huawei Technologies estava “muito interessada” em colaborar com o Brasil no desenvolvimento da tecnologia de comunicação móvel de quinta geração (5G).

No entanto, decisões mais concretas precisariam esperar que o governo brasileiro anunciasse posições políticas sobre como a tecnologia deveria ser desenvolvida, disse ele. Os Estados Unidos têm pressionado para impedir a Huawei de desenvolver a tecnologia 5G em países da Inglaterra à Austrália, dizendo que o equipamento da empresa poderia ser usado pelo Estado chinês para espionagem. A Huawei nega essas alegações, e a China diz que os Estados Unidos não apresentaram provas concretas para respaldar seus argumentos.

Yang também disse que a estatal China Communications Construction e a China Railway Engineering Corp estão estudando propostas para as ferrovias Ferrogrão e Fiol, que o governo brasileiro planeja leiloar este ano. Mas as decisões finais sobre a entrada nas licitações ainda não foram tomadas, acrescentou ele.

Fonte: Reuters
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Notícias Boi Gordo

Oferta limitada mantém indicador firme neste ano

Cenário está atrelado à menor oferta interna de animais prontos para o abate e à demanda firme

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Arquivo/OP Rural

Os preços da arroba do boi gordo estão firmes no mercado brasileiro em 2019. Pesquisadores do Cepea afirmam que esse cenário está atrelado à menor oferta interna de animais prontos para o abate e à demanda firme, especialmente por conta do bom desempenho das exportações nacionais.

No acumulado de 2019 (de 28 de dezembro de 2018 até 17 de abril deste ano), o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 subiu 0,4%, fechando a R$ 154 nessa quarta-feira (17). A firmeza nos valores da arroba somada à queda nos preços do milho (devido à maior oferta), por sua vez, têm favorecido a relação de troca de produtores, que registra o momento mais favorável ao pecuarista desde janeiro de 2018.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado Interno

Preços da carne de frango sobem com força em abril

Cotações dos produtos de praticamente todos os elos da cadeia têm subido desde o início deste ano

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Arquivo/OP Rural

As cotações dos produtos de praticamente todos os elos da cadeia têm subido desde o início deste ano, favorecidas pela demanda aquecida e pela produção ajustada, segundo dados do Cepea. Na parcial de abril (até o dia 17), o frango inteiro congelado, negociado no atacado da Grande São Paulo, registra média de R$ 4,65/kg, elevação de 4,4% frente à do mês anterior e de expressivos 51,8% em relação a abril/18, em termos reais (valores foram deflacionados pelo IPCA de março/19).

Para o produto resfriado, os negócios apresentam média de R$ 4,66/kg na parcial deste mês, avanços de 4% e de significativos 54,1% nos mesmos comparativos. Quanto aos cortes, um dos avanços mais significativos nos valores de março para abril, de 7,8%, é observado para a coxa/antecoxa congelada, que registra média de R$ 4,87/kg na parcial deste mês – no ano, o aumento é de 40%.

Fonte: Cepea
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Notícias Prioridade para o bem-estar animal

Aurora inaugura moderna UDG em Chapecó

UDG II permitirá ampliar em 67% a produção de sêmen do complexo agroindustrial

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Divulgação

Bem-estar animal é o princípio orientador da Unidade de Disseminação de Genes (UDG II) da Cooperativa Central Aurora Alimentos – terceiro maior grupo industrial de alimentos cárneos do Brasil – inaugurada nesta semana, em Linha Tomazzelli, em Chapecó, SC. A UDG II permitirá ampliar em 67% a produção de sêmen do complexo agroindustrial, adotando o que há de mais avançado em genética suína. A unidade absorveu investimentos da ordem de R$ 17 milhões.

O ato inaugural foi presidido pelos diretores Mário Lanznaster (presidente), Neivor Canton (vice-presidente), Marcos Antônio Zordan (diretor de agropecuária), na companhia dos presidentes das cooperativas filiadas, do vice-prefeito Élio Cella, do gerente de produção de suínos Valdir Schumacher e do coordenador de desenvolvimento genético Evandro Nottar. O padre Domingos José Dias e o pastor Altair Boita ministraram a benção inaugural.

O presidente Mário Lanznaster destacou que o investimento foi necessário para manter o programa de expansão da produção de suínos da Aurora. O coordenador de desenvolvimento genético Evandro Nottar detalhou a complexidade da gestão e da operação da produção de sêmen. O vice-prefeito Élio Cella discorreu sobre a importância da Aurora na economia regional.

O diretor de agropecuária Marcos Zordan destacou que a UDG II atende aos requisitos da legislação europeia de bem-estar animal. A boa alimentação é uma das prioridades, mediante controle da qualidade e potabilidade da água e o fornecimento de nutrição balanceada. Os reprodutores estarão alojados em instalações climatizadas, com pressão positiva e filtro de ar, impedindo a entrada de agentes patogênicos, mantendo a biosseguridade e o bem-estar dos animais. Este moderno sistema de climatização foi desenvolvido para garantir ar na temperatura ideal ao conforto animal, devidamente filtrado e na quantidade adequada para atender à necessidade dos animais gerando conforto térmico.

As densidades na granja foram ajustadas de acordo com as condições ambientais, de manejo e comportamento dos animais. Os pavimentos e pisos foram construídos de forma a evitar e/ou minimizar lesões, com área útil mínima destinada a cada animal igual ou superior a 6 metros quadrados.

As instalações foram planejadas com fundos e laterais das baias com as grades vazadas, permitindo o contato entre os indivíduos e respeitando o comportamento social dos suínos.

O cuidado com a saúde do plantel é outro ponto central, assegurado pela presença de médico veterinário. Com isso, busca-se o correto manejo dos animais, a sanidade e a prevenção de doenças, com o diagnóstico e tratamento (quando necessário). “Queremos as melhores condições de bem-estar para os animais”, sublinha o diretor. Para isso, a equipe de profissionais será treinada e capacitada de acordo com as boas práticas de produção e bem-estar animal.

Estrutura

A UDG II tem área total construída de 4.266,09 m² e abrigará 300 machos doadores dentro das melhores condições de bem-estar animal. Os doadores são machos híbridos, resultado da composição de diferente raças, fornecidos pelas maiores empresas de genética suína do mundo, como Agroceres PIC, DB Danbred e Topigs Norsvin. A UDG II passará a produzir 10.500 doses/semana ou 45.500 doses/mês.

Os reprodutores, antes de ingressarem no galpão principal da unidade, serão recebidos no galpão de quarentena que possui o mesmo sistema de climatização e biosseguridade. Ali, por um período de 30 dias, serão monitorados diariamente objetivando garantir que não são portadores de nenhuma doença ou agente infeccioso.

Uma equipe de 13 profissionais trabalhará na UDG II, com o suporte de um médico veterinário e responsável técnico. O acesso ao local será rigorosamente restrito com uso de arco de desinfecção, escritório para controle de entrada de pessoas, barreira sanitária (banho de funcionários e visitantes) e quarentena obrigatória.

O complexo UDG II, que ocupa uma área de 272 hectares, é constituído por arco de desinfecção, três residências para moradores, prédio administrativo, área de lazer e lavanderia, laboratório, central de coleta e processamento de sêmen, área de quarentena, vestiário de quarentena, galpão de serviços, composteira, casa de maravalha, central de lixo, sala de painéis elétricos, geradores de energia, cabine de medição de energia, reservatórios de água, cisterna e lagoas de dejetos.

Fonte: Assessoria
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