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China lidera consumo mundial de frango e impulsiona exportações brasileiras, aponta GTF
Ásia consome mais de 50% das exportações brasileiras de frango, liderada pela China (10,9%), seguida por Emirados (9%) e Japão (8,6%), conforme levantamento da empresa.

Recentemente a China suspendeu a proibição de importação de frango do Brasil, reacendendo o otimismo do setor e abrindo caminho para um recorde histórico nas exportações brasileiras em 2025. A decisão do governo chinês reverteu as restrições impostas após um caso isolado de gripe aviária e marca a retomada de um dos mercados mais importantes para a proteína nacional.
O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo, com vendas para 151 países, e a China se mantém como o principal destino dessa proteína. A GTF, um dos seis maiores produtores de frango do Brasil e que está entre os dez principais exportadores do país, vê a reabertura do mercado chinês como um importante impulso para seus embarques internacionais.
Em 2024, a GTF comercializou 35 mil toneladas de carne de frango para o mercado asiático, o que representou 45% de suas exportações, sendo 61% destinados à China, um país que contribui de forma significativa para o desempenho das exportações brasileiras do setor. Antes da suspensão temporária, os embarques da companhia para o país já vinham em forte ritmo de crescimento, impulsionados pela confiança dos compradores internacionais na qualidade e segurança alimentar dos produtos da marca.
“A suspensão da proibição e a reabertura das exportações representam um marco importante para nós. Mantemos uma relação comercial sólida com o mercado asiático, tendo na China um dos destinos mais estratégicos, responsável por quase 27% de nossas exportações. Com essa retomada, reforçamos o compromisso da GTF com a excelência, a sustentabilidade e os mais rigorosos padrões sanitários exigidos globalmente”, afirma Rafael Tortola, CEO da GTF.
Com mais de 562 mil toneladas consumidos, a China lidera o ranking mundial, segundo dados da GTF, com 562.207 toneladas e 10,9% de participação global, seguida pelos Emirados Árabes Unidos, com 455.121 toneladas (9%), e pelo Japão, com 443.201 toneladas (8,6%). Esses três países estão entre os principais destinos da carne de frango brasileira, seguidos por Arábia Saudita (7,2%) e África do Sul (6,3%).
A reabertura do mercado chinês é um marco estratégico para as exportações brasileiras de frango. Com a China liderando o consumo e sendo responsável por uma parte significativa de nossas vendas, essa decisão reforça a confiança dos mercados internacionais na qualidade e segurança dos produtos. Em 2024, a GTF teve um desempenho notável, em torno de 28% de nossas exportações direcionadas à China. Para 2026, nossas expectativas são ainda mais ambiciosas, com um aumento significativo nas exportações, cerca de 10%, incluindo os mercados asiáticos, e o fortalecimento contínuo de nossa presença global.
Consumo de frango pelo mundo
Presente nos principais mercados mundiais, a GTF exporta cortes de acordo com as preferências de consumo de cada região. Na Ásia, os produtos mais demandados são asa inteira, meio da asa, coxa e sobrecoxa (com e sem osso), cartilagens e pés de frango. Na África, destacam-se coxa e sobrecoxa, MDM (carne mecanicamente separada), peito e pés de frango. O Oriente Médio tem preferência por coxas, sobrecoxas, moelas, fígados e peito; na Europa, o peito é o corte mais procurado; e nas Américas, há demanda por coxas e sobrecoxas (com e sem osso), asa inteira, coxinha da asa, peito e pés de frango. No Brasil, o consumo também é diversificado, mas não há cortes vendidos exclusivamente no mercado interno.
“As diferenças culturais também se refletem nas partes mais valorizadas de cada região. Os pés de frango, por exemplo, são amplamente consumidos em países emergentes, mas na China são considerados uma iguaria de alto valor. Já as cartilagens do peito e do joelho, muitas vezes descartadas em outros mercados, são apreciadas na China e Japão, onde há valorização do aproveitamento integral da proteína”, complementou Kendi Okumura, gerente de exportação da GTF.

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Brasil destaca ciência e tecnologia no agro em evento que marca nova gestão do IICA
Posse do novo diretor-geral reuniu autoridades de mais de 30 países e abriu espaço para ampliar cooperação em inovação, sustentabilidade e pesquisa agropecuária nas Américas.

O Brasil participou da cerimônia de posse de Muhammad Ibrahim como novo diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), para o período 2026-2030. O evento reuniu ministros da agricultura e autoridades governamentais de mais de 30 países e marcou a transição conduzida pelo Diretor-Geral cessante, Manuel Otero.
Na condição de presidente da Junta Interamericana de Agricultura (JIA), órgão máximo de governança do Instituto, o Brasil teve papel central no ato. Representando o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, Cleber Soares, oficializou a posse do novo dirigente.

Durante a missão no país, foi realizada reunião bilateral entre o novo diretor-geral do IICA e representantes do Mapa. No encontro, foram discutidas prioridades estratégicas do Brasil e diretrizes para cooperação com o organismo internacional. O Brasil reiterou apoio ao novo mandato, ressaltando a importância de aprofundar a colaboração em áreas como sustentabilidade, inovação agropecuária, pesquisa e fortalecimento tecnológico em toda a região.
A delegação brasileira contou com a participação da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, do secretário-adjunto da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI), Marcel Moreira, da encarregada de negócios da Embaixada do Brasil em San José, Maria Aparecida Weiss, da adida agrícola do Mapa na Costa Rica, Priscila Rech Pinto Moser e da assessora da secretaria-executiva do Mapa, Sibelle Silva.
Em seu discurso de posse, Muhammad Ibrahim afirmou assumir o cargo com “gratidão, humildade e profundo senso de propósito” e destacou o compromisso de atuar de forma integrada com todos os países das Américas, respeitando as especificidades dos diferentes sistemas agroalimentares. O novo Diretor-Geral também ressaltou a intenção de fortalecer a excelência institucional do IICA e ampliar parcerias técnicas baseadas em ciência, transparência e cooperação.
O que é o IICA?
O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) é o organismo especializado do Sistema Interamericano dedicado ao desenvolvimento agrícola e ao bem-estar rural. Presente nos 34 países das Américas, o Instituto apoia os governos na formulação e implementação de políticas públicas voltadas a um setor agropecuário mais produtivo, inovador, sustentável e resiliente.
Entre as principais áreas de atuação do IICA estão o aumento da produtividade agropecuária; inovação e transformação digital no campo; adaptação e mitigação às mudanças climáticas; fortalecimento da segurança alimentar; desenvolvimento rural inclusivo; e melhoria da competitividade e do comércio agrícola.
O que é a JIA?
A Junta Interamericana de Agricultura (JIA) é o órgão máximo de governança do IICA e reúne os países membros, representados por seus ministros da Agricultura. A JIA se reúne, em geral, a cada dois anos para definir prioridades políticas e estratégicas e orientar a atuação do Instituto nas Américas.
O ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, assumiu a presidência da JIA em 4 de novembro de 2025, durante a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas, passando a liderar as deliberações e a agenda hemisférica de cooperação agrícola no período subsequente.
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Brasil e Costa Rica ampliam parceria estratégica no agronegócio
Agenda bilateral avançou em cooperação técnica, inovação, intercâmbio genético e financiamento sustentável, com foco em bioinsumos e agricultura de baixo carbono.

O secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares, e o vice-ministro do Ministério da Agricultura e Pecuária da Costa Rica (MAG), Fernando Vargas, reuniram-se em uma agenda conjunta voltada ao fortalecimento da cooperação bilateral no setor agropecuário, com foco em sustentabilidade, bioinsumos, inovação tecnológica, intercâmbio de material genético e financiamento da agricultura de baixo carbono.
Durante o encontro, a Costa Rica apresentou os avanços na construção de sua Estratégia Nacional de Bioinsumos, desenvolvida com forte referência na experiência brasileira. O país destacou o objetivo de reduzir o uso de insumos químicos na agricultura e ressaltou a experiência do Brasil em registro, validação científica e uso de bioinsumos em escala.
A delegação brasileira compartilhou os resultados do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que, desde 2010, viabilizou a adoção de tecnologias sustentáveis em mais de 50 milhões de hectares e contribuiu para a mitigação de cerca de 60 milhões de toneladas de CO₂. O Brasil reafirmou a disposição em compartilhar metodologias e boas práticas que poderão apoiar as metas costarriquenhas.

Foto: Ministerio de Agricultura y Ganaderia da Costa Rica (MAG)
Outro tema central da reunião foi o interesse do Instituto Nacional de Inovação e Transferência em Tecnologia Agropecuária (INTA), da Costa Rica, no intercâmbio de material genético animal e vegetal com o Brasil. A delegação brasileira manifestou apoio à iniciativa, destacando a necessidade de avanços nos protocolos sanitários para viabilizar o intercâmbio seguro entre ambos os países.
A Costa Rica também demonstrou interesse em tecnologias brasileiras de agricultura digital, incluindo o uso de drones, estações meteorológicas e ferramentas de monitoramento climático aplicadas à extensão rural.
No campo sanitário, houve avanços em temas prioritários da agenda bilateral, com destaque para a organização de auditoria voltada à habilitação de estabelecimentos brasileiros. As delegações também discutiram o fortalecimento da cooperação institucional entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Serviço Nacional de Saúde Animal da Costa Rica (Senasa).
No âmbito do financiamento, a Costa Rica apresentou seu novo programa nacional inspirado no ABC, voltado ao apoio a produtores que adotem práticas sustentáveis, com foco inicial em pecuária, café e cana-de-açúcar.
O encontro contou ainda com a participação da encarregada de negócios da Embaixada do Brasil em San José, Maria Aparecida Weiss; da diretora de Cooperação Internacional do MAG, Adriana Lobo; da chefe de Extensão de Serviços Agropecuários do MAG, Karla Mena; do diretor-executivo do INTA, José Roberto Camacho; da adida agrícola do Mapa na Costa Rica, Priscila Rech Pinto Moser; da assessora da Secretaria-Executiva do Mapa, Sibelle Silva; além de representantes da Embaixada do Brasil em San José.
Contexto econômico
Com cerca de 5,1 milhões de habitantes, a Costa Rica possui um PIB estimado em US$ 64,3 bilhões e PIB per capita aproximado de US$ 12,6 mil. O setor agrícola tem papel relevante na economia do país, sendo o segundo maior gerador de divisas, atrás apenas do setor de equipamentos médicos, enquanto o setor alimentício ocupa a terceira posição.
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Show Rural Coopavel deve levar mais de 400 ônibus de produtores a Cascavel
Coopavel mobiliza filiais e entidades parceiras para trazer caravanas de várias regiões do Paraná e de outros estados à 38ª edição do evento, que ocorre de 9 a 13 de fevereiro e reúne cerca de 600 expositores do Brasil e do exterior.

Além da Fetaep, Faep, IDR, Projeto Vitórias e outras entidades parceiras, a Coopavel organiza as suas 34 filiais para trazer caravanas de produtores rurais à 38ª edição do Show Rural Coopavel. A expectativa é que mais de 400 ônibus, das mais diferentes regiões do Paraná e de outros estados, desloquem-se diariamente a Cascavel no período de 9 a 13 de fevereiro para conhecer as mais recentes inovações, lançamentos e tendências apresentadas pelos 600 expositores presentes ligados à cadeia do agronegócio do Brasil e também do exterior.
“Fizemos um planejamento cuidadoso e há pelo menos três meses estamos mobilizando cooperados, produtores rurais e técnicos de toda a área de abrangência da Coopavel, que atua em 21 municípios do Oeste e Sudoeste do Paraná”, comenta o gerente de Filiais Oeste, Roberto Painelli, responsável por organizar as comitivas da área de atuação da cooperativa. “Os convidados que integrarão as caravanas não terão nenhum custo de deslocamento e visitação, tudo para que possam ter contato com as novidades que vão ser demonstradas durante os cinco dias de Show Rural”.
Compartilhamento
O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, destaca que a disseminação de conhecimentos, permitindo ao agropecuarista produzir mais, melhor e de forma sustentável, é um dos principais mandamentos do evento técnico oficialmente iniciado em 1989. “Criamos o Show Rural com o propósito de acelerar o compartilhamento de informações sobre inovações e tecnologias, fazendo com que, de forma rápida e eficiente, o produtor utilize esse conhecimento para potencializar o seu negócio”. E esse processo de transferência de tecnologia está tão rápido e dinâmico, observa Dilvo, que a produção que está agora no campo já pertence ao passado, devido ao acelerado movimento que toma conta do agronegócio mundial.
Transformadoras
Além de produtores rurais, o Show Rural Coopavel é frequentado por mulheres e filhos de agricultores, técnicos, diretores de grandes empresas do setor e entidades dos mais variados segmentos produtivos e também por acadêmicos de cursos de graduação ligados ao agro e alunos de escolas técnicas. “Todos vêm ao parque com a mesma finalidade: ver, conhecer e tirar dúvidas sobre novidades transformadoras, desenvolvidas por uma grande cadeia produtiva e de negócios responsável por colocar alimento na mesa de habitantes todo mundo todo”, conforme Dilvo.
Uma das principais contribuições do Show Rural nesses anos todos, conforme o presidente da Coopavel, tem sido disseminar conhecimentos que permitiram elevar significativamente as produtividades das principais commodities cultivadas no Oeste do Paraná. O aumento da produtividade, principalmente nos últimos 20 anos, foi superior a 200% nos cultivos de soja e milho, fazendo da região, do Estado e do Brasil um dos principais produtores desses grãos no planeta.



