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China e commodities lideram aumento das exportações brasileiras

Soja em grão, petróleo bruto e o minério de ferro explicam 82% das exportações brasileiras para a China

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Tânia Rêgo/Agência Brasil

As exportações para a China e as commodities são os principais responsáveis pelo superavit de US$ 58,7 bilhões nas transações comerciais com o exterior. Embora inferior ao de 2017, quando o superavit fechou em US$ 67 bilhões, foi o segundo maior valor na série histórica da balança comercial brasileira. Os dados fazem parte do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) de janeiro divulgado na quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV).

A FGV destacou três resultados que mais chamaram a atenção quanto ao comportamento da balança comercial em 2018: além da liderança da China e do crescimento das commodities.

Segundo a FGV, a China atingiu a sua maior participação como destino das exportações brasileiras, ao responder por 26,8% do total, o que resultou numa diferença de mais de 10 pontos percentuais em relação ao segundo maior parceiro, os Estados Unidos, responsável por 12% das vendas externas do Brasil. Já o terceiro principal parceiro, a Argentina, reduziu a sua participação nas exportações de 8,1% para 6,2% em 2018.

“A participação da China supera a dos principais parceiros países/blocos do Brasil, desde 2014. Chama atenção o aumento da participação entre 2017 e 2018, de 21,8% para 26,8%, explicado por um crescimento de 35,2% puxado pelas três principais commodities exportadas para esse país. Soja em grão, petróleo bruto e o minério de ferro que, juntas, explicam 82% das exportações brasileiras para aquele país asiático”, diz o documento.

Por sua vez, o petróleo superou a participação do minério de ferro pela primeira vez nas vendas externas brasileiras para a China. A importância da China para as exportações brasileiras é reafirmada quando analisamos os 10 principais produtos exportados pelo Brasil.

Assim, o segundo principal produto exportado pelo Brasil é o óleo bruto de petróleo e a participação da China no total exportado passou de 44,2% para 57%, entre 2017 e 2018. As exportações de carne bovina, oitavo principal produto, o percentual da China foi de 18,3%, em 2017, e de 27,2%, em 2018.

Índices

Os dados do Icomex indicam que o setor de agropecuária liderou o aumento do volume exportado pelo país em 2018, com variação de 15,3%, seguido da extrativa (6,4%) e da transformação (1,3%). No entanto, excluindo as plataformas de petróleo, a variação recua em 2,1%.

Nas importações, a liderança ficou com a indústria de transformação, com 11,6% de participação. Novamente, excluindo as plataformas, o aumento reduz para 6% e fica abaixo da variação do volume importado pela indústria extrativa (6,8%).

O Indicador de Comércio Exterior ressalta que o comportamento do setor automotivo influenciou tanto as exportações como as importações de bens duráveis.

Expectativas

Para 2019, em um primeiro momento, há expectativas otimistas quanto à melhora na economia argentina, o que poderá favorecer as exportações, ao contrário do que aconteceu no ano passado.

O estudo ressalta, porém, que “a grande incógnita para 2019 é se o governo irá ou não implementar uma reforma tarifária que visa reduzir as tarifas e qual será o cronograma temporal previsto”.

Além disso, alerta para o fato de que os anúncios de possíveis novos acordos e/ou revisões dos acordos existentes no âmbito do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e também na agenda de relações bilaterais (China e Estados Unidos) poderão impactar os resultados da balança comercial.

O estudo aponta ainda para o fato de que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China ainda perdura e que não há certeza se os últimos movimentos de distensão das relações comerciais irão se manter.

Fonte: EBC

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Centro FAO/AIEA destaca uso de técnicas nucleares na agricultura

Painel na LARC39 apresentou iniciativas que vão do controle de pragas ao manejo sustentável do solo e da água.

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Foto: Divulgação/APS

O trabalho desenvolvido pelo Centro Conjunto FAO/AIEA de Técnicas Nucleares na Alimentação e Agricultura foi apresentado na última sexta-feira (06) durante um painel da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe (LARC39). O centro, sediado em Viena, na Áustria, é resultado de uma parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O painel foi conduzido pela cientista Dongxin Feng, diretora do centro, que participa da conferência no Brasil. Segundo a pesquisadora, tecnologias nucleares aplicadas à agricultura têm contribuído para enfrentar desafios como a fome, a desnutrição, a sustentabilidade ambiental e a segurança dos alimentos.

O Centro FAO/AIEA reúne mais de 120 cientistas e trabalha no desenvolvimento e na disseminação de tecnologias nucleares e isotópicas voltadas à produção agrícola. As pesquisas buscam melhorar a produtividade das lavouras, controlar doenças e pragas, manejar solos e desenvolver culturas mais resistentes às mudanças climáticas.

Entre as aplicações dessas técnicas estão estudos sobre a absorção de nutrientes pelas plantas, o uso eficiente da água no solo, o rastreamento de fontes de poluição e o aprimoramento do manejo de fertilizantes.

As principais áreas de atuação do centro incluem o combate à fome e à desnutrição, o aumento da segurança alimentar por meio da irradiação de alimentos para ampliar a vida útil, o monitoramento de recursos naturais, melhorias na saúde e na reprodução animal e o controle de pragas agrícolas. Nesse último caso, é utilizada a técnica do inseto estéril, que consiste na criação de insetos em laboratório, esterilizados por radiação e liberados no campo para reduzir populações de pragas.

O centro coordena mais de 25 projetos de pesquisa por ano em todo o mundo, com a participação de mais de 400 instituições de pesquisa e estações experimentais. Além disso, apoia mais de 200 projetos de cooperação técnica nacionais e regionais voltados à transferência dessas tecnologias para países membros.

No Brasil, as ações são desenvolvidas principalmente por meio de cooperação técnica e redes de pesquisa com instituições nacionais. Entre os projetos está o controle da mosca-das-frutas com a técnica do inseto estéril, conduzido em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA/USP). Também há estudos voltados ao manejo da mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae), praga que pode afetar exportações agrícolas.

Outras iniciativas no país envolvem projetos de manejo sustentável de solos e fertilizantes, com o uso de isótopos estáveis para avaliar a eficiência de fertilizantes orgânicos e biofertilizantes, além de medir o uso de nitrogênio pelas plantas.

Pesquisadores brasileiros também participam de estudos voltados ao monitoramento de rios e aquíferos com o uso de isótopos naturais, contribuindo para a gestão de recursos hídricos. O país ainda integra o programa de cooperação técnica da AIEA, que inclui formação de especialistas, fortalecimento da infraestrutura científica e pesquisas sobre aplicações nucleares na agricultura e no meio ambiente, com participação de instituições como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), universidades e centros de pesquisa.

Fonte: Assessoria Centro Conjunto FAO/AIEA
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União Europeia aprova pré-listing para gelatina e colágeno do Brasil

Mecanismo simplifica a autorização de exportações e amplia acesso desses produtos ao mercado europeu.

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Imagem criada por ChatGPT

Entre os dias 04 e 05 de março, representantes do Brasil e da União Europeia participaram, em Brasília, de uma reunião do Mecanismo Sanitário e Fitossanitário (SPS). Durante o encontro, foi aprovado o mecanismo de pré-listing para estabelecimentos brasileiros produtores de gelatina e colágeno.

Com a decisão, o processo de autorização para exportação desses produtos ao mercado europeu passa a ser simplificado. Utilizados em setores como alimentos, medicamentos e cosméticos, a gelatina e o colágeno passam a ter um caminho mais direto para acesso ao bloco. A aprovação do pré-listing também indica o reconhecimento, por parte da União Europeia, dos controles sanitários adotados pelo Brasil nessa área.

Pelo lado europeu, participaram representantes da Direção-Geral da Saúde e Segurança dos Alimentos (DG Santé) e da Direção-Geral do Comércio (DG Trade), ambas ligadas à Comissão Europeia.

Do lado brasileiro, estiveram presentes representantes da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária, além de integrantes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

A reunião faz parte do diálogo técnico mantido entre Brasil e União Europeia para tratar das regras sanitárias e fitossanitárias que regem o comércio de produtos agropecuários entre as duas partes.

O avanço ocorre em um momento de maior aproximação entre o Mercosul e a União Europeia, após a assinatura do acordo comercial entre os blocos, concluído depois de 26 anos de negociações.

Fonte: Assessoria Mapa
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Brasil e países do Caribe avançam em diálogo sobre cooperação no agro

Encontro reuniu ministros da região e representantes do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura e tratou de tecnologia, comércio e segurança alimentar.

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Foto: Carlos Silva/Mapa

O secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, Cleber Soares, reuniu-se na última quinta-feira (05), em Brasília, com ministros e representantes de países do Caribe e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para discutir oportunidades de cooperação na área agrícola.

O encontro ocorreu na mesma semana da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura para a América Latina e o Caribe (LARC39) e buscou identificar parcerias e apresentar iniciativas do governo brasileiro voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.

Durante a reunião, Soares destacou a importância da aproximação entre o Brasil e os países caribenhos por meio do IICA e mencionou o papel da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no desenvolvimento tecnológico do agro brasileiro. Ele também apresentou a estrutura do ministério e iniciativas conduzidas pela pasta, abrindo espaço para que representantes dos países participantes apresentassem demandas e oportunidades de cooperação.

O diretor-geral do IICA, Muhammad Ibrahim, ressaltou a importância da participação dos países da Comunidade do Caribe (Caricom) e de parceiros como o México. Segundo ele, o fortalecimento da cooperação regional pode contribuir para o desenvolvimento da agricultura e para a segurança alimentar.

Durante o encontro, Soares anunciou a criação de um Hub de Inovação e Agricultura Sustentável das Américas na Guiana. A iniciativa, articulada entre o Mapa, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a Agência Brasileira de Cooperação, a Embrapa e o IICA, busca reunir demandas dos países do Caribe e ampliar a cooperação técnica na região.

Representantes do ministério também apresentaram ações conduzidas por diferentes áreas da pasta. O secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro, destacou políticas de sustentabilidade como o Programa Caminho Verde Brasil, o Plano ABC+ e o Programa Solo Vivo. Já o secretário adjunto de Política Agrícola, Wilson Vaz, apresentou medidas relacionadas a crédito rural, apoio à comercialização e seguro rural.

A diretora de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, Judi Nóbrega, explicou o papel da Secretaria de Defesa Agropecuária na fiscalização sanitária e na garantia da credibilidade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Na área de comércio exterior, o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, destacou ações voltadas à abertura de mercados e informou que o primeiro carregamento de carne bovina brasileira chega nesta semana a São Vicente e Granadinas. Segundo ele, hortaliças e vegetais produzidos a partir de sementes doadas pelo Brasil em missão anterior também já estão sendo colhidos no país.

Durante o encontro, ministros caribenhos apresentaram desafios enfrentados pela agricultura na região, como impactos das mudanças climáticas, problemas de manejo pós-colheita e a necessidade de ampliar mercados para os produtos agrícolas. Também foram discutidas estratégias para tornar o setor mais atrativo para os jovens, incluindo o uso de tecnologias como drones e agricultura de precisão.

Questões relacionadas à segurança no campo também foram mencionadas, como o roubo de colheitas em algumas regiões. Representantes de São Cristóvão e Névis relataram prejuízos causados por animais que invadem plantações, enquanto representantes do Haiti destacaram a situação de insegurança alimentar no país, onde mais da metade da população enfrenta dificuldades de acesso a alimentos.

Ao final da reunião, os participantes ressaltaram a importância da cooperação internacional, do acesso a mercados e do uso de tecnologias para fortalecer a agricultura na região, especialmente em países com características de agricultura tropical.

Fonte: Assessoria Mapa
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