Conectado com

José Luiz Tejon Megido Opinião

China: consumidores globais, vontades iguais

75% dos consumidores chineses preferem marcas e produtos importados

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Todos temos uma ideia aproximada da expansão da China, que cresce, em média, 9,7% ao ano desde 2000.

A China tem quase 100 firmas dentre as 500 maiores do mundo, e tem o 2° maior Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, em busca de ser o primeiro.

A participação do país na agricultura, que era de cerca de 30% no passado, hoje é de 9%. Mas, mesmo assim tem um gigantesco crescimento do seu agribusiness, com empresas, aquisições e um consumo interno de alimentos e bebidas, na casa de US$ 2 trilhões, quase um PIB do Brasil somente no consumo interno de comida e bebida.

A população da China de um bilhão e trezentos milhões de pessoas era predominantemente rural, e hoje metade está no campo. Significa 600 milhões de pessoas nas cidades chinesas.

A outra metade precisa ser mantida e suportada em micro e pequenas propriedades rurais com baixíssima produtividade, o que então obriga o governo chinês a taxar produtos de outros países, para que possa haver a mínima condição competitiva para micro e pequenos produtores chineses.

Mesmo assim, no setor de hortaliças, frutas, legumes, pescados e especiarias, a China tem conseguido exportar cerca de US$ 95 bilhões, ficando cabeça a cabeça com o total das exportações brasileiras.

Neste mês nos reunimos com especialistas e estudantes chineses do Master Science Food & Agribusiness Management da Audencia Business School, de Nantes, na França.

Eles nos trouxeram um dado curioso e muito provocativo para os negócios e as estratégias de marketing no mercado chinês: 75% dos consumidores chineses não confiam na qualidade e na saudabilidade dos produtos industrializados na China.

Escândalos como o leite com melanina, baby food industry em 2008, a explosão de uma planta química em 2015 e a elevada poluição leva um moderno consumidor, que se transformou em poucos anos, à busca de um padrão de produtos premium, que quer marcas globais e reconhecidas internacionalmente por qualidade e saudabilidade.

Imagine se apenas 20% da população chinesa, num padrão de classe média para classe A, vivesse em busca de produtos premium? Falamos de 260 milhões de pessoas que estariam dispostas a pagar mais pela percepção de melhores produtos.

Dessa forma, quando temos pela frente como país exportador o nosso Brasil, que enfrenta taxas de impostos que elevam o preço dos nossos produtos na China, como frangos e suínos, por exemplo, vemos que precisamos nos preparar para os enfrentamentos das guerras comerciais.

Fica aqui a questão: Sabemos fazer marketing? Sabemos vender os produtos brasileiros para todos os stakeholders envolvidos, e não apenas os compradores importadores?

Claro que não sabemos, ou melhor, tem muita gente que sabe sim. A questão é que os talentos brasileiros de marketing não foram ainda convocados para a linha de frente dessa verdadeira guerra pelas percepções dos consumidores mundiais.

Afinal, desde 1979 a Coca-Cola foi lançada no maior mercado comunista do mundo, a China. Isso diz algo?

75% dos consumidores chineses preferem marcas e produtos importados. A guerra comercial pode ser travada acima de meia dúzia de negociadores. Uma poderosa luta por corações e mentes de pessoas globalizadas e com muitos desejos comuns, muito mais comuns do que Karl Marx ou Mao Tsé-Tung um dia imaginaram.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

8 + 20 =

José Luiz Tejon Megido Opinião

Agroindústria também é agronegócio no Brasil

Podemos dobrar o agro com a agroindústria e o comércio, e ainda mais, com estabilidade para o produtor rural

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

A indústria brasileira tem hoje a menor fatia do PIB em cerca de 70 anos. Ao mesmo tempo, um estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) revela que a indústria nacional pagou em 2018 R$ 37 bilhões de reais em tributos. Isso quer dizer que 1,2% do seu faturamento é para pagar apenas os impostos!

Nada novo. Uma agroindústria que processa batatas, por exemplo, e quer disputar os mercados internacionais terá que contar com uma competência e competitividade acima de campeões olímpicos mundiais para obter chance de êxito. Dessa forma, o PIB brasileiro jamais conseguirá crescer 4% ao ano no patamar aonde chegamos.

Se o agronegócio brasileiro, nas minhas contas, significa 1/3 do PIB total do país e 60% desse total está no pós-porteira das fazendas (falamos da indústria, comércio e serviços), para crescermos o PIB do Brasil em 20% nos próximos seis anos precisaremos dobrar o tamanho do nosso agronegócio. E como 60% dele estão na transformação industrial e comércio, não será possível fazer isso sem uma revolução estratégica agroindustrial.

Agronegócio é indústria no antes e no pós-porteira. Ministro Paulo Guedes e Ministra Tereza Cristina: precisamos de uma política pública agroindustrial; sem a agroindústria nacional jamais dobraremos o agro do país, e se não fizermos isso, não haverá crescimento da nação a níveis necessários de 4% ao ano, minimamente.

Podemos dobrar o agro com a agroindústria e o comércio, e ainda mais, com estabilidade para o produtor rural.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

José Luiz Tejon Megido Opinião

Pelé e Coutinho, Tereza Cristina e Paulo Guedes: um gol na economia

Precisamos urgentemente de duplas fantásticas para dar uma virada no país

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Precisamos de duplas de trabalho que joguem competentemente no país. Recentemente, faleceu, infelizmente, o grande centroavante Coutinho, que ao lado de Pelé, fizeram a melhor dupla de ataque da história do futebol mundial: Pelé e Coutinho.

Agora, precisamos urgentemente de duplas fantásticas para dar uma virada no país. Os dados apontam para uma década perdida, esta última, na qual talvez não passemos de um crescimento de apenas 1% ao ano. Precisamos crescer nos próximos cinco anos a um objetivo de 4% ao ano para chegarmos a um PIB de 2 trilhões e meio de dólares, minimamente. Dessa forma, que venham os novos ‘Pelés’ e ‘Coutinhos’ do país.

O Presidente, Jair Bolsonaro, e o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia: bola na marca do pênalti, foco na reforma da previdência. Ministro Sérgio Moro e presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli: foco na segurança e nos crimes de corrupção.

Mas aí vem o x da questão – e que se não ocorrer, não iremos chegar aos 4% de crescimento da nossa economia – a dupla de ataque fundamental do país: a união do ministro da Economia, Paulo Guedes, formando tabelinha para o crescimento do país com Teresa Cristina, Ministra da Agricultura.

Esses dois ministérios reunidos significam camisa 9 e camisa 10 da economia do país, pois envolvem todas as cadeias produtivas do agribusiness, desde a indústria que forma a ciência e a tecnologia, passando pelos produtores rurais, seguindo na indústria de agregação de valor e processamento das matérias-primas originadas nos campos, indo ao comércio  e serviços, que reunidos formam na pior das hipóteses 1/3 do PIB brasileiro, com cerca de 500 bilhões de dólares.

A dupla do crescimento brasileiro envolve Paulo Guedes e Tereza Cristina, pois reúnem todas as cadeias produtivas do antes, dentro e pós-porteira das fazendas. No meio de campo, presidente Bolsonaro e Rodrigo Maia com foco na Reforma da Previdência, e na defesa o judiciário e Polícia Federal, com Moro e Dias Toffoli.

A hora do novo agronegócio, e que a Sociedade Civil Organizada, as Confederações Nacionais Empresariais se unam e se reúnam para um plano ao lado das duplas do sistema público.

Ministra Tereza Cristina e ministro Paulo Guedes são camisas 9 e 10 da nossa seleção…pra marcar gol.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Colunistas Opinião

Sem a ciência, não haverá como alimentar o mundo

Haverá um grande aumento da produtividade não apenas no campo, mas na sua transformação agroindustrial

Publicado em

em

Divulgação/Assessoria

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

A bióloga molecular norte-americana Nina Fedoroff, pesquisadora da Penn State University e ex-Conselheira Científica do departamento de Estado dos Estados Unidos, disse que não haverá possibilidade de alimentar em quantidade e qualidade suficiente uma população que era de dois bilhões e seiscentos milhões de pessoas em 1950, e que será de 10 bilhões em 2050, sem a ciência da genética.

Ou seja, as sementes geneticamente modificadas ou com edição de seus genes significarão a possibilidade de uso menor de recursos de água, terra e nutrientes, e terão mais resistência às pragas e doenças.

Haverá um grande aumento da produtividade não apenas no campo, mas na sua transformação agroindustrial. Por isso, precisamos enfrentar a aversão, o medo e os mitos em torno dos organismos geneticamente modificados e da ciência em torno da agricultura.

A Dra. Nina Fedoroff diz que há uma grande batalha a ser travada e ela não está na ciência; a batalha para a utilização da ciência genética está na comunicação.

Existe uma hostilidade generalizada no mundo. E esta cientista afirma que os divulgadores científicos e a imprensa terão responsabilidades gigantescas a respeito disso.

Então, te pergunto: “Você, teme a genética? Teme os organismos geneticamente modificados ou editados?”.

A Dra. Nina é taxativa nas suas afirmações em entrevista dada a Agroanalysis: “Até o momento, não há qualquer evidência de que a adoção de culturas geneticamente modificadas cause mal à saúde humana e animal ou ao meio ambiente”.

Outro exemplo apresentado foi um estudo da Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos, que confirmou serem as culturas transgênicas seguras.

As palavras escritas nesse documento foram: “(…) não foram encontradas evidências de que as culturas geneticamente modificadas oferecem riscos para a saúde humana, diferente daqueles que apresentam as culturas convencionais.“.

A revolução científica na agricultura exigirá comunicação e educação, tanto para os produtores quanto para processadores e consumidores.

Digitalização da agricultura, inteligência artificial, robots, monitoramento por satélite e drones. Um imenso design innovation de proporções inimagináveis está em andamento.

E onde está o acelerador ou o freio desse inevitável domínio pela sociedade humana? Na comunicação.

Em uma comunicação educadora da ciência, explodindo mitos e lidando com fatos, não apenas técnicos, mas para toda a sociedade consumidora. Sem ciência, não haverá comida suficiente. É hora de uma nova consciência.

E cada vez mais dependeremos e comeremos ciência. É bom incluir isso nas escolas, nos cardápios e na formação da gastronomia e dos nutricionistas.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Biochem site – lateral
Abraves
Facta 2019
Conbrasul 2019

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.