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China, Chicago e câmbio influenciam na manutenção em alta dos preços agrícolas
Apesar da elevação, preocupações ficam por conta do aumento dos custos e dos impactos na cadeia de produção animal

O câmbio foi o principal fator da alta das commodities agrícolas no Brasil em 2020 e vem sustentando em 2021 os patamares de preços, em especial o da soja. Neste ano, o reforço para a continuidade deste patamar veio de Chicago, com preços praticados no mercado internacional, em especial na soja e no milho. Este foi o tema central do Agropauta Web Talks realizado na noite desta segunda-feira, 7 de junho. Participaram do debate o vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), Eugênio Zanetti, o vice-presidente da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM) e sócio da Corretora Renato Agronegócios, Christiano Erhart, e o analista de Safras & Mercado, Luiz Fernando Roque.
Para Roque, o grande fator que explica a maior parte deste movimento foi o fator câmbio. O analista lembro que, no início da pandemia, o câmbio puxou os preços e o mercado se movimentou internamente porque houve uma demanda muito forte da China, especialmente da soja, principalmente por causa da segurança alimentar. “Vimos a China puxando essa fila e demandando o máximo possível para garantir suprimentos em 2020 e isso enxugou estoques do Brasil e Estados Unidos com o Brasil finalizando o ano quase zerado em estoques com 2 milhões de toneladas, o que garante um mês de esmagamento. E neste ano temos o fator de Chicago, principalmente na soja e no milho, que estão em patamares muito bons”, observou.
Para Erhart, a questão do câmbio foi muito importante na questão das commodities, mas citou também o impacto do grande crescimento da classe média chinesa na última década. “Houve uma ascensão social muito grande, com 400 milhões de pessoas na classe média, o que alterou totalmente a forma de consumo demandando mais produtos, em especial mudando seus hábitos alimentares nas carnes. O que fez com que a China consumir mais soja e milho, o que criou essa reviravolta principalmente no mercado de milho impactando na produção de aves e suínos do Brasil”, reforçou.
Na visão do produtor, Zanetti, afirmou que mesmo com as altas, o agricultor familiar pouco pode explorar estes valores devido às estiagens que afetaram principalmente o milho e também impactaram na renda do produtor de leite. “Embora na safra 2020/2021 plantamos a custo baixo, tivemos prejuízos com a seca e alguns agricultores nem tiveram safra. Mais de 60% da safra de soja foi negociada a menos de R$ 100,00 e agora os preços estão disparados e supervalorizados. Estamos preocupados, em especial na agricultura familiar, com os produtores de leite, pois o produtor não conseguiu fazer a silagem de qualidade e temos que fazer a suplementação de que o custo de produção subiu muito. Ele acaba tendo menos lucratividade do que na safra 2019/2020 com preços mais baixos”, salientou.
O Agropauta Web Talks é promovido pela AgroEffective e quinzenalmente traz nas segundas-feiras um encontro virtual sobre temas relacionados ao setor. O próximo debate ocorrerá no dia 21 de junho, às 19h, no canal Agropauta Web TV no endereço www.youtube.com/agroeffective.

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026
CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura
Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.
Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.
A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.
A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.
Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul
Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto
Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.
De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.
Economia circular e aproveitamento de resíduos
As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.
Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.
Programação
A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.
O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.
Manhã
08h – Credenciamento/Recepção
08h30 – Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger
09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS
09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo
10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam
11h – Mesa Redonda
12h – Almoço (por adesão)
Tarde
13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley
14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo
15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor
15h45 – Intervalo
16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater
16h45 – Mesa Redonda
17h30 – Encerramento



