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China amplia compra de carne suína catarinense

Ampliação das vendas para a China acabou contribuindo para que Santa Catarina entrasse em 2018 com saldo positivo nas exportações de carne suína

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China se consolida como principal mercado para carne suína catarinense. Em janeiro, o estado faturou US$ 20 milhões com as vendas para o mercado chinês – mais do que o dobro da receita em dezembro de 2017. No último mês foram embarcadas 9,7 mil toneladas de carne suína com destino ao país asiático – 110,5% a mais do que em dezembro. A ampliação das vendas para a China acabou contribuindo para que Santa Catarina entrasse em 2018 com saldo positivo nas exportações de carne suína.

Em janeiro, o estado embarcou 25 mil toneladas do produto, 10,2% a mais do que no último mês de 2017. O faturamento com as vendas internacionais também teve alta de 4,2% e fechou em US$51,3 milhões.

Em comparação com janeiro de 2017, os embarques de carne suína tiveram uma pequena queda tanto na quantidade (-1,7%) quanto no faturamento (-6,7%). O que pode ser explicado pela suspensão das vendas para Rússia, maior comprador da carne suína catarinense no último ano (102 mil toneladas).

Com a saída temporária da Rússia, a China passou a ser o maior mercado para a carne suína produzida no estado. Em relação ao primeiro mês de 2017, as vendas para o mercado chinês foram 69,6% maiores em janeiro e o faturamento aumentou em 71,9%.  

Santa Catarina segue como o maior produtor e exportador de carne suína do país. O estado foi responsável por 46,9% de toda carne suína vendida pelo Brasil em janeiro.  

Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, o agronegócio vem conquistando cada vez mais espaço na pauta de exportações catarinenses, resultado da qualidade e da sanidade dos rebanhos. "O agronegócio faturou US$ 5,5 bilhões com as exportações em 2017, isso foi 65% do total exportado pelo estado. É um desempenho incrível. As carnes produzidas em Santa Catarina têm um grande diferencial que é a sanidade dos nossos rebanhos e isso nos dá acesso aos mercados mais exigentes do mundo. Nosso desafio é manter esse status sanitário diferenciado e ampliar nossas vendas ao exterior".

Os principais mercados para carne suína catarinense nesse início de ano foram China, Hong Kong, Chile e Argentina. 

Carne de aves 

O mês de janeiro teve queda nas exportações de carne de frango. Ao todo, o estado vendeu 69,6 mil toneladas e faturou US$ 120 milhões em janeiro. Uma redução de 11,6% na arrecadação e de 6,4% na quantidade – em relação a dezembro.

Quando comparado com o mesmo período de 2017, a queda é de 17,6% no faturamento e de 13,9% na quantidade. O estado respondeu por 22% das exportações brasileiras de carne de frango em janeiro. Os principais mercados para a carne de frango catarinense foram: Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita.

Exportações Brasil

Como grande exportador de carnes, Santa Catarina interfere no desempenho nacional. Sendo assim, o país também registra uma redução nos embarques de carne suína e de frango em relação ao mesmo período de 2017. Em janeiro o Brasil embarcou 323 mil toneladas de carne de frango – 8,9% a menos – e 53,3 mil toneladas de carne suína – 15,8% a menos. O faturamento também foi menor, uma redução de 13,4% para carne de frango (US$ 512,7 milhões) e de 20,1% para carne suína (US$110,2 milhões).

Exportações catarinenses em 2017 

Em 2017, foram 276,5 mil toneladas de carne suína vendidas para mais de 50 países. As receitas geradas com as exportações passaram de US$ 639,2 milhões. Os principais compradores da carne suína catarinense foram Rússia, China, Hong Kong, Chile e Argentina.

Ao longo do ano foram embarcadas 971 mil toneladas de carne de aves, com um faturamento de US$ 1,8 bilhão no último ano. A carne de frango produzida em Santa Catarina chegou a mais de 120 países e os principais compradores foram Japão, China, Países Baixos e Arábia Saudita.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri).

Fonte: Assessoria

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Notícias Safra de inverno

Outubro tem avanço da colheita de trigo e preços em alta no Brasil

Mercado brasileiro permanece com as cotações em alta, apesar das recentes quedas nos preços internacionais

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O mercado brasileiro permanece com as cotações em alta, apesar das recentes quedas nos preços internacionais00. O mês de outubro foi de avanço dos trabalhos de colheita nos principais estados produtores do Brasil e na Argentina. Após várias semanas, o déficit hídrico foi aliviado no país vizinho.

No Brasil, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) realizou, no último dia 22, a primeira audiência pública para a discussão sobre uma eventual aprovação, ou não, do uso comercial do trigo transgênico no Brasil. Alguns participantes também trataram da possibilidade de cultivo da tecnologia no país.

O debate foi iniciado após a aprovação, na Argentina, do uso comercial da variedade geneticamente modificada HB4, da Bioceres, condicionada, porém, ao aceite do Brasil em importar o produto do país vizinho. Segundo o presidente da CTNBio, Paulo Barroso, a audiência é apenas o primeiro passo de uma longa discussão e serve para a coleta de informações para deliberar com base nas atribuições da Comissão, que são: avaliação de riscos fitossanitários, riscos à saúde humana e ao meio ambientes.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita da safra 2020 de trigo no Paraná atinge 90% da área cultivada de 1,114 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 8%. A ceifa está mais rápida em relação ao mesmo período do ano passado, quando atingia 87% da área. Na semana passada a colheita estava em 84%.

Conforme o Deral, 82% das lavouras de trigo do estado estão em boas condições, 17% em situação média e 1% em condições ruins. Na semana passada, 79% das lavouras cultivadas no estado estavam em condições boas de desenvolvimento, 19% em situação média e 2% apresentavam um quadro ruim. No mesmo período em 2019, 78% das lavouras apresentavam boas condições, 20% médias e 2% ruins. As lavouras se dividem entre as fases de frutificação (26%) e maturação (74%).

Em relatório mensal de outubro, o Deral indicou a produção em 3,127 milhões de toneladas, 46% acima das 2,141 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019. A área cultivada deve ficar em 1,117 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 9%. A produtividade média é estimada em 2.798 quilos por hectare, acima dos 2.205 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

Rio Grande do Sul

A colheita do trigo atinge 60% da área no Rio Grande do Sul. O avanço semanal foi de 29 pontos percentuais. Em igual período do ano passado, os trabalhos chegavam a 42%. A média dos últimos cinco anos é de 46%. A ausência de chuvas durante mais uma semana favoreceu a colheita que, em números absolutos, chegou a 550 mil hectares. Além disso, a falta de chuvas também acelerou o ciclo da cultura. Até o momento, 30% das lavouras estão em maturação e 10% em enchimento de grãos.

Argentina

A colheita de trigo atinge 6,1% da área na Argentina. Segundo boletim semanal da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, os trabalhos avançaram 3,1 pontos percentuais na semana e estão 2,6 pontos adiantados em relação ao ano passado. A Bolsa projeta a produção em 16,8 milhões de toneladas. Na última semana, caiu o percentual de lavouras em déficit hídrico e em más condições.

Conforme o documento, 41% das lavouras estão em situação de regular a ruim. Na semana passada, eram 50%. Em igual período do ano passado, 23% da área estava nessa situação. As lavouras com condição de excelente a boa passaram de 10 para 14%. Nesta semana, 37% das lavouras estão em situação de déficit hídrico. Na semana passada, eram 53% e, no ano passado, 35%. A área fica em 6,5 milhões de hectares.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Preço do suíno sobe mais de 16% no Centro-Sul em outubro

Mercado brasileiro de carne suína terminou outubro acumulando um forte movimento de valorização nos preços

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Divulgação/Agência Brasil

O mercado brasileiro de carne suína terminou outubro acumulando um forte movimento de valorização nos preços, superior a 16% para o quilo vivo. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a oferta de suínos ajustada frente à demanda e o abate de animais com pesos mais leves contribuíram para o ajuste na disponibilidade interna ao longo do mês e o avanço nas cotações.

Outro ponto importante que explica o quadro de preços elevados no país, segundo Maia, é o forte ritmo de exportações, puxado pelas compras da China principalmente, enxugando a oferta nacional.

Outubro foi marcado também por fortes altas nos preços do farelo de soja e do milho. “Os produtores de milho optam pela retenção da oferta, avaliando as previsões climáticas para o plantio e a volatilidade na movimentação cambial. Essa foi a maior queixa do produtor ao longo do mês, que viu o custo dos insumos utilizados na nutrição animal subir muito”, pontua.

Para novembro, a perspectiva é que a demanda por carne suína ganhe fôlego no decorrer da primeira quinzena, com a entrada da massa salarial na economia. “Além disso, o preço da carne bovina, que apresenta significativa alta, pode estimular a busca pelos cortes suínos”, acrescenta.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil avançou 16,14% ao longo do mês, de R$ 6,83 para R$ 7,94. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado passou de R$ 12,29 para R$ 13,59, aumento de 10,58%. A carcaça registrou um valor médio de R$ 13,35, ante os R$ 11,29 praticados no final de setembro, com valorização de 18,27%.

As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 160,250 milhões em outubro (16 dias úteis), com média diária de US$ 10,015 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 66,874 mil toneladas, com média diária de 4,179 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.396,30.

Na comparação com outubro de 2019, houve avanço de 48,97% no valor médio diário exportado, ganho de 46,94% na quantidade média diária e alta de 1,38% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise mensal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 152,00 para R$ 181,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 4,75 para R$ 5,30. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 7,40 para R$ 9,00.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração passou de R$ 4,90 para R$ 5,50. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 7,85 para R$ 9,40. No Paraná o quilo vivo subiu de R$ 7,60 para R$ 9,00 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo aumentou de R$ 5,00 para R$ 5,45.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração passou de R$ 5,10 para R$ 5,90, enquanto em Campo Grande o preço mudou de R$ 6,80 para R$ 7,50. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 7,90 para R$ 9,30. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno aumentou de R$ 8,20 para R$ 9,50. No mercado independente mineiro, o preço teve elevação de R$ 8,30 para R$ 9,60. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado subiu de R$ 4,80 para R$ 5,30. Já em Rondonópolis a cotação avançou de R$ 6,80 para R$ 7,90.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Com demanda firme, mercado de frango registra boa alta em outubro

Mercado brasileiro de frango vivo fecha a última semana de negócios de outubro com preços em alta

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ave de corte
Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de frango vivo fecha a última semana de negócios de outubro com preços em alta. O analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, ressalta que esse movimento de valorização foi inferior se comparado às proteínas concorrentes, tanto para o quilo vivo quanto para os cortes negociados no atacado e na distribuição, uma vez que o setor deve registrar no mês um alojamento recorde de frangos.

“O avanço dos custos de nutrição animal foi um fator marcante ao longo do mês, por conta comportamento de alta do milho e do farelo de soja. Para a primeira quinzena de novembro a tendência é de continuidade do movimento de valorização nos preços do frango, em linha com a entrada dos salários, que é um relevante fator motivador da reposição ao longo da cadeia produtiva”, sinaliza.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram mudanças para os cortes congelados de frango ao longo de outubro. O quilo do peito no atacado passou de R$ 6,20 para R$ 6,60, o quilo da coxa de R$ 6,80 para R$ 7,35 e o quilo da asa de R$ 13,60 para R$ 13,90. Na distribuição, o quilo do peito subiu de R$ 6,40 para R$ 6,80, o quilo da coxa de R$ 6,90 para R$ 7,55 e o quilo da asa de R$ 13,80 para R$ 14,00.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações nos preços durante o mês. No atacado, o preço do quilo do peito avançou de R$ 6,30 para R$ 6,70, o quilo da coxa de R$ 6,90 para R$ 7,45 e o quilo da asa de R$ 13,70 para R$ 14,00. Na distribuição, o preço do quilo do peito aumentou de R$ 6,50 para R$ 6,90, o quilo da coxa de R$ 7,00 para R$ 7,65 e o quilo da asa de R$ 13,90 para R$ 14,10.

Para Iglesias, as exportações permanecem em bom nível em outubro, com a China absorvendo volumes substanciais de proteína animal brasileira. As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 332,637 milhões em outubro (16 dias úteis), com média diária de US$ 20,789 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 246,189 mil toneladas, com média diária de 15,387 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.351,10.

Na comparação com outubro de 2019, houve baixa de 14,05% no valor médio diário, ganho de 1,16% na quantidade média diária e retração de 15,04% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento mensal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo passou de R$ 4,15 para R$ 4,30. Em São Paulo o quilo vivo avançou de R$ 4,10 para R$ 4,25.

Na integração catarinense a cotação do frango mudou de R$ 3,50 para R$ 3,80. No oeste do Paraná o preço na integração subiu de R$ 3,85 para R$ 4,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 3,85 para R$ 4,00.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango subiu de R$ 4,00 para R$ 4,10. Em Goiás o quilo vivo aumentou de R$ 4,00 para R$ 4,10. No Distrito Federal o quilo vivo avançou de R$ 3,95 para R$ 4,20.

Em Pernambuco, o quilo vivo aumentou de R$ 4,75 para R$ 5,00. No Ceará a cotação do quilo subiu de R$ 4,75 para R$ 5,00 e, no Pará, o quilo vivo avançou de R$ 4,80 para R$ 5,20.

Fonte: Agência SAFRAS
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