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Bovinos / Grãos / Máquinas Em Esteio (RS)

Chegam os primeiros animais para a Fenasul Expoleite 2025

Estão inscritos cerca de 150 exemplares de gado holandês, 50 ovinos, 30 caprinos, 400 aves, 300 pássaros, entre outros animais.

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Fotos: Fernando Dias/Seapi

O caminhão que trouxe 11 fêmeas de gado leiteiro da raça Holandesa para participarem da 18ª Fenasul e 45ª Expoleite, estacionou às 06 horas desta segunda-feira (12) no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Foram os primeiros animais a adentrarem o portão 8, que abriu às 08 horas. O produtor Juliano Sand, da Agropecuária Gaúcha, saiu de Ibirubá à meia-noite e meia de domingo para estar cedo na feira. Estava feliz e com expectativa positiva. “É a primeira vez que participo da exposição. E os animais, que têm de cinco meses a cinco anos, estarem bem e bonitos é o que importa”.

Para a Fenasul Expoleite 2025, as vacas da Agropecuária Gaúcha seguem a mesma rotina em relação à alimentação: feno, ração e silagem, além de água à vontade. “E elas estão sempre confinadas na cabana, acrescentou Sand”.

O comissário-geral da feira, zootecnista Pablo Charão, explicou que os animais que vão participar de concursos podem chegar até esta terça-feira (13), das 08 às 20 horas, pelo Portão 8 do Parque. Os que vão participar de provas, como equinos, podem entrar e sair até domingo, no mesmo horário.

Segundo ele, entre as atividades haverá concurso nacional de vacas Jersey e Holandesa. “E os produtores estão confiantes no sucesso do evento”, destacou o zootecnista.”Até o momento, temos mais de mil inscritos: cerca de 150 exemplares de gado holandês, 50 ovinos, 30 caprinos, 400 aves, 300 pássaros e em torno de 100 coelhos. Cavalos da raça Mangalarga devem ser aproximadamente 30, e ao redor de 70 cavalos árabes”, detalhou Charão. “Mas incluindo os animais de rodeio, a expectativa é de chegar a três mil inscritos”, acredita.

Fotos: Fernando Dias/Seapi

Ele contou que as equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi) estão a postos para receberem os exemplares no desembarcadouro, portão 8. “São três equipes de quatros profissionais, entre médicos veterinários e técnicos agrícolas. Uma equipe faz a conferência da documentação, das Guias de Trânsito Animal (GTAs), exames, vacinas. Se tudo estiver em ordem, eles passam por exames clínicos, para averiguar se não possuem sintomas de doenças infectocontagiosas, se estão livres de ectoparasitas para poderem ingressar no Parque. O Serviço Veterinário Oficial então chancela que esses animais estão sadios para participarem do evento”.

A subsecretária do Parque, Elizabeth Cirne-Lima, afirmou que a Fenasul é a segunda maior feira agropecuária realizada anualmente no Parque e vem crescendo devido a parcerias feitas nos últimos anos.  “A chegada dos animais é muito importante, porque marca a abertura de um ciclo, uma nova edição desta feira”, disse Elizabeth.

De acordo com a subsecretária, na Fenasul Expoleite haverá, entre outras atrações, exposição de gado leiteiro, com vários concursos, como de performance em termos  de produção de leite e morfológicos. “E para que os animais possam participar desses certames, para que as vacas tenham um bom desempenho, precisam estar bem adaptadas e sem estresses. Então, essa é uma fase de adaptação para elas”, explicou Elizabeth.

Para esta edição da Fenasul Expoleite, os organizadores esperam um público superior ao de outras edições. “Ano passado ela não foi realizada por conta das enchentes, então, este ano, tem um sabor diferente por ser a primeira Fenasul pós-enchente. Os produtores , expositores vêm com muita gana, vontade de participar, com saudade do público, e o Parque está muito feliz em poder acolher a todos e ajudar a movimentar a economia gaúcha nesse momento de retomada do Rio Grande do Sul”.

A feira é uma realização da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), com copromoção da  Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul  (Fetag-RS), Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) e Prefeitura de Esteio.

Fonte: Assessoria Seapi

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Arroba do boi gordo sobe para R$ 337,10 e reverte perdas de julho

Indicador Cepea/Esalq avançou 1,08% na segunda-feira (20) e voltou a registrar saldo positivo no acumulado do mês.

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Foto: Divulgação/Connan

O preço do boi gordo voltou a registrar alta no mercado brasileiro. Nesta segunda-feira (20), o Indicador Cepea/Esalq fechou cotado a R$ 337,10 por arroba, avanço de 1,08% em relação ao pregão anterior.

O resultado mantém o movimento de recuperação observado nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o indicador havia encerrado o dia em R$ 333,50 por arroba. Antes disso, as cotações também apresentaram valorização, passando de R$ 328,10 na terça-feira (14) para R$ 329,20 na quarta-feira (15) e R$ 331,15 na quinta-feira (16).

Com a sequência de altas, o mercado praticamente eliminou as perdas registradas ao longo de julho. No acumulado do mês, a variação do indicador passou a ser positiva em 0,21%.

Em dólar, a arroba do boi gordo foi cotada a US$ 66,23, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Banco de antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro contra a febre aftosa

Estoque de 10 milhões de doses permitirá resposta imediata em caso de novos focos da doença e ajudará a preservar o status sanitário do país.

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Foto: Shutterstock

O Brasil deu mais um passo para fortalecer sua defesa sanitária animal com a inauguração, nesta sexta-feira (17), do 1º Banco Brasileiro de Antígenos para resposta emergencial à febre aftosa. Instalada em Buenos Aires, na Argentina, a estrutura manterá um estoque estratégico de antígenos para a fabricação de vacinas em caso de eventual reintrodução da doença no Brasil.

Resultado de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a empresa argentina Biogénesis Bagó, a iniciativa representa uma conquista inédita para o país.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“O reconhecimento do Paraná e, posteriormente, do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação abriu novas oportunidades para o setor, ampliando o acesso a mercados internacionais cada vez mais exigentes. Manter esse status exige vigilância permanente, planejamento e investimentos em prevenção. A criação desse banco representa uma camada adicional de proteção para o nosso rebanho e demonstra o compromisso com a sanidade”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

O Banco Nacional conta, inicialmente, com um estoque de 10 milhões de doses de antígenos correspondentes aos dois sorotipos do vírus da febre aftosa com maior circulação histórica no Brasil. O contrato prevê ainda a possibilidade de fornecimento de mais 10 milhões de doses ao longo dos próximos dez anos, em casos de eventuais surtos. O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas, caso seja identificado algum foco da enfermidade.

“A manutenção desse estoque é um requisito para que o Brasil preserve o reconhecimento internacional concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal. Os produtores rurais podem ficar mais confiantes de que, em surtos localizados da doença, haverá uma resposta rápida”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon.

O material armazenado na Argentina pode ser utilizado para a rápida produção de vacinas

Por questões de biossegurança, esse material permanece armazenado fora do território brasileiro. Países como Estados Unidos e Reino Unido também adotam esse modelo, mantendo estoques estratégicos na unidade da Biogénesis Bagó, na Argentina.

Segundo o presidente do Sindicato Rural de Guarapuava e da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Corte do Sistema Faep, Rodolpho Botelho, que acompanhou a cerimônia de inauguração, o Paraná tem histórico de protagonismo nas ações de defesa agropecuária e colhe os resultados desse trabalho por meio da abertura de mercados e da valorização da produção estadual.

“Sempre fomos referência em sanidade animal. Essa credibilidade abre mercados para a nossa produção e fortalece a competitividade da agropecuária no comércio internacional. Esse banco de antígenos é mais uma etapa no protocolo para o fortalecimento da sanidade”, reforça.

Para o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins, o banco representa uma ferramenta estratégica para proteger o rebanho e também preservar o comércio internacional de proteína animal.

“Hoje, a Organização Mundial de Saúde Animal prevê protocolos que permitem isolar a área afetada, fazer a vacinação e controlar o foco sem comprometer o status sanitário do país. O banco de antígenos é uma ferramenta extremamente importante para garantir essa resposta”, esclarece.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Mercado futuro do leite ganha espaço entre produtores paranaenses

Sistema Faep destaca potencial da ferramenta para garantir maior segurança, transparência e previsibilidade na comercialização.

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Foto: Isabele Kleim

Desde o dia 13 de maio, a cadeia brasileira do leite conta com o chamado “mercado futuro”, pelo qual os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data futura com preços já definidos. O instrumento financeiro (ferramenta hedge) garante mais proteção, previsibilidade, transparência e rentabilidade ao setor, que sofre com os riscos das oscilações do preço do leite. O avanço desta ferramenta entre os produtores foi tema da reunião da Comissão Técnica (CT) de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, nesta quinta-feira (16).

“Essa ferramenta traz mais segurança para os nossos produtores de leite. O mercado futuro já é uma realidade para outras commodities agrícolas como soja, milho e boi gordo. É questão de tempo para os pecuaristas se familiarizarem e usufruírem dos benefícios”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Produtores presentes na reunião da CT de Bovinocultura de Leite representaram as principais bacias leiteiras do Paraná

Para auxiliar neste processo, a reunião contou com a participação de Marianne Tufani, gerente de riscos da StoneX Leite Brasil, que detalhou o funcionamento da ferramenta e tirou dúvidas sobre o mercado futuro de leite.

“Todas as demais cadeias, como a da soja, milho e boi gordo, aprenderam a usar. Nós também vamos nos beneficiar com isso”, comenta o presidente da CT de Bovinocultura de Leite e produtor de leite, Eduardo Lucacin. “É preciso conhecer bem o nosso negócio, os nossos custos, para saber o melhor momento de travar o preço”, complementa.

O desenvolvimento da ferramenta teve participação do Sistema Faep, StoneX Leite Brasil, Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Marianne lembrou que, no mercado mundial de leite, 70% dos players já utilizam o mercado futuro.

“O primeiro passo para quem quer saber como funciona é abrir uma conta na corretora. O quanto antes, melhor, pois é um processo burocrático que exige documentação e análises extensas e minuciosas. Não tem custo essa abertura”, explica Marianne.

Temas prioritários

Ainda na reunião do CT de Bovinocultura de Leite do Sistema Faep, outros temas como a questão sanitária, preços e custo de produção, problemas no fornecimento de energia elétrica e oportunidades de capitalização estiveram em discursão. Os produtores relataram, mais uma vez, a preocupação com o custo da energia e a falta de qualidade do serviço da concessionária, que coloca em risco a produção.

O presidente da Comissão, Eduardo Lucacin, conduziu a reunião e mediou os debates sobre os temas prioritários para o setor

“Leite perdido, equipamento queimado. O que mais tem é produtor com situações como essas. O Sistema Faep tem atuado em Brasília e via Ministério Público Estadual, para cobrar da concessionária a qualidade do serviço. Porém, talvez tenhamos que, como comissão, pensar em soluções e outras alternativas para minimizar os danos”, afirma Lucacin.

Quanto à sanidade, o tema do combate à Brucelose apareceu no debate. “O controle da doença é pré-requisito básico para nos tornarmos competitivos em nível mundial”, diz o vice-presidente da CT, Roger van der Vinne, que também é médico veterinário e produtor em Carambeí, na região dos Campos Gerais. “Cada um em sua propriedade precisa dar o exemplo, gerindo a saúde do rebanho, realizando os testes e vacinação e buscando a certificação de livre da doença”, destaca.

Outro assunto que também foi discutido na reunião da comissão foi a possibilidade de aumento da rentabilidade com os derivados, em especial os sólidos, a proteína do soro (whey) e o concentrado proteico do leite. “A gente tem que preparar para todas essas tendências. Buscamos isso pela comissão e pelo Conseleite”, conclui o presidente da CT.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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