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Chapecó sedia encontro que defende expansão ferroviária e integração logística no Sul

2º Simpósio do Movimento Pró-Ferrovias reúne lideranças e entidades empresariais para discutir infraestrutura e competitividade da agroindústria.

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2º Simpósio de Integração Logística do Sul - Foto: Claudio Neves

O Movimento Pró-Ferrovias, formado por entidades empresariais e setoriais de Santa Catarina e do Sul do Brasil, promove na sexta-feira (14), em Chapecó, o 2º Simpósio da Integração Logística do Sul. O evento integra a programação da Fetranslog 2025 e será realizado no auditório da Unochapecó, das 8h30 às 13h30, e reunirá lideranças nacionais e regionais do setor produtivo, representantes de entidades empresariais, especialistas em logística e autoridades políticas dos estados do Sul e Centro-Oeste.

A iniciativa conta com o apoio de diversas entidades representativas, como Associação Comercial, Industrial, Agronegócio e Serviços de Chapecó (ACIC), Facisc, ABPA, CEC, Faesc, Fiesc e Sistema Ocesc.

Foto: Albari Rosa

Com foco na integração logística e na competitividade do agronegócio e da indústria, o simpósio busca provocar reflexões e fomentar ações concretas para o avanço da infraestrutura de transportes no país, especialmente no Oeste catarinense, região estratégica para o escoamento da produção agroindustrial.

Segundo o diretor de Ferrovias da ACIC e de Ferrovias e Agronegócio da Facisc, Lenoir Broch, o evento consolida a união de forças em torno de uma pauta fundamental para o desenvolvimento regional. “O Movimento Pró-Ferrovias vem cumprindo o papel de mobilizar lideranças empresariais, políticas e institucionais em defesa de uma logística mais integrada, eficiente e sustentável. A melhoria da infraestrutura de transporte é condição essencial para a competitividade do agronegócio, da indústria e para o futuro do Sul do Brasil”, destaca Broch.

Durante o encontro, será entregue a 2ª Carta do Movimento Pró-Ferrovias às autoridades presentes, com diretrizes e reivindicações prioritárias para o avanço da malha logística e ferroviária da região.

Programação do 2º Simpósio da Integração Logística do Sul

Painel  – 08h45 às 09h45

Tema: Ponto de Virada: Desafios e Caminhos para o Transporte Seguro e Sustentável

Mediador: Dagnor Schneider – Presidente da Fetrancesc

Painelistas:

Cleverton Elias Vieira – Diretor-Presidente do Porto de São Francisco do Sul
Ivalberto Tozzo – Presidente do SITRAN e da Comissão Organizadora da Fetranslog
Marcelo Luís de Campos – Presidente da ACISFS e Executivo da ArcelorMittal

Mário Antônio Pereira Borba – Vice-Presidente da CNA e Presidente da Comissão Nacional de Infraestrutura e Logística da CNA

Palestra – 09h50 às 10h50

Tema: Desafios para o abastecimento da indústria brasileira

Palestrante: Arene Trevisan – Diretor Executivo de Suprimentos da JBS/Seara e representante da ABPA

Painel  – 11h10 às 12h10

Tema: Do Campo à Indústria: O Papel das Cooperativas na Cadeia de Abastecimento

Mediador: Neivor Canton – Presidente da Aurora

Painelistas:

José Roberto Ricken – Presidente da OCEPAR

Vanir Zanatta – Presidente da OCESC

Painel  – 12h15 às 13h15

Tema: A Visão Governamental sobre a Logística Integrada

Mediador: Lenoir Broch – Diretor de Ferrovias e Agronegócio da FACISC

Painelistas:

Beto Martins – Secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina

Clóvis Garcez Magalhaes – Secretário Ajunto de Logística e Transportes do Rio Grande do Sul

Fonte: Assessoria ACIC

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Preços baixos devem manter área de trigo estagnada no Brasil no primeiro semestre de 2026

Cenário de oferta elevada, importações em alta e estoques robustos limita reação do mercado, apontam Cepea e Conab.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As expressivas quedas nos preços do trigo ao longo de 2025 devem manter a atratividade da cultura reduzida aos produtores brasileiros.

Pesquisadores do Cepea indicam que, diante desse cenário, não se esperam avanços significativos na área destinada ao cereal no primeiro semestre de 2026, o que tende a preservar a dependência das importações para o abastecimento interno.

As exportações, por sua vez, devem continuar a desempenhar um papel importante, contribuindo para atenuar a pressão de baixa sobre os valores domésticos.

Foto: Gilson Abreu/AEN

Segundo a Conab, as importações de agosto/25 a julho/26 devem atingir 6,7 milhões de toneladas, o que indica que, entre dezembro/25 e julho/26, o ritmo será ainda mais intenso do que o observado nos quatro primeiros meses do ano-safra.

Com isso, a Conab projeta uma disponibilidade interna superior a 16 milhões de toneladas entre agosto/25 e julho/26, volume 5,3% maior do que o registrado na temporada anterior. Desse total, cerca de 11,8 milhões de toneladas devem ser destinadas ao consumo doméstico, enquanto 2,24 milhões de toneladas devem ser exportadas entre agosto/25 e julho/26.

Mesmo assim, os estoques finais em julho/26 são estimados em 2 milhões de toneladas, o equivalente a 8,7 semanas de consumo – a maior relação desde 2020. Nesse contexto, pesquisadores do Cepea indicam que não se vislumbram recuperações consistentes de preços no início de 2026. Além disso, as importações devem continuar exercendo pressão sobre o mercado ao longo do ano, uma vez que o trigo importado continuará competindo com a produção nacional, o que é reforçado pela maior oferta do principal fornecedor, a Argentina.

De acordo com dados da Bolsa de Cereales, a produção argentina de trigo na safra 2025/26 foi estimada em 27,8 milhões de toneladas, um novo recorde.

Fonte: Assessoria Cepea
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Pecuária lidera e sustenta avanço do agro cearense em 2025

Proteína animal responde por 58% do VBP estadual, com destaque para ovos, leite e bovinos.

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O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do Ceará atingiu a marca de R$ 6.863,21 milhões em 2025, consolidando uma trajetória de expansão nominal.

Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro, o estado registrou um crescimento de 6,88% em relação aos R$ 6.421 milhões faturados em 2024. Embora o avanço local supere o ritmo de crescimento do VBP nacional, o Ceará ainda ocupa a 17° posição da pirâmide produtiva brasileira.

Enquanto o Brasil viu seu VBP total saltar de R$ 1.229.351,64 milhões em 2024 para R$ 1.412.203,57 milhões em 2025, o Ceará caminha em uma velocidade distinta.

A participação cearense no VBP nacional recuou levemente em termos relativos, passando de 0,52% em 2024 para 0,49% em 2025. Esse movimento indica um “descolamento”: embora o estado esteja produzindo mais riqueza do que no ano anterior, as grandes potências agrícolas (como MT, MG e SP) aceleraram de forma muito mais agressiva, ampliando a distância competitiva.

Pecuária e Grãos

A composição do agro cearense revela uma forte dependência do setor de proteína animal. A pecuária responde por 58% do VBP estadual (R$ 3,99 bilhões), superando as lavouras, que detêm 42% (R$ 2,87 bilhões).

No topo do ranking, cinco atividades sustentam a economia do campo no estado:

  1. Ovos: O líder absoluto, com R$ 1.516,0 milhões.

  2. Leite: Consolidado em segundo lugar, somando R$ 1.029,6 milhões.

  3. Tomate: R$ 763,5 milhões.

  4. Bovinos: R$ 652,3 milhões.

  5. Banana: R$ 630,2 milhões.

Evolução Histórica

O gráfico histórico revela que o Ceará superou a estagnação observada entre 2018 (R$ 5,13 bilhões) e 2019 (R$ 4,98 bilhões). Após um salto em 2020 e uma leve correção em 2021, o estado engatou quatro anos consecutivos de crescimento. Contudo, a curva de ascensão é suave. O incremento de R$ 442 milhões entre 2024 e 2025 sugere um crescimento de manutenção, movido mais pela valorização de preços e ajustes de mercado do que por uma mudança estrutural na fronteira agrícola.

Os dados expõem um cenário de resiliência, mas de baixa escala. O fato de o Ceará estar na 17° posição do VBP do Brasil, não decorre de uma queda produtiva, já que os números são ascendentes, mas sim da limitação geográfica e climática para grandes culturas de exportação (commodities), que são os motores do VBP nacional.

A concentração de riqueza na pecuária e na avicultura (Ovos/Frangos) demonstra que o estado encontrou vocação em sistemas intensivos, que ocupam menos área. No entanto, a dependência de produtos voltados ao mercado interno e de hortifrutis torna o VBP cearense mais vulnerável ao consumo doméstico do que aos ciclos globais de preços, o que explica o crescimento mais modesto se comparado ao salto de 14,8% da média brasileira.

Fonte: O Presente Rural
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Reforma tributária exige atenção de produtores rurais do Paraná a partir de 2026

Nova regra obriga a identificação do contribuinte de IBS e CBS na nota fiscal e marca a primeira etapa das mudanças no agro.

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Foto: Shutterstock

Em vigor desde a última sexta-feira (02),, a reforma tributária tem impacto direto nas atividades agropecuárias do Paraná. As mudanças devem ocorrer de forma escalonada, mas, já em 2026, os produtores rurais precisam adotar algumas providências. Nesta primeira fase, a principal alteração é a obrigatoriedade de indicar na nota fiscal se o produtor é ou não contribuinte do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Essa informação é essencial para que o comprador saiba como declarar a nota posteriormente e utilize corretamente os créditos tributários. “A reforma tributária é uma realidade e altera a forma de contribuição dos nossos produtores rurais. Embora neste ano as mudanças sejam pequenas, é importante que os agricultores fiquem atentos ao que precisam fazer”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “O Sistema FAEP e os nossos sindicatos rurais estão trabalhando para prestar toda a assistência necessária para os agricultores e pecuaristas. É fundamental fazer os ajustes o quanto antes”, complementa.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O principal objetivo da reforma é simplificar a tributação sobre o consumo. Atualmente, cinco impostos incidem sobre a venda de mercadorias e serviços: Programa de Integração Social (PIS), Cofins, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS). Com a reforma, esses tributos serão unificados em dois novos: CBS e IBS.

Produtores com receita anual igual ou superior a R$ 3,6 milhões devem, obrigatoriamente, aderir ao regime regular de recolhimento do IBS e da CBS. Já aqueles com faturamento abaixo desse valor podem optar ou não pelo novo regime, avaliando a possibilidade de aproveitamento de créditos tributários.

Para auxiliar na decisão, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) desenvolveu uma calculadora que permite simular se a adesão é vantajosa. A ferramenta está disponível no endereço, acesse clicando aqui.

Vantagens

Foto: Divulgação/OP Rural

Ao optar pelo regime de recolhimento, o produtor com receita igual ou inferior a R$ 3,6 milhões pode obter alguns benefícios. O principal deles é o aproveitamento de créditos dos impostos pagos na aquisição de insumos, o que pode ser vantajoso em casos de custos de produção elevados, já que esses valores podem ser abatidos do imposto devido sobre as vendas.

Além disso, a formalização pode facilitar o acesso ao crédito rural e a financiamentos com melhores condições, garantir benefícios previdenciários e permitir a emissão de documentos fiscais exigidos por grandes compradores e em compras públicas, ampliando o mercado de atuação do produtor.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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