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Ceva Saúde Animal promove Workshop Breath Easy
O PhD. Dominiek Maes falou sobre variabilidade genética de Mycoplasma e o Prof.Dr. David Barcellos abordou a situação brasileira em um evento que reuniu representantes da indústria e pesquisadores
O Workshop Ceva Breath Easy reuniu grandes especialistas em enfermidades respiratórias no Mabu Convention Business no dia 08 de março para tratar da incidência e avanços no controle do Mycoplasma hyopneumoniae na suinocultura, com a presença de profissionais das principais agroindústrias e cooperativas de todo o Brasil.
O micoplasma é o patógeno primário da Pneumonia Enzoótica, doença respiratória crônica de distribuição mundial. O alerta é que o agente produz uma infecção relativamente simples, quando ocorre de forma isolada; em situações de campo funciona como “abridor de portas” para outros microorganismos, transformando no inimigo número um quando se fala do Complexo de Doenças Respiratórias dos Suínos.
O médico veterinário David Barcellos (UFRGS) abriu a programação falando sobre a “Situação brasileira das doenças respiratórias com ênfase em micoplasmose e doenças associadas”. Barcellos destacou a introdução de agentes infecciosos como Mhyo por leitoas nas granjas e a importância do estresse na imunossupressão “O cortisol gerado pelo estresse crônico, segundo o pesquisador é uma porta para agentes infecciosos. A maior severidade na terminação seria a alta pressão bacteriana oriunda dos animais de múltiplas origens, explicada por fatores ambientais e de manejo, que se iniciam de forma significativa na maternidade”.
Barcellos comentou que “Há também no final da terminação uma maior lotação relativa, ocasionando piora do ambiente por maior contaminação ambiental, geração excessiva de pó, gases, endotoxinas e aumento no estresse. Barcellos destaca a presença das coinfecções por Pasteurella, no final da terminação, para elevar a pressão de infecção no período onde há mais competição por alimento, maior densidade e maior estresse” .
Variabilidade segundo Maes
Um dos mais conceituados pesquisadores na área de Mhyo, o PhD. Dominiek Maes, que estuda a bactéria há mais de duas décadas, falou sobre a variabilidade das cepas de Mhyo. Para Maes, quanto maior a diversidade de cepas mais graves se mostram as lesões. O especialista apresentou estudos em granjas comerciais, onde animais apresentaram cepas diferentes em lotes consecutivos de mesma idade, em outras granjas com reposição interna, a mesma cepa se manteve nas diferentes idades.
Maes destacou ainda as coinfecções e vacinação, onde apresentou resultados utilizando cepas altamente virulentas e de baixa virulência no lote testado. "Podemos ver uma redução significativa no escore de pneumonia, e há grande redução do número de animais doentes. Temos uma resposta precoce com redução significativa comparando vacinados e não vacinados. Houve redução não só nas lesões como de prevalência" completa Dominiek Maes da Ghent University, Bélgica na palestra exclusiva “M.hyopneumoniae: importância da variabilidade genética e medidas de controle".
Encerrando a programação, o MsC. William Costa, Gerente Técnico Suínos apresentou um completo dossiê sobre “O que os pulmões dos suínos brasileiros dizem hoje?”, estudo que se baseou nas informações colhidas através do Ceva Lung Program, aplicativo que permite avaliações de pulmões em frigoríficos e indica o nível de lesões relacionadas com cada doença pulmonar.
A observação com olhar científico frente à incidência e gravidade de lesões no campo levou a investigação sobre a diversidade de cepas de Mhyo. “Hoje em dia se sabe que no nível individual, um mesmo animal pode estar coinfectado simultaneamente por várias cepas de M. hyopneumoniae e que a infecção por cepas distintas pode levar a lesões mais graves. Além disso a infecção prévia por uma cepa de baixa virulência não impede uma colonização posterior com outra variante de alta virulência. ” explica William Costa.
Costa destaca ainda que a nível de granja pode haver mais de uma cepa circulando, entretanto um surto de Pneumonia Enzoótica pode ser produzido por uma única cepa e que os fatores de risco para introdução de novas variantes de Mycoplasma hyopneumoniae estão relacionados com a mistura de materiais genéticos e a proximidade das granjas.
Nova era na proteção contra pneumonia enzoótica suína
A solução desenvolvida pela Ceva Saúde Animal é a vacina Hyogen® com uma nova cepa de M.hyopneumoniae e o exclusivo adjuvante (Imuvant®) para uma ampla e adequada estimulação imune, promove proteção rápida e de longa duração em dose única .
A vacina apresentada ao mercado possui uma exclusiva cepa vacinal com melhor resposta imune contra Mycoplasma hyopneumoniae, agente causador da Pneumonia Enzootica. Uma inovação que representa um avanço substancial no controle da enfermidade respiratória em suínos. A cepa vacinal da Hyogen® foi selecionada entre as amostras mais imunogênicas da atualidade pelo Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento da Ceva. O resultado foi um novo e moderno antígeno de Mh (Mycoplasma hyopneumoniae) com capacidade de indução de uma excelente resposta imune, atendendo as mais altas exigências de qualidade e eficácia em alto desafio. A nova cepa exclusiva BA 2490-99 de Mh da Hyogen® aliada ao adjuvante Imuvant inaugura uma nova era na proteção contra Mycoplasma hyopneumoniae com maior estímulo da imunidade celular.
As pesquisas lideradas pela Ceva Saúde Animal estudou a diversidade genética entre amostras de Mycoplasma hyopneumoniae e produção de vacinas e inovou frente a maioria das vacinas contra M. hyopneumoniae que são bacterinas baseadas na amostra “J”, isolada no Reino Unido em 1965. Essa preocupação é legítima quando comparamos as lesões e desempenho variável das imunizações feitas antes com vacinas cepa J e rebanhos imunizados com Hyogen.
A médica veterinária Cherlla Romeiro – Gerente de Negócios de Suínos da Ceva alerta que "O Mycoplasma hyopneumoniae, causador da pneumonia enzoótica em suínos, tem um papel importante no complexo de doenças respiratórias por sua característica imunossupressora. Hoje o Mh é responsável pela redução de ganho de peso diário de 17% e piora na conversão alimentar de 14%, daí a necessidade de buscar uma nova cepa que apresentou excelente resposta imune mesmo em alto desafio. A Hyogen® é uma atualização com a introdução de uma nova cepa de Mh mais imunogênica com um adjuvante inovador na linha comercial das vacinas suínos."
William Costa, Gerente Técnico Ceva Brasil destaca que outro diferencial exclusivo da Hyogen® é o Imuvant, adjuvante único composto por um lipopolissacarídeo não tóxico, juntamente com uma emulsão de óleo mineral em água que forma um complexo imunoestimulante altamente eficiente para uma ampla e adequada estimulação imune.
Fonte: Ass. Imprensa

Empresas Ameaça silenciosa
Como a Doença de Gumboro Afeta a Sanidade, Performance e Rentabilidade das Aves
Altamente contagiosa, a enfermidade viral desafia o sistema imunológico das aves e pode gerar prejuízos expressivos à avicultura industrial

A avicultura industrial brasileira, reconhecida mundialmente por sua eficiência produtiva, enfrenta desafios cada vez mais complexos no manejo sanitário dos plantéis. Entre esses desafios, a Doença de Gumboro, também chamada de Doença Infecciosa da Bursa (DIB) é altamente contagiosa. A enfermidade viral acomete principalmente aves jovens entre 3 e 10 semanas de idade, comprometendo o sistema imunológico e impactando diretamente o desempenho zootécnico das granjas.
A doença é causada por um vírus do gênero Avibirnavirus, notável por sua resistência ambiental — capaz de permanecer ativo por longos períodos mesmo após procedimentos de limpeza e desinfecção. Ao atingir a bolsa de Fabricius, órgão essencial à formação das células de defesa das aves, o vírus provoca imunossupressão severa, tornando os animais mais vulneráveis a outras infecções e interferindo na eficácia de vacinas de rotina.
Além do impacto financeiro direto, os efeitos produtivos da doença são amplos e muitas vezes silenciosos na forma subclínica. Em um cenário de alta densidade de alojamento, o controle da imunossupressão é um fator decisivo para sustentar a competitividade da produção de frangos no país.
“A Doença de Gumboro é uma ameaça muitas vezes silenciosa, mas de alto impacto econômico. Mesmo infecções subclínicas, podem reduzir o ganho de peso, comprometer a conversão alimentar e afetar a qualidade dos ovos. O monitoramento eficaz é o primeiro passo para conter o avanço da enfermidade e proteger o potencial produtivo das granjas”, destaca Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves da Zoetis Brasil.
Na prática, o produtor pode perceber a presença da doença por sinais clínicos como depressão, diarreia aquosa, desidratação e penas arrepiadas. Contudo, é a observação de indícios produtivos como a queda na taxa de ganho de peso diário ou a redução na qualidade dos ovos que costuma revelar a circulação do vírus em sua forma subclínica. Em lotes de alto desempenho, qualquer variação nesses parâmetros representa perda direta de margem e eficiência.
“Em granjas industriais, onde milhares de aves convivem em densidades elevadas, a probabilidade de disseminação viral é alta. O controle eficaz depende de um conjunto de medidas: vigilância sanitária constante, diagnóstico laboratorial preciso e imunização bem planejada. Mais do que uma rotina de biosseguridade, trata-se de uma estratégia de rentabilidade”, reforça Muniz.
A prevenção da Doença de Gumboro deve ser encarada como um investimento zootécnico estratégico. Além da escolha de vacinas adequadas à realidade imunológica dos lotes, é essencial realizar o acompanhamento técnico dos resultados, observando tanto o desempenho produtivo quanto a resposta imunológica. O uso de vacinas como a Poulvac® Procerta® HVT-IBD vacina de vírus vivo congelado contra as doenças de Marek e Gumboro, torna-se uma ferramenta fundamental dentro de estratégias preventivas consistentes e de longo prazo. A vacinação pode ser feita via subcutânea, ou in ovo em ovos embrionados de galinha saudáveis com 18 a 19 dias de idade.
Para a Zoetis, líder mundial em saúde animal, o enfrentamento da Doença de Gumboro faz parte do ciclo contínuo de cuidado. A empresa reafirma que, em um cenário global cada vez mais desafiador, sanidade é sinônimo de desempenho, e o cuidado com a imunidade é o alicerce da produção avícola moderna.
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Boehringer Ingelheim anuncia Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing de Aves e Suínos
A executiva assume a posição anteriormente ocupada por Filipe Fernando, que ascendeu ao cargo de Head de Grandes Animais da empresa

A Boehringer Ingelheim, multinacional farmacêutica referência na produção de medicamentos para humanos e animais, anuncia a chegada de Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing da unidade de negócios de Aves e Suínos, assumindo o cargo anteriormente ocupado por Filipe Fernando, novo diretor de Grandes Animais da companhia.
A gerente é graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria, onde também concluiu o mestrado. Além disso, possui doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e um MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No âmbito profissional, Patricia conta com mais de 18 anos de experiência em empresas nas áreas de saúde, produção e nutrição animal, com forte atuação em marketing estratégico.
“Estou muito contente e animada em iniciar esse novo capítulo profissional em uma empresa líder e referência global na área da saúde, como a Boehringer Ingelheim. Com minha sólida experiência técnica e prática no segmento de avicultura e suinocultura, estou ansiosa para colaborar com a equipe e contribuir ativamente para os resultados e inovações da empresa”, afirma Patricia Aristimunha.
A chegada da executiva, que ingressou no cargo na primeira semana de novembro, reforça o compromisso da Boehringer Ingelheim em fortalecer sua liderança e inovação no mercado de saúde animal, especialmente nos setores de aves e suínos. Com sua vasta experiência no segmento, a empresa espera que Patrícia impulsione ainda mais as estratégias de marketing da companhia, contribuindo significativamente para o sucesso contínuo de seus clientes e parceiros no agronegócio.
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Ventilação eficiente é chave na preparação do agro para a chegada do calor
Manutenção preventiva dos motores ajuda a reduzir perdas e preservar o bem-estar animal

Com a chegada da primavera e a aproximação do verão, as altas temperaturas passam a impactar diretamente a produção animal no Brasil. O calor excessivo é um dos principais fatores de estresse térmico, comprometendo o desempenho dos animais, reduzindo a produtividade e elevando riscos sanitários e econômicos para os produtores.
Segundo Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento, a manutenção preventiva dos motores é fundamental nesse período. “A confiabilidade dos motores determina o bom funcionamento dos sistemas de ventilação, que são essenciais para manter as granjas em condições adequadas”, afirma.
Manutenção e ventilação: aliados da produtividade
A ventilação é um dos recursos mais eficazes para preservar o bem-estar dos animais durante os meses mais quentes. Para que os equipamentos cumpram sua função com eficiência, é essencial que os motores estejam revisados e em pleno funcionamento. Entre as ações mais importantes estão a manutenção dos motores, isolamento térmico das estruturas, controle da umidade e fornecimento constante de água fresca, além de ajustes na densidade de lotação em períodos de calor extremo. “Esses sistemas precisam operar com segurança e sem falhas para garantir conforto térmico, reduzir o estresse dos animais e evitar perdas na produção”, reforça Menezes.
Segundo ele, a Hercules Energia em Movimento oferece soluções adequadas para esse tipo de demanda, com motores monofásicos, trifásicos e customizados, todos com alta eficiência energética, conformidade com as normas NEMA e IEC, e aprovação do Inmetro. Os equipamentos são projetados para atender ambientes de produção animal, que exigem desempenho constante mesmo em condições severas.
Alta nas temperaturas exige preparação antecipada
De acordo com previsões do INMET e da Climatempo, a primavera e o verão de 2025/2026 devem registrar temperaturas acima da média histórica em várias regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul. A previsão também aponta para chuvas mal distribuídas e períodos prolongados de tempo seco, elevando o risco de ondas de calor e agravando os desafios para a criação de aves.
Esse cenário reforça a necessidade de antecipar cuidados com a climatização das áreas de produção animal. “Ambientes bem ventilados ajudam a mitigar os efeitos do calor excessivo, preservando o desempenho zootécnico das aves e garantindo a continuidade da produção com segurança”, conclui Menezes.

