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CESB anuncia vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade em Cascavel/PR

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O Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) anunciará os vencedores do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, Safra 2012/2013, no dia 27 de junho, em Cascavel/PR. Junto com a premiação, acontecerá o IV Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, que apresentará alguns dos temas mais relevantes para a soja no País, além de revelar as técnicas de cultivo adotadas pelos sojicultores brasileiros que alcançaram as máximas produtividades. 
O Fórum Nacional, realizado pelo CESB em parceria com a Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec) e com a Faculdade Assis Gurgacz (FAG), terá como temáticas principais o mercado brasileiro e mundial de soja, o papel e as perspectivas do Brasil nesse contexto.  Além disso, haverá discussão sobre os resultados e técnicas inovadoras adotadas pelos campeões do Desafio 2012/2013. “Será uma grande oportunidade para produtores e técnicos da região. Em anos anteriores sediávamos os fóruns regionais e dessa vez topamos o desafio de realizar, em Cascavel, o Fórum Nacional. Dessa forma, fica o convite para que todos participem, troquem experiências e compreendam melhor as técnicas que aumentarão as produtividades em suas lavouras”, disse o presidente executivo da Coodetec, Ivo Carraro.
O Fórum Nacional faz parte da missão do CESB, que consiste em discutir e apresentar temas relevantes para o desenvolvimento da soja no país, além de disseminar técnicas e métodos bem-sucedidos e ainda reconhecer os esforços dos campeões do Desafio. “O CESB incentiva os sojicultores a usarem a criatividade e inovarem nas técnicas de cultivo, para que outras práticas sejam descobertas e contribuam para o aumento da produtividade de soja no País”, explica Orlando Carlos Martins, presidente do CESB. 
Premiação – Na edição desse ano, 1.198 áreas, distribuídas por mais de 300 municípios, em 15 estados brasileiros, estão concorrendo ao Desafio. Além disso, houve uma ampliação nas categorias de premiação na Safra 2012/2013, com a inclusão dos campeões de municípios que tiveram cinco ou mais inscritos (soja irrigada e não irrigada). Produtor e consultor técnico também serão premiados. Ainda terão as seguintes categorias:
Soja irrigada: campeão nacional 
Soja não irrigada: um campeão do Sul; um campeão do Sudeste; um campeão do Centro-Oeste; e, um campeão do Norte-Nordeste.
Soja irrigada e não irrigada: um campeão para cada estado representado no Desafio.
O campeão nacional de soja irrigada e os quatro campeões regionais de soja não irrigada receberão, como prêmio, uma viagem técnica aos Estados Unidos, de 4 a 11 de agosto, onde, entre outras atividades, visitarão culturas de soja de alta produtividade, centros de pesquisas e universidades. Os campeões de todas as categorias receberão um certificado do CESB e serão reconhecidos nos municípios e estados como referências em produtividade de soja no País.
Evento- O IV Fórum Nacional de Máxima Produtividade e a premiação dos vencedores do Desafio acontecerão no auditório da Faculdade Assis Gurgacz (FAG), na Avenida das Torres, 500. O evento está marcado para as 8 horas e deve seguir até as 17 horas. Produtores, técnicos e pessoas relacionadas ao agronegócio podem participar gratuitamente do evento, fazendo a inscrição pelo e-mail [email protected].
Sobre o CESB
O CESB é uma entidade sem fins lucrativos, formada por profissionais e pesquisadores de diversas áreas, que se uniram para trabalhar estrategicamente e utilizar os conhecimentos adquiridos nas suas respectivas carreiras e vivências, em prol da sojicultura brasileira. O CESB é qualificado como uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), nos termos da Lei n° 9.790, de 23 de março de 1999, conforme decisão proferida pelo Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União de 04 de dezembro de 2009. Atualmente, o CESB é composto por 16 membros e oito entidades patrocinadoras: Syngenta, BASF, Pioneer, TMG, Monsanto, Sementes Adriana, Agrichem e Instituto Phytus.
Uma OSCIP é pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, voltada ao alcance de objetivos sociais e tem necessidade de prestar contas.

Fonte: Ass. Imprensa da Coodetec

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Da seca às enchentes, como Super El Niño pode mudar o clima no Brasil

Fenômeno pode alterar o regime de chuvas, pressionar a produção agrícola e aumentar o risco de eventos extremos no Brasil.

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Foto: Divulgação/Freepik

O ano de 2026 começou despertando grande expectativa entre especialistas, que alertam para a possível formação de um super El Niño, o qual, segundo cientistas, pode ter grande impacto no clima do planeta.

Foto: Roberto Dziura Jr.

Ainda que esse fenômeno pareça distante do nosso dia a dia, a verdade é que ele impacta a vida de milhões de brasileiros. Isso fica claro quando analisamos períodos anteriores, em que suas consequências foram desde problemas na produção de alimentos até crises no abastecimento de água e enchentes.

Mas muitos podem se perguntar: afinal, o que é o El Niño? O fenômeno acontece quando há um aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico, o que altera a circulação dos ventos e a formação das chuvas. Todo esse processo afeta o planeta, mas, no caso do Brasil, há uma variação de impactos entre as diferentes regiões do país, que vão desde excesso de chuva e alagamentos até secas intensas e falta de água nos reservatórios.

As publicações mais recentes indicam que as chances de que um forte El Niño ocorra durante o segundo semestre de

Foto: Divulgação

2026 são cada vez maiores, com possibilidade de efeitos até 2027. Por isso, os recentes comunicados de órgãos como o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) buscam alertar governos, agricultores e a população em geral para os possíveis impactos desse fenômeno.

Normalmente, os ventos no Pacífico sopram de leste para oeste, ou seja, da América em direção à Oceania e à Indonésia. Isso faz com que as águas mais quentes sejam deslocadas por essas correntes de ar, mantendo as áreas próximas à América do Sul com águas mais frias.

Foto: Gilson Abreu

O fenômeno altera o equilíbrio entre ventos, pressão e umidade devido ao aumento da temperatura no Oceano Pacífico. Quando isso acontece, há aumento na evaporação, os ventos ficam mais fracos e a água quente que normalmente fica próxima à Oceania se espalha, aquecendo as águas próximas à América do Sul, que são geralmente mais frias. Isso causa desequilíbrios com consequências em escala global.

De acordo com nota técnica emitida em conjunto pelo CPTEC, INPE e INMET, os efeitos desse fenômeno são sentidos de formas distintas nas regiões brasileiras. Na região Norte, a expectativa é de seca e redução no volume de chuvas, o que faz com que os rios baixem de nível, dificultando o transporte de pessoas e mercadorias. As comunidades ribeirinhas são as primeiras a sofrer com a dificuldade de acesso a alimentos, medicamentos e atendimento médico. Outro fator preocupante é que o clima mais quente e seco aumenta a incidência de queimadas e incêndios florestais.

No Nordeste, a consequência é a redução das chuvas e a escassez de água. Com menos precipitações, os reservatórios

Foto: Divulgação

recebem menor volume hídrico, o que afeta o abastecimento e a produção agrícola. A maior intensidade do calor também aumenta o risco de incêndios em áreas de vegetação.

No Centro-Oeste, os efeitos tendem a ser menos intensos, porém o aumento da temperatura também reduz a umidade do ar, cenário que favorece queimadas. Algumas áreas podem, no entanto, registrar chuvas dentro da média, elevando a umidade do solo.

A região Sudeste apresenta histórico mais variável: há locais com chuvas intensas e outros com períodos prolongados de estiagem e predominância de calor, fenômeno conhecido como “veranico”. Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória podem registrar ondas de calor mais intensas que o normal, o que aumenta o consumo de energia elétrica.

Foto: Divulgação

A região tradicionalmente mais afetada no Brasil é o Sul, onde o principal efeito é o excesso de chuva, com enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra. Os três estados costumam enfrentar temporais mais frequentes e chuvas acima da média.

É importante lembrar que os efeitos desse fenômeno da natureza atingem diretamente a vida das pessoas, aumentando o preço da conta de luz, encarecendo os alimentos e reduzindo a disponibilidade de água. Em períodos de seca prolongada, a produção agrícola pode recuar, enquanto chuvas excessivas podem afetar estradas, moradias e plantações.

O El Niño de 2026 está às portas; sua dimensão e intensidade ainda são incertas, porém as previsões indicam que os impactos podem ser significativos. Por isso, medidas preventivas precisam ser adotadas: informação, planejamento e conscientização da sociedade são fundamentais para enfrentar esse período.

Por fim, é preciso compreender como o clima influencia nossas vidas. Esse é um passo importante para enfrentar os desafios ambientais do presente e do futuro em um planeta em constante mudança.

Fonte: Artigo escrito por Claudio de Brito Neri, professor de Geografia do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré.
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Prêmios do óleo de soja continuam no menor patamar desde 2004, aponta Cepea

Excesso de oferta na América do Sul e demanda por biodiesel abaixo do esperado no Brasil mantêm indicadores em patamares historicamente baixos, mas competitividade do produto brasileiro sustenta exportações e reduz impacto sobre preços internos.

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Mesmo com uma recuperação pontual na última semana, os prêmios de exportação do óleo de soja continuam em níveis historicamente baixos, segundo série do Cepea iniciada em junho de 2004. O comportamento indica um mercado ainda sob pressão estrutural, marcado por desequilíbrio entre oferta e demanda.

Foto: Divulgação

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a principal variável de sustentação desse cenário é a elevada disponibilidade do produto na América do Sul. O volume ofertado amplia a concorrência entre exportadores e reduz o poder de negociação dos prêmios no mercado internacional.

No Brasil, outro fator pesa sobre a formação de preços: a demanda por biodiesel tem ficado abaixo das expectativas do setor. A menor tração do consumo interno reduz parte da absorção do óleo de soja, ampliando a dependência do mercado externo para escoamento da produção.

Pesquisadores do Cepea avaliam, no entanto, que a própria compressão dos prêmios tem gerado um efeito de competitividade. Com preços mais atrativos no mercado internacional, o óleo de soja brasileiro ganha espaço nos embarques, o que ajuda a sustentar o fluxo de exportações e a limitar perdas mais intensas nas cotações domésticas.

Fonte: O Presente Rural
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Milho registra menores médias do ano em junho

Cepea atribui queda à pressão de compradores com estoques de curto prazo e avanço da segunda safra, além da redução da paridade de exportação.

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Foto: Claudio Neves

A entrada da colheita da segunda safra de milho tem intensificado a pressão sobre os preços na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Em diversas praças produtoras, as médias registradas na parcial de junho (até o dia 18) já figuram entre as mais baixas do ano em termos nominais.

Foto: Divulgação

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento é sustentado principalmente pela postura mais cautelosa dos compradores no mercado interno e nos portos. Indústrias e tradings acompanham o avanço da colheita da safrinha e relatam cobertura de estoques para o curto prazo, o que reduz a urgência por novas aquisições.

No mercado externo, a recente queda dos preços internacionais também tem pesado sobre as decisões de compra. A redução da paridade de exportação levou agentes a postergar negociações, ampliando a pressão baixista sobre as cotações domésticas.

Do lado vendedor, o comportamento é heterogêneo. Produtores com necessidade de liquidez ou de

Foto: Sandra Brito

liberar espaço em armazéns têm avançado nas vendas. Já aqueles com menor pressão financeira seguem mais retraídos, limitando a oferta no mercado disponível e reduzindo o volume de negócios, segundo pesquisadores do Cepea.

Além do quadro de curto prazo, o mercado acompanha os efeitos do El Niño, confirmado no Brasil. O fenômeno tende a aumentar as chuvas no Sul e provocar irregularidade das precipitações e maior calor no Centro-Oeste durante um período crítico para a safra de verão.

Para o milho, o Cepea destaca risco de atraso na semeadura no Sul e possível impacto no calendário da segunda safra no Centro-Oeste, caso a safra de verão avance fora da janela ideal.

Fonte: O Presente Rural
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