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Notícias Sanidade

Certificação internacional vai permitir abertura de novos mercados para agro gaúcho

Ganhos são muitos para o Rio Grande do Sul com a conquista do status de zona livre de febre aftosa sem vacinação

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FERNANDO DIAS - SEAPDR

Abertura de novos mercados, aumento no volume de negócios das diversas cadeias produtivas, diversificação de produtos, geração de novos empregos. Os ganhos são muitos para o Rio Grande do Sul com a conquista do status de zona livre de febre aftosa sem vacinação. O anúncio deve ser feito nesta quinta-feira pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em Assembleia Geral.

“Esse reconhecimento vai abrir mercados mundo afora para vendermos aquilo que produzimos de proteína animal e vai incentivar investimentos em frigoríficos, em produção de proteína animal e, consequentemente, em emprego e renda para a nossa população, acessando esses outros mercados e colocando mais recursos no nosso Estado”, destacou o governador Eduardo Leite em pronunciamento recente sobre a certificação.

“Este é um momento de comemoração da agropecuária gaúcha que, certamente, saberá aproveitar da melhor forma esta nova condição, demonstrando a grandeza do nosso setor de proteína animal para todo o mundo“, afirma a secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) Silvana Covatti.

De acordo com o economista Rodrigo Feix, do DEE/SPGG, o acesso a mercados internacionais mais exigentes, facilitado pela mudança do status sanitário, pode representar um importante estímulo ao crescimento para a cadeia de carnes do RS. “Esse estímulo estará presente tanto nos segmentos de produtos tradicionais (cortes predominantes atualmente na pauta), mas também fomentará a adoção de novas estratégias competitivas pelas empresas, sobretudo via diferenciação de produto, que conferem maiores margens de rentabilidade. Mesmo em mercados que já são relevantes para a pauta gaúcha de exportações de carnes novos estímulos serão criados, como é o caso das vendas de carne com osso para a China”, afirma Feix.

O economista destaca que a indústria de carnes é o principal setor empregador do agronegócio gaúcho, considerando os vínculos formais de trabalho. Em março de 2021 havia 67.695 postos de trabalho no setor de abates e fabricação de produtos de carne no RS, segundo estatísticas do Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).

“A redução nos custos de produção, o ingresso em novos mercados e o crescimento da demanda resultantes da mudança no status sanitário tendem a contribuir para a continuidade do processo de geração de empregos na cadeia de carnes, com repercussões diretas e indiretas para as economias do interior do estado”, diz Feix. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a previsão para este ano de 2021 é de que o Valor Bruto da Produção da pecuária gaúcha totalize R$ 31,7 bilhões de reais, o que representa um crescimento de 3,6% em relação a 2020.

“Nós teremos muitos ganhos no futuro, não apenas na pecuária mas também na agricultura, destaca Helena Rugeri, Superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul. Ela afirma que esta conquista foi construída conjuntamente, em parceria, entre o setor público e o setor privado. “O setor público olhou para a frente, construiu um trabalho que gerou confiança em toda a cadeia e que trouxe esta certificação para o Estado”, diz ela.

Fonte: Assessoria
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Notícias Paraná

Prazo para atualização cadastral de rebanho termina dia 30; parcial não chega a 50%

Atualização é fundamental para auxiliar a vigilância sanitária e garantir a manutenção do status internacional de área livre de febre aftosa

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José Fernando Oura/AEN

Faltam apenas 17 dias para encerrar o prazo de atualização cadastral do rebanho paranaense. Diferentemente de 2020, quando houve duas etapas, neste ano o período único começou a ser contado em 1º de maio e termina em 30 de junho. Após isso, o trânsito não será possibilitado e o produtor poderá ser multado. A parcial desta segunda-feira (14) aponta 48,3% do rebanho já cadastrado.

A atualização é fundamental para auxiliar a vigilância sanitária e garantir a manutenção do status internacional de área livre de febre aftosa. A certificação foi concedida em 27 de maio pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), depois de mais de 50 anos de esforço conjunto de entidades públicas e privadas e da cooperação de produtores.

“Conquistar foi um árduo trabalho, manter também é uma tarefa difícil porque a gente não conta mais com a vacina”, alertou o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Segundo ele, o Estado optou por não impor custo ao produtor com a colocação de brinco ou chip para identificar cada animal.

“Apenas precisamos, como medida adequada do ponto de vista sanitário, saber quantos são e onde estão os animais”, disse. “É um ato a favor do negócio do criador”.

O presidente da Agência de Defesa Agropecuária, Otamir Cesar Martins, reforçou os benefícios que a atualização cadastral trará ao produtor. “Com as informações registradas temos melhores condições de agir rapidamente em eventuais casos de focos de qualquer doença, e não apenas a aftosa”, afirmou. “O nosso apelo é para que intensifiquem a declaração dos rebanhos nesta reta final da campanha”.

Penalidades

A falta da atualização tem consequências para o produtor. Uma delas é o impedimento para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento imprescindível para qualquer movimentação entre propriedades ou para abate em frigoríficos. Além disso, a legislação prevê autuação e pagamento de multa de uma Unidade Padrão Fiscal por cada animal. Em junho, o valor da UPF no Paraná é de R$ 113,54.

O gerente de Sanidade Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, salientou que a intenção do órgão não é multar, mas reforçar cada vez mais a necessidade da atualização do rebanho: “A expectativa é que consigamos abrir novos mercados e com isso melhorar as condições de nossos produtores, mas para que a gente mantenha esse novo status, é preciso que os produtores rurais atualizem o cadastro na Adapar”, afirmou.

Atualização

A atualização é exigida para todas as espécies animais existentes na propriedade (bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho-da-seda).

Os produtores podem fazer de forma direta por meio do link www.produtor.adapar.pr.gov.br/comprovacaorebanho ou em uma das Unidades Locais da Adapar, Sindicatos Rurais ou Escritório de Atendimento de seu município (prefeituras). Para fazer a comprovação, o produtor deve ter o CPF cadastrado. Nos casos em que seja necessário ajustar o cadastro inicial, o telefone para contato é (41) 3200-5007.

Segundo balanço parcial, os únicos municípios com 100% de cadastro já efetuado são São Carlos do Ivaí e São Manoel do Paraná. Os piores indicadores são Contenda (4,7%), Colombo (8%) e Quatro Barras (11,2%).

Fonte: AEN/Pr
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Notícias Produção Agropecuária

Valor da Produção Agropecuária de 2021 deve registrar aumento real de 11,8 %

Lavouras tiveram um aumento do VBP de 15,8%. A pecuária, 3,8%. Essas duas atividades obtiveram neste ano o mais elevado valor em 32 anos

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Divulgação/Embrapa

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de maio deste ano atingiu o valor de R$ 1,11 trilhão. A cifra é 11,8% superior ao obtido em 2020, que foi de R$ 993,9 bilhões. As maiores contribuições para o crescimento são observadas em arroz, milho, soja e carne bovina, que tiveram dois anos consecutivos de forte aumento de preços reais.

As lavouras tiveram um aumento do VBP de 15,8%. A pecuária, 3,8%. Essas duas atividades obtiveram neste ano o mais elevado valor em 32 anos.

Os produtos que tiveram os maiores acréscimos do VBP foram arroz (5,7%), milho (20,3%), soja (31,9%) e trigo (35,1%). Com crescimento mais modesto, encontram-se cacau e cana de açúcar.

De acordo com o coordenador de Avaliação de Políticas e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques, alguns grupos vêm trazendo contribuições negativas ao crescimento da agropecuária, como a batata-inglesa, café, feijão, laranja, tomate, uvas e na pecuária, leite, suínos e ovos. Isso ocorre, segundo ele, devido a efeitos de menores preços ou de menores quantidades produzidas.

Apesar de terem existido períodos de seca que afetaram lavouras, como milho e feijão, os preços têm contribuído para reduzir esse impacto. Esses efeitos foram sentidos, principalmente, no Paraná e em Mato Grosso. O milho foi particularmente prejudicado. A segunda safra, que é a mais importante, teve uma redução em relação a 2020, de 5 milhões de toneladas, e menor produtividade de grãos.

O crescimento do VBP pode ser atribuído, como destacado em relatórios anteriores, ao excepcional desempenho das exportações de soja em grãos e carnes, preços favoráveis e a safra de grãos, que apesar de problemas de falta de chuvas ocorridos, mesmo assim as projeções da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) e do IBGE são de uma safra expressiva.

Os dados regionais do VBP continuam mostrando a liderança de Mato Grosso com participação de 17,2% no valor, Paraná 13,2%, São Paulo 11,2%, Rio Grande do Sul 10,8%, e Minas Gerais 10%.

Fonte: MAPA
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Notícias Safra de inverno

Custo do trigo tem alta de 31% mas relação de troca é favorável

Segundo estimativas da FecoAgro/RS, apesar da elevação no custo, preços trazem melhor vantagem na cultura desde 2013

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Paulo Pires/Divulgação

O segundo levantamento de custo de trigo safra 2021, apurado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), aponta que os custos totais, incluindo gastos com insumos, manutenção de máquinas e equipamentos entre outros, para plantar um hectare de trigo nesta safra é de R$ 4.305,01, considerando a produtividade de 60 sacas por hectare. Com isso, o custo por saca ficou em R$ 71,75. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, 14 de junho, em encontro virtual com a imprensa.

Isso representa um aumento de 31,74% frente aos R$ 3.267,78 gastos por hectare na safra passada. Considerando somente o desembolso, o produtor vai ter um custo de R$ 3.187,02 por hectare, elevação de 32,48% em um ano. O produtor vai precisar colher 37,94 sacas de trigo para cobrir o desembolso e de 51,25 sacas por hectare para cobrir o custo total. Entretanto, o estudo aponta uma melhora substancial na relação de troca desde a safra 2013, reduzindo em 16,88% o número de sacas de trigo para cobrir os custos de produção, levando em conta o preço do trigo de R$ 84,00 a saca em primeiro de junho de 2021.

Na avaliação do economista da FecoAgro/RS, Tarcisio Minetto, os produtos que têm custos em dólar foram os que sofreram maior impacto. “Esses custos dolarizados tiveram impacto forte trazendo reflexo direto no custo. A cada safra o produtor vem antecipando a compra dos insumos e, com isso, conseguem preços inferiores aqueles que deixam para adquirir mais próximo ao período de plantio do trigo”, salienta, acrescentando ainda que os insumos, combustíveis e máquinas e equipamentos estão entre os ítens que mais subiram em 12 meses.

Para o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, os produtores estão sendo incentivados a aumentar o plantio em função dos preços atrativos e também por estarem mais capitalizados devido aos bons preços e a boa safra de verão, assim como pela expectativa de demanda forte tanto no mercado de panificação bem como no setor de proteína animal, que está vendo nos cereais de inverno, incluindo o trigo, uma  alternativa de matéria-prima no uso da ração, o que é tradicional na Europa.

Pires pontua ainda que é preciso baixar os custos do seguro agrícola para a produção de grãos devido ao alto risco, como medida protetiva ao produtor de possíveis frustrações diante dos recursos gastos por hectare cultivado de trigo, que não é pouco, conforme indica o estudo da federação. “Outro fator que o produtor precisa levar em conta é o aproveitamento da estrutura existente na propriedade, otimizando a utilização da mesma com cultivos de inverno, gerando renda, protegendo o solo e diluindo custos fixos das culturas de verão”, observa.

Na avaliação da FecoAgro/RS, ainda, o Rio Grande do Sul poderá colher uma safra superior a 3,5 milhões de toneladas de trigo, com aumento de área de mais de 15%, acima de um milhão de hectares, o que há seis safras não acontece no Estado. Caso se confirmem as estimativas e as condições normais de lavoura até a colheita, os gaúchos poderão ter a maior safra de trigo da história.

Fonte: Assessoria
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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