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Certificação de origem do biometano marca nova fase para o setor de energias renováveis

Painel no Fórum Sul Brasileiro destacou potencial do CGOB e reforçou papel dos certificados verdes na valorização do biogás.

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Foto: Cesar Silvestre

“Ativos Ambientais e Certificados Verdes” foi o tema que norteou o quarto painel do 7º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano realizado na última terça-feira (08), em Bento Gonçalves. A moderadora do painel foi a diretora Sistêmica e de Relacionamento do Instituto Totum de Desenvolvimento e Gestão Empresarial, Celina Almeida. A programação contou com a painelista Emilene Lourenço, que é analista de Inteligência de Mercado do Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás) e com os debatedores Tayane Vieira, do Grupo URCA; Karina Cubas do Amaral, do Instituto 17, e Renata Isfer, presidente executiva da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (Abiogás).

Emilene foi responsável pela explanação do tema “Panorama dos Certificados Verdes do Brasil”, trazendo sua expertise dentro do CIBiogás. Ela iniciou sua apresentação lembrando que a discussão a respeito dos certificados verdes no Brasil se iniciou quando percebido que o acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera vem causando problemas na sociedade. “E esse acúmulo vem trazendo impactos nas mudanças climáticas, problemas ambientais, sociais e econômicos muito sérios. Vimos recentemente no RS as consequências destes impactos”, exemplificou.

Termos muito utilizados dentro deste mercado, atributos, certificados e ativos e seus significados foram amplamente explanados no painel. Em linhas gerais, atributos ambientais ou não energéticos referem-se a todas as características e impactos ambientais positivos associados à produção, distribuição e uso das energias renováveis, e que contribuem para a redução da dependência de combustíveis fósseis. Já os certificados garantem a valorização dos serviços ambientais associados ao biogás e biometano: são importantes iniciativas dentro deste tópico o  I-REC, GAS-REC, Créditos de Carbono, CBIO e, em breve, o CGOB.

O CGOB, Certificado de Garantia de Origem do Biometano, foi um dos pontos mais citados durante o painel. Isso porque trata-se de um certificado de rastreabilidade lastreado em volume de biometano produzido e comercializado pelo produtor do gás renovável que está em fase de regulamentação. Ele será emitido por um agente certificador credenciado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que atestará as características do processo produtivo. “Este certificado vem para modificar o mercado, para somar forças e ampliar. É algo muito esperado por todo setor do biometano, pois acreditamos que serão ampliadas as oportunidades de negócio”, definiu Emilene.

Gerente de ESG no Grupo Urca Energia, Tayane Vieira reforçou a importância do Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano ocorrer após a aprovação do CGOB. “É um divisor temporal, estamos vivendo uma realidade completamente diferente e que muda a visão de mercado”, explicou.

Os benefícios ao produtor de biogás e biometano que aderem a iniciativas voltadas aos ativos ambientais e certificados verdes passam pela oportunidade de oferecer um produto de energia renovável mais ativo, acesso a um número maior de clientes, maior competitividade de mercado, geração de receita e, por último, contribuição com iniciativas de descarbonização.

De acordo com a mediadora Celina, os certificados são considerados instrumentos muito importantes de valorização para o biogás e o biometano e, portanto, têm agenda bastante relevante. “Foi muito importante conversar sobre esses certificados, mostrar o panorama atual, as particularidades e mostrar a visão de futuro para os certificados no país”, explicou. Karina Cubas do Amaral, do Instituto 17, falou sobre a observação ao mercado para a escolha de qual certificado/ativo pode ser ideal para cada produtor, levando em consideração a realidade local e qual a demanda para cada planta específica. Renata Isfer, da Abiogas, reforçou também a relevância do CGOB como um instrumento completo e que incentivará toda a cadeia do biometano a se desenvolver.

O 7º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano teve como instituições realizadoras a Universidade de Caxias do Sul (UCS), de Caxias do Sul (RS), a Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC) e o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), de Foz do Iguaçu (PR). A organização é da Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindústria (SBERA).

Fonte: Assessoria FSBBB

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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