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Cerimônia premia os melhores produtores de leite do Brasil

Realizado anualmente pela De Heus, o evento tem como objetivo homenagear os proprietários das fazendas leiteiras que tiveram a melhor performance por meio da ferramenta Monitor Margen Milk (MMM) durante o ano.

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Fotos: Divulgação/De Heus

No início de dezembro, aconteceu a Premiação do Monitor da Margem do Leite (MMM), que anunciou os melhores produtores de leite do Brasil em 2023, na cidade de Castro, no Paraná. Realizado anualmente pela multinacional holandesa De Heus, uma das líderes mundiais em nutrição animal, o evento tem como objetivo monitorar as fazendas leiteiras do país, possibilitando um comparativo entre elas, por meio de um ranking de produção. Nesta edição, a premiação reuniu 87 profissionais ligados ao setor, dentre os quais, mais de 70 produtores.

De acordo com Luciano Alvarenga, Gerente Comercial de Ruminantes da De Heus, “a cerimônia visa proporcionar aos produtores participantes, a visualização e a análise de dados precisos sobre suas propriedades, comparando seus resultados às melhores margens e médias nacionais e internacionais entre países como Portugal, Espanha, Holanda, entre outros. Além disso, é uma oportunidade de homenagear os clientes e proprietários das fazendas leiteiras que tiveram a melhor performance durante o período de coleta dos dados”.

O gestor explica ainda que a ferramenta MMM possibilita o acompanhamento dos resultados de seus clientes, garantindo que todo e qualquer investimento em nutrição apresente o maior retorno econômico possível, fornecendo um melhor equilíbrio dos custos, uso de insumos e margem do leite. “Com o MMM, cada cliente pode comparar seus resultados com as melhores médias das propriedades que tiveram seus dados monitorados pela ferramenta no Brasil e no mundo. Eles também podem checar até onde é possível chegar quanto à sua lucratividade e eficiência, dentro de uma realidade similar. Dessa forma, nossos técnicos planejam junto aos produtores quais pontos devem ser corrigidos para melhorar a eficiência alimentar e rentabilidade econômica do sistema produtivo, de acordo com a realidade de cada propriedade”, afirma Alvarenga.

Conheça os primeiros colocados da premiação

Fernando Sleutjes (Representante Comercial), Rinus Donkers (Diretor América Latina e Presidente da De Heus Brasil), Nico Biersteker (Cliente que ganhou em 1º lugar com ordenha robotizada), Marcos Schoten (Supervisor Técnico Comercial Ruminantes) e Leonardo Corso (Gerente de Produtos Ruminantes)

Descendentes de alemães, o casal de produtores de leite de primeira geração, Emerson Luiz Sander e Marlene Heiser Sander, da Fazenda Santo Antônio, de Guarapuava (PR), ficaram muito felizes com a participação na cerimônia e com a 1ª colocação na categoria eficiência alimentar. “Muito bom ter este reconhecimento. Nossa genética de gado é de Castro e estamos evoluindo em conforto animal em nossa fazenda. Neste ano, investimos em aspersão, ventiladores, cama de areia e estamos trabalhando para ter ainda uma ordenhadeira nova, para agilizar a ordenha e possibilitar aos animais mais tempo de descanso. Acho a ferramenta MMM muito importante, pois ela possibilita termos uma margem para gerenciar outros custos e, assim, obtermos mais lucratividade no final”, afirmou Emerson. Já segundo Marlene, a premiação foi muito gratificante e durante o evento ela pôde observar pelas palestras e pelos indicadores de produção nacional de leite, o quanto a fazenda deles está muito bem adequada aos índices ideais de produtividade. “Gostaria de agradecer a minha família, meus filhos Oliver e Allana, o consultor Juliano e dizer que o produto da De Heus realmente dá muito mais retorno, pois aumentou nossa média de produção de leite por dia. É muito importante estar perto de pessoas boas e inteligentes, que possam nos ajudar a obter sucesso no negócio”, declarou Emerson.

Rinus Donkers (Diretor América Latina e Presidente da De Heus Brasil), Leonardo Corso (Gerente de Produtos Ruminantes), Guilherme Leão (Supervisor Técnico Comercial Ruminantes), Sedenir Marcon (Cliente que ganhou em 3º lugar) e Dimas Izac (Representante Comercial que atendo o Cliente Sedenir Marcon)

Sedenir Marcon, descente de italianos e pertencente à segunda geração de produtores de gado de leite, participa pela terceira vez da premiação e obteve a 3ª colocação no ranking. Segundo ele, a ferramenta MMM tem contribuído de forma bastante positiva para sua produção de leite desenvolvida no Sítio São Roque, em Boaventura de São Roque (PR). “Estou há mais de 30 anos no setor e há cinco anos conto com o suporte da De Heus e posso afirmar que, com certeza, esta ferramenta tem me ajudado a conhecer muito mais do meu negócio”, declarou. Dimas Isac, médico veterinário e representante da De Heus, que acompanhou a evolução dos índices de produção da fazenda de Sedenir, também confirma e celebra os bons resultados. “Desde o início focamos bastante na produção de volumoso, a fazenda dele é uma das melhores da região, possui bom manejo e animais de muita qualidade. E o Sr. Sedenir ter ficado em terceiro lugar nesta premiação, dentre os melhores do Brasil, reflete este ótimo trabalho realizado em parceria com a empresa”, afirmou Isac.

Já o descendente de holandeses e produtor da terceira geração de gado de leite, Nico Biersteker, da Fazenda Lagoa Dourada, de Arapoti (PR), foi premiado com o 1º lugar dentre os melhores produtores de leite com ordenha robotizada do país. “Hoje em dia temos que trabalhar com eficiência, pois o custo está muito alto e a ferramenta MMM ajuda muito a observarmos e vermos melhor a eficiência alimentar de nossas vacas”, disse o produtor na ocasião, que há sete anos possui parceria com a De Heus.

Rinus Donkers (Diretor América Latina e Presidente da De Heus Brasil), Marcos Schoten (Supervisor Técnico Comercial Ruminantes), Emerson Luiz Sander (Cliente que ganhou em 1º lugar), Oliver Sander (Filho do ganhador), Marlene Heiser Sander (Esposa do ganhador), Allana Sander (Filha do ganhador), Juliano dos Santos (Representante Comercial) e Leonardo Corso (Gerente de Produtos Ruminantes).

Fonte: Assessoria De Heus

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Estudo encontra 100% de resistência bacteriana para formaldeído e 50% para amônia quaternária

Em uma ampla avaliação realizada com amostras de campo, foi evidenciado a alta prevalência de APEC resistentes aos antimicrobianos e aos desinfetantes

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Arquivo / OP Rural - shutterstock

Artigo escrito por Gleidson Salles, Médico-veterinário, gerente de produto da Zoetis, e Giulia Pilati, pesquisadora pós-graduanda da Universidade Federal de Santa Cararina*

A colibacilose aviária, uma doença naturalmente oportunista com manifestação local ou sistêmica, é causada pela Escherichia coli patogênica aviária (APEC). A doença está distribuída em todo o mundo e tem um grande impacto econômico, especialmente na indústria de frangos de corte, devido à mortalidade, morbidade, falta de uniformidade no rebanho, redução da produção e aumento da condenação no abate.

O agente é responsável por causar diversas condições clínicas em aves, como aerossaculite, celulite, coligranuloma, colisepticemia, pericardite, peritonite, pleuropneumonia, pneumonia, onfalite, salpingite, síndrome da cabeça inchada (LM), panoftalmia, osteomielite e sinovite.

Os antimicrobianos mais comumente usados no tratamento da colibacilose aviária são β-lactâmicos (penicilinas, cefalosporinas), fluorquinolonas, lincosamidas, macrolídeos, quinolonas, sulfonamidas e tetraciclinas. Atualmente, muitos dos antimicrobianos utilizados na produção avícola também são utilizados na medicina humana. Isto levantou preocupações sobre a potencial transferência de genes de resistência a antibióticos entre animais e humanos.

Além de serem utilizados no tratamento e profilaxia de infecções humanas e animais, os antibióticos são amplamente utilizados como agentes metafiláticos e promotores de crescimento na produção animal. Tais práticas, no entanto, aumentam a pressão seletiva e podem favorecer o desenvolvimento de resistência antimicrobiana.

O desenvolvimento da resistência antimicrobiana é um processo complexo. A resistência pode ser classificada como inerente ou adquirida. A resistência inerente é a capacidade natural de algumas bactérias de resistir a certos antibióticos devido a propriedades intrínsecas, como a estrutura da parede celular ou vias metabólicas. A resistência adquirida, por outro lado, é o resultado de alterações genéticas nas bactérias, como mutações ou transferência de genes de resistência de outras bactérias.

Nesse contexto, realizamos um estudo que avaliou 100 lotes de carcaças de frango ( Gallus gallus domesticus ), coletados no Brasil, com o objetivo de investigar o genoma completo de isolados de Escherichia coli patogênica aviária (APEC) de fêmures de frangos de corte brasileiros ( Gallus gallus domesticus ), a fim de investigar a presença de genes de resistência antimicrobiana associados a bacteriófagos.

Um total de 63 isolados característicos de Escherichia coli foram obtidos de fêmures. Todos os isolados foram confirmados como Escherichia coli por meio de sequenciamento. Dos 63 isolados, 58 (92%) tinham entre 3 e 5 dos genes considerados preditores mínimos e poderiam ser caracterizados como Escherichia coli patogênica aviária (APEC). Destes, 40 (63,4%) apresentaram os cinco genes, outros 14 (22,2%) apresentaram quatro genes. Quatro deles (6,3%) apresentaram três genes e outros quatro, (6,3%) apresentaram entre um gene e dois genes.

Na figura 1 é possível avaliar os perfis de resistência de diferentes classes de antimicrobianos e desinfetantes frente as APEC’s encontradas no estudo. A presença ou ausência de genes de resistência a antibióticos e desinfetantes foi avaliada em isolados de E. coli submetidos para sequenciamento. Cada linha no conjunto de dados corresponde a uma amostra única, enquanto as colunas representam os genes de resistência identificados e os antibióticos ou classes de antibióticos correspondentes.

Neste estudo, genes de resistência previstos contra β-lactâmicos foram encontrados em 63,49% dos isolados contendo um ou mais genes. 49,2% dos isolados abrigavam pelo menos um gene de resistência à tetraciclina. Um dos aminoglicosídeos mais comumente utilizados na medicina veterinária é a gentamicina. No presente estudo, 78,1% dos isolados APEC abrigavam um ou mais genes de resistência aos aminoglicosídeos. 74,6% dos isolados continham genes de resistência previstos contra sulfonamidas.

Além das classes dos antimicrobianos, foram avaliados alguns desinfetantes comumente utilizados na avicultura, como é o caso do formaldeído e amônia quaternária, onde 100% das amostras com presença de APEC’s apresentaram resistência para formol e 50% para amônia quaternária, evidenciando a capacidade das APEC’s resistirem ao uso desses produtos.

Esses resultados evidenciam uma alarmante situação quando olhamos para os perfis de resistência antimicrobiana e aos desinfetantes. Novas abordagens se fazem necessárias para prevenção de colibacilose aviária.

O estudo na integra pode ser solicitado ao autor: gleidson.sales@zoetis.com

Fonte: Assessorio com autores
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Período seco à vista: saiba como aumentar a imunidade e o desempenho dos bovinos com a suplementação adequada 

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Divulgação Pearson - Unsplash
  • Durante o período seco, a redução de pasto verde pode diminuir a ingestão de nutrientes essenciais pelos bovinos
  • Investir no cuidado da saúde dos animais melhora a produtividade, a qualidade da carne e do leite

O outono traz consigo tempo período seco, com poucas chuvas, no Centro-Sul. Essas condições afetam o pasto e, consequentemente, interferem na nutrição dos animais que, se não bem suplementados, perdem peso. “Menos pasto verde à disposição diminui a ingestão de nutrientes essenciais pelos bovinos. Para enfrentar esse desafio, os produtores devem fornecer concentrados energéticos proteicos e complementação vitamínica nas dietas”, explica o médico-veterinário Thales Vechiato, gerente de produtos para grandes animais da Pearson Saúde Animal.

“Atenção à nutrição adequada dos bovinos é fundamental em todas as fases, desde a criação até a lactação ou o abate. Além de afetar o ganho de peso e a produção de leite, a deficiência nutricional afeta a fertilidade e a regularização do ciclo reprodutivo”, complementa Vechiato.

O especialista da Pearson ressalta que investir no cuidado da saúde dos animais, além de aumentar a produtividade, melhora a qualidade da carne e do leite. “Para enfrentar esses desafios, uma solução eficaz é o uso de suplementos que aumentam a imunidade dos animais e melhoram o aproveitamento dos nutrientes.” Um exemplo é Aminofort, da Pearson Saúde Animal, suplemento composto por hidrolisado de órgãos e glândulas, cinco aminoácidos sintéticos essenciais, três vitaminas e sete sais minerais. Ele proporciona melhor aproveitamento dos nutrientes, auxiliando a fertilidade, a regularização do cio, o crescimento e a produção de leite, além de potencializar a imunidade do gado. “Um produto que vai com tudo.”

“A utilização de suplementos, como Aminofort, é uma medida preventiva para enfrentar o período seco, garantindo a saúde e a produtividade do rebanho. O investimento agora evita gastos superiores nos próximos meses”, ressalta Thales. Vechiato.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Salmonella: impacto na avicultura gera preocupação aos produtores

A contaminação, infelizmente, ocorre com facilidade

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Foto e texto: Assessoria

O impacto das Salmoneloses assusta: a cada 10 carcaças de frangos congelados ou resfriados entre 3 e 5 podem estar contaminadas por bactérias do gênero Salmonella. De acordo com artigo do Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio Avícola (CAPTAA), do Instituto Biológico do Estado de São Paulo, o problema atinge praticamente todos países. No Brasil, segundo o estudo, a incidência de salmoneloses varia de 9,15% a 86,7%, o que evidencia a gravidade para a cadeia de produção avícola. “Quando falamos de Salmoneloses, estamos tratando de em um grupo de bactérias com mais de 2.500 espécies. A importância para a avicultura depende do tipo, mas o problema está aí e deve receber a atenção merecida”, explica a médica-veterinária Eva Hunka, gerente de produtos e serviços técnicos para vacinas da Phibro.

A especialista informa que “as salmonellas tíficas causam doença clínica nas aves e representam um desafio sanitário muito importante nas poedeiras comerciais, porém não causam doenças em humanos. É um problema que atinge diretamente a avicultura por conta de mortalidade, queda na produção de ovos e tratamentos. Já as salmonellas paratificas não provocam doenças nas aves, mas são importantes para a saúde humana. Elas são impactantes para os frangos de corte e para as matrizes. Nesse caso, o prejuízo está relacionado à condenação dos lotes positivos no abatedouro e às restrições à comercialização da carne contaminada.”

A contaminação, infelizmente, ocorre com facilidade. Por ser um micro-organismo presente em diferentes hospedeiros, inclusive no homem, em materiais e equipamentos e na alimentação, ela pode ocorrer de muitas formas, desde o contato com outros hospedeiros (roedores e insetos, por exemplo) até mesmo por meio de ração contaminada. De acordo com Eva, “um patógeno que tem tantos hospedeiros, tantas espécies e é tão resistente é praticamente impossível de se evitar. É preciso trabalhar em um programa integrado de controle com medidas de biosseguridade, programa de vacinação, controle de roedores e insetos e educação continuada dos trabalhadores, entre outras ações. Estas medidas dificultarão a entrada dos patógenos, mas nada disso é garantia de que o ambiente estará seguro”.

Sobre o tratamento, a gerente de negócios biológicos da Phibro,  explica que “no caso da doença clínica, podemos fazer tratamentos com antibióticos para melhorar os sintomas, porém uma vez positivo o lote é positivo para sempre! No caso das salmonellas paratificas, que não causam doença clínica, o tratamento objetiva reduzir a carga bacteriana no ambiente, mas o lote seguirá positivo por toda a vida. A depender da espécie de salmonellas encontrada, o lote precisa ser abatido. Aves reprodutoras não podem ser positivas para salmonellas tificas.”

Eva Hunka esclarece que “a salmonella é um patógeno muito complexo. Tem muitas espécies e as consequências da contaminação são diferentes, dependendo da espécie de patógeno e/ou do tipo de ave. Não existe fórmula mágica ou única para controlar. É preciso ter um programa de controle integral para minimizar o risco, mas ele não é eliminado.”

Fonte: Assessoria
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