Conectado com

Notícias

Cepea avança em estudos sobre Fiagros e avaliação econômica no agro

Pesquisas buscam aperfeiçoar instrumentos financeiros e métodos de análise para maior eficiência e gestão de riscos no setor.

Publicado em

em

Foto: Jonathan Campos

O agronegócio brasileiro passa por uma transformação estrutural que demanda instrumentos financeiros mais sofisticados e métodos de avaliação econômica mais precisos. Neste contexto, duas linhas de pesquisa emergem como fundamentais para compreender e aprimorar o financiamento e a viabilidade econômica de projetos no setor.

Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) representam um marco inovador no mercado de capitais brasileiro. Desde sua regulamentação em 2021, esses fundos têm crescido exponencialmente, atingindo um patrimônio líquido de R$ 44 bilhões no final de janeiro de 2025, com crescimento de 238% em dois anos. Contudo, por se tratar de um instrumento financeiro recente e com características peculiares do agronegócio, ainda existem lacunas importantes no conhecimento acadêmico e de mercado sobre os fatores que determinam seus retornos e riscos.

Daniel Ferreira Caixe, professor da Esalq/USP e pesquisador do Cepea

As pesquisas sobre Fiagros no Cepea buscarão responder a questões centrais: quais fatores macroeconômicos e setoriais influenciam o desempenho desses fundos? Como as especificidades do agronegócio – sazonalidade, volatilidade de commodities, riscos climáticos – se refletem nos retornos? O mercado de Fiagros é eficiente ou existem oportunidades de obtenção de retornos anormais decorrentes de assimetrias informacionais típicas do setor?

Paralelamente, a linha de Engenharia Econômica (Valuation ou Orçamento de Capital) buscará aplicar métodos avançados na avaliação de projetos no agronegócio. O setor apresenta características únicas – ciclos longos de produção, alta volatilidade de preços, riscos climáticos e regulatórios – que tornam inadequados os modelos clássicos que são determinísticos. Neste sentido, a incorporação de ferramentas de gestão de risco, como a simulação de Monte Carlo, permite considerar mais adequadamente essas incertezas, aumentando a robustez de técnicas tradicionais de Orçamento de Capital, como o VPL e a TIR. Isso é crucial para orientar decisões de investimento tanto do setor privado quanto de políticas públicas de fomento.

Essas duas frentes de pesquisa se complementam naturalmente. Os Fiagros, como veículos de investimento, dependem da capacidade de se avaliar adequadamente a viabilidade econômica dos ativos que compõem as suas carteiras. Assim, a aplicação de métodos mais aprimorados de Valuation contribui para a precificação mais eficiente desses fundos.

Além disso, ambas as linhas abordam o desafio comum da gestão de riscos no agronegócio. Enquanto as pesquisas sobre Fiagros analisarão como esses riscos se manifestam no mercado de capitais, a Engenharia Econômica buscará desenvolver ferramentas para quantificá-los e mitigá-los na avaliação de projetos.

Espera-se que essas pesquisas contribuam para: maior eficiência na alocação de recursos no agronegócio brasileiro; desenvolvimento de instrumentos financeiros mais adequados às especificidades do setor; melhoria na gestão de riscos; e fortalecimento do papel do agronegócio na economia brasileira.

O Cepea, com sua tradição em análises econômicas aplicadas e proximidade com o mercado, oferece o ambiente ideal para desenvolver essas pesquisas com rigor acadêmico e relevância prática, contribuindo para o avanço do conhecimento e o desenvolvimento do setor.

Fonte: Assessoria Cepea

Notícias

Economia brasileira mantém expectativa de crescimento estável para 2026

Com o dólar em queda, real ganha força e câmbio mostra cenário mais favorável no início do ano.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

O cenário macroeconômico brasileiro no início de 2026 combina queda na taxa de câmbio com estabilidade nas projeções de crescimento da economia. A valorização do real frente ao dólar ocorre em um contexto de expectativas relativamente estáveis para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) ao longo do ano.

Foto: Shutterstock

No mercado cambial, o dólar registra recuo tanto na comparação com o mês anterior quanto em relação ao mesmo período do ano passado. O movimento indica uma trajetória de apreciação da moeda brasileira ao longo dos últimos meses, refletindo ajustes nas condições financeiras internacionais, no fluxo de capitais e nas expectativas do mercado em relação à economia doméstica.

A redução do câmbio tende a ter impacto direto sobre diferentes setores da economia. Para cadeias produtivas que dependem de insumos importados, a queda da moeda norte-americana pode contribuir para aliviar custos. Por outro lado, para segmentos fortemente exportadores, um real mais valorizado pode reduzir parte da competitividade no mercado internacional.

Em paralelo, as projeções para o crescimento da economia brasileira seguem relativamente estáveis. As estimativas de mercado para o PIB de 2025 mantêm-se próximas de 1,8%, indicando que os agentes econômicos não realizaram revisões significativas nas expectativas mais recentes.

Foto: Marcelo Cassal/Agência Brasil

Na comparação anual, houve leve melhora nas projeções de crescimento, sugerindo uma visão um pouco mais otimista em relação ao desempenho da atividade econômica. No entanto, na comparação com o mês anterior, o cenário permanece praticamente inalterado, reforçando a percepção de estabilidade nas expectativas.

As informações integram análise de indicadores econômicos divulgada pelo Centro de Inteligência do Leite (CILeite), da Embrapa Gado de Leite, com base em dados do Banco Central do Brasil, que acompanham variáveis macroeconômicas relevantes para o desempenho do setor agropecuário e da cadeia do leite.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Notícias

Copercampos supera R$ 9,6 milhões em economia com Mercado Livre de Energia

Estratégia iniciada em 2018 já envolve 13 unidades da cooperativa e reduz custos com eletricidade em mais de 25% em comparação ao mercado cativo.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A decisão estratégica da Copercampos de migrar parte de suas unidades para o Mercado Livre de Energia segue gerando resultados expressivos e consolida a cooperativa como referência em gestão eficiente de custos e visão de longo prazo. Iniciado em 2018, o projeto começou com a migração de cinco unidades e, ao longo dos anos, foi sendo ampliado de forma planejada, acompanhando a evolução do consumo energético e as oportunidades do setor elétrico brasileiro.

Somente em 2025, as unidades da Copercampos inseridas no mercado livre registraram uma economia de R$ 1.866.154,16, o que representa uma redução média de 25,55% nos custos com energia elétrica em comparação ao mercado cativo, sem considerar o ICMS. No período, o consumo total dessas unidades somou 11.168,040 MWh, evidenciando a relevância do impacto financeiro da estratégia adotada.

Além do ganho econômico, toda a energia adquirida pela cooperativa no Mercado Livre é proveniente de fontes 100% renováveis, o que reforça o compromisso da Copercampos com práticas sustentáveis e responsáveis. “A utilização de energia limpa contribui diretamente para a sustentabilidade econômica, social e ambiental, alinhando eficiência operacional com responsabilidade ambiental”, destaca o Gerente Operacional Ricardo Saurin.

Desde o início do projeto, a cooperativa avançou de forma consistente. Em 2018, cinco unidades passaram a operar no mercado livre. Em 2024, outras três migraram, seguidas por mais cinco unidades em 2025. Atualmente, o grupo conta com 13 unidades no ambiente de contratação livre, e o planejamento segue ativo, com mais cinco unidades em processo de migração em 2026, reforçando o compromisso contínuo com a eficiência energética e a competitividade.

No acumulado desde 2018, a economia total alcançada pela Copercampos com o mercado livre de energia é superior a R$ 9,6 milhões. O maior destaque está na Indústria de Rações, unidade que apresenta o maior consumo energético do grupo. Migrada ainda em 2018, essa unidade já acumula, até o momento, uma economia de R$ 5,3 milhões, demonstrando como o modelo é especialmente vantajoso para operações industriais de grande porte e consumo intensivo.

“Além da redução direta de custos, a atuação no mercado livre proporciona ganhos estratégicos, como previsibilidade orçamentária, análises de impacto de reajustes tarifários, otimização de demanda e avaliação contínua do perfil de consumo. Para 2026, estamos realizando a contratação de três novos contratos de fornecimento, ampliando a gestão ativa da energia e fortalecendo a segurança no abastecimento”, ressalta Ricardo Saurin.

O gerente da área ressalta ainda que a experiência da Copercampos no Mercado Livre de Energia demonstra que a eficiência energética vai além da economia financeira. “Trata-se de uma ferramenta estratégica para fortalecer a competitividade, sustentar investimentos e contribuir para um modelo de gestão cada vez mais moderno, sustentável e alinhado às boas práticas ambientais”, complementa.

Fonte: Assessoria Copercampos
Continue Lendo

Colunistas

Inventário pode consumir até 40% do patrimônio familiar

Holding rural pode reduzir custos e evitar inventário na sucessão patrimonial

Publicado em

em

Manoel Terças - Foto: Divulgação

Até 40% do patrimônio bruto de uma família pode ser consumido em um processo de inventário, somando impostos, custas judiciais e outras despesas. Além do custo elevado, o procedimento costuma se arrastar por anos: em média, cinco até a conclusão.

O advogado Manoel Terças, com 18 anos de atuação jurídica e especialista em holding rural, explica que a constituição de uma holding é hoje uma das estratégias mais utilizadas para organizar o planejamento patrimonial, sucessório e tributário no meio rural.

Segundo ele, a estrutura permite organizar a transferência de bens ainda em vida, reduzir a carga tributária, prevenir conflitos familiares e dar maior previsibilidade à sucessão, evitando a necessidade de inventário judicial.
A possibilidade de criação de holdings no Brasil existe há quase cinco décadas e tem sido amplamente utilizada como instrumento de proteção e gestão do patrimônio familiar. Em determinadas operações, a estrutura também pode oferecer vantagens fiscais, como a não incidência de ITBI.

Fonte: Artigo escrito por Manoel Terças, advogado com 18 anos de atuação jurídica e especialista em holding rural.
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.