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Cepea aponta comportamento misto nos preços dos ovos em principais praças brasileiras

Pesquisa aponta manutenção dos valores na maior parte das praças, enquanto o polo paulista apresentou leve recuo nas cotações.

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Foto: Rodrigo Felix Leal

Os preços médios dos ovos registrados pelo Cepea em 1º de julho de 2026 mostram variações entre as principais regiões produtoras e consumidoras do país.

Na Grande Belo Horizonte (MG), os ovos brancos foram cotados a R$ 146,20, enquanto os vermelhos ficaram em R$ 158,64, sem variação diária. Em Grande São Paulo (SP), os valores foram de R$ 142,24 para ovos brancos e R$ 153,53 para os vermelhos, também estáveis no dia.

Em Recife (PE), os preços atingiram R$ 151,55 para ovos brancos e R$ 165,13 para os vermelhos, sem alteração em relação ao dia anterior.

No mercado de Bastos (SP), referência na produção, os ovos brancos foram negociados a R$ 134,25, com queda de 0,73%, enquanto os vermelhos ficaram em R$ 150,67, recuo de 0,48%.

Já em Santa Maria de Jetibá (ES), os preços FOB foram de R$ 141,40 para ovos brancos e R$ 160,50 para os vermelhos, sem variação diária.

Fonte: Assessoria Cepea

Avicultura

Avicultura mantém cenário favorável com alta das exportações

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, desempenho do mercado externo e custos controlados contribuíram para a rentabilidade do setor.

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Fotos: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne de frango registraram forte desempenho em maio, com recuperação nos volumes embarcados e nos preços médios, enquanto o mercado interno apresentou melhora nas margens da cadeia produtiva. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o avanço da oferta limitou uma valorização mais expressiva dos preços domésticos.

Em maio, os embarques de carne de frango in natura e industrializada somaram 497 mil toneladas, volume 30,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A base de comparação foi impactada pelo caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, que afetou as exportações em maio do ano passado. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o crescimento foi de 9% em relação ao mesmo período de 2025.

Mesmo com a continuidade do conflito no Oriente Médio, região responsável por quase 30% das exportações brasileiras de carne de frango, os embarques aumentaram em relação aos dois meses anteriores. O desempenho foi impulsionado principalmente pela demanda da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, além de uma leve alta no preço médio em comparação com abril. Com isso, o spread das exportações permaneceu em 44%, acima da média dos últimos cinco anos, de 38%.

No mercado interno, o preço da ave abatida em São Paulo avançou 2,4% na média mensal em relação a abril. A valorização foi observada na primeira quinzena de maio, mas perdeu força na segunda metade do mês.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os custos de produção recuaram 0,7% entre abril e maio, favorecendo a rentabilidade do setor. O spread interno, que considera os preços da carne no atacado e os custos da avicultura, aumentou dois pontos percentuais, alcançando 37%, ligeiramente acima da média histórica.

Apesar da maior oferta, a carne de frango manteve competitividade frente à carne bovina. Em maio, os preços da proteína avícola no atacado ficaram cerca de 13% abaixo dos registrados no mesmo período de 2025, enquanto o dianteiro bovino apresentou movimento contrário, com alta de aproximadamente 15% na comparação anual.

Segundo dados preliminares do IBGE referentes ao primeiro trimestre de 2026, o número de cabeças abatidas aumentou 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Somado ao ganho de 3,2% no peso médio das carcaças, o resultado foi um crescimento de 7% na produção de carne de frango no período.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Avicultura No Oeste do Paraná

Queda de energia mata 30 mil frangos e provoca prejuízo de R$ 100 mil em aviário de Cascavel

Falha no fornecimento de energia interrompeu o sistema de ventilação do aviário durante a madrugada. Copel afirma que a interrupção foi causada pelo rompimento de um cabo provocado por um raio e atingiu 169 consumidores.

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Foto: Divulgação

Cerca de 30 mil frangos morreram na madrugada de terça-feira (30) após uma interrupção no fornecimento de energia elétrica atingir um aviário na Colônia Melissa, área rural de Cascavel, no Oeste do Paraná. O produtor estima um prejuízo de aproximadamente R$ 100 mil e atribui as perdas à paralisação dos equipamentos de ventilação, essenciais para manter a temperatura e a renovação do ar no galpão.

Foto: Divulgação

O avicultor registrou a situação dentro do aviário e cobrou providências da Copel. “Olha aí. De novo falta de energia. Meu Deus do céu! Trinta mil aves perdidas por causa da Copel, de novo!”, desabafou.

Na avicultura industrial, os sistemas de ventilação operam continuamente para controlar a temperatura, a umidade e a qualidade do ar dentro dos aviários. Quando ocorre uma interrupção no fornecimento de energia, exaustores e ventiladores deixam de funcionar, fazendo com que o ambiente aqueça rapidamente.

Em galpões com elevada densidade de aves, o aumento da temperatura e a redução da circulação de ar podem provocar estresse térmico e falta de oxigenação em poucos minutos, levando à morte de grande parte do plantel.

Segundo o produtor, foi exatamente esse cenário que ocorreu durante a madrugada, quando a energia foi interrompida e o sistema de climatização deixou

Foto: Divulgação

de operar.

Copel atribui falha a descarga atmosférica

A Copel informou que o fornecimento de energia foi restabelecido ainda na madrugada de terça-feira. De acordo com a companhia, a interrupção foi provocada pelo rompimento de um cabo de energia após uma descarga atmosférica.

A empresa informou que o problema afetou 169 unidades consumidoras da região e que, para restabelecer o serviço, foram necessárias manobras na rede, o que provocou oscilações momentâneas no fornecimento.

Ainda segundo a concessionária, equipes permanecem trabalhando no local para estabilizar o sistema elétrico.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Comissões da avicultura gaúcha alinham medidas sanitárias e discutem novas exigências do mercado

Encontro reuniu representantes da cadeia produtiva para tratar de biosseguridade, trânsito de aves, regulamentações e tecnologias voltadas à eficiência e sustentabilidade.

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Foto: Shutterstock

A avicultura do Rio Grande do Sul avançou nesta terça-feira (30) em uma série de discussões sobre sanidade, biosseguridade, sustentabilidade e adequação às exigências do mercado internacional. Durante reunião conjunta das comissões da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), representantes das empresas associadas alinharam procedimentos técnicos, debateram mudanças regulatórias e conheceram novas tecnologias voltadas à produção.

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, destacou a necessidade de alinhamento técnico e atualização permanente da cadeia avícola diante dos desafios sanitários e regulatórios do setor – Foto: Divulgação/Asgav

Entre os principais encaminhamentos do encontro estiveram o reforço das regras para o trânsito interestadual de aves de descarte, orientações sobre o uso da Plataforma de Defesa Sanitária Animal (PDSA), atualizações referentes ao registro de granjas e medidas de biosseguridade, além da revisão dos planos de contingência para pequenas e médias propriedades. Também entraram na pauta os desdobramentos relacionados ao uso de antimicrobianos e às exigências impostas pela União Europeia, temas considerados estratégicos para a competitividade da avicultura brasileira.

A reunião também apresentou soluções tecnológicas voltadas à melhoria da eficiência produtiva e da sustentabilidade nas granjas. Foram demonstradas alternativas para o manejo e a secagem da cama aviária, sistemas de aproveitamento de resíduos agroindustriais para produção de biometano e tecnologias de geração e armazenamento de energia limpa, com foco na redução de custos e no fortalecimento da sustentabilidade das propriedades.

Na abertura do encontro, o presidente executivo da Asgav/Sipargs, José Eduardo dos Santos, destacou que as reuniões técnicas têm o papel de manter o setor atualizado diante das mudanças regulatórias e dos desafios sanitários enfrentados pela cadeia produtiva. Segundo ele, a troca de informações entre as empresas contribui para a adoção de práticas mais eficientes e para o fortalecimento da competitividade da avicultura gaúcha.

Durante o encontro, a entidade também confirmou a realização da 2ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango (Conbrasfran), marcada para os dias 23 a 25 de novembro, em Gramado (RS). As inscrições para o evento serão abertas nesta quarta-feira (1º).

A reunião integrou as comissões de Integrações, Sanidade Avícola, Meio Ambiente e Sustentabilidade e Indústria, Comércio e Produção de Ovos, consolidando o alinhamento das empresas em temas considerados prioritários para a produção avícola no Estado.

Fonte: Assessoria Asgav/Sipargs
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