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Centro FAO/AIEA destaca uso de técnicas nucleares na agricultura

Painel na LARC39 apresentou iniciativas que vão do controle de pragas ao manejo sustentável do solo e da água.

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Foto: Divulgação/APS

O trabalho desenvolvido pelo Centro Conjunto FAO/AIEA de Técnicas Nucleares na Alimentação e Agricultura foi apresentado na última sexta-feira (06) durante um painel da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe (LARC39). O centro, sediado em Viena, na Áustria, é resultado de uma parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O painel foi conduzido pela cientista Dongxin Feng, diretora do centro, que participa da conferência no Brasil. Segundo a pesquisadora, tecnologias nucleares aplicadas à agricultura têm contribuído para enfrentar desafios como a fome, a desnutrição, a sustentabilidade ambiental e a segurança dos alimentos.

O Centro FAO/AIEA reúne mais de 120 cientistas e trabalha no desenvolvimento e na disseminação de tecnologias nucleares e isotópicas voltadas à produção agrícola. As pesquisas buscam melhorar a produtividade das lavouras, controlar doenças e pragas, manejar solos e desenvolver culturas mais resistentes às mudanças climáticas.

Entre as aplicações dessas técnicas estão estudos sobre a absorção de nutrientes pelas plantas, o uso eficiente da água no solo, o rastreamento de fontes de poluição e o aprimoramento do manejo de fertilizantes.

As principais áreas de atuação do centro incluem o combate à fome e à desnutrição, o aumento da segurança alimentar por meio da irradiação de alimentos para ampliar a vida útil, o monitoramento de recursos naturais, melhorias na saúde e na reprodução animal e o controle de pragas agrícolas. Nesse último caso, é utilizada a técnica do inseto estéril, que consiste na criação de insetos em laboratório, esterilizados por radiação e liberados no campo para reduzir populações de pragas.

O centro coordena mais de 25 projetos de pesquisa por ano em todo o mundo, com a participação de mais de 400 instituições de pesquisa e estações experimentais. Além disso, apoia mais de 200 projetos de cooperação técnica nacionais e regionais voltados à transferência dessas tecnologias para países membros.

No Brasil, as ações são desenvolvidas principalmente por meio de cooperação técnica e redes de pesquisa com instituições nacionais. Entre os projetos está o controle da mosca-das-frutas com a técnica do inseto estéril, conduzido em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA/USP). Também há estudos voltados ao manejo da mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae), praga que pode afetar exportações agrícolas.

Outras iniciativas no país envolvem projetos de manejo sustentável de solos e fertilizantes, com o uso de isótopos estáveis para avaliar a eficiência de fertilizantes orgânicos e biofertilizantes, além de medir o uso de nitrogênio pelas plantas.

Pesquisadores brasileiros também participam de estudos voltados ao monitoramento de rios e aquíferos com o uso de isótopos naturais, contribuindo para a gestão de recursos hídricos. O país ainda integra o programa de cooperação técnica da AIEA, que inclui formação de especialistas, fortalecimento da infraestrutura científica e pesquisas sobre aplicações nucleares na agricultura e no meio ambiente, com participação de instituições como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), universidades e centros de pesquisa.

Fonte: Assessoria Centro Conjunto FAO/AIEA
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Crédito rural empresarial cresce 7% no início do Plano Safra 2025/2026

Recursos contratados somam R$ 354,4 bilhões entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, impulsionados por CPR e industrialização.

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Foto: Shutterstock

O crédito rural empresarial apresentou desempenho positivo nos primeiros oito meses do Plano Safra 2025/2026. Entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, os recursos contratados somaram R$ 354,4 bilhões, 7% a mais do que os R$ 330,8 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior.

Segundo o Boletim de Crédito Rural, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com base em dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central, os recursos efetivamente liberados aos produtores alcançaram R$ 342,9 bilhões, crescimento de 4%. O avanço foi impulsionado principalmente pelas Cédulas de Produto Rural (CPR) e pelo segmento de industrialização, que compensaram quedas em linhas tradicionais de custeio e investimento.

CPR e industrialização impulsionam crescimento

O destaque do período foram as Cédulas de Produto Rural, que registraram R$ 163,4 bilhões em contratações, aumento de 39% em relação à safra passada. Somadas às linhas de custeio tradicionais, o volume total destinado ao custeio da safra chegou a R$ 269,8 bilhões, alta de 12%.

A industrialização também teve forte crescimento: as contratações subiram 56%, atingindo R$ 22,2 bilhões, e as liberações chegaram a R$ 21,5 bilhões, o maior avanço entre todas as finalidades.

Custeio e investimento recuam nas linhas tradicionais

Por outro lado, as linhas tradicionais registraram queda. O custeio contratado caiu 13%, para R$ 106,4 bilhões, e o liberado caiu 16%, chegando a R$ 103,4 bilhões. O investimento teve retração de 20% nas contratações (R$ 39,5 bilhões) e de 33% nas liberações (R$ 33,0 bilhões). A comercialização também recuou: queda de 15% nas contratações (R$ 22,9 bilhões) e 19% nas liberações (R$ 21,8 bilhões).

Segundo a Secretaria de Política Agrícola do Mapa, a retração nos investimentos reflete cautela do setor diante das atuais taxas de juros, mesmo com a expectativa de redução da Selic em cerca de dois pontos percentuais até o fim de 2026.

Programas de investimento: todos apresentam queda

Os principais programas de investimento mostraram recuo em relação à safra anterior:

  • Moderfrota: -49%, de R$ 6,85 bilhões para R$ 3,48 bilhões

  • Proirriga: -48%

  • Inovagro: -33%

  • Pronamp: -34%, de R$ 5,49 bilhões para R$ 3,65 bilhões

  • Prodecoop: -3%, a menor variação negativa

Fontes de recursos

As fontes controladas somaram R$ 98,8 bilhões, com destaque para as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) controladas, que cresceram 4.038%, chegando a R$ 25,7 bilhões. Recursos obrigatórios subiram 5%, alcançando R$ 36,0 bilhões, enquanto poupança rural controlada caiu 26% (R$ 10,6 bilhões) e fundos constitucionais recuaram 7% (R$ 13,1 bilhões).

Nas fontes não controladas, o total foi de R$ 80,7 bilhões, queda de 24%. A LCA livre caiu 36%, para R$ 41,1 bilhões, enquanto a poupança rural livre subiu 28%, totalizando R$ 35,2 bilhões. O BNDES Livre registrou redução de 18% (R$ 3,8 bilhões).

Recursos equalizáveis: ainda há saldo disponível

Do total de R$ 113,4 bilhões programados em recursos equalizáveis, R$ 44,1 bilhões foram liberados até fevereiro, ou 39% do total. No custeio, foram liberados R$ 27,7 bilhões dos R$ 63,0 bilhões programados; no investimento, R$ 16,2 bilhões dos R$ 49,5 bilhões; e na comercialização, R$ 279 milhões dos R$ 845 milhões previstos.

Entre as instituições financeiras, o Banco do Brasil lidera no crédito equalizado de investimento (R$ 6,3 bilhões) e custeio (R$ 10,9 bilhões). Outros destaques são o BNDES, Sicoob, Sicredi e Cresol, que executou 100% do custeio equalizado previsto.

Ainda há R$ 15,1 bilhões contratados, mas não liberados, incluindo financiamentos sem vínculo (R$ 7,0 bilhões), Pronamp (R$ 1,2 bilhão), PCA (R$ 800 milhões), Funcafé (R$ 500 milhões) e Moderfrota (R$ 500 milhões).

Fonte: O Presente Rural com informações Mapa
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União Europeia aprova pré-listing para gelatina e colágeno do Brasil

Mecanismo simplifica a autorização de exportações e amplia acesso desses produtos ao mercado europeu.

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Imagem criada por ChatGPT

Entre os dias 04 e 05 de março, representantes do Brasil e da União Europeia participaram, em Brasília, de uma reunião do Mecanismo Sanitário e Fitossanitário (SPS). Durante o encontro, foi aprovado o mecanismo de pré-listing para estabelecimentos brasileiros produtores de gelatina e colágeno.

Com a decisão, o processo de autorização para exportação desses produtos ao mercado europeu passa a ser simplificado. Utilizados em setores como alimentos, medicamentos e cosméticos, a gelatina e o colágeno passam a ter um caminho mais direto para acesso ao bloco. A aprovação do pré-listing também indica o reconhecimento, por parte da União Europeia, dos controles sanitários adotados pelo Brasil nessa área.

Pelo lado europeu, participaram representantes da Direção-Geral da Saúde e Segurança dos Alimentos (DG Santé) e da Direção-Geral do Comércio (DG Trade), ambas ligadas à Comissão Europeia.

Do lado brasileiro, estiveram presentes representantes da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária, além de integrantes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

A reunião faz parte do diálogo técnico mantido entre Brasil e União Europeia para tratar das regras sanitárias e fitossanitárias que regem o comércio de produtos agropecuários entre as duas partes.

O avanço ocorre em um momento de maior aproximação entre o Mercosul e a União Europeia, após a assinatura do acordo comercial entre os blocos, concluído depois de 26 anos de negociações.

Fonte: Assessoria Mapa
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Brasil e países do Caribe avançam em diálogo sobre cooperação no agro

Encontro reuniu ministros da região e representantes do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura e tratou de tecnologia, comércio e segurança alimentar.

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Foto: Carlos Silva/Mapa

O secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, Cleber Soares, reuniu-se na última quinta-feira (05), em Brasília, com ministros e representantes de países do Caribe e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para discutir oportunidades de cooperação na área agrícola.

O encontro ocorreu na mesma semana da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura para a América Latina e o Caribe (LARC39) e buscou identificar parcerias e apresentar iniciativas do governo brasileiro voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.

Durante a reunião, Soares destacou a importância da aproximação entre o Brasil e os países caribenhos por meio do IICA e mencionou o papel da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no desenvolvimento tecnológico do agro brasileiro. Ele também apresentou a estrutura do ministério e iniciativas conduzidas pela pasta, abrindo espaço para que representantes dos países participantes apresentassem demandas e oportunidades de cooperação.

O diretor-geral do IICA, Muhammad Ibrahim, ressaltou a importância da participação dos países da Comunidade do Caribe (Caricom) e de parceiros como o México. Segundo ele, o fortalecimento da cooperação regional pode contribuir para o desenvolvimento da agricultura e para a segurança alimentar.

Durante o encontro, Soares anunciou a criação de um Hub de Inovação e Agricultura Sustentável das Américas na Guiana. A iniciativa, articulada entre o Mapa, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a Agência Brasileira de Cooperação, a Embrapa e o IICA, busca reunir demandas dos países do Caribe e ampliar a cooperação técnica na região.

Representantes do ministério também apresentaram ações conduzidas por diferentes áreas da pasta. O secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro, destacou políticas de sustentabilidade como o Programa Caminho Verde Brasil, o Plano ABC+ e o Programa Solo Vivo. Já o secretário adjunto de Política Agrícola, Wilson Vaz, apresentou medidas relacionadas a crédito rural, apoio à comercialização e seguro rural.

A diretora de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, Judi Nóbrega, explicou o papel da Secretaria de Defesa Agropecuária na fiscalização sanitária e na garantia da credibilidade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Na área de comércio exterior, o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, destacou ações voltadas à abertura de mercados e informou que o primeiro carregamento de carne bovina brasileira chega nesta semana a São Vicente e Granadinas. Segundo ele, hortaliças e vegetais produzidos a partir de sementes doadas pelo Brasil em missão anterior também já estão sendo colhidos no país.

Durante o encontro, ministros caribenhos apresentaram desafios enfrentados pela agricultura na região, como impactos das mudanças climáticas, problemas de manejo pós-colheita e a necessidade de ampliar mercados para os produtos agrícolas. Também foram discutidas estratégias para tornar o setor mais atrativo para os jovens, incluindo o uso de tecnologias como drones e agricultura de precisão.

Questões relacionadas à segurança no campo também foram mencionadas, como o roubo de colheitas em algumas regiões. Representantes de São Cristóvão e Névis relataram prejuízos causados por animais que invadem plantações, enquanto representantes do Haiti destacaram a situação de insegurança alimentar no país, onde mais da metade da população enfrenta dificuldades de acesso a alimentos.

Ao final da reunião, os participantes ressaltaram a importância da cooperação internacional, do acesso a mercados e do uso de tecnologias para fortalecer a agricultura na região, especialmente em países com características de agricultura tropical.

Fonte: Assessoria Mapa
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