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Centro de Inteligência do Leite da Embrapa apresenta análise detalhada dos Indicadores do Mercado Lácteo

Boletim apresenta preços e uma profundo panorama sobre as importações e exportações de produtos lácteos.

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Foto: Divulgação/Embrapa

O Centro de Inteligência do Leite (CILeite) da Embrapa, referência nacional em pesquisa e análise da cadeia produtiva do leite, apresenta uma visão abrangente dos principais indicadores que têm moldado o cenário desafiador e dinâmico do mercado de lácteos. Com um foco aguçado nos preços do leite no mercado brasileiro e internacional, na relação de troca ao produtor e na balança comercial de leite e seus derivados, o CILeite apresenta mais um  boletim com as tendências e movimentações cruciais que definem o panorama atual.

Variações no Preço do Leite e Relação de Troca

No âmbito nacional, os preços do leite ao produtor tiveram um novo revés, experimentando uma queda significativa de 6,1% em junho. Tal movimento é atribuído à crescente disponibilidade impulsionada pelo volume substancial de importações. O preço médio do leite no Brasil se estabeleceu em R$ 2,56 por litro, um declínio acentuado de 19,9% nos últimos 12 meses, ilustrando a volatilidade desse mercado.

A análise minuciosa também destaca a evolução da relação de troca entre leite e mistura. Embora tenha havido uma deterioração em relação a maio de 2023, os números continuam mais favoráveis em comparação com junho dos dois anos anteriores. O cenário demandou 31,5 litros de leite para adquirir 60 kg de mistura, indicando uma ligeira melhoria em relação aos 33,1 litros observados no mesmo mês do ano anterior.

Reflexos no Varejo e Cenário Global

As oscilações não se limitam ao âmbito produtivo, mas também impactam diretamente os consumidores. No varejo, o preço da cesta de lácteos cedeu 0,9% em julho de 2023. Em um período de 12 meses, a queda foi mais pronunciada, chegando a 8,6%. Essa redução supera a taxa de inflação brasileira medida pelo IPCA, que registrou um aumento de 4,0%. Merecem destaque a elevação de 0,2% no preço da manteiga e a queda notável de 1,9% no preço do leite UHT, evidenciando a complexidade das flutuações nos diversos produtos lácteos.

Comércio Internacional e Desafios Econômicos

Olhando para além das fronteiras, as importações brasileiras de leite atingiram um impressionante volume de 180,0 milhões de litros em julho de 2023, mesmo diante de uma queda em relação ao mês anterior. As exportações, no entanto, enfrentaram um declínio de 15,7% em comparação com julho do ano passado, com o último mês registrando um embarque de apenas 5,8 milhões de litros-equivalentes.

No período de janeiro a julho de 2023, a balança comercial de lácteos testemunhou um déficit de US$ 600 milhões, correspondendo a cerca de 1.189 milhões de litros de leite. O preço internacional do leite em pó integral, um dos principais produtos de exportação, apresentou uma queda notável de 8,3%, cotado a US$ 2.864 por tonelada no início de agosto. O leite em pó desnatado também acompanhou essa tendência de queda, registrando um declínio de 2,4% e sendo comercializado a US$ 2.454 por tonelada.

A análise minuciosa do Centro de Inteligência do Leite da Embrapa fornece uma compreensão aprofundada das complexas variáveis que afetam a cadeia produtiva do leite, tanto em nível nacional quanto internacional. Com dados concretos e perspectivas elucidativas, essa análise se torna uma ferramenta vital para os players do mercado, permitindo uma tomada de decisões mais informada em meio a um cenário em constante evolução.

Fonte: Assessoria Embrapa CILeite

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Capal abre 300 vagas de trabalho temporário no Paraná e em Santa Catarina

As oportunidades são para atuar em sete unidades de negócios da cooperativa nos meses de janeiro e fevereiro de 2026.

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Unidade de Beneficiamento de Sementes da Capal, em Wenceslau Braz (PR), está contratando safristas temporários com início do trabalho em janeiro - Foto: Eduardo de Castro

A Capal Cooperativa Agroindustrial anuncia a abertura de aproximadamente 300 vagas de emprego temporário para serviços gerais referentes à safra de verão. As oportunidades são para atuar em sete unidades de negócios da cooperativa nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, em seis municípios do Paraná (Arapoti, Wenceslau Braz e Curiúva) e do estado de São Paulo (Itararé, Taquarituba e Taquarivaí).

As vagas disponíveis são para as seguintes funções: Auxiliar de Produção, Classificadores de Cereais e Balanceiros. Não é necessária experiência prévia. Todos os profissionais contratados passam por treinamentos de integração, trabalho em altura e operação de máquinas e equipamentos, entre outros temas.

Os candidatos com interesse na vaga podem entregar os currículos na Agência de Trabalho da cidade correspondente, na unidade da Capal ou enviar pelo e-mail recrutamento@capal.coop.br.

Fonte: Assessoria Capal Cooperativa Agroindustrial
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Agroshow Copagril 2026 é lançado internamente com foco em tradição e inovação

Com o tema “Raízes do Progresso”, o evento reunirá produtores, especialistas e mais de 200 expositores, destacando tecnologia, negócios e soluções para o agronegócio regional.

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Fotos: Divulgação/Copagril

A Copagril realizou, na tarde de terça-feira (09), na Associação Atlética Cultural Copagril (AACC), o lançamento interno do Agroshow Copagril 2026, encontro que reuniu diretoria, CEO, gerentes e colaboradores para apresentar oficialmente o tema, o conceito e as principais novidades da próxima edição do evento, que tradicionalmente marca o início do calendário de feiras agrícolas no Paraná.

Com o tema “Raízes do Progresso”, a edição de 2026 reforça a importância dos fundamentos que sustentam a agricultura regional ao mesmo tempo em que incorpora inovação, tecnologia e práticas que impulsionam o futuro do agronegócio. O objetivo do lançamento interno foi alinhar as equipes, fortalecer o engajamento institucional e preparar as equipes para atuarem como multiplicadores das informações que serão apresentadas ao público em janeiro.

Durante o encontro, o CEO da Copagril, Daniel Engels Rodrigues, destacou a relevância estratégica do Agroshow para a cooperativa e para os produtores rurais da região. “Estamos em um momento especial da nossa trajetória, em que unir tradição e inovação se torna essencial para gerar ainda mais valor aos nossos cooperados. O Agroshow Copagril 2026 traz um conceito forte e uma programação robusta, que reafirmam nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e com a evolução contínua do agronegócio”, pontuou Engels.

O Agroshow Copagril reúne anualmente produtores, especialistas, empresas parceiras e lideranças para troca de conhecimento e apresentação das mais recentes soluções voltadas à produtividade, manejo e tecnologia. A edição de 2026 trará mais de 200 expositores, além de experiências aprimoradas, tecnologia, negócios e inovação.

Com o lançamento interno, a Copagril inicia oficialmente a contagem regressiva para o Agroshow 2026.

Fonte: Assessoria Copagril
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Colunistas

Por que cuidar dos animais significa cuidar das pessoas e garantir a sustentabilidade do agronegócio?

Além dos ganhos para os animais, o bem-estar impacta diretamente a qualidade do produto final. Animais menos estressados têm melhor imunidade e menos lesões, o que aumenta o aproveitamento das carcaças.

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Foto: Shutterstock

O conceito de bem-estar na produção animal evoluiu. Não se trata apenas de garantir a qualidade de vida dos animais, mas de entender que o ambiente de trabalho é um fator determinante para que essas práticas aconteçam de forma consistente. Cuidar dos animais é, inevitavelmente, cuidar das pessoas que trabalham com eles.

Para que o manejo seja executado com precisão, calma e eficiência, é necessário proporcionar infraestrutura adequada e fluxos operacionais claros. Isso envolve melhorias estruturais, como pisos antiderrapantes, corredores bem dimensionados e sistemas de iluminação e ventilação pensados para reduzir o estresse.

Quando o ambiente é organizado e planejado, diminuem-se os riscos e evita-se o retrabalho, permitindo que o colaborador concentre sua energia nas manobras técnicas corretas, sem improvisações ou esforço físico excessivo. O resultado é um ciclo virtuoso: investir no bem-estar do colaborador cria as condições para que o bem-estar animal ocorra de forma natural.

Assim, a qualidade do manejo é reflexo direto de um ambiente mais seguro. Enquanto o manejo inadequado, caracterizado por uso excessivo de força, ruídos e agitação, aumenta as chances de acidentes, quedas e lesões, os protocolos bem estabelecidos tornam o trabalho previsível e fluído. Ou seja, o bem-estar animal só se consolida com colaboradores seguros e capacitados.

Os benefícios observados na prática incluem:

  • Redução de acidentes e afastamentos: decorrente do manejo calmo e sem força excessiva.
  • Diminuição do estresse ocupacional: rotinas bem definidas e animais com melhor comportamento reduzem a carga mental da equipe.
  • Melhor clima e retenção de talentos: equipes treinadas em empatia colaboram mais e sentem maior satisfação e propósito, o que fortalece o vínculo com a empresa.

Para validar essa integração positiva entre animais, seres humanos e o meio ambiente, o mercado tem ao seu dispor as certificações. Um exemplo é a Certificação em Bem-Estar Único – Missão de Cuidar, que adota uma visão baseada nos princípios de One Welfare (Bem-estar Único), avaliando simultaneamente o ambiente, o manejo e os impactos sobre pessoas, animais e a sustentabilidade.

Monitorando indicadores integrados, como níveis de vocalização, acidentes ocupacionais, desempenho produtivo, uso adequado de equipamentos e tecnologias sustentáveis, capacitação e cultura de manejo ético e conformidade socioambiental, a certificação assegura que o bem-estar animal e humano caminhem juntos, fortalecendo a resiliência do negócio e gerando valor para a sociedade.

Reflexos na qualidade do alimento

Além dos benefícios humanos, o bem-estar animal possui relação direta e comprovada com a qualidade do produto final. Animais sob menor estresse apresentam melhor resposta imunológica e redução de lesões e hematomas, o que garante maior aproveitamento de carcaças.

Há também ganhos produtivos tangíveis, como a melhoria na aparência e uniformidade da casca de ovos, leite de maior qualidade e carne com parâmetros físico-químicos mais estáveis, o que significa um produto que mantém suas características de qualidade, segurança e frescor por um período de tempo mais longo, sofrendo alterações mínimas durante o armazenamento, transporte e processamento.

Com todas essas avaliações, é certo que as empresas que integram bem-estar único ao sistema de produção fortalecem seu compromisso com alimentos mais seguros, éticos e sustentáveis, bem como permitem um clima organizacional melhor e mais saudável.

Fonte: Artigo escrito por Filipe Dalla Costa, médico-veterinário, mestre e doutor na área de bem-estar animal e coordenador técnico de Bem-Estar Animal para monogástricos na MSD Saúde Animal.
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