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Avicultura

Cenário econômico e riscos ao comércio exterior levam avicultura gaúcha a reduzir produção

Setor cita retração do consumo, volatilidade internacional e preocupação com possíveis restrições às exportações brasileiras.

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Fotos: Shutterstock

Na esteira do movimento anunciado na semana passada pela indústria de ovos, o segmento gaúcho de carne de frango também avalia reduzir o ritmo de produção. A medida vem sendo discutida por representantes da cadeia avícola diante do cenário econômico e comercial, marcado por incertezas no mercado interno e no ambiente internacional.

Segundo a avaliação do setor, a instabilidade da economia brasileira tem influenciado o comportamento do consumidor, que adota uma postura mais cautelosa diante das oscilações econômicas, afetando a demanda por alimentos.

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

Entre os fatores que pressionam o mercado, a indústria destaca o elevado nível de endividamento das famílias, agravado pelo crescimento das apostas online, que, segundo informações divulgadas recentemente pela mídia, vêm comprometendo uma parcela significativa da renda da população.

No cenário externo, as preocupações envolvem o agravamento das tensões geopolíticas, o aumento de tarifas e a criação de novas barreiras comerciais, fatores que elevam a insegurança para as empresas exportadoras.

Outro ponto de atenção é a retomada dos conflitos no Oriente Médio, que provocou oscilações na cotação internacional do petróleo. De acordo com o setor, esse movimento pode aumentar os custos de produção, especialmente nas indústrias de embalagens, plásticos e combustíveis.

Também preocupa a possibilidade de restrições da União Europeia às exportações brasileiras de proteína animal, previstas para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026. Na avaliação da indústria, a medida representa um risco relevante para a avicultura nacional.

Diante desse cenário, representantes da cadeia afirmam que o setor enfrenta um momento de elevada complexidade e defendem uma análise estratégica por parte de produtores e indústrias para preservar a sustentabilidade econômica das atividades.

Uma das alternativas em discussão é a desaceleração temporária da produção até que o ambiente econômico e comercial apresente maior estabilidade.

Apesar das dificuldades, o setor ressalta que a competitividade entre as empresas continua sendo um fator inerente à atividade e reforça a busca por eficiência. “A competitividade entre as empresas é inerente ao setor, impulsionando a busca por resultados e a valorização de cada empreendimento. O entendimento de que todos buscam excelência e têm capacidade para superar adversidades está presente no contexto diário das organizações.”

A indústria também avalia que o contexto atual exige planejamento e decisões criteriosas. “Em meio às mudanças globais e às oscilações da economia, agravadas por taxas de juros elevadas e incertezas, o momento exige esforços concentrados e decisões assertivas para enfrentar este período de desafios.”

Fonte: O Presente Rural com ASGAV/SIPARGS

Avicultura

Frango congelado acumula estabilidade após alta de 0,97% no dia

Cotação paulista encerrou a semana em R$ 7,26/kg, conforme o Indicador Cepea/Esalq.

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Foto: Mapa

O preço do frango congelado em São Paulo apresentou alta na sexta-feira (10), conforme o Indicador do Frango Congelado Cepea/Esalq. O produto foi negociado a R$ 7,26/kg, com valorização diária de 0,97% e estabilidade no acumulado do mês.

Na quinta-feira (09), a cotação ficou em R$ 7,19/kg, sem alteração no dia e com recuo de 0,96% no mês. Na quarta-feira (08), o preço também foi de R$ 7,19/kg, com leve alta diária de 0,14% e queda mensal de 0,96%.

No início da semana, o mercado registrou poucas oscilações. Na terça-feira (07), o frango congelado foi cotado a R$ 7,18/kg, estável no dia e com retração mensal de 1,10%. Na segunda-feira (06), a cotação também ficou em R$ 7,18/kg, com variação diária negativa de 0,28% e recuo de 1,10% no acumulado do mês.

Fonte: O Presente Rural
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Chile impulsiona alta nas exportações brasileiras de ovos

Maior demanda do mercado chileno fortalece os embarques brasileiros, embora o volume permaneça abaixo do registrado um ano antes.

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Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

As exportações brasileiras de ovos voltaram a crescer em junho, impulsionadas principalmente pelo aumento das compras do Chile. É o que mostram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados e analisados por pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Ao todo, o Brasil embarcou 2,59 mil toneladas de ovos in natura e processados no mês. O volume representa um crescimento de 19% em relação a maio. Na comparação com junho de 2025, no entanto, houve queda de 60%.

O Chile permaneceu como o principal destino dos ovos brasileiros pelo quinto mês consecutivo. Em junho, o país importou 1,87 mil toneladas do produto, volume 41% superior ao registrado em maio.

Segundo pesquisadores do Cepea, o aumento das compras chilenas está relacionado ao primeiro foco de gripe aviária registrado em uma granja comercial do país, confirmado em abril deste ano. Desde então, o Chile intensificou as importações de ovos do Brasil.

Fonte: Assessoria Cepea
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Conbrasfran 2026 destaca impactos da nova política regulatória da China para a avicultura

Mudança na regulação amplia peso da rastreabilidade e de dados auditáveis para empresas que exportam proteína animal ao país.

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Foto: Divulgação/Asgav

A China está mudando a forma de controlar o acesso de produtos estrangeiros ao seu mercado e deve ampliar a pressão sobre exportadores brasileiros de proteína animal. A nova lógica regulatória substitui avaliações mais pontuais por uma análise sistêmica das empresas e cadeias fornecedoras, com maior peso para rastreabilidade, autocontroles e dados auditáveis. O movimento ocorre em meio à estratégia chinesa de reduzir a dependência de importações, diversificar fornecedores e fortalecer a produção doméstica.

Consultora em Estratégia Internacional para o Agro Global, Maria Eduarda Blaiklock: “A China sai de um mercado muito orientado pelo volume e entra em uma nova fase, com peso cada vez maior da regulação”

“A China sai de um mercado muito orientado pelo volume e entra em uma nova fase, com peso cada vez maior da regulação. O Brasil já sabe produzir com qualidade. Agora precisa transformar o que já faz em informações que possam ser verificadas e auditadas”, afirma a consultora em Estratégia Internacional para o Agro Global, Maria Eduarda Blaiklock. Segundo ela, a substituição do Decreto 248 pelo 280 muda a forma como o país avalia os estabelecimentos exportadores e pode transformar o regulatório em uma “peneira mais fina” para o acesso e a permanência no mercado.

O impacto deve chegar ao campo. Controles antes concentrados principalmente dentro dos frigoríficos precisarão avançar por toda a cadeia, com sistemas capazes de rastrear produtos, identificar problemas e comprovar as práticas adotadas em cada etapa da produção. “Não basta mais olhar apenas para a qualidade do produto final. O sistema de integração também precisa funcionar como ferramenta de rastreabilidade e controle. O que já é feito no campo precisa se transformar em dado verificável”, diz a especialista, que apresentará uma análise e projeções sobre o mercado chinês no comércio mundial de proteína animal durante a 2ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de carne de Frango, a Conbrasfran 2026, que vai ser realizada pela Asgav, entre os dias 23 e 25 de novembro, em Gramado, na serra gaúcha.

Para o presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e organizador do encontro, José Eduardo dos Santos, a mudança amplia o conceito de competitividade no comércio internacional. “O Brasil construiu sua posição global com eficiência produtiva e qualidade sanitária. Agora, o desafio é demonstrar, com informações organizadas e verificáveis, os controles existentes em toda a cadeia. Em mercados cada vez mais regulados, não basta produzir bem: será preciso comprovar como se produz”.

Outras informações sobre a 2ª Conbrasfran, realizada pela Asgav, podem ser encontradas na página do evento, acesse clicando aqui, através do Instagram @conbrasfran, do What’sApp (51) 9 8600.9684 ou do e-mail [email protected].

Fonte: Assessoria Asgav
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