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Cenário econômico e exportações vão favorecer o suinocultor em 2025

Nos últimos 20 anos, a carne suína brasileira consolidou sua posição no mercado global, ampliando sua fatia nas exportações mundiais de 4% para 12%.

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O cenário econômico atual, marcado por incertezas e pelo impacto da inflação sobre o poder de compra da população, tem impulsionado a busca por proteínas mais acessíveis, como carne suína, frango e ovos. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, esse movimento, ampliado por exportações crescentes, devem sustentar um novo ciclo de crescimento para a suinocultura em 2025.

Nos últimos 20 anos, a carne suína brasileira consolidou sua posição no mercado global, ampliando sua fatia nas exportações mundiais de 4% para 12%. Contudo, a maior parte da produção ainda é destinada ao consumo doméstico: 76,15% permanece no Brasil, enquanto 23,85% segue para o mercado externo.

Para 2025, a suinocultura brasileira projeta uma produção de até 5,45 milhões de toneladas, um crescimento de 2% em relação a 2024, quando atingiu 5,35 milhões de toneladas. Desse total, cerca de quatro milhões de toneladas deverão atender ao mercado interno, garantindo um consumo per capita estimado em 19 quilos.

Já as exportações podem atingir 1,45 milhão de toneladas, avanço de 7,4% sobre o volume recorde de 2024, que somou 1,352 milhão de toneladas. “No mercado externo há expectativa de retomada no fluxo de embarques para a China, além da habilitação de novas plantas frigoríficas para destinos na América Latina. Esses fatores devem se somar à continuidade da demanda de mercados em pré-listing, como Filipinas e Chile. No Brasil, o consumo de carne suína tende a ser impulsionado pela sua competitividade frente a outras proteínas, além da manutenção dos custos de produção em níveis equilibrados”, estima Santin.

O setor também registrou um marco histórico em 2024, superando pela primeira vez a barreira dos US$ 3 bilhões em receitas com exportações. No total, foram US$ 3.033 bilhões, crescimento de 7,6% em relação ao ano anterior, quando o faturamento atingiu US$ 2.818 bilhões.

As Filipinas se consolidaram como o principal destino da carne suína brasileira em 2024, respondendo por 19% das exportações do setor. Entre janeiro e dezembro, o país importou 254,3 mil toneladas, um salto de 101,8% em relação a 2023.

Tradicionalmente líder no ranking de compradores, a China caiu para a segunda posição, com uma retração de 38% nas aquisições. O volume importado pelo país asiático recuou de 362,1 mil toneladas em 2023 para 241 mil toneladas no ano passado, representando cerca de 18% das exportações brasileiras.

O Chile também ampliou sua participação, elevando as compras em 29,1% e passando a representar 8% dos embarques nacionais. Já o Japão registrou o maior crescimento percentual entre os principais mercados, com um aumento expressivo de 131,6%, saltando de 35,3 mil toneladas em 2023 para 93,4 mil toneladas em 2024.

Apesar dos resultados expressivos, alguns destinos reduziram suas compras, como Hong Kong e Uruguai. Ainda assim, o Brasil manteve uma base diversificada de importadores, com Singapura, Vietnã, México e Estados Unidos entre os dez principais destinos, demonstrando a diversificação dos mercados e o fortalecimento do setor no cenário internacional.

Dinâmicas do mercado mundial de carne suína

O mercado global de carne suína apresenta dinâmicas distintas em termos de produção e exportação. A China, maior produtora mundial, segue com queda contínua, com previsão de redução de mais 2,2% em 2025, diminuindo sua produção para 55,5 milhões de toneladas.

Por outro lado, a União Europeia demonstra uma recuperação tímida, com crescimento de 2% em 2024, chegando a 21,25 milhões de toneladas. No entanto, em 2025, a produção deve recuar 1,6%, totalizando cerca de 20,9 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos (EUA), a produção segue uma trajetória de crescimento consistente, com previsão de avanço de 2% em 2025, podendo alcançar até 12,9 milhões de toneladas. O Brasil também mantém uma tendência de alta, com projeções de crescimento de até 2% para 2025. A Rússia, por sua vez, deve registrar aumento de 3,4% na produção este ano.

No setor de exportação, os EUA lideraram as vendas em 2024, com aumento de 4,8%, e deverão crescer 3,4% em 2025, podendo atingir 3,35 milhões de toneladas. A União Europeia enfrenta desafios, como uma queda de 4% nas exportações no último ano e previsão de novo declínio de 1,7% em 2025.

O Canadá apresentou um avanço de 8,5% em 2024, mas em 2025 o crescimento deverá ser mais modesto, de apenas 0,7%. Já o Brasil se destaca, com previsão de crescimento de 7,4% nas exportações, podendo atingir 1,45 milhão de toneladas embarcadas. “Esses números reforçam a resiliência e a competitividade do Brasil no cenário global, destacando sua importância tanto na produção quanto nas exportações de carne suína”, evidencia Santin.

Desafios e oportunidades em 2025

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “No mercado externo há expectativa de retomada no fluxo de embarques para a China, além da habilitação de novas plantas frigoríficas para destinos na América Latina” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Os conflitos no Oriente Médio e na Eurásia continuam a impactar as cadeias globais de suprimentos, com destaque para o aumento dos custos do frete marítimo e a busca por rotas alternativas de exportação. Além disso, o retorno de Donald Trump à Casa Branca pode trazer à tona políticas protecionistas, especialmente contra a China, o que poderá dar maior espaço para o Brasil como parceiro comercial da gigante asiática, especialmente no fornecimento de carne suína e de aves. “A investigação antidumping que a China realiza sobre as importações de carne suína da União Europeia também representa uma oportunidade para o Brasil”, afirma Santin.

Embora o Brasil esteja livre da Peste Suína Africana (PSA) desde a década de 80, o presidente da ABPA expõe que a persistência de casos em países da Europa e do Sudeste Asiático exige vigilância constante para proteger os rebanhos nacionais e garantir a segurança sanitária das exportações.

Eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, têm se tornado cada vez mais frequentes e representam um desafio crescente para a produção de grãos no Brasil e em outras regiões produtoras do mundo. “Como consequência, pode haver aumento nos custos da ração animal, pressionando a rentabilidade do setor”, aponta Santin.

Apesar dos desafios, Santin afirma que o Brasil está bem posicionado para atender à crescente demanda global por alimentos de alta qualidade, especialmente em um contexto de possíveis mudanças nos mercados internacionais.

O acesso é gratuito e a edição Suínos pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural

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Zootecnista aponta estratégia para proteger a ração contra ameaças de enterobactérias na suinocultura

Uso de blends de ácidos orgânicos surge como alternativa para reduzir contaminações por Salmonella e E. coli ao longo da cadeia produtiva.

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Artigo escrito por Fernanda de Andrade, zootecnista e gerente Técnica de Feed Safety da Trouw Nutrition

A presença de enterobactérias, como Salmonella e Escherichia coli, representa um dos principais riscos sanitários e econômicos para a suinocultura moderna. Mais do que uma preocupação produtiva, trata-se de um desafio de segurança alimentar que envolve toda a cadeia, desde a fabricação da ração ao consumo final da carne.

A ração composta é reconhecida como uma das fontes primárias de contaminação por essas bactérias. Mesmo quando submetida a tratamento térmico e boas práticas de fabricação, ainda há risco de recontaminação em etapas posteriores, como durante o armazenamento, o transporte e o manuseio. Essas falhas comprometem a qualidade microbiológica do alimento, colocando em risco a saúde dos animais, a segurança do consumidor e a confiabilidade da empresa produtora.

O controle das enterobactérias é desafiador. Elas são capazes de sobreviver em condições ambientais adversas e de se multiplicar rapidamente, tornando-se persistentes no ambiente da granja e nas fábricas de ração. Além do risco sanitário, infecções subclínicas em suínos estão associadas à redução do ganho de peso, pior conversão alimentar e maior vulnerabilidade a outras enfermidades, reflexos diretos em produtividade e rentabilidade.

Diante desse cenário, cresce a busca por soluções seguras e sustentáveis que aliem eficácia microbiológica e viabilidade prática. Nesse contexto, os blends de ácidos orgânicos em alta concentração surgem como uma ferramenta estratégica para o controle de enterobactérias ao longo de toda a cadeia de produção. Esses compostos apresentam ação antimicrobiana ampla, podendo ser aplicados tanto como medida preventiva quanto corretiva, em diferentes tipos de ração e matérias-primas.

A principal vantagem desses blends está no poder residual prolongado, que garante controle contínuo da contaminação. Enquanto compostos voláteis, como o formaldeído, perdem rapidamente seu efeito e apresentam riscos à saúde dos operadores, os ácidos orgânicos permanecem ativos mesmo após o processamento, mantendo-se eficazes durante o transporte e o armazenamento. Essa característica assegura maior estabilidade microbiológica, além de condições de trabalho mais seguras e confortáveis nas fábricas de ração.

Outro ponto de destaque é a alta concentração de ácidos ativos, especialmente o ácido fórmico, responsável por uma ação imediata e intensa contra microrganismos indesejáveis. A tecnologia por trás dessas ferramentas são detergentes dentro do blend, o que permite que os ácidos atinjam diretamente a bactéria, rompendo barreiras protetoras como as camadas de gordura que dificultam o acesso aos microrganismos.

Essas formulações podem ser adotadas na forma líquida e em pó, o que oferece flexibilidade para diferentes aplicações. Enquanto a forma líquida é indicada para uso direto nas linhas de produção, com rápida dispersão e ação imediata sobre os ingredientes, sendo ideal para fábricas de ração que buscam integração ao processo automatizado, a forma em pó oferece praticidade no uso e estabilidade durante o armazenamento, sendo recomendada para aplicação direta em rações prontas ou matérias-primas que serão transportadas.

Independentemente da forma escolhida, a aplicação de blends de ácidos orgânicos de alta concentração contribui para reduzir e controlar enterobactérias como Salmonella e E. coli, prevenindo recontaminações e promovendo a qualidade e a segurança alimentar dos animais. Além disso, esses produtos permitem o uso seguro de matérias-primas provenientes do processo de flushing, reforçando o compromisso do setor com a sustentabilidade e o aproveitamento eficiente de recursos.

O desafio de manter rações livres de contaminação é permanente e requer uma abordagem integrada, que combine biosseguridade, higiene, controle de roedores e insetos, monitoramento constante e o uso de tecnologias eficazes. Nesse contexto, os blends de ácidos orgânicos em alta concentração têm se consolidado como aliados indispensáveis, oferecendo um equilíbrio entre desempenho produtivo, segurança alimentar e bem-estar humano.

Proteger a ração é proteger toda a cadeia de produção. Com o avanço das exigências regulatórias e o crescente rigor dos mercados internacionais, investir em soluções que assegurem a qualidade microbiológica da alimentação animal é também garantir competitividade, credibilidade e sustentabilidade para o futuro da suinocultura.

A versão digital já está disponível no site de O Presente Rural, com acesso gratuito para leitura completa, clique aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Suinocultura catarinense projeta novo ciclo com posse da ACCS

Evento reuniu lideranças do setor e marcou início da gestão 2026-2030 com foco em logística e mercados internacionais.

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O tradicional Clube 29 de Julho, em Concórdia, vestiu-se de gala no último sábado (07), para celebrar um momento decisivo para o agronegócio brasileiro. O evento festivo marcou a posse da nova diretoria da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), reafirmando a hegemonia do estado no cenário mundial da proteína animal.

Embora o rito oficial tenha ocorrido estatutariamente em 9 de janeiro, a noite de sábado serviu como uma demonstração de força política e setorial, inaugurando o ciclo de gestão que conduzirá a entidade de 2026 a 2030.

A cerimônia reuniu o “PIB da suinocultura”: lideranças políticas, empresários, presidentes de núcleos e parceiros estratégicos que, entre atos oficiais e um jantar que exaltou a gastronomia suína, desenharam o futuro de um setor que hoje coloca Santa Catarina como o terceiro maior exportador mundial. O evento transcorreu em um clima misto de celebração pelos resultados recentes — com produtores operando com margens positivas nos últimos dois anos — e de planejamento estratégico para os desafios logísticos e sanitários que se avizinham.

Losivanio Luiz de Lorenzi, presidente da ACCS

Reconduzido ao cargo, Losivanio Luiz de Lorenzi utilizou seu discurso para traçar as metas ambiciosas do novo quadriênio. O dirigente deixou claro que a ACCS transcendeu as fronteiras estaduais para se tornar um player de articulação internacional, focando na redução de custos via integração logística com o Mercosul e na manutenção rigorosa do status sanitário, considerado o “passaporte” para mercados premium como Japão e Estados Unidos.

“A Associação Catarinense de Criadores de Suínos, hoje, não é mais só de Concórdia. As parcerias cresceram e estamos abrindo caminhos para ter um custo menor de produção. Estamos trabalhando na abertura para trazer milho do Paraguai e da Argentina, chegando à região Oeste Catarinense num custo mais baixo. Nosso maior patrimônio é a bioseguridade; é ela que nos mantém nos mercados mais exigentes onde só Santa Catarina consegue alçar voo”, declarou Losivanio.

Marcelo Lopes, Presidente da ABCS

A unidade nacional do setor foi chancelada pela presença de Marcelo Lopes, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS). Lopes trouxe uma mensagem de coesão, lembrando que a força de Santa Catarina reverbera em todo o agronegócio brasileiro.

“Quero deixar aqui uma recomendação especial de todos os produtores brasileiros, os quais a ABCS representa. Em nome deles, desejo que seja um mandato repleto de bons momentos, de muita conquista e muito trabalho. Esperamos estar juntos sempre neste próximo ciclo”, disse Lopes.

Adir Engel, vice-presidente da ACCS

O novo vice-presidente, Adir Engel, assumiu o compromisso de descentralizar a representatividade da entidade. Reconhecendo a dimensão continental da produção catarinense, Engel destacou que seu papel será garantir que a ACCS esteja onipresente, atendendo tanto os produtores independentes quanto os integrados em todas as regiões.

“O estado de Santa Catarina é muito grande e temos muitas regiões produtoras. Só o presidente, muitas vezes, não pode estar presente em todos os eventos. Aceitamos o desafio de fazer parte desse grupo exatamente para auxiliar ainda mais nos trabalhos, pois sempre que se tem alguma situação, favorável ou desfavorável, quem é chamado é a ACCS”, explicou o vice-presidente.

Admir Edi Dalla Cort, secretário de Estado da Agricultura

Representando o Governo do Estado, o secretário Adimir reforçou o alinhamento total entre a gestão pública e a entidade de classe. Ele destacou que a relevância de Santa Catarina como maior produtor nacional passa, inevitavelmente, pela competência da ACCS em capitanear as demandas do homem do campo.

“A Secretaria da Agricultura está sempre parceira para levar, junto com a ACCS, o melhor para o suinocultor. É fundamental que a entidade continue com esse grande trabalho, fazendo com que a suinocultura catarinense tenha essa relevância a nível nacional. Isso reforça nossa missão de apoiar muito o produtor catarinense”, afirmou o secretário.

Lívia Machado, diretora de marketing da ABCS

Trazendo um olhar necessário sobre a diversidade no campo, Lívia Machado, também representando a ABCS, dedicou sua fala ao protagonismo feminino. Ela ressaltou que a modernização da suinocultura passa também pela liderança das mulheres na gestão das granjas e das entidades.

“Quero ressaltar a presença das mulheres nas granjas, na suinocultura e aqui na ACCS. Em nome da Adriana Donati (diretora administrativa e financeira da ACCS), desejo a vocês todas que continuem junto aos suinocultores fazendo da suinocultura catarinense um exemplo para todo o Brasil. Desejo um mandato fraterno e eficiente”, celebrou Lívia.

Altair Silva, deputado estadual

A voz do Legislativo foi trazida pelo deputado Altair Silva, que apresentou um balanço econômico otimista. O parlamentar enfatizou as vitórias políticas recentes, como a manutenção da carga tributária em patamares competitivos, essenciais para a rentabilidade da cadeia produtiva.

“Tivemos um avanço muito positivo nos últimos dois anos, com a melhora dos resultados. Demos passos importantes, mantivemos o ICMS a 6% e o produtor trabalhou no azul. Isso é muito importante para que a cadeia produtiva da suinocultura continue avançando, gerando renda e desenvolvimento para Santa Catarina”, pontuou Altair.

Valdecir Folador, Presidente da Acsurs

A irmandade entre os estados do Sul foi reafirmada por Valdecir Folador, líder da suinocultura gaúcha. Ele destacou a importância da sintonia fina entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul para o fortalecimento do bloco produtor regional.

“Para nós do Rio Grande do Sul, é um prazer prestigiar a ACCS, que é nossa coirmã. Santa Catarina está muito bem representada pelo trabalho feito por essa diretoria. Vivemos um momento bom nos últimos dois anos e 2026 indica que não será diferente, o que é vital para que os produtores tenham excelente resultado em seus negócios”, projetou Folador.

Rita Ferrão, vice-presidente do Bripaem

A dimensão diplomática da noite ficou a cargo de Rita Ferrão, vice-presidente do Bloco de Governadores, Prefeitos e Empresários do Mercosul (Bripaem). A presença dela sublinhou a influência de Losivanio, que também preside o bloco setorial, na integração comercial sul-americana.

“É uma honra prestigiar o Losivanio, que também é nosso presidente lá no bloco. O trabalho dele é bastante importante não só para a região de Santa Catarina, mas para o Brasil todo. É essencial ressaltar os criadores que põem alimento na nossa mesa”, destacou Rita.

Vanduir Martini, presidente da Copérdia

O cooperativismo, força motriz do Oeste, foi representado por Vanduir Martini. O presidente da Copérdia definiu a relação com a ACCS como uma “parceria de primeira hora”, essencial para blindar o estado contra ameaças sanitárias.

“A Copérdia tem na sua essência a produção de suínos e estamos juntos. Os desafios são gigantes e a questão sanitária é fundamental para que a gente mantenha o status de Santa Catarina diferenciado a nível de mundo. A ACCS tem esse papel fundamental de organizar, defender e blindar o nosso setor”, analisou Martini.

Osvaldo Miotto Jr, conselheiro executivo do Icasa

Osvaldo Miotto Jr, do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa), reforçou o caráter técnico da gestão. Ele elogiou a competência da diretoria em articular as ações de defesa sanitária, vitais para a exportação.

“Estar à frente de uma instituição como esta exige criar força junto com as demais instituições. Percebo que o Losivanio e toda a diretoria têm feito isso com muito afinco e carinho. É disso que Santa Catarina e nossos produtores precisam”, afirmou Miotto.

Moacir Sopelsa, Ex-Presidente da ACCS

A emoção tomou conta quando Moacir Sopelsa, figura política histórica e que já presidiu a entidade, relembrou as raízes do associativismo. Filho de um dos fundadores da associação, Sopelsa compartilhou lições de resiliência aprendidas em casa, que servem de bússola para os tempos atuais.

“Meu pai dizia: ‘Nós temos que manter na crise o mesmo peso de animais que temos na fartura’. Ou seja, segurar os plantéis na crise para não precisar esperar quando a melhora vier. A suinocultura sempre teve altos e baixos, mas o nosso produtor, com persistência, nos transformou no maior produtor do país em um estado pequeno”, rememorou Sopelsa.

Paulo Tramontini, Ex-Presidente da ACCS

Mesmo ausente devido a um problema técnico em sua aeronave, o ex-presidente Paulo Tramontini fez-se presente através de um vídeo que tocou os convidados. Sua mensagem reforçou o sentimento de pertencimento e a continuidade do legado.

“Lamentavelmente, um problema de manutenção no avião nos tirou a oportunidade de abraçar os companheiros. Mas fica meu orgulho de ter feito parte dessa história de mais de seis décadas e de ter dado minha contribuição. Tenho certeza que nossa suinocultura continuará sendo referência para o Brasil e para o mundo”, concluiu Tramontini.

De 1959 ao topo do mundo: 66 anos de vanguarda

A celebração da noite de gala coroa uma trajetória iniciada em 24 de julho de 1959, quando 81 produtores visionários, no coração do Oeste, fundaram a ACCS para organizar uma cadeia produtiva emergente. Sob a liderança inicial de nomes como Attílio Fontana, a entidade não foi apenas uma resposta institucional, mas o motor de uma revolução silenciosa que transformou a suinocultura de subsistência em potência industrial. Ao atuar como ponte entre o saber popular e a tecnificação, a ACCS pavimentou o caminho para que Santa Catarina deixasse de ser apenas um estado produtor para se tornar uma referência global em sanidade e eficiência.

O DNA de inovação consolidou-se nas décadas seguintes, quando a entidade protagonizou o salto tecnológico do setor. Sob a presidência de Paulo Tramontini, em 1976, a inauguração da primeira central de inseminação artificial do Brasil marcou o início da era da genética de ponta, solidificando o estado como líder na produção de material de alta qualidade. Essa busca pela excelência, aliada a conquistas sanitárias históricas — como o certificado de área livre de febre aftosa sem vacinação em 2007 —, blindou o estado contra crises e transformou desafios, como os protestos da década de 1980, em políticas públicas estruturantes.

Com 66 anos, a ACCS chega a 2026 com uma estrutura robusta, exemplificada pela moderna Central de Coleta e Difusão Genética (CDG-ACCS) e pela força política do cooperativismo. A associação reafirma que sua longevidade não é fruto do acaso, mas de uma capacidade contínua de adaptação. A história de “suor e ousadia” iniciada pelos colonos prepara agora o terreno para um futuro onde tecnologia, sustentabilidade e liderança continental ditarão as regras.

Fonte: Assessoria Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS)
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Incentivos públicos fortalecem suinocultura e impulsionam produção no Sul do País

Programas de apoio financeiro, assistência técnica e biosseguridade ampliam competitividade e renda no campo.

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Foto: Divulgação/ACSURS

O município de Três Passos vem consolidando a suinocultura como uma das principais atividades econômicas locais por meio de políticas públicas voltadas ao incentivo produtivo, à biosseguridade e às boas práticas no meio rural. Entre as ações, destaca-se a concessão de subsídios financeiros e de horas-máquina aos suinocultores, calculados conforme o número de animais alojados.

Os incentivos abrangem serviços essenciais para a implantação, ampliação e modernização das granjas, como terraplanagem para novas estruturas, escavação de esterqueiras, adequação de áreas para embarque e desembarque de animais, melhoria dos acessos às propriedades e benfeitorias anexas, a exemplo de composteiras, escritórios e espaços para instalação de silos de ração. As medidas contribuem para a geração de renda, a permanência do produtor no campo e a sustentabilidade da suinocultura.

Bioseguridade como prioridade

Além dos investimentos em infraestrutura, o município incentiva fortemente a adoção de práticas de manejo, sanidade e bem-estar animal, fundamentais para a competitividade da suinocultura moderna.

Nesse contexto, destaca-se o Programa Municipal de Incentivo à Biosseguridade na Suinocultura, que subsidia adequações exigidas pelas legislações vigentes. Por meio do programa, cada produtor inscrito pode receber:

– Até 15 horas-máquina para obras e serviços de adequação sanitária;
– 700 URMs por ano, o que atualmente corresponde a R$ 4.802,00, pelo período máximo de seis anos, conforme disponibilidade orçamentária.

Atualmente, cerca de 100 produtores participam do programa, reforçando o compromisso do setor com a sanidade, a prevenção de doenças e a segurança da produção.

Acompanhamento técnico especializado para a suinocultura

O Programa Pró-Suíno assegura acompanhamento técnico permanente por meio de um profissional da Secretaria Municipal de Agricultura, dedicado exclusivamente à suinocultura, oferecendo suporte contínuo aos produtores e contribuindo para o aprimoramento da atividade no município.

PROMAT fortalece a atividade agropecuária

O PROMAT – Programa de Manutenção na Agropecuária consiste no repasse de créditos financeiros aos empreendimentos rurais, calculados em 5% sobre o retorno de ICMS gerado pelo próprio produtor, com base no Valor Adicionado Fiscal (VAF) do setor agrossilvipastoril.

O programa tem como objetivo auxiliar na manutenção das atividades no campo, estimular a produção e fortalecer a arrecadação municipal. Têm direito ao benefício os empreendimentos que efetivamente geram retorno de ICMS ao município, com exceção da produção leiteira, que possui regulamentação específica.

Em 2025, o PROMAT resultou no repasse de R$ 305.816,45 a 255 produtores rurais, evidenciando sua relevância para o fortalecimento do setor agropecuário local.

Associação

A construção e a consolidação dessas políticas públicas contam com a participação ativa da Assuipassos – Associação dos Suinocultores de Três Passos, que atua de forma direta na elaboração, no incentivo e no aperfeiçoamento dos projetos voltados à suinocultura. Como representante dos produtores, a entidade tem papel fundamental no diálogo com o poder público e contribui de maneira significativa para o desenvolvimento técnico, econômico e sanitário da atividade no município.

Fonte: Assessoria ACSURS
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