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Cenário do agronegócio catarinense é destaque nas reuniões regionais da Faesc
Primeiros encontros ocorreram nesta semana em Chapecó, Joaçaba e Lages. Ainda neste mês serão realizados eventos em Ituporanga, Mafra e Braço do Norte.

Plano Safra, calendário de feiras, campanha da CNA “Do pequeno ao grande. Do campo pra você”, Marco Temporal, Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), Programas de Formação Profissional Rural (FPR) e de Promoção Social (PS), Reforma Tributária e Lei da Mata Atlântica. Esses foram alguns dos assuntos em destaque nas reuniões regionais realizadas nesta semana pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).
A programação teve início na segunda-feira (31), em Chapecó, com a participação de representantes dos Sindicatos Rurais do Oeste e Extremo-Oeste, e seguiu na terça-feira, 1º de agosto pela manhã, com dirigentes do Meio Oeste, em Joaçaba, e no período da tarde, com representantes do Planalto Serrano, em Lages. Ainda neste mês, os eventos ocorrem em Ituporanga, reunindo dirigentes do Vale do Itajaí (10/08), Mafra com representantes do Planalto Norte (11/08) e Braço do Norte com o público-alvo da região Sul (18/08).
Os encontros são coordenados pelo presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo. As três primeiras reuniões também contaram com a participação dos vice-presidentes da Faesc, Clemerson Pedrozo, Enori Barbieri e Antônio Marcos Pagani de Souza, bem como do superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Faesc, Gilmar Zanluchi.
Estiveram presentes os vice-presidentes regionais da Faesc Waldemar Schroeder (extremo-oeste) e Luiz Carlos Travi (Oeste), na reunião de Chapecó, Newton Luiz Bedin (Meio-Oeste) na reunião de Joaçaba, e Márcio Cícero Neves Pamplona (Planalto Serrano) no encontro em Lages. Os supervisores regionais do Senar/SC, Helder Barbosa, Grasiane Viêra, Jeam Palavro e Stephanye Fanton também participaram.

Presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo
O presidente Pedrozo explicou que as reuniões acontecem periodicamente nas sedes microrregionais da Faesc e servem como panorama para ações e atividades do sistema sindical no Estado. “Nos reunimos com as lideranças sindicais, à exemplo do que fazíamos antes da pandemia, para saber como estão as atividades do setor produtivo. Somente indo até a base sabemos como devemos proceder para promover o desenvolvimento nessa classe que tanto nos honra”, destaca.
Ele também falou sobre os potenciais das três regiões e realçou que Santa Catarina é um estado pequeno, mas altamente produtivo, gerando excedentes exportáveis em praticamente todas as áreas. “As reuniões regionais representam importantes momentos para recebermos reinvindicações das bases sindicais e analisarmos quais os pontos devem ser tratados com mais firmeza nas principais cadeias produtivas de cada região”, reflete.
Próximas reuniões
Região VALE DO ITAJAI: 10 de agosto, 8h30, Clasen Park Hotel, em Ituporanga.
Região PLANALTO NORTE: dia 11 de agosto, na sala de reuniões do Restaurante Espaço Alamos, Gustavo Adolfo Friedrich, 65, Vila Formosa, Mafra, SC.
Região SUL: dia 18 de agosto, na sala de reuniões da ACIVALE – Associação Empresarial do Vale do Braço do Norte, Av. Felipe Schmidt, 3041 – Trevo, Braço do Norte – SC.

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Moatrigo 2026 reúne 450 participantes e aprofunda debate sobre desafios da cadeia do trigo
Workshop destacou tendências globais, retração produtiva no Brasil e impactos diretos para a indústria moageira.

O Moatrigo 2026 reuniu cerca de 450 participantes da cadeia moageira em um encontro dedicado a debates estratégicos, análises de mercado e conteúdo técnico. O workshop foi realizado na segunda-feira (13), pelo Sinditrigo-PR, em Curitiba, e reforçou a posição do evento entre os principais fóruns do setor do trigo no Brasil, com aumento de participação e densidade técnica a cada edição.
Na avaliação dos especialistas que compartilharam suas análises no Moatrigo, há consenso sobre o momento desafiador vivido pelos moinhos, com um cenário internacional atual de oferta elevada, redução expressiva da área plantada no Brasil e desafios de qualidade na safra argentina. No curto prazo, os contratos futuros já indicam alta, sustentados por uma safra mundial menor, pela redução histórica da área plantada nos Estados Unidos e pelo aquecimento dos preços na Argentina.
No Brasil, o quadro é mais sensível. A temporada 25/26 deve fechar com cerca de 7,1 milhões de toneladas importadas, e a estimativa é que a nova safra 2026/27 deve produzir apenas 6,5 milhões, volume muito inferior ao potencial já demonstrado pelo país. O Paraná, perdendo área para milho safrinha e cevada, também deve precisar importar em 2026/27, algo em torno de 1,8 milhão de toneladas. No ciclo 2026/27, a projeção da necessidade nacional de importação pode chegar a 8,2 milhões de toneladas.
A Argentina permanece como principal origem, mas sua safra, embora volumosa, apresentou proteína média de 11,2% e glúten úmido de 20,9%, exigindo complementar blends com trigos de outras origens, mais caros. Como país estruturalmente importador, o Brasil não forma preço e convive com custos elevados mesmo quando há oferta global confortável. Os debatedores destacaram ainda uma projeção de dois anos pela frente de aumento estrutural de custos, agravado pelo risco climático, pela baixa atratividade ao produtor e pela limitação de investimentos.
Espaço necessário para debate e atualização
“A cada edição, percebemos o quanto o Moatrigo se fortalece como um espaço necessário. O que torna o evento especial é a combinação entre público técnico, discussões estratégicas e a troca qualificada de experiências. Reunir quase 450 profissionais neste ano confirma que o setor está empenhado em buscar caminhos consistentes, atualizados e colaborativos para enfrentar um cenário cada vez mais complexo”, afirmou Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR.
O encontro também evidenciou a importância do networking qualificado, um dos pontos mais valorizados pelos participantes. Profissionais de diferentes regiões aproveitaram o ambiente para trocar percepções, aprofundar relações institucionais e ampliar conexões que fortalecem toda a cadeia. “No Moatrigo, essas interações não acontecem à margem da programação: elas fazem parte do valor do evento e contribuem diretamente para a construção de soluções e parcerias em um momento em que a indústria demanda cooperação e leitura conjunta de cenário”, ressaltou Paloma, que já confirmou a realização da edição 2027 do evento, provavelmente em março do ano que vem.
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Rio Grande do Sul inicia censo para mapear agroindústrias familiares
Levantamento deve alcançar mais de 4 mil empreendimentos e orientar políticas públicas.

O governo do Rio Grande do Sul iniciou, nesta terça-feira (14), a aplicação do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), com o objetivo de mapear a realidade de mais de 4 mil agroindústrias familiares no Estado. A primeira entrevista foi realizada em Estância Velha, na agroindústria Sabores do Rancho Laticínio Artesanal.

Secretário Gustavo Paim realizou a aplicação do primeiro censo na Agroindústria Sabores do Rancho em Estância Velha
Batizado de Censo das Agroindústrias Familiares, o levantamento vai reunir informações sobre gestão, sucessão familiar, qualidade de vida, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos rurais.
A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Emater-RS/Ascar e o Departamento de Economia e Estatística (DEE). A proposta é gerar uma base de dados que auxilie na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o diagnóstico permitirá identificar demandas específicas dos produtores. A partir dessas informações, o governo pretende direcionar ações com maior precisão, focadas na qualificação da produção e no desenvolvimento das agroindústrias familiares.
O presidente da Emater-RS/Ascar, Claudinei Baldissera, destacou que o levantamento também deve aprimorar o atendimento técnico no campo. Com dados mais detalhados, a expectativa é ampliar a atuação da assistência técnica e identificar novas oportunidades para os produtores.
A primeira entrevista foi realizada com a produtora Rafaela Jacobs, proprietária da Sabores do Rancho, agroindústria que produz queijos coloniais, iogurtes e sorvetes artesanais. Ela ressaltou que iniciativas como o censo contribuem para dar visibilidade ao setor e incentivar a permanência das famílias no meio rural.
O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) reúne empreendimentos que podem participar de feiras promovidas pelo governo estadual. Em 2025, o programa atingiu a marca de 2 mil agroindústrias certificadas, consolidando sua atuação no fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul.
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Fenagra 2026 aposta em tecnologia, sustentabilidade e novos mercados
Programação inclui congressos com foco em inovação, descarbonização e biocombustíveis.





Em sua 19ª edição, o evento contará com 250 expositores, entre empresas nacionais e internacionais, ocupando dois pavilhões e uma área de 26 mil metros quadrados. A expectativa é receber cerca de 14 mil visitantes e congressistas, com participação de representantes de países da América do Sul, Europa, Ásia, Estados Unidos, Rússia, Austrália e Arábia Saudita.
Nos dias 13 e 14 de maio, ocorre o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela UBRABIO. O encontro reúne representantes do governo, indústria e academia para discutir o avanço dos biocombustíveis, a substituição de combustíveis fósseis e os impactos da legislação no setor.